sábado, 31 de outubro de 2009

Ceará muito perto do acesso

O empate em 0 a 0 com o Ipatinga não chegou a ser um grande resultado, mas o pontinho conquistado em Minas fez com que o Ceará chegasse a 60 pontos no campeonato, dando um grande passo para voltar à elite do futebol brasileiro. Isto porque desde 2006 - ano em que a fórmula de disputa passou a ser por pontos corridos com 20 clubes - todos os clubes que atingiram 60 ou mais pontos após a 33ª rodada conseguiram subir. E não foram muitos.

Em 2006, o Sport liderava a Série B com os mesmos 60 pontos que o Vozão de hoje. Em 2007, o Coritiba era o 1º colocado com 62 pontos. E ano passado, o Corinthians tinha 73 pontos e o Avaí 62 nessa época do campeonato. Isto sem contar Vasco e Guarani, este ano, que praticamente garantiram o acesso.

E mais. Apenas um time nesses três anos somou 60 ou mais pontos e não subiu. Foi o Paulista de Jundiaí, em 2006, que terminou na 5ª posição, com 61 pontos, mesma pontuação do América-RN, mas atrás no número de vitórias (19 a 17). Ou seja, só um grande desastre tira o Ceará da Série A em 2010. A última vez que o clube disputou a Primeira Divisão foi em 1993.


Post retirado do Blog Revista da Série B

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

FIESTA COMPLETA

Foi uma noite histórica para o Independiente. Depois de dois anos e 10 meses o Rojo voltou a mandar uma partida em seu estádio. O Estádio Libertadores da América (foto), o mais moderno da Argentina, brotou sobre o mesmo terreno onde estava o antigo Doble Visera.

Mesmo ocupando uma colocação intermediária na tabela, a torcida fez a sua parte, encheu o estádio e empurrou a equipe para a vitória de 3 a 2 sobre o Colón. Trinta e cinco mil gargantas, a capacidade máxima, transformaram a noite de Avellaneda num verdadeiro caldeirão. Silvera, aos 12 minutos do primeiro tempo, entrou para a História marcando o primeiro gol da nova cancha.

Quem sabe esse não era o impulso que o Diablo precisava para voltar a trilhar o caminho de glórias, que o fez o maior campeão da Libertadores? Aliás, é por isso que o nome do estádio faz menção à competição sul-americana. Rojo sea bienvenido outra vez a su casa!

La mentira alemana

Enquanto isso, a um quarteirão dali, a festa dava lugar à apreensão. Informações desencontradas, revolta, discussões. O motivo? Lothar Mathaus não viria mais para o Racing. O alemão, que havia acertado tudo com os diretores da Academia através de telefonemas, mudou de ideia. E anunciou da mesma maneira que havia acertado tudo, por telefone, que não viajaria para a Argentina. Sua mulher teria sido o obstáculo? Lothar havia dito que não aceitaria a proposta de sua esposa se recusasse a viver no país. O mais estranho de tudo isso é que o anúncio da recusa foi feito três horas antes do embarque para Buenos Aires. Já havia até comitê de boas-vindas preparado.
Sinceramente, acho que no fim das contas foi melhor para o Racing. Não confio no trabalho de Lothar Mathaus e não acho que seu estilo se encaixaria no futebol argentino. Lembro que ele já tem em seu currículo uma fugaz passagem pelo Atlético Paranaense, sem resultados expressivos.
O Racing, que conseguiu a permanência num milagre feito nas últimas rodadas pelo técnico Caruso Lombardi, não se encontrou neste Apertura. Lombardi foi demitido e o time agora tem que buscar outro milagre, com quem quer que seja o treinador, para melhorar a sua média de pontos. Algo comum ao clube nos últimos anos.

Super sin super

Domingo passado tivemos Super-clássico. Foi um super sem graça, é bem da verdade. No fim das contas o empate em 1 a 1 foi justo. Ok, o River começou melhor, saiu na frente com Gallardo e poderia ter matado o jogo no primeiro tempo. Mas o Boca Juniors soube retomar a partida no segundo tempo, mesmo sem o brilhantismo de seu rival na etapa anterior. O empate veio através de Palermo. Notem que os marcadores desse jogo foram dois veteranos. Além disso o gol de Martin veio de um passe fantástico de Riquelme. De positivo nisso tudo o fato dos dois se abraçarem e comemorarem de maneira intensa o gol. Sinal de que a paz está realmente selada.
Por Raphael Martins

Pet volta e a torcida agradece

Para alívio da torcida rubro-negra, Petkovic treinou normalmente nesta sexta-feira e praticamente garantiu sua presença na partida contra o Santos, neste sábado, no Maracanã. Para aqueles que há algumas rodadas temiam pela ausência de Adriano, convocado para a Seleção Brasileira, o gringo mostrou que hoje é mais fundamental ao time do que o Imperador. Não que o atacante não seja importante, pelo contrário. Seus 16 gols no campeonato mostram como ele é decisivo, mas, no quesito organização da equipe, Pet é o número 1. Isso ficou claro na derrota para o Barueri, na qual o Flamengo não jogou absolutamente nada, totalmente perdido em campo, sem conseguir criar.

Andrade se complicou na partida desde a escalação inicial. Zé Roberto vinha muito bem como ponta esquerda e Willians na direita. O Tromba optou por recuar o primeiro para a posição de Petkovic e abrir o segundo na esquerda, com Fierro ocupando o lado direito. Resultado: desorganização, que, somada às péssimas atuações principalmente de Leo Moura e Juan, fez com que o Flamengo perdesse uma invencibilidade de 10 jogos e ficasse mais distante do título.

De acordo com levantamento do Lancenet, se compararmos os números rubro-negros com e sem Pet a diferença é gritante. Com o camisa 43 em campo, foram 17 jogos e 70,5% de aproveitamento. Sem ele, esse percentual cai para 33%. Apenas 4 das 14 vitórias do Flamengo no Brasileirão foram conquistadas sem a participação do gringo. Nas últimas 4 derrotas, 3 antes da série invicta e esta para o Barueri, ele não esteve em campo.

Ou seja, os flamenguistas podem ir mais tranquilos ao Maraca amanhã.

OBINA "HAT-TRICK" CONDUZ VERDÃO AO TOPO


Olá blogueiros. O que poderia ser o jogo da crise, no caso de derrota do Palmeiras, virou o possível jogo do título. Depois de perder três partidas seguidas, sem marcar gols, o Porco desencantou. E não sofreu gols, como nas exibições anteriores. A vitima foi o Goiás, que levou um chocolate de 4 x 0. O atacante Obina foi o nome no Palestra Itália, marcando três gols e dando um passe de calcanhar para o terceiro gol, marcado por Deyvid Sacconi. Agora o atacante tem 12 gols na competição. Com a vitória o Alviverde Paulista retoma a liderança com 57 pontos, dois a mais que o São Paulo (55). Na próxima rodada o Palmeiras enfrenta o Corinthians, em Presidente Prudente, interior paulista.

O clube paulista interrompe um período de seca e volta para liderança em um momento delicado e decisivo. Faltando seis rodadas, a margem de erro é quase zero para quem deseja o título nacional. O Goiás, que ainda sonhava com uma vaga na Libertadores, pode dar adeus ao sonho Sul-Americano. O Esmeraldino faz uma campanha ridícula neste segundo turno do brasileirão. Dos últimos 18 pontos disputados (6 jogos), o clube conquistou 2 (4 derrotas e 2 empates). A equipe dirigida pelo técnico Hélio dos Anjos é lanterna do segundo turno, com doze pontos em 13 jogos. Acho que a possibilidade de ser campeão abalou os nervos do elenco goiano.

Já o Verdão, que vinha de uma sequência difícil, recuperou a auto-estima e voltou para rota do título. A equipe reeditou as boas atuações do passado e mostrou um volume de jogo intenso. O detalhe foi a substituição do veterano Edmilson (contusão na coxa e não enfrenta o Corinthians), que deu lugar ao jovem Sandro Silva (terceiro amarelo e não enfrenta o Corinthians) na cabeça de área palestrina. Com Sandro na marcação a equipe se arrumou e possibilitou que Diego Souza jogasse um bom futebol na armação do time. Daí em diante foi Obina neles!!

Agora a 33ª rodada, neste fim de semana, vai ser de arrebentar os nervos. Qualquer deslize das seis primeiras equipes pode resultar em perdas irreparáveis.

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Rapidinhas da 32ª rodada:

O Fluminense venceu o Atlético-MG, no Maracanã, por 2 a 1. Gols marcados pelo atacante Fred (pênalti), Conca e Diego Tardelli. Com o triunfo, o Tricolor Carioca fica cinco pontos atrás do primeiro time fora da zona do rebaixamento (Botafogo – 35 pontos). Mesmo na lanterna, a equipe mostra uma evolução. São cinco jogos sem perder (2 vitórias e 3 empates) e essa sequência tem muito do talento do camisa 9 do time. Desde o retorno de Fred ao time titular, a equipe não perde. Na próxima rodada o Flu visita o Cruzeiro, melhor campanha do returno (29 pontos).

O Galo, que tinha a chance de assumir a liderança ou retomar a vice-liderança, no fim ficou sem os dois. Com a derrota o Atlético freia uma boa seqüência de duas vitórias depois de ficarem duas rodadas sem pontuar (Botafogo e Cruzeiro). No fim de semana os mineiros continuam fora de BH. Dessa vez o destino é Goiânia. Pela fase que vive, pode ser um ótimo adversário para recuperar a confiança atleticana. Por fim, o Sport recebeu o Coritiba na Ilha do Retiro e ficou só no empate (1 a 1). Com o resultado os donos da casa estão empatados em pontos (30) com o Fluminense e livres da lanterna pelo número de vitórias. Nas últimas seis rodadas a equipe terá que vencer todas as partidas para não cair. Já o Coxa, abriu seis pontos para o Santo André, primeiro da zona de rebaixamento, e precisa de mais três vitórias para se garantir na Série A.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Programa Revista da Série B

Amigos do Passando a Bola, tenho uma novidade para contar para vocês. A partir desta terça eu participo do programa Revista da Série B, no site do Sportv, que analisa cada rodada da Segundona mostrando números, gols, entrevistas e curiosidades. Sempre dois dias após cada rodada, uma nova edição do programa entrará no ar. Apesar de faltarem apenas 6 rodadas para acabar o campeonato, estou muito empolgado com o projeto.

