sábado, 21 de agosto de 2010

O NOVO FLAMENGO


Olá blogueiros. Depois dessa semana corrida e tensa por causa dessa janela de transferências internacionais, que se encerrou nesta quinta-feira, vamos analisar o Flamengo. O rubro-negro carioca foi quem mais se qualificou e quem mais precisava. O ataque flamenguista marcou 13 gols em 14 jogos e nos últimos 6 jogos, marcou apenas 4. Por esses motivos o clube correu contra o tempo e contratou dois bons atacantes. Diogo (atacante, 23 anos, Olympiakos-GRE) e Deivid (atacante, 30 anos, Fenerbaçe-TUR), chegam com a missão de colocar o Flamengo na luta por uma vaga na Libertadores e, quem sabe, pelo título.

No último domingo, o nosso amigo Felipe Ribbe, postou um belo comentário sobre a inoperância do ataque do Flamengo e até sugeriu um esquema que atenue essa carência. Agora, o técnico Rogério Lourenço não vai precisar mudar nada. O 4-4-2 (com variação para 4-2-3-1), é o esquema que essa equipe impõe. Como o próprio Ribbe escreveu, o time do Flamengo é bom, tem defesa, laterais e meio-campo. Na criação não tem reposição, é a única posição que não tem uma reposição equilibrada. Mas o que faltava era atacante para ser titular. Na minha opinião, Val Baiano, Borja, Leandro Amaral e Diogo Mauricio, são bons reservas, boas opções, mas titular complica. Agora não! Diogo e Deivid têm características e potencial para elevar o nível dessa equipe. Velocidade, força, habilidade e faro de gol são marcas desses atletas.


Diogo ex-Portuguesa é rápido, habilidoso, joga dentro e fora da área e tem faro de gol. Devid é especialista no ofício do gol. Foi artilheiro (13 gols) e campeão da Copa do Brasil pelo Corinthians em 2002, campeão brasileiro em 2003 pelo Cruzeiro, campeão brasileiro em 2004 pelo Santos e campeão turco em 2007. Tem 42 gols marcados na Série A. Um belo "cartel".


A nova dupla do Flamengo deve estrear na próxima quinta-feira, contra o Atlético-MG, no Maracanã. Mas tem uma projeção mais conservadora que prevê a estreia no dia 5 de setembro, contra o Santos. Se o time der liga com essa dupla, o Flamengo vai brigar pelo G-4 com força. Uma vitória fora de casa amanhã seria sensacional.


quinta-feira, 19 de agosto de 2010

HISTÓRICO!


Uma tribo de pelo menos 100 mil pessoas – metade disso presente ao Estádio Beira-Rio -, foi dormir nesta quarta-feira, 18, com a alma lavada. Milhares de torcedores viram o Internacional bater o Chivas mexicano por 3 x 2 num jogo de Libertadores da América que teve tudo o que um espetáculo desse tamanho proporciona. O Inter terminou a caminhada da Libertadores bicampeão do torneio e agora vai disputar, no Mundial de Clubes, o maior sonho que um clube pode ter, o de campeão do mundo. Título que o time já tem, conquistado em 2006, quando derrotou o temido Barcelona.
A noite de quarta foi inesquecível para a massa colorada – mais de 100 mil sócios. O jogo teve tudo o que uma final desse maravilhoso campeonato de futebol pode ter. A pressão dos adversários, que lutavam fora de casa pela vitória e fizeram o primeiro gol, encurralou o clube brasileiro. O Inter não conseguiu fazer um primeiro tempo agressivo, como ocorreu na primeira partida, em Guadalajara, vencida por 2 x 1.

No Beira-Rio, o treinador Celso Roth colocou em campo um time ofensivo, mas a equipe ficou presa atrás – pelo nervosismo da equipe, pela atuação mais organizada do adversário. E tomou o gol antes de ir para o vestiário ao fim do primeiro tempo. O intervalo foi no silêncio da dúvida, repetindo Guadalajara.

Os 45 minutos restantes seriam de sofrimento para os 53 mil colorados que pintaram o Beira-Rio de vermelho – e de outros milhares que viram a batalha pela TV. Até que desencantaram os meninos do Inter, liderados pelo argentino D’Alessandro e pelo espírito lutador de Bolívar, jogador que tem até o nome de um dos reais libertadores do continente, o general venezuelano Simon Bolívar.

Com a massa cantando seus hinos, eles empataram o jogo, com gol do predestinado Rafael Sóbis. E passaram à frente com Leandro Damião. O sensacional Giuliano, pouco mais do que um garoto, fez o terceiro gol. Numa jogada genial, o menino do Inter encarou a zaga, passou pelos mexicanos na raça e, com um toquinho esperto, de quem conhece o jogo de bola, venceu o goleiro. No campo lotado, com a massa em delírio, a cor do sangue, feliz, se espalhou pela América.

domingo, 15 de agosto de 2010

Flamengo tem que jogar com um atacante

O problema do ataque do Flamengo é público e notório. A imprensa e os torcedores só falam nisso, os jogadores estão quase sempre respondendo perguntas sobre isso e os números contribuem para este questionamento: são 13 gols em 14 partidas, o segundo pior ataque do Brasileirão, ao lado do Goiás. Após a Copa do Mundo, a média é ainda menor. Foram 4 gols em 7 jogos.