Meu quadro conta um pouco sobre o craque da rodada, com a trajetória do jogador ao longo da carreira e na Série B deste ano. Além disso, o programa também tem um blog, cujo endereço é www.sportv.com.br/revistadaserieb. Eu também escreverei neste blog análises desta reta final da competição. Mas se acalmem, pois vou continuar firme e forte aqui no Passando a Bola.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Brasileirão obriga Dunga a testar novidades

Ricardo Teixeira já tinha avisado que os clubes que brigam por algo no Brasileirão não seriam prejudicados pela convocação de Dunga para os amistosos da Seleção Brasileira em novembro, dia 14 contra a Inglaterra e dia 17 contra Omã. O treinador até chegou a bater o pé, mas cedeu. E inovou, na minha opinião, com muita felicidade.

As principais surpresas foram Fábio Aurélio (Liverpool), Michel Bastos (Lyon), Carlos Eduardo (Hoffenheim) e Hulk (Porto). Em relação à lateral esquerda, a posição mais "aberta" da Seleção, os nomes chamados não me surpreendem, mas sim os que ficaram fora. André Santos vinha sendo titular da posição desde a Copa das Confederações, apesar de nunca ter enchido os olhos de ninguém. Filipe Luís foi convocado algumas vezes, mas só jogou uma, no empate em 0 a 0 contra a Venezuela. Confesso. Nenhum desses dois me agrada e acho que os testes são mais do que válidos.

Nós aqui no Passando a Bola já vínhamos reivindicando uma oportunidade para Fábio Aurélio há tempos. O jogador vem de boas temporadas no Liverpool, sendo peça importante no time inglês. O que pode pesar contra é o fato de que ele não vem atuando na lateral e sim no meio-campo. Na partida contra o Lyon, pela Liga dos Campeões, ele entrou no lugar de Gerrard, machucado, e no jogo seguinte, contra o Manchester United, continuou na posição. Mas não acredito que Fábio Aurélio vá encontrar alguma dificuldade e mais, acredito que ele tem tudo para se garantir na Copa.

Michel Bastos também tem o mesmo "problema". Desde que foi para o Lille, em 2006, abandonou a lateral. Foi ala por muito tempo, virou meia bastante ofensivo e na última temporada foi um dos artilheiros do Campeonato Francês, com 14 gols, e um dos melhores garçons, com 9 assistências. Foi eleito o melhor jogador da temporada na França e vendido ao Lyon por 18 milhões de euros, onde, por vezes, foi meia direita. Esse eu já acho que pode ter um pouco mais de dificuldade nesta readaptação, ainda mais no esquema da Seleção, no qual os laterais precisam se preocupar mais em defender do que em atacar. Mesmo assim também acho um teste valioso, de um atleta que pode ser muito útil até em outras posições, mais ou menos como Daniel Alves também o é no outro lado do campo.

Carlos Eduardo e Hulk são mais novidades. O primeiro é um dos destaques do Hoffenheim, 6º colocado na Alemanha. Apesar de jovem, Carlos Eduardo, revelado pelo Grêmio, já pode ser considerado experiente, pois está em sua terceira temporada no futebol alemão. Seu nome já foi cogitado em clubes maiores e essa transferência parece ser apenas questão de tempo, ainda mais depois dessa convocação. Porém, não acredito que ele tenha muitas chances de ir à Copa, a não ser que vá muito bem nesses testes. Ele tem dois gols na Bundesliga.

Hulk é um desconhecido para a maioria dos brasileiros, pois deixou o país muito jovem, a caminho do Japão. Lá, se destacou no Verdy Tokyo e acabou contratado pelo Porto. É um jogador muito forte (o próprio apelido não mente), mas muito habilidoso, canhoto, um estilo que lembra muito o de Adriano, com menos técnica. É titular absoluto do time português e a imprensa patrícia cobrava a convocação dele há algum tempo. Maradona é outro que já se declarou fã do atacante publicamente. Na última rodada da Liga dos Campeões, ele marcou dois gols na vitória do Porto sobre o APOEL, do Chipre, por 2 a 1. Apesar de achar que a convocação é válida, dessas quatro novidades Hulk é, na minha visão, o que tem menos chances de emplacar, já que esta vaga deve ser de Adriano. Mas, uma vez estando na Seleção, ele pode muito bem arrebentar e colocar uma dúvida na cabeça de Dunga.

Para terminar, só estranho a não-convocação de dois jogadores que eu gostaria de ver: Diego, do Juventus, e Grafite, do Wolfsburg. Mas também não são unanimidades, é apenas questão de gosto mesmo.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

PASSANDO A BOLA - MESA REDONDA

Amigos, está no ar mais um Passando a Bola Mesa Redonda. Neste programa destacaremos a 31ª rodada do Brasileirão, debateremos a briga no topo e nos últimos lugares da tabela e escolheremos o craque e o gol mais bonito da rodada, além do Troféu Hélio dos Anjos e o nosso toque final. Vejam!

Neste primeiro bloco, os destaques da 31ª rodada do Brasileirão:



Neste segundo bloco, uma análise da briga acirrada contra o rebaixamento:



Neste terceiro bloco, a escolha do craque e do gol mais bonito da 31ª rodada, além do Troféu Hélio dos Anjos e de nosso toque final:


quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Crise ataca o líder

Noite de quarta-feira, jogo isolado do Brasileirão. O líder Palmeiras encara o 17º colocado, Santo André. O time do ABC jogava em casa, mas só na teoria, pois a maioria absoluta de torcedores era alviverde. E mais, o Santo André tinha até então o pior desempenho como mandante, com apenas 4 vitórias em 15 jogos. O Palmeiras, o melhor visitante. Pois bem, eu no conforto de minha casa pensei: "Hoje o time do Muricy volta a vencer, dá um bico nesse princípio de crise e o título brasileiro volta a ser questão de tempo". Ledo engano. Novamente o Palmeiras jogou muito mal, sem inspiração alguma e foi derrotado por 2 a 0 até com certa facilidade.

Não vou falar muito sobre a partida, pois já se passou muito tempo, apenas alguns registros. O Palmeiras até começou bem, mas bastou perder Cleiton Xavier aos 20 da primeira etapa para se desorganizar. A partir desse momento o time praticamente parou de criar e ficou dependente de chutões pra frente, bolas alçadas na área sem direção e do brilho individual de seus principais jogadores, como Vágner Love e Diego Souza. Vágner até jogou direitinho, buscou as jogadas, mas seu companheiro, Obina, não ajudou muito. Agora, o camisa 7, tido como craque do Brasileirão, está longe de poder ostentar tal rótulo. Pelo segundo jogo consecutivo Diego não jogou absolutamente nada. Parecia com uma preguiça enorme, sumido, mal colocado, bem distante do jogador que até pouco tempo atrás encantava pela disposição, habilidade e por chamar a responsabilidade. Será a famosa síndrome da Seleção Brasileira?

Outro que está muito mal é Edmílson, perdidinho como volante, a frente da zaga. Ontem, o Santo André ousou, entrou em campo com somente um volante e três meias, além de dois atacantes e envolveu o sistema defensivo palmeirense com facilidade. O que também chamou a atenção foi o nervosismo dos comandados de Muricy em campo. Desde o primeiro minuto pareciam impacientes, discutindo entre eles mesmo a cada erro. A pressão de ser líder com o campeonato chegando ao fim parece estar pesando.

Como consequência, o Palmeiras completou seu quarto jogo sem vitória. Pior. A terceira derrota seguida. Pior ainda. O terceiro jogo sem marcar gols. Esta sequência fez a equipe quebrar recordes. Negativos, é claro. Desde julho de 2004 o Alviverde não passava três partidas em branco no Brasileirão. Mais. NUNCA na história dos pontos corridos o time que terminou como campeão somou apenas um ponto em quatro jogos consecutivos durante todo o campeonato. Em 2005, o Corinthians ficou 4 jogos sem vencer, mas com 2 empates e 2 derrotas. Em 2008, o São Paulo também teve um jejum de 4 partidas, mas empatou 3 e perdeu 1.

Não bastasse a péssima sequência dentro de campo, fora de campo pipocam notícias ruins. Lembram que falei que o Cleiton Xavier saiu machucado? Então, hoje ficou constatada uma lesão muscular na coxa direita e o meia ficará fora por 30 dias, tendo sua volta prevista apenas para a penúltima rodada. Isso sem contar nos boatos de problemas de relacionamento entre os jogadores. Após a derrota pro Flamengo, Marcos saiu criticando nominalmente alguns companheiros. E hoje, durante o treino, Vágner Love teve que ficar um bom tempo explicando que não há ciúmes no elenco em relação ao seu salário, superior.

Muricy, você tem bastante trabalho pela frente.

SEMANA DE SUPERCLÁSSICO

Acabou o sofrimento com a seleção nas Eliminatórias. Agora é hora de voltarmos nossa atenção para o Torneio Apertura. Tão logo a poeira se assentou vem aí o Superclássico, River e Boca, que vai ser jogado no próximo domingo, no Monumental de Núñez, a partir das 16h10, horário de Buenos Aires, 17h10 no horário brasileiro de verão.

Vai ser o clássico do Boca em grande ascensão no campeonato, agora décimo colocado, há cinco pontos do líder San Lorenzo, e que vem de três vitórias consecutivas. A última foi na rodada passada, frente o Tigre, na Bombonera, por 2 a 1. O Xeneize vai encarar um River Plate agônico, na 16ª colocação, com apenas seis pontos, e que não vence uma partida desde a segunda rodada. Aliás, esse triunfo frente ao Chacarita foi o único do Millonário neste campeonato. Já são sete rodadas sem saber o que é vencer e na última, um empate sem graça em 0 a 0 com o Huracán. River trocou de técnico, agora o comandante é Leonardo Astrada, em substituição a Pipo Gorosito. Se vencer o clássico, o River pode ressurgir neste campeonato e ganhar moral, quem sabe para voltar a ser um time competitivo e plantar as bases para o Torneio Clausura.

Mesmo assim eu acredito que o Boca Juniors, mesmo jogando na casa do maior rival, não perde esse jogo. Alfio Basile conseguiu fazer o time reencontrar o prazer de jogar. Palermo e Riquelme voltaram a se entender, enfim. Não duvidaria se ao final do campeonato, numa arrancada espetacular, o Boca leve o troféu para os lados do Caminito.

Líder
Muita gente torce o nariz quando digo que gosto do trabalho de Diego Simeone como técnico. Ok, o futebol pode não ser dos mais vistosos, mas o homem consegue pôr no time uma injeção de ânimo incrível. A prova disso é o San Lorenzo que lidera o campeonato e venceu no último sábado o Rosario Central por 1 a 0. Simeone foi um líder nato dentro de campo e mostra ser o mesmo como treinador. Vibra, xinga, reclama e comemora os gols como se ainda jogasse. Como treinador foi campeão nacional com o Estudiantes e com o River, e pode ser mais uma vez com o Ciclón. Assim sendo eu gostaria de ver o Cholo como técnico da Argentina.

Bicho sorpresa

Ninguém prestou muita atenção no Argentinos Juniors no início do campeonato. O time de La Paternal já é o quarto colocado, com 18 pontos, mesma pontuação de Colón e Vélez. Apenas um pontinho atrás do líder. A equipe perdeu apenas um jogo no Apertura, para o Vélez (0-1), empatou três vezes e venceu cinco, sendo que na última rodada o triunfo foi sobre o Racing por 2 a 0. A boa campanha servirá para livrar de vez o Argentinos Juniors do descenso.

Demais resultados: Lanús 1 x 1 Vélez; Gimnasia 1 x 2 Colón, Atlético Tucumán 1 x 1 Godoy Cruz, Arsenal 1 x 1 Banfield, Independiente 1 x 1 Chacarita, Newell’s 2 x 1 Estudiantes.

Classificação: San Lorenzo 19, Colón 18, Vélez 18, Argentinos Jrs. 18, Estudiantes 17, Independiente 17, Newell’s 17, Banfield 17, Rosario Central 14, Boca 14, Arsenal 11, Godoy Cruz 10, Lanús 10, Gimnasia 9, Atlético Tucumán 9, River Plate 6, Huracán 6, Racing 4, Chacarita 4, Tigre 4.

Média para a Libertadores: Colón 1,857; Lanús 1,714, Huracán 1,571.

Por Raphael Martins

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Podcast - Liga dos Campeões (3ª RODADA - 21/10)

Amigos do Passando a Bola, estamos de volta com mais um Podcast, desta vez debatendo o complemento da 3ª rodada da Liga dos Campeões da Europa. O destaque foi a grande vitória do Milan sobre o Real Madrid, no Santiago Bernabéu, por 3 a 2. Também tivemos a goleada do Chelsea sobre o Atlético de Madrid, o Bordeaux virando o jogo para cima do Bayern de Munique, além das outras partidas. Confira a nossa análise!



Podcast - Liga dos Campeões (3ª RODADA - 20/10)


Amigos do Passando a Bola, está no ar, depois de muito tempo, mais um Podcast. Desta vez, debatendo a 3ª rodada da Fase de Grupos da Liga dos Campeões da Europa. Nesta terça, quatro grupos tiveram partidas, com algumas surpresas, como as derrotas do Barcelona e do Liverpool em casa para Rubin Kazan e Lyon, respectivamente. Neste Podcast falaremos dessas duas partidas e das outras que movimentaram essa terça de futebol. Como temos tido problemas para hospedar áudio, resolvemos publicá-lo no próprio Youtube mesmo. As imagens seriam melhores, estava preparando um clipe com fotos dos jogos de hoje, mas quando estava terminando deu erro no meu Movie Maker e tudo se apagou, portanto fiz do jeito mais simples. Mas como o que importa é o áudio e nossa conversa, acho que não tem problema. Façam bom proveito.




ANÁLISE DOS CONFRONTOS DA REPESCAGEM EUROPÉIA


Olá blogueiros. Nesta segunda-feira, a FIFA sorteou em Zurique, na Suíça, os confrontos pela repescagem europeia. As partidas serão disputadas no sistema mata-mata. Os confrontos vão ocorrer nos dias 14 e 18 de novembro.

Vamos aos jogos:
Irlanda x França (1ª partida - dia 14/10 em Dublin/ 2ª partida em Paris)
Bósnia x Portugal (1ª partida – dia 14/10 em Zenica/ 2ª partida em Lisboa)
Ucrânia x Grécia (1ª partida – dia 14/10 em Kiev/ 2ª partida em Atenas)
Eslovênia x Rússia (1ª partida – dia 14/10 em Maribor/ 2ª partida em Moscou)

Análise das partidas:
França x Irlanda

A seleção francesa ganhou um adversário duro na repescagem europeia. A Irlanda ficou em segundo no grupo 8, atrás da Itália, e terminou invicta. Dez jogos e nenhuma derrota! A equipe é dirigida pelo italiano Giovanni Trapattoni, reconhecido admirador do ferrolho azzurra.

Destaques: Shay GIVEN – goleiro titular do Manchester City; John O'SHEA – leteral-esquerdo do Manchester United; Richard DUNNE – zagueiro do Aston Villa e Robbie KEANE – atacante do Tottenham.



Os franceses, segundos no grupo 7, chegam com uma certa desconfiança para esse confronto. A necessidade de brigar pela vaga na repescagem foi encarada como um fracasso pela opinião pública francesa. O técnico Raymond DOMENECH perdeu apenas uma vez, mas empatou três jogos. O principal problema é a falta de um padrão de jogo. Até agora Domenech não achou o time. Acredito que material humano ele tem, falta é formar um time.


Destaques: Karim BENZEMA – atacante do Real Madrid; Thierry HENRY – atacante do Barcelona; Yoann GOURCUFF – meia do Bordeaux; Lassana DIARRA - volante do Real Madrid; Patrice EVRA - lateral-esquerdo do Manchester United; Franck RIBERY - atacante do Bayer de Munique.

Palpite: França

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Portugal x Bósnia


Os nossos patrícios suaram até conseguir uma vaguinha na repescagem. Por pouco os portugueses não foram eliminados da Copa da África. Carlos Queiroz, técnico da seleção portuguesa, vem fazendo um trabalho bem irregular e sofre pressão no cargo. A sombra do brasileiro Luis Felipe Scolari ainda existe. Na imprensa lusitana se especula que o técnico pode ser demitido depois de classificar a seleção para a Copa. Neste caso, Felipão assumiria a equipe no Mundial. A principal crítica é em relação à falta de produção das estrelas. Queiroz é acusado de não saber trabalhar com grandes jogadores. Vale lembrar que o brasileiro Liédson foi naturalizado e ajudou muito na arrancada final da seleção portuguesa.


Destaques: CRISTIANO RONALDO *(está machucado, pode ficar fora dos jogos contra Bósnia) – atacante do Real Madrid; DECO – meio-campo do Chelsea; SIMAO SABROSA – meia-atacante do Atlético de Madrid e LIÉDSON – atacante do Sporting Lisboa.


O adversário lusitano vai dar trabalho! Os bósnios têm uma geração muito talentosa, seus principais jogadores são destaque no futebol alemão e francês. O ataque da Bósnia foi o quarto das eliminatórias européias com 25 gols marcados. Inglaterra, com 31, Espanha, com 28 e Alemanha, com 26, foram os três primeiros.


Destaques: Edin Džeko – atacante do Wolfsburg (campeão alemão); Vedad Ibišević – atacante do Hoffenheim; Zvjezdan Misimović – meio-campo do Wolfsburg (campeão alemão) e Miralem Pjanić – meia-atacante do Lyon.

Palpite: Portugal

* Sem C. Ronaldo, eu aposto na Bósnia.
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Grécia x Ucrânia

Na minha opinião será o confronto mais equilibrado da repescagem. Os gregos conquistaram uma Eurocopa em 2004, mas não mantiveram o nível e ficaram fora da Copa do Mundo da Alemanha. Agora chegam com boas chances para se garantir na Copa. Jogar o segundo jogo em Atenas pode pesar em um confronto equilibrado como esse. Entra para não levar gols em Kiev e joga tudo pela classificação em casa.


Destaques: Theofanis Gekas – artilheiro das Eliminatórias (10 gols)/ atacante do Bayer Leverkusen; Georgios KARAGOUNIS – meio-campo do Panathinaikos e Vasileios TOROSIDIS – zagueiro do Olympiakos; Angelos CHARISTEAS - atacante do FC Nuremberg e Konstantinos KATSOURANIS - meia do Panathinaikos



A Ucrânia chega credenciada pelo talento de Shevchenko, atacante do Dinamo de Kiev, que marcou 6 gols e ficou com a vice-artilharia do grupo 6 - atrás do inglês Wayne Rooney (9 gols). Os ucranianos jogam com uma forte defesa (6 gols sofridos em 10 jogos). A aposta no contra-ataque é a grande arma dos soviéticos.


Destaque; Andriy SHEVCHENKO – atacante do Dínamo de Kiev; Andriy VORONIN - atacante do Liverpool

Palpite: Ucrânia

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Rússia x Eslovênia


Os russos são favoritos para esse confronto. A equipe de Moscou tem mais jogadores decisivos que os calouros eslovênos. Outra vantagem está no banco de reservas. Guus Hiddink é o comandante russo, a experiência do holandês pode pesar na classificação para a Copa.


Destaques: Andrei ARSHAVIN – meia-atacante do Arsenal (ING); Yury ZHIRKOV - meio-campo do Chelsea (ING); Roman PAVLYUCHENKO – atacante do Tottenham (ING)/ vice-artilheiro do grupo 4 - (5 gols)



Os eslovênos tiveram a melhor defesa das Eliminatórias Europeias. A equipe sofreu apenas quatro gols em dez jogos disputados (0,4 gols por partida). Menos de um por jogo. Assim a equipe vai tentar aprontar uma zebra para cima dos russos.


Destaques; Valter BIRSA – atacante do Auxerre (FRA); Milivoje NOVAKOVIC – atacante do Colônia (ALE)/ vice-artilheiro do grupo 3 - (5 gols)

Palpite: Rússia

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

PASSANDO A BOLA - MESA REDONDA

Amigos, está no ar mais um Passando a Bola Mesa Redonda. Neste programa destacaremos a 30ª rodada do Brasileirão, debateremos a terceira rodada da fase de grupos da Liga dos Campeões da UEFA e escolheremos o craque e o gol mais bonito da rodada, além do Troféu Hélio dos Anjos e o nosso toque final. Vejam!