A qualidade dos atacantes rubro-negros é questionável, mas o time também não vem contribuindo. Pouquíssimas chances de gol são criadas e a bola raramente chega nos homens de frente. Jogadas coletivas são escassas. O Flamengo de Rogério depende da individualidade de alguns jogadores. Costumava ser o Pet, mas o gringo não está bem. Nos últimos jogos, quem tem assumido a responsabilidade é Williams, e aí se percebe que existe alguma coisa errada. Não que o volante seja um mau jogador, pelo contrário. Além de desarmar com eficiência, o camisa 8 sabe o que fazer com a bola nos pés e é ótima opção pelo lado direito desde o ano passado. Mas o papel de organizar as jogadas rubro-negras não pode ser dele. Ou pelo menos não só dele.

O Flamengo, hoje, atua num 4-4-2, com um losango no meio-campo. Correa é o primeiro volante, com Renato aberto na esquerda, Williams na direita e Pet centralizado, próximo da dupla de ataque. Mas, como já escrevi, o gringo não está nada bem. Tem errado muitos passes e por vezes demonstra certa lentidão, não fazendo o papel que dele se espera, a aproximação com os atacantes. Portanto seria necessário ter mais gente no meio para fazer essa ligação. Somando a isto o fato também comentado de que o elenco carece de bons nomes de ataque, escalaria o Flamengo num 4-2-3-1.

É o esquema da moda, usado por várias seleções europeias, inclusive Espanha e Holanda, finalistas da Copa, e recentemente adotado por Mano Menezes na Seleção. No caso rubro-negro, a linha defensiva não seria modificada. Marcelo Lomba no gol, com Léo Moura e Juan nas laterais, e Jean e Angelim na zaga. Os dois volantes seriam Maldonado, que em breve estará disponível, e Correa. Ambos têm bom passe e ótimo senso de marcação. Os 3 meias seriam os citados no parágrafo acima. Williams pela direita e Renato na esquerda, aparecendo bastante no ataque, por vezes com o auxílio de Léo Moura e Juan, mas com obrigações defensivas, de marcar a saída de bola e os laterais adversários. Pet ficaria centralizado, bem próximo a área, sem a obrigação de voltar para marcar. Na frente, Val Baiano ou Leandro Amaral, quem estiver em melhor forma.

Com essa formação, o Flamengo ganha mais criatividade e presença no meio-campo, além de força ofensiva, sem perder na marcação, atualmente o ponto forte da equipe.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

COM A MÃO NO BI

Com muita tranquilidade, o inter virou a partida e venceu o Chivas, por 2 a 1, na Arena Guadalajara e colocou a mão na taça. Giuliano(foto), abriu o caminho da vitória.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

BELO COMEÇO!

Olá blogueiros. Ótima estreia da seleção brasileira vencendo os Estados Unidos, em Nova Jersey, por 2 a 0. Mano Menezes escalou bem e deixou a molecada solta e a vontade. Depois de um período de adaptação que durou uns dez minutos e alguns ataque ianques, o Brasil se achou e começou o baile no lindo estádio em Jersey. A defesa se mostrou habilidosa e rápida. As coberturas e saídas dos zagueiros foram muito bem executadas. A dupla Thiago Silva e David Luis se deram muito bem nesse primeiro teste. Na lateral-direita Daniel Alves não teve aquela volúpia, mas é perfeitamente entendido, já que estava fazendo sua primeira partida depois das férias. Na esquerda, André Santos esteve muito bem, principalmente, na recomposição defensiva.

O meio campo tem que ser um capitulo a parte.

No coração do time, Mano foi cirúrgico nas escolhas. Volantes como Lucas e Ramires era tudo que a gente vinha pedindo para o Dunga. Pelo Menos no meu caso, as únicas divergências mais profundas com as escolhas antigas, eram nessa posição. Gilberto Silva e Felipe Melo são pesados e lentos, essa dupla de ontem é a antítese desse perfil. Mais na frente, Ganso se encaixou perfeitamente na função de armador. O paraense de 20 anos vestiu a dez da seleção e procurou ser o maestro do time. Arriscou lances de efeito e bolas enfiadas. Por um momentos o garoto do Santos quase fez história no campo. Em um lance no fim da partida Paulo Henrique deu um elástico perfeito e bateu colocado, abola foi pra fora.

Lá na frente, Neymar, Robinho e Pato se entenderam muito bem. Na verdade o camisa 9 que se entrosou com a dupla do Santos. Muita troca de posição e belas inversões entre Robinho e Neymar, e lógico, a boa movimentação de Pato. A marcação sobre pressão em cima da defesa norte-americana também deixou ótima impressão.