Neste primeiro bloco, os destaques da 30ª rodada do Brasileirão:



Neste segundo bloco, uma análise da terceira rodada da fase de grupos da Liga dos Campeões da UEFA:



Neste terceiro bloco, a escolha do craque e do gol mais bonito da 30ª rodada, além do Troféu Hélio dos Anjos e de nosso toque final:


Quem é o craque do campeonato?

Antes do jogo entre Palmeiras e Flamengo promoveram a partida como o duelo entre os dois craques do campeonato: Diego Souza e Adriano. Não era para menos. Os dois realmente estão em ótima fase, são fundamentais para suas equipes e voltavam da Seleção Brasileira. Mas depois do que se viu ontem no Palestra Itália, com todo respeito ao Imperador, deixo-o um pouco de lado nessa lista e coloco Petkovic. A cada partida me impressiono mais com a forma do sérvio. Além de estar esbanjando condicionamento físico, correndo muito e participando ativamente do jogo, sua técnica parece ficar mais apurada proporcionalmente à sua idade. Aos 37 anos, o gringo mostra que quem é craque sempre terá espaço no futebol, não importa o ano de nascimento.

Falo isso baseado em números. Adriano é um dos artilheiros do campeonato, contribui bastante, especialmente com gols. São 15 no campeonato. Mas acho que em termos gerais, Petkovic é mais comparável a Diego Souza nesse status de craque do Brasileirão. Até pela posição em campo e pela contribuição não só balançando as redes adversárias, mas também dando passes e participando ativamente de gols. E, nessa "briga" com o camisa 7 palmeirense, o 43 rubro-negro leva a melhor nos números: Diego atuou em 26 dos 30 jogos do Palmeiras no campeonato. Nesses, foi titular em 25. Marcou 7 gols e participou diretamente de outros 7 gols (assistências + participação direta na jogada). Isso dá uma média de 0,27 gol por partida e 0,27 participação em gols por partida. Pet é superior nesses quesitos: foram 16 jogos, sendo 10 como titular, 6 gols e 8 participações diretas. Uma média de 0,38 gol por partida e 0,5 participação em gol por partida.

Porém, há um dado que pesa ainda mais a favor do sérvio. Ele foi titular pela primeira vez contra o Corinthians. Somando esse jogo com os anteriores nos quais foi reserva, Pet fez um gol e participou de outro. Depois, ficou três jogos fora por lesão e voltou contra o Santo André, justamente na primeira partida dessa arrancada de 9 invictas que o Flamengo vive no momento. Foi titular em todos e pasmem: dos 18 gols da equipe, nada menos do que 12 tiveram participação ativa do gringo. 66,6%. É muito.

Diego Souza está na frente nessa disputa porque o Palmeiras é líder isolado e o título com certeza (e com justiça) pesa na escolha do craque da competição. Mas dependendo da colocação final do Flamengo, me arrisco a dizer que Petkovic pode ser eleito. Falando por mim, hoje eu fico com o gringo. E vocês?

Outro fato que me faz colocar Pet nesse patamar é a maneira como sua volta ao Flamengo foi tratada. Piada, isso mesmo, piada. Muitos acharam graça e riram quando o Rubro-Negro o anunciou. Disseram que era uma prova da falência do clube, que o meia jogaria apenas de favor, que era ex-jogador em atividade e por aí vai. Não se fala isso de um ídolo de uma Nação, como o próprio Petkovic gosta de falar. Outros não fizeram troça, mas duvidavam que o gringo pudesse realmente ser útil. Eu mesmo achava que ele poderia ajudar de vez em quando, entrando na segunda etapa, batendo uma falta aqui, um escanteio acolá. Mas ninguém, repito, NINGUÉM, poderia imaginar que Pet estaria "voando" do jeito que ele está. Ninguém, a não ser o próprio Petkovic.

Em entrevista pra gente, na estreia do Passando a Bola Entrevista, lá no começo de julho (não custa nada lembrar que fomos os primeiros a falar com ele nessa volta) ele já se mostrava confiante na sua capacidade e disse com todas as letras: "Tenho confiança em mim. Só eu tenho a perder. Estou arriscando todas as minhas fichas porque sei que ainda posso render e ajudar o Flamengo." Confesso que ali, ao lado dele, não acreditei muito, mas admirei sua postura. Digamos que paguei pra ver. E vi. Ou melhor, estou vendo.

sábado, 17 de outubro de 2009

O Jason morreu

Serei breve. O Jason morreu. Sim. O tão aclamado São Paulo, tricampeão brasileiro, não vai chegar ao tetra. Há chances matemáticas, mas não há chances reais. Estou maluco? Não, apenas vi os últimos jogos tricolores e o que vi foi um time longe, mas muito longe daquele que domina o futebol por aqui há 3 anos. O apelido dado por parte da imprensa (ridículo, por sinal) felizmente deve ser abandonado, depois da derrota deste sábado para o Atlético-MG. Novamente os comandados de Ricardo Gomes jogaram mal, muito desorganizados e o placar final (1 a 0 para o Galo) foi justíssimo. Melhor para os mineiros que roubaram a vice-liderança do próprio São Paulo, chegaram aos 50 pontos e estão há 4 do Palmeiras, que joga neste domingo. De quebra, Diego Tardelli marcou mais um gol e voltou à artilharia do campeonato, com 15 gols, ao lado de Adriano.

Voltando ao São Paulo. Novamente nada deu certo. A zaga, apesar de ser a melhor do Brasileirão, com 31 gols sofridos, falhou e deixou Tardelli livre para abrir o placar logo a um minuto de jogo. O meio-campo errou muitos passes e pouco criou. Não que o São Paulo de antigamente criasse situações de gol em profusão, mas primava pela competência. Quando tinha oportunidade, marcava. E tinha nas bolas paradas uma grande arma. Nesse ano nada disso funciona. A equipe não cria, os jogadores mal conseguem dominar uma bola (Washington mais parece um paredão) e as bolas paradas parecem estar sempre enderaçadas às cabeças da zaga adversária. Assim, o Tricolor foi presa fácil para o Atlético, tirando uns 15, 20 minutos de um futebol razoável apresentado ainda na primeira etapa. O Galo, por sua vez, foi superior e quando foi ao ataque levou muito mais perigo.

Aliás, esse time atleticano é realmente muito bom. Parabéns à diretoria, que soube reforçar o elenco. Carini dá muita segurança no gol, Thiago Feltri e Carlos Alberto marcam e apoiam o tempo todo, Correa e Ricardinho dão qualidade ao meio-campo e no ataque, além de Tardelli, artilheiro, Éder Luis é muito rápido. Isso sem contar no pessoal do banco: Coelho, Wellington Saci, Welton Felipe, Renan, Evandro, Renteria, Alessandro... Já tinha escrito isso antes, mas vale mais uma lembrança. Até a metade do campeonato eu não acreditava que Celso Roth fosse conseguir manter a boa campanha, em função da escassez de bons jogadores. Agora isso mudou e o Atlético, no mínimo, vai para a Libertadores, o que já é uma ótima notícia para a fanática torcida alvinegra, pois nos últimos anos o Galo tinha se limitado a brigar para não cair. O título ainda é difícil, porque parece improvável tirá-lo do Palmeiras. Mas se o líder não vencer o Flamengo neste domingo, aí o sonho do bicampeonato brasileiro estará mais vivo e real do que nunca.

Foi a sexta vitória do Atlético fora de casa neste Brasileirão (se levarmos em conta o clássico do primeiro turno contra o Cruzeiro, quando o rival tinha o mando de campo), o time que mais venceu como visitante na competição, ao lado do Palmeiras e do Goiás.

Já o São Paulo, como escrevi, está em fase ruim, claro que para os padrões são paulinos. O time venceu apenas uma vez nas últimas 6 partidas (3 empates e 2 derrotas). Para piorar, perdeu uma invencibilidade de 32 jogos no Morumbi em Campeonatos Brasileiros - a última derrota tinha sido dia 15/05/2008, 1 a 0 para o Grêmio, na primeira rodada do Brasileirão do ano passado. Com 5 pontos de diferença para o líder e jogando desse jeito, o Jason, definitivamente, morreu.

- Além do São Paulo, outro time lá de cima que vive péssima fase é o Goiás. Após ser derrotado de virada por 2 a 1 pelo Avaí, o Esmeraldino completou 4 jogos sem vitória (3 derrotas e 1 empate) e estacionou nos 46 pontos, na 5ª posição. Neste domingo pode ser ultrapassado pelo Flamengo. Confesso que me decepcionei com o Goiás. Não que eu imaginasse que a equipe fosse brigar pelo título, mas até pouco tempo atrás era o time goiano que apresentava o futebol mais bonito do Brasil. Coincidentemente essa queda de produção tem a ver com a estreia de Fernandão. Vejam bem, não estou dizendo que a culpa é dele, mesmo porque trata-se de um excelente jogador e na época de sua contratação eu o elogiei bastante. Mas não podemos negar os números. Fernandão estreou na 21ª rodada. Desde então foram 10 partidas, com 3 vitórias, 2 empates e 5 derrotas ou 36,6% de aproveitamento. O atacante, porém, entrou em campo em 8 dessas partidas e o aproveitamento é um pouco melhor, 41,6%. Mas se compararmos com o desempenho antes da estreia de Fernandão, a diferença é gritante: 58% de aproveitamento. Apenas um gol marcado e um cartão vermelho, muito pouco para o investimento que foi feito. Esse é o típico caso do time que está ganhando e não se deve mexer. Outro dado interessante e que deve ser levado em conta é a ausência do jovem, mas competente e titular zagueiro Rafael Tolói, vice-campeão mundial sub-20 no Egito. A última partida dele antes de se apresentar à Seleção Brasileira foi justamente na vitória sobre o Santos, estreia de Fernandão. Até esse jogo, o Goiás tinha levado 29 gols em 21 rodadas, uma média (alta) de 1,38 gol por jogo. No entanto, depois da saída de Rafael essa média aumentou bastante e ficou ainda pior: 20 gols em 9 jogos ou 2,2 gols sofridos por jogo. Óbvio que o zagueiro não é o único motivo para que o desempenho defensivo tenha caído tanto, até porque ele não jogou todas essas 21 partidas, mas com certeza sua presença dá mais segurança ao time.

Já o Avaí voltou há ganhar depois de 4 jogos e, como tinha empatado os últimos 3, agora está há 4 sem perder. Curioso como o mundo muda rápido não é? Silas faz excelente trabalho e o time catarinense, além de não cair (objetivo inicial), deve conseguir uma importante vaga na Sul-Americana. Ótimo.

- Barueri e Santos fazem parte do grupo de times que não brigam por mais nada. Por isso o 0 a 0 caiu perfeito para resumir a situação dos dois. Sem graça.

GAROTADA É VICE NO EGITO

Olá blogueiros. E a seleção brasileira perdeu o título da Copa do Mundo Sub-20 para Gana, nos pênaltis (4x3). A garotada, que havia mostrado um bom poder de fogo durante toda a competição, marcando 14 gols, não concluiu a gol na final desta sexta-feira. Esse foi o principal defeito da equipe comandada pelo técnico Rogério Lourenço. O Brasil dominou todas as ações durante o jogo, principalmente a partir dos 36 minutos do primeiro tempo, quando os africanos ficaram com dez em campo depois da expulsão de Addo.

Mesmo com um a mais, os brasileiros não abriram o placar. Não sei o que se passou na cabeça dos nossos homens de frente. Era rotina ver o Brasil chegando com vantagem no ataque e querendo tocar a bola até a pequena área. Com isso os africanos foram se segurando e realizando seu objetivo: levar a decisão para os pênaltis. E assim a seleção de Gana venceu o Mundial do Egito.

Ficou muito claro que na cabeça dos nossos jogadores decidir nos pênaltis era uma derrota, os meninos estavam derrotados na fisionomia. Assistindo a decisão do meu sofá, eu já previa o pior só de ver a cara do Souza, do Maicon e do Alex Teixeira. Não estou falando que eles amarelaram, mas faltou personalidade. Para Gana ficou o gostinho de vingança. Os africanos haviam perdido para nós na final do Mundial de 93. Gana, que está mais uma vez classificada para Copa, terá bons jogadores para incorporar ao grupo adulto. Exemplos do capitão Ayew (filho do ídolo nacional Abedi Pelé) e do atacante Adiyiah, artilheiro e craque do mundial. Olho neles!

Do nosso lado, também temos alguns destaques. O goleiro Rafael (Cruzeiro) é um ótimo jogador. O camisa 1 da seleção está quase pronto. Tem bons reflexos, boa técnica e muita personalidade. Na defesa, a menos vazada do mundial (3 gols sofridos), Rafael Tolói (Goiás) tem muito futuro. O zagueirão tem ótima estatura, é rápido e tem boa técnica. O lateral-esquerdo Diogo (São Paulo) também foi um destaque no mundial. O jogador foi uma grande opção ofensiva pelo lado esquerdo durante toda a competição. No meio-campo, o volante Souza (Vasco), mesmo perdendo um pênalti na decisão, se destacou bastante, com bons lançamentos e ótima saída de bola.

Outro destaque do meio-campo foi o capitão Giuliano (Internacional). Para mim o grande destaque da seleção. O camisa 10 está completo e pronto para ajudar o Internacional nos desafios futuros e para jogar no futebol europeu. Giuliano é forte, habilidoso e tem ótima visão de jogo, um clássico meia-armador. E para encerrar, Alex Teixeira (Vasco). O atacante foi o Bola de Prata do Mundial. Com muita habilidade e velocidade, o camisa 7 da Seleção Brasileira promoveu momentos de pura arte nos gramados do Egito. Para ficar completo, Alex tem que melhorar suas conclusões de dentro e fora dá área.

É isso aí blogueiros! Vamos esperar para ver se essas promessas vão estar brilhando no Mundial de 2014 no Brasil.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

CLASSIFICAÇÃO COM O DEDO DE DEUS


Olá blogueiros. Argentina está classificada para Copa de 2010 e os Uruguaios vão disputar a repescagem possivelmente contra Honduras. Os Hermanos venceram o Uruguai por 1 a 0, gol marcado pelo volante Bolatti. Fim de um tabu de 34 anos sem vitórias em Montevidéu.

Que fim de jogo em Montevidéu! Fim de jogo, porque o restante foi uma porcaria. Maradona montou sua equipe fechadinha com uma linha de quatro defensores fixos (Demichelis, Otamendi, Schiavi e Heinze) e com isso amarrou o jogo dos uruguaios. Além do ferrolho montado pelo Pibe, os armadores da celeste erraram muito na saída para o ataque. Na primeira etapa , como falei, o jogo foi muito ruim. O único destaque foi a movimentação e a luta do meia Di Maria da Argentina.

No segundo tempo o panorama foi o mesmo. As duas seleções não chegavam com perigo e as defesas levavam certa vantagem. Mais uma vez, o argentino Di Maria, era a única válvula de escape da equipe de Maradona. No fim do jogo o técnico do Uruguai colocou o atacante Cavani e abriu o jogo. Com mais espaço os argentinos começaram a chegar com mais volume até a conclusão dentro da pequena área do volante Bolatti (1x 0).

Agora a Argentina se transforma para a disputa do mundial da África do Sul. Falo isso porque assim com nós, os argentinos chegam mais fortes quando a classificação é suada e sofrida. Não preciso lembrar nossos exemplos. Um exemplo marcante deles é a Copa de 86 no México, vencida com o brilho de Maradona. Os argentinos se classificaram na última rodada com um empate contra o Peru. Fez uma primeira fase sofrível no México se classificando em terceiro em um grupo de quatro times. E mesmo assim foi campeão. Então vamos abrir o olho!

Nesta semana uma pesquisa perguntou se o povo argentino queria ou não ver Maradona no comando da seleção na Copa da África do Sul. Surpreendentes 80% dos participantes da pesquisa foram contra a manutenção do Dios, mas depois da reação do treinador e sua comissão técnica e da pequena torcida argentina em Montevidéu que gritava: Ole.. ole... ole...ole...Diego, Diego! Não sei não, acho que Don Diego vai comandar a Argentina na África.

Para terminar, alguns números de Maradona nesse período de um ano no comando da seleção:

São 14 jogos (9 vitórias e 5 derrotas)

78 jogadores convocados

Duas vitórias (2 x 1 Peru e 1 x 0 Uruguai) com a sorte e La mano de Dios – Maradona colocou Palermo no fim do jogo contra o Peru. O centroavante do Boca decidiu a partida com um gol nos acréscimos. No jogo de hoje, o técnico recuou a equipe colocando o volante Bolatti e o defensor do Huracán marcou o gol da classificação.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Rodada da turma de baixo

Amigos do Passando a Bola, antes de mais nada peço desculpas pela falta de posts e pelo atraso dos mesmos. Estou com falta de tempo para escrever, mas sempre que posso dou uma passada por aqui. Então vamos a uma breve análise da 29ª rodada da Série A.

Para começar, esta rodada pode ser descrita como das chamadas zebras. Afinal, nenhum dos 5 primeiros colocados conseguiu vencer, pela primeira vez em 2009, e apenas um dos últimos 5 perdeu e mesmo assim foi para um dos concorrentes diretos na briga para não cair (Santo André 1 x 2 Fluminense). Com isso, quem se deu bem foram os times que vêm de baixo: o Flamengo manteve a sexta posição, mas diminuiu a diferença para o G4 para apenas dois pontos; o Cruzeiro, que ao final do primeiro turno era o 14º, agora está na sétima colocação; e o Corinthians, que pulou quatro posições e está em 8º, se bem que o Timão não tem mais objetivos claros no Brasileiro, já que o título é quase impossível e a vaga na Libertadores está garantida.

Começando pelo Cruzeiro, que jogou nesta segunda um clássico contra o Atlético-MG e ganhou por 1 a 0. Tem a melhor campanha do 2º turno com 20 pontos e, como escrevi antes, subiu nesta segunda metade sete posições na tabela. A equipe celeste parece cada vez mais perto da consistência da época da Libertadores, que parecia perdida desde o vice-campeonato para o Estudiantes. Está a 5 pontos do G4 e entrou de vez na briga lá de cima, ainda mais porque joga novamente em casa na próxima rodada, diante do Botafogo. O time de Adílson Batista não perde há 4 jogos (3 vitórias e 1 empate). Kléber continua fora e o ataque engrenou com Wellington Paulista e Thiago Ribeiro. Será que o Gladiador volta?

O Galo, por sua vez, perdeu as duas últimas partidas e consequentemente a chance de encostar no líder Palmeiras, que também andou tropeçando. Assim fica difícil ser campeão e a briga pela Libertadores vai complicando, pois o número de concorrentes aumentou. E o próximo confronto é direto, contra o São Paulo, no Morumbi.

- O Palmeiras voltou a tropeçar, desta vez fora de casa, diante do Náutico. Não que jogar nos Aflitos seja fácil, pelo contrário, ainda mais com o Timbu precisando vencer para fugir do Z4. Mas como se tratava do líder e contra uma equipe que está na parte de baixo da tabela, não tinha como tirar o favoritismo do time paulista. O Palmeiras, contudo, não teve chance. O 3 a 0 foi merecido, mas como anda com sorte de campeão, consegue manter a distância de 5 pontos para o vice-líder há 4 rodadas porque seus concorrentes transbordam incompetência. Essa sorte, porém, pode acabar uma hora, então é bom voltar a ganhar. A próxima rodada é muito importante e difícil: o embalado Flamengo, invicto há 8 partidas, mas com a vantagem de jogar no Palestra Itália, onde ainda não perdeu no campeonato (9 vitórias e 5 empates) e no ano tem 74% de aproveitamento. Jogasso!

Já o Náutico embolou ainda mais a disputa na parte de baixo da tabela, pois todos, menos o Santo André, ganharam pontos na rodada. E principalmente voltou a vencer nos Aflitos, o que não acontecia há 3 jogos.

- Outro que perdeu pontos que não deveria foi o Goiás, com o empate em 1 a 1 com o vice-lanterna Sport. O resultado soa pior quando se vê que o Rubro-Negro tem o desempenho mais fraco como visitante no Brasileirão, com 15 jogos, 0 vitórias, 5 empates e 10 derrotas. O Esmeraldino não vive um bom momento, já que não ganha há 3 jogos. Está na mesma situação que o Atlético, arrumando problemas para a classificação para a Libertadores.

- O Botafogo, que sempre reclamou da falta de confiança da torcida, provou que também não confia nela. Fez promoção para o hoje contra o Avaí, num feriado de Dia das Crianças, vindo de duas vitórias e fora da zona de rebaixamento depois de 8 rodadas. Foram colocados à venda apenas 30 mil dos 44 mil lugares do Engenhão. Resultado: milhares de torcedores ficaram do lado de fora sem poder entrar. Uma falta de respeito. Falando da partida, o Botafogo não jogou tão bem quanto nos últimos dois jogos, mas também não foi mal. Sofreu 2 a 0 e não se abateu. Foi buscar o empate em 2 a 2 e teve até oportunidades para ganhar. É o terceiro jogo seguido sem derrota. O Avaí marcou sua segunda bobeira consecutiva, cedeu o empate depois de estar vencendo por 2 a 0, fora de casa.

- Santos e Vitória integram aquele grupo do Brasileirão que já não tem muitos objetivos. Talvez por isso o 0 a 0 tenha sido tão chato, a ponto de que não tenho o que falar.

sábado, 10 de outubro de 2009

MAESTRO RUBRO-NEGRO

Olá blogueiros. Já virou rotina elogiar as atuações do sérvio Petkovic (foto). Hoje mais uma vez o gringo acabou com o jogo! Pet foi decisivo na vitória de virada do Flamengo em cima do São Paulo (2x1), com um golaço de pênalti - é isso mesmo, ele fez um golaço de pênalti ao estilo Zidane na final da Copa da Alemanha - e ainda colocou o atacante Zé Roberto na cara do gol para confirmar a virada. E não parou por aí. O camisa 43 deu carrinho, roubou bola, orientou os companheiros e ficou até o fim da partida em campo. Nas últimas oito rodadas do Brasileirão, tem dando gosto de ir ao estádio ou assistir aos jogos do Flamengo pela televisão. O maestro Rubro-Negro é o melhor jogador da Série A.

Petkovic marcou 4 gols e deu 3 assistências, nesses oito jogos de invencibilidade do Flamengo. Nesse período o time marcou 16 gols e sofreu 4 (Pet participou de 7 dos 16 gols marcados). Quase 50% dos gols da equipe saem dos pés do craque. É impressionante o desempenho desse meia de 37 anos, não me lembro de ver o gringo jogando com tanta responsabilidade, liderança e qualidade. Acho que nem em 2001, quando se tornou herói da nação, Petkovic jogava com tanta participação durante toda a partida.

Para terminar, queria lembrar que na sua chegada ao clube, Pet foi questionado e até desrespeitado pela diretoria do futebol. Na época, Kleber Leite, Plínio Serpa Pinto e o técnico Cuca foram contra o retorno do craque. A chegada do sérvio foi uma solução encontrada pelo Presidente interino Delair Dumbrosck para equacionar uma dívida com o jogador. A cúpula do futebol boicotou a apresentação de Petkovic e o técnico Cuca fez pouco caso da entrada do jogador no elenco. Quis o destino que os três (Kleber, Plínio e Cuca) deixassem o clube enquanto o gringo comanda uma arrancada cada vez mais concreta do Flamengo.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

"BICHO" GORDO PELO BI-MUNDIAL


Como dá para perceber na foto a cima, não é de admirar que Frank Lampard, John Terry e David Beckham estejam dançando de alegria antes do jogo deste sábado com a Ucrânia. O trio foi fotografado fazendo a “Bring Me Sunshine” dança feita pelo famoso comediante Eric Morecambe. E você sabe qual o motivo de tanta alegria? É que as conversações entre os jogadores e a FA (Federação Inglesa de Futebol) sobre um bônus para o caso dos ingleses conquistarem a Copa do Mundo na África do Sul, estão bem adiantadas.


A Federação está disposta a desembolsar R$ 5.5 milhões se os três leões forem bem sucedidos. Bobby Moore e os vencedores da Copa de 1966 ganharam mil Libras cada, para levantar o troféu em Wembley. Os vinte e três jogadores do elenco inglês que vão participar da fase final da Copa irão dividir o bônus, dependendo quantos jogos cada um jogar. Isso significa que os titulares da equipe poderiam facilmente ganhar o valor máximo oferecido: £ 400 mil.


A soma oferecida para as estrelas ainda é café pequeno comparado com a receita de até R$ 60 milhões que a FA poderia ganhar, caso a equipe vá até a final da Copa.
Fonte: The Sun

Até que enfim

O título traduz bem o sentimento de todos os alvinegros nesta sexta-feira. Já era do Botafogo ter uma atuação convincente no Brasileirão jogando em casa. Aliás, já era do time ganhar no Engenhão, o que não acontecia desde 01/08, no 2 a 1 contra o Barueri, quando Ney Franco ainda era o treinador e Estevam Soares dirigia o time paulista.

Estevam, aliás, parece ter encontrado a formação ideal com dois zagueiros, dois volantes e quase três atacantes; isto porque Reinaldo varia entre a função de quarto homem de meio-campo e o ataque. O time ficou mais leve, mais veloz, muito também em função da entrada do garoto Jobson. Recém-chegado ao clube, o menino de 21 anos é habilidoso, rápido e o melhor, não tem medo de partir pra cima dos adversários. Jogando pelas pontas, criou inúmeras jogadas de perigo e lembrou bastante Maicosuel em alguns momentos.

Resumindo, o 3 a 1 sobre o Atlético-MG foi a melhor atuação do Botafogo no campeonato, coroada com a saída da zona de rebaixamento depois de 8 rodadas. O time agora é o 16º, com 31 pontos, 2 a frente do Santo André, que abre o Z4. Segunda-feira, o Alvinegro tem boas chances de se distanciar ainda mais da Série B, pois joga em casa novamente, desta vez contra o Avaí. A equipe catarinense é perigosa, mas em boa fase o Bota tem tudo para se impor e vencer a terceira consecutiva. Alô, torcida alvinegra! Vamos encher o Engenhão!

Já o Atlético-MG sentiu a falta de Éder Luis e, principalmente, Diego Tardelli. O time quase não ameaçou e foi batido até com certa facilidade. Conseguiu se manter no G4 graças ao rival Cruzeiro, que venceu o Goiás por 3 a 0, no Mineirão. Agora, os rivais fazem o clássico estadual segunda-feira. Nova derrota do Galo complica a vida de Celso Roth na disputa por vaga na Libertadores, porque os times que estão abaixo se aproximam cada vez mais. O Cruzeiro é um deles, pois caso vença, chegará a 42 pontos e será mais um na briga.

- Uma prova do quanto o Avaí é perigoso foi dada ontem, quando os catarinenses conseguiram um empate com o líder Palmeiras, no Palestra Itália, e ainda tiveram boas chances de vencer. Os visitantes abriram 2 a 0, perderam duas oportunidades inacreditáveis e foram castigados com o empate alviverde. Para o Palmeiras foi ruim mais pelo fato de que o time poderia abrir 7 pontos na liderança. Mas como o São Paulo também havia empatado quarta-feira por 2 a 2 com o Coritiba, a diferença de 5 pontos foi mantida.

- Uma rápida passada pelos jogos de quarta-feira, já que não tive tempo de escrever sobre. O Inter voltou a ganhar na partida de estreia de Mário Sérgio no comando da equipe, mesmo sem jogar bem. Mas o 3 a 1 recolocou o Colorado no G4 e isso que interessa. O Flamengo, por sua vez, jogou bem mais uma vez e arrancou um empate contra o Vitória no finalzinho em uma partida muito difícil. Manteve a sexta colocação e encara o São Paulo, no Maracanã, sábado. Se vencer, entra de vez na briga pela Libertadores. Mas é jogo duríssimo. E o Fluminense praticamente decretou seu rebaixamento ao empatar em casa com o Corinthians. A última chance de continuar respirando é o confronto direto e decisivo com o Santo André, neste sábado, fora de casa. Vencendo ganha sobrevida. Se perder ou até mesmo empatar, adeus.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

QUE JOGÃO!

Olá blogueiros. Que espetáculo o jogo (3x3) desta quarta-feira entre Vitória e Flamengo. Uma partida que valia muito na briga por uma vaga na Libertadores. Baianos e cariocas entraram em campo com fome de jogo e com um só objetivo: a vitória. Com isso, as duas equipes proporcionaram um início de primeiro tempo eletrizante. Foram quatro gols em sete minutos (Dênis Marques, Roger, Petkovic (foto) e Ramon). Ainda na primeira etapa o Vitória virou em um contra-ataque puxado pelo Gláucio, que rolou para o gol do meia Ramon. Mesmo com o abatimento da virada baiana, o Rubro-Negro carioca se acalmou no jogo, tocou a bola e recuperou o controle do jogo.

O técnico Andrade mexeu bem na equipe. Juan, Bruno Mezenga e Maxi entraram nas vagas de Willians, Dênis Marques e Petkovic, respectivamente. E toda essa ousadia do Tromba surtiu efeito. Nos acréscimos Mezenga lançou o lateral Juan na grande área, que rolou para Zé Roberto empatar a partida. Um pontinho importante para o Flamengo na briga por uma vaga no G-4.

Queria destacar os dois veteranos da partida de ontem. Ramon (37) e Petkovic (37) jogaram muito! O meia do Rubro-Negro baiano fez dois gols, o primeiro de falta, lindíssimo. Pet marcou um, também de falta, mas quase fez três. O gringo chegou perto de marca mais dois, em duas cobranças de faltas bem defendidas pelo goleiro Greguer. É impressionante como o sérvio ta jogando bem e com saúde.

Outro destaque do Flamengo foi Zé Roberto. O camisa 26 fez o gol do empate, deu o passe para o primeiro gol do Denis Marques e ainda sofreu a falta que o Pet converteu. A boa fase do Zé se mistura com a seqüência de sete jogos sem perder da equipe (3 empates e 4 vitória). Nesse período Zé Roberto marcou três gols (Santo André, Sport e Vitória), além de ter participado de alguns gols dando passes ou sofrendo faltas. Indiscutivelmente essa virada teve o dedo do técnico que nunca deixou de apoiar o meia.

Sábado tem Flamengo x São Paulo, no Maracanã, pela 29ª rodada. Expectativa de mais um recorde de público e renda da Série A. Para Flamengo e São Paulo é vencer e vencer. Que jogão!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

SUPER PALERMO

Afinal de que planeta vem Palermo? Faço essa pergunta não pelo fato dele ser um jogador excepcional, mas pelo fato dele ser um goleador como poucos e que leva em sua figura uma dose de simpatia, folclore e amor ao que faz e ao clube que defende. Palermo parece ser um jogador de outra época.

No último domingo, na vitória sobre o Vélez Sarsfield por 3 a 2, Palermo colocou mais um momento ímpar em sua galeria. O gol de cabeça do meio da rua, uma distância de 35 metros, já entrou para o Guinness Book. A vitória, de virada e sobre um rival de peso, trouxe um pouco de paz para a Casa Amarilla. A prova disso não foi que o Boca Juniors jogou bem, pelo contrário, mostrou mais uma vez sua fragilidade defensiva, mas algumas imagens provaram que os medalhões estão imbuídos na causa de melhorar a imagem do clube em 2009.

A classificação para a próxima Libertadores só deve ocorrer se o Boca Juniors conseguir uma arrancada milagrosa. O Xeneize é 11º, com oito pontos em seis partidas. Está há oito pontos do líder Estudiantes. Mas não custa nada colocar o clube numa situação mais digna ao fim do campeonato. Battaglia (el generalísimo), Riquelme (que golaço!) e Palermo (gol histórico) levaram à loucura a Bombonera, como nos velhos tempos. Outro fato a ser destacado, o abraço de Riquelme a Palermo na comemoração do terceiro gol. Uma mostra de que neste momento todas as diferenças internas estão superadas em nome do azul y oro. Que venha o Racing!

Veja o gol histórico de Martín Palermo:




Sin comando


Nestor Gorosito não resistiu à derrota no clássico para o San Lorenzo por 2 a 1, no Nuevo Gasómetro. Foi a quarta derrota do Millonário neste Torneio Apertura. A equipe venceu apenas uma partida e está na 16ª colocação. O nome mais forte para substituir a Pipo é Leonardo Astrada, ex-jogador e também treinador do River Plate. Na época em que deixou o comando do Millo, o clube era o segundo na média de pontos, atualmente é o 12º.

Outros jogos: Independiente 2 x 1 Tigre; Colón 0 x 0 Banfield; Huracán 3 x 1 Racing; Argentinos 1 x 0 Estudiantes; Arsenal 1 x 0 Rosario Central; Newell’s 3 x 0 Atlético Tucumán; Gimnasia 2 x 0 Chacarita; Lanús 1 x 0 Godoy Cruz.

Classificação: Estudiantes 16, Argentinos 15, Banfield 15, Vélez 14, Newell’s 13, Independiente 13, San Lorenzo 13, Rosário Central 13, Colón 12, Arsenal 10, Boca 8, Godoy Cruz 8, Gimnasia 8, Lanús 8, Atlético 7, River 5, Racing 4, Huracán 4, Chacarita 3 e Tigre 3.

Média de 2009: Colón 1,769; Lanús 1,769; Huracán 1,620; Rosario Central e Banfield 1,461. (Os três com melhores médias em 2009 vão para a próxima Libertadores, junto com Vélez, campeão do Clausura 2009, Estudiantes, campeão da Libertadores 2008 e o campeão do Apertura 2009).


Por Raphael Martins



terça-feira, 6 de outubro de 2009

PASSANDO A BOLA - MESA REDONDA

Amigos, está no ar, com um certo atraso, mais um Passando a Bola Mesa Redonda. Neste programa destacaremos a 27ª rodada do Brasileirão, debateremos a escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016 e escolheremos o craque e o gol mais bonito da rodada, além do Troféu Hélio dos Anjos e do nosso toque final. Vejam!

Neste primeiro bloco, os destaques da 27ª rodada do Brasileirão:



Neste segundo bloco, um debate sobre a escolha do Rio de Janeiro como sede da Olimpíada de 2016:



Neste terceiro bloco, a escolha do craque e do gol mais bonito da 27ª rodada, além do Troféu Hélio dos Anjos e de nosso toque final:

EXCLUSIVO - SABELLA: SINTO QUE ESTOU NO OLIMPO DESTE CLUBE

RAPHAEL MARTINS: Como o senhor está vivenciado o fato de ser um treinador campeão da América?

ALEJANDRO SABELLA: É uma alegria muito grande e uma responsabilidade enorme. Sei que entrei para a História, assim como esse elenco do Estudiantes. Para o nosso clube foi muito importante. E a forma como ganhou também foi marcante, pois jogamos um grande futebol e ganhamos de uma grande equipe, o Cruzeiro.

RM: O senhor foi auxiliar do Daniel Passarella no Corinthians e na seleção uruguaia. O que você pôde aprender com ele?

AS: Nós temos personalidades diferente mas pensamos o futebol de uma maneira parecida, com disciplina tática. Nesse sentido somos muito parecidos. Porém no tocante ao trato com os jogadores somos diferentes. Ele é mais linha-dura. Eu sou mais liberal. Mas dentro do campo sempre buscamos um time solidário e aguerrido. Tanto na hora de defender quanto na hora de atacar.
RM: Por essa análise pode-se dizer que o ponto forte desse time do Estudiantes é o jogo coletivo?

AS: Sim, o jogo coletivo e o caráter. O jogo coletivo e a técnica devem andar de mãos dadas. Uma coisa se alimenta da outra. O ponto forte desse Estudiantes é o jogo de equipe e a solidariedade. Tentamos jogar sem desespero, sempre pensando na vitória. Mesmo quando estamos perdendo procuramos não nos desesperar. Eu sempre digo que o futebol é jogado com os pés e com a cabeça.
RM: E dentro de campo essa “cabeça” da equipe é Verón?

AS: Verón é um grande jogador. É o melhor de nosso time, é o jogador mais importante. Todos no grupo têm essa consciência.

RM: Sendo técnico de uma equipe principal há menos de um ano, a conquista da Libertadores e o sucesso que vem tendo à frente do Estudiantes é uma surpresa?

AS: Assumi no dia 15 de março e em julho já era campeão da Libertadores. Não acho que foi uma surpresa pelo que disse antes. Trabalho com o caráter da equipe, com a força interior dos jogadores. Gosto de lembrar sempre a eles sobre a História desse clube. Durante a Libertadores sempre falava nas preleções sobre as conquistas do Estudiantes em 68, 69, 70. Sem falar que conto com uma lenda viva do clube em campo, que é Verón, filho de outra lenda do Estudiantes.

RM: Depois de ter assumido o Estudiantes, ter sido campeão da Libertadores e agora lidera o Torneio Apertura, o que mudou em sua vida nesse período tão curto de tempo?

AS: Muitas coisas não mudaram. Não sou muito de sair de casa. Quando não estou na minha residência estou no clube, e vice-versa. Sou uma pessoa tímida. Mas é claro que o fato de ser campeão traz seus efeitos. Não consigo caminhar pela rua por exemplo sem que apareça uma pessoa que queira tirar uma foto, pegar um autógrafo. Às vezes levo alguns sustos quando estou dirigindo porque as pessoas param ou emparelham seus carros ao lado do meu e começam a buzinar. Mas eu tenho noção de que agora ocupo um lugar importante na História do clube. Conquistei dois títulos argentinos com o Estudiantes como jogador, e agora ganhei um título continental. Sinto que estou no Olimpo de este clube.

RM: Como você vê a rivalidade entre os torcedores argentinos de uma maneira em geral? Entre Gimnasia e Estudiantes, por exemplo?

AS: La Plata não é uma cidade muito grande, mas também não é uma cidade pequena. O que eu acho é que a rivalidade aqui é muito violenta, o que é algo ruim. Em comparação com o Brasil, por exemplo, eu acho que as torcidas brasileiras são mais tranqüilas.

RM: Mas aqui no Brasil o Estudiantes teve apoio da torcida do Atlético, rival do Cruzeiro. Os cruzeirenses pressionaram muito o time do Estudiantes?

AS: Não. Foi tudo muito tranqüilo. Todos nos trataram muito bem. E sobre as rivalidades, isso é coisa do futebol. Mas é lógico que ficamos muito agradecidos pelo apoio nos dado pela torcida do Atlético Mineiro.

RM: Sobre o Torneio Apertura. Parece que o Estudiantes, mesmo já estando na próxima Copa Libertadores e tendo que disputar um Mundial em Dezembro, não se desligou do torneio local. Qual é a tática para manter a equipe focada no campeonato nacional?

AS: Isso não é uma coisa fácil de se conseguir. Sobre isso falo individualmente. Converso com cada jogador. Digo que o que está em jogo é a camisa do Estudiantes e lembro que existem vários jogadores das categorias de base dispostos a ganhar um lugar no time principal. Lógico que quanto mais se aproxima do Mundial a ansiedade tende a aumentar. É natural. Mas penso também que se chegarmos nos Emirados Árabes levando na bagagem uma boa sequência de vitórias e até mesmo um título, isso vai nos ajudar. Porque o grupo vai estar com o moral elevado. Por isso que até mesmo tratar o Torneio Apertura com seriedade pode nos ajudar a conquistar o Mundial.

RM: E o que podemos esperar desse time do Estudiantes no Mundial?

AS: Creio que a preparação vai começar, a sério, cerca de um mês antes. Aí poderemos ter noção da condição física de cada jogador após um campeonato desgastante.

RM: Enfrentar o Barcelona lhe assusta?

AS: Antes teremos um confronto com uma outra equipe. Se passarmos aí temos grandes chances de enfrentar ao Barcelona, que também terá de vencer o seu jogo. Porém acho que nesse caso vou ter de pedir à FIFA para entrar em campo com 14 jogadores. Só para tentar parar Messi.

RM: Como última pergunta, o senhor crê que a Argentina vai conseguir uma vaga para o Mundial?

AS: Temos bons jogadores, que são talentosos e atuam em clubes importantes. Mas a nossa situação está muito difícil. Mas eu creio que iremos ao Mundial e digo mais: O Brasil ganhou a Copa do Mundo em 1970 e só veio a ganhar outra no Pós-Pelé em 1994, ou seja, 24 anos depois. A última vez que a Argentina foi campeã do mundo foi em 1986, ou seja, em 2010 fará 24 anos do Pós-Maradona. É claro que são coincidências, mas tenho confiança de que a Argentina irá se classificar e que poderemos fazer um bom papel na África do Sul.

Por Raphael Martins

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Rapidinhas de Domingo - Bota respira em Goiânia

O Botafogo conseguiu o que muitos consideravam impossível. Após 11 rodadas sem vitória, na 18ª colocação, o Alvinegro foi até o Serra Dourada e derrotou o Goiás, quarto colocado, por 3 a 1, com justiça. Para se ter noção do tamanho do feito botafoguense, o Esmeraldino não perdia em casa desde a 11ª rodada (quando caiu diante do Avaí, por 2 a 0) e o último triunfo do time carioca sobre o Goiás, fora de casa, havia sido em 1995, ano em que o clube foi campeão brasileiro. De quebra, os três pontos aliviam a pressão em cima do técnico Estevam Soares, que conquistou sua primeira vitória no comando do Bota no Brasileirão, e do vice de futebol, André Silva, e do gerente de futebol, Anderson Barros, que tiveram suas demissões requisitadas pelo Conselho Deliberativo. Nesta segunda, uma reunião será realizada em General Severiano para lavar a roupa suja e definir todas essas situações. Mas em função do ótimo resultado em Goiânia, acredito que nada vá mudar.

Porém, apesar de finalmente ter conseguido vencer, o Botafogo não deixou a zona de rebaixamento. É o 17º, com 28 pontos, mesma pontuação do 16º, Santo André, mas perde no número de vitórias (7 a 5). Como lembrou o companheiro Victor Valente, quando comentávamos sobre a rodada, o Alvinegro teve inúmeras oportunidades de deixar o chamado Z-4 e não conseguia vencer. Quando o fez, não saiu das últimas posições. Agora vai ter que engatar uma sequência para se distanciar do perigo. E tem uma boa chance para isso, afinal tem dois jogos consecutivos em casa: Atlético-MG e Avaí. O problema é que o Bota tem a pior campanha como mandante do Brasileirão, com apenas 3 vitórias em 14 jogos (6 empates e 5 derrotas) - 35,7%. Está na hora da torcida gloriosa apoiar a equipe e fazer do Engenhão uma arma.

O Goiás, talvez desgastado pelo jogasso do meio de semana diante do Cerro Porteño, foi presa fácil. O Esmeraldino caiu da 2ª para a 4ª colocação e começa a se preocupar com os rivais que estão abaixo na briga pela Libertadores. E o Hélio dos Anjos mais uma vez reclamou. Que mala!

- O Grêmio marcou bobeira e empatou com o vice-lanterna Sport, no Olímpico, por 3 a 3, depois de estar três vezes na frente no placar. O Tricolor perdeu a chance de encostar ainda mais no G4. Jonas fez um belo gol e chegou aos 14 no campeonato, vice-artilheiro ao lado de Diego Tardelli. Maxi López marcou os outros dois. Pelo Sport, Vandinho, Paulinho e Fininho foram os autores dos gols. Foi o segundo empate nos últimos 3 jogos que o Grêmio fez em casa, o que é péssimo para uma equipe que tem a melhor campanha como mandante (10 vitórias, 4 empates e 0 derrota).

Já o Sport segue, mesmo que lentamente, sua recuperação. Com 24 pontos, a distância para o Santo André, primeiro clube fora da zona de rebaixamento, é de 4 pontos. Neste segundo turno, o desempenho do Leão da Ilha melhorou muito. São 11 pontos em 8 partidas. Se cosiderarmos que na primeira metade do campeonato foram 13 pontos em 19 jogos, a torcida rubro-negra pode ter esperanças de escapar da Série B ano que vem.

- O Internacional realmente perdeu o rumo. Depois de ser eliminado no meio da semana pelo Universidad do Chile, na Sul-Americana, o Colorado foi derrotado novamente, desta vez para o Coritiba, por 2 a 0. Nos últimos 4 jogos, apenas um ponto somado. Foram três derrotas e um empate. No segundo turno, o Inter faz campanha pífia: apenas 7 pontos em 8 jogos, a terceira pior campanha nesta segunda metade do Brasileirão. Por causa dessa queda livre de desempenho, o Colorado deixou o G4 pela primeira vez no campeonato. Era o único time que permanecia entre os quatro primeiros em todas as rodadas. Tite está balançando e desta vez não é só a torcida que pega no pé. A diretoria também já mostrou insatisfação publicamente com as atuações da equipe. E elenco não falta. O que será que está acontecendo? Ficar fora da Libertadores será uma vergonha.

O Coritiba, por sua vez, praticamente deu adeus definitivo ao fantasma da Série B. Nas últimas 9 partidas, foram 5 vitórias, 2 empates e 2 derrotas. Apesar de estar na 15ª posição, são 5 pontos de vantagem em reação ao 16º colocado. E o Coxa não tem time para cair.

- Na Ressacada, o empate em 2 a 2 entre Avaí e Cruzeiro praticamente sepultou as chances de ambas as equipes de entrarem na briga pela Libertadores. Mas evidencia momentos distintos dos dois times. O Avaí, depois de um período impressionante, no qual ficou 11 partidas invicto, voltou ao "normal". Nos últimos 6 jogos, foram 4 derrotas, 1 empate e apenas 1 vitória. Aquela gordurinha acumulada agora faz a diferença e dificilmente o time catarinense vai correr riscos até o final do Brasilerão. O Cruzeiro, por sua vez, melhorou demais. Tem a quinta melhor campanha do returno, com 14 pontos, e o que mais chama a atenção é o desempenho fora de casa: são sete jogos como visitante sem perder (4 vitórias e 3 empates). Se no Mineirão a equipe fosse um pouquinho melhor, talvez estaria brigando mais em cima na tabela.

domingo, 4 de outubro de 2009

Os grandes vencedores do domingo

Das quatro equipes que venceram neste domingo, duas podem considerar a 27ª rodada como perfeita: Flamengo e Palmeiras. Não só porque venceram clássicos estaduais com autoridade, mas principalmente porque consolidaram suas aspirações no campeonato. O Rubro-Negro chegou as 41 pontos, na sexta posição (melhor colocação do clube na competição; na 4ª, na 7ª e na 9ª rodadas também esteve na mesma colocação), a apenas 4 pontos do G4. O Verdão foi para 53 pontos e voltou a abrir 5 pontos de vantagem para o vice-líder, São Paulo. O time de Muricy Ramalho completou 13 rodadas na liderança e caminha a passos largos rumo ao título. Mas vamos falar separadamente de cada jogo.

No Maracanã, recorde absoluto de público no Brasileirão: 78.409 pagantes, 82.566 presentes. Destes, mais de 80% eram flamenguistas, que viram a equipe de Andrade derrotar com autoridade o Fluminense por 2 a 0. Adriano, mais uma vez, foi o destaque da partida, marcando os dois gols e chegando aos 15 no campeonato, artilheiro isolado. Mas outros nomes também foram muito importantes na vitória, dentro e fora de campo. Zé Roberto voltou a jogar muito bem. Na primeira etapa, em que o Flamengo pouco criou, foi o mais lúcido em campo ao lado do Imperador. Na segunda etapa continuou se destacando e fez a jogada do primeiro gol, depois quase deixou o seu, mas Rafael fez ótima defesa. Willians também foi muito bem. O volante entrou depois do intervalo e atuou quase como um ponta direita, alternando jogadas por aquele lado com Léo Moura. Que pulmão tem esse rapaz! Além de atacar constantemente, também marcou muito, correu demais, desarmando vários ataques tricolores.

Mas o elogio maior vai para o Andrade. A cada jogo o Tromba mostra seu valor, prova que não é o treinador por acaso. Ele mudou o esquema batido que o Flamengo usava desde 2007, implantou um 4-2-3-1, no qual o Rubro-Negro não só não leva gols, como joga bonito no ataque. São seis jogos sem sofrer gols e 11 gols marcados neste período. Só para se ter uma ideia, antes dessa sequência invicta, a zaga da equipe chegou a ser a terceira pior da competição. Hoje, seis partidas depois, é a quarta melhor ao lado do Atlético-MG (36 gols sofridos).

No clássico deste domingo, Andrade também teve papel fundamental. Tirou Denis Marques, que estava muito mal, no intervalo e colocou Willians aberto pela direita, fazendo função quase que de ponta, mas com obrigações defensivas. O mesmo fez Zé Roberto pela esquerda. Ou seja, o Tromba está cheio de moral e com merecimento. Mas nas próximas duas rodadas terá um desafio: armar o time sem Adriano, que estará com a Seleção Brasileira.

O Fluminense... Bem, sejamos francos. O time do Fluminense é muito fraco. Até teve chances esporádicas no primeiro tempo, mas em nenhum momento teve controle do jogo. Rafael e Conca são os únicos que se salvam e, claro, isso não é o suficiente. Se a torcida tricolor tinha alguma esperança de não cair, após essa derrota acho que fica muito, mas muito complicado do Flu não disputar a Série B ano que vem. São 7 pontos de diferença para o Santo André, primeiro clube fora da zona de rebaixamento. O site Infobola dá 97% de chances de cair. Só um milagre salva.


O Palmeiras está com cara de campeão. Saiu atrás no placar diante do Santos, na Vila Belmiro, mas teve calma para virar o jogo e vencer por 3 a 1. Foi a terceira vitória seguida do Alviverde, que, como escrevi, voltou a abrir 5 pontos de vantagem pra o segundo colocado. Diego Souza, Robert e Vágner Love marcaram para a equipe de Muricy Ramalho, que aumentou sua vantagem no confronto direto com Vanderlei Luxemburgo: em 20 partidas, foram 11 vitórias do palmeirense contra 6 do santista, além de 3 empates. A estrela de Muricy, aliás, brilha intensamente. O tricampeão brasileiro assumiu o Palmeiras na 15ª rodada e logo de cara se estabeleceu na liderança para não sair mais. São 13 rodadas na primeira posição e, curiosamente, a campanha tem a cara do treinador: esta vitória foi a primeira por mais de um gol de diferença com ele no comando a equipe. Os números do líder impressionam pela regularidade, tanto em casa quanto fora: é o melhor visitante do campeonato (6 vitórias, 4 empates e 4 derrotas -52,4% de aproveitamento) e o segundo melhor mandante (9 vitórias, 4 empates e 0 derrotas - 79,5% de aproveitamento), atrás apenas do Grêmio.

Diego Souza mais uma vez jogou muita bola, fez um gol e deu assistência para outro. Vai se firmando como o grande jogador deste Brasileirão. Porém, assim como Adriano, vai desfalcar a equipe nas próximas duas rodadas pois estará com a Seleção Brasileira. Ah, esse calendário!

O Santos, segundo o próprio Luxemburgo, tem que olhar para 2010. Neste Brasileiro não dá para fazer mais nada, a não ser continuar no meio da tabela, com um vaguinha na Sul-Americana.