Para começo de trabalho nota 10. Até o fim do ano teremos mais cinco amistosos, vale lembrar que a Alemanha deve ser um dos cinco adversários. Esse é o caminho e ainda temos outros jovens talentos para serem testados. Temos tudo para dar show e vencer, é lógico.

Confira os melhores lances do show brasileiro:


segunda-feira, 9 de agosto de 2010

TRICOLOR EMBALADO



No próximo domingo, contra o Internacional, no Maracanã, o Fluminense tem a chance de igualar a série invicta de 11 jogos que marcou a arrancada contra o rebaixamento no Brasileiro de 2009. A grande diferença é que o time de Muricy Ramalho, que ontem derrotou o Grêmio por 2 a 1, no Olímpico, com um jogador a menos nos 30 minutos finais, luta agora pelo título. A equipe tem 29 pontos na tabela, lidera a competição e já soma dez jogos de invencibilidade, com oito vitórias e dois empates. No Sul, o Fluminense abriu 2 a 0 logo no início do jogo. Aos 16m, Mariano cobrou falta, a bola desviou em André Lima e Marcelo Grohe aceitou. Dois minutos depois, Emerson recebeu bom passe de Conca, ganhou de Ferdinando na dividida e driblou Grohe antes de ampliar. Apartir de hoje, a já acertada equipe tricolor, conta com o talento e experiência do meia Deco. Apresentado com pompas de ídolo, o Luso-brasileiro terá que suar para entrar no time de Muricy. Agora fica a pergunta: um jogador com vencimentos acima dos 600 mil Reais pode ficar no banco? Vamos aguardar.

sábado, 7 de agosto de 2010

EXCLUSIVO - NEY FRANCO: "O CLÁSSICO CONTRA O PARANÁ É TRATADO DE FORMA ESPECIAL"




Olá blogueiros. Hoje tem clássico na Série B, o Paraná recebe o Coritiba, líder do campeonato, pensando em se aproximar do G4. Para apresentar esse clássico o Passando a Bola bateu um papo com Ney Franco, técnico do Coxa, que tem o melhor aproveitamento do ano entre todos os técnicos das Series A e B. Venha conferir os segredos do “papa títulos” da nova geração.

Passando a Bola: Ney, como você analisa esse momento do coxa na Série B. O clube tem um desempenho ótimo na temporada com o menor número de derrotas entre os times das series A e B e você tem aproveitamento acima de 70 %. Qual a liga do seu time?

Ney Franco: Acho que a gente foi muito feliz. Temos que voltar às decisões da diretoria no inicio do ano que manteve a comissão técnica. Esse momento é fruto de um trabalho planejado, de uma ótima campanha no titulo do campeonato paranaense, onde a equipe venceu com folga. Agora estamos colhendo os frutos disso tudo, são sete meses de trabalho, mas temos os quatro meses mais importantes pela frente.

PB: Depois do rebaixamento e de toda aquela confusão com o couto pereira, 2010 parecia cinzento para vocês. Mas com o novo ano veio o título paranaense e, agora, a liderança da série B. Quais foram as suas apostas para esse trabalho?

NF: Aposta de trabalhar com atletas que tinham objetivo de colocar o Coritiba acima de tudo. Por exemplo, ter proposta de outros clubes e continuar. Aqui. A gente fez questão de passar para todos que o mais importante era o retorno do Coritiba para a série A.

PB: O bom aproveitamento no estádio em Joinvile é uma surpresa para você? Achou que seria mais um obstáculo jogar longe do couto?

NF: Na realidade nos tivemos um problema na arena no primeiro jogo nosso lá. Nós não estávamos adaptados e perdemos dois pontos para o América-mg. Esses pontos fazem falta até hoje. Eu acho que a gente transformou a arena na nossa casa. Jogamos lá como um verdadeiro mandante. Na última partida a torcida compareceu. Eu tenho certeza que nos cinco jogos restantes nós vamos ter a competência para fechar essa fase muito bem antes de voltar para o Couto Pereira.


PB: Qual a importância dos jovens neste elenco do Coxa?

NF: Eu acho que os jovens deram uma sustentação. Nós tivemos que enxugar a folha, a nossa receita caiu. Buscamos muitos atletas na base. Nós subimos dez atletas, destes dez, oito ficaram conosco. Nos temos o Marcos Paulo, o Lucas Mendes, o Geraldo da seleção de Angola. Além desses, temos o Thiago Real, o Denis e o William. Eles deram a base para as contratações se encaixarem. Nos acertamos em tudo, na escolhas dos jovens que ficaram no profissional e nas poucas, mas acertadas contratações.


PB: Nas próximas três rodadas vocês vão enfrentar um clássico contra o Paraná e depois vão encarar o São Caetano e o Bahia. São três times que estão colados no G-4. Três vitórias colocam o Coritiba com uma boa folga. Já a derrota nesses jogos pode embolar tudo. Essa sequência precisa de uma preparação diferente?

NF: São três jogos com equipes que podem subir para a série A. Esse clássico contra o Paraná tem que ser tratado de forma especial por motivos óbvios. A gente tem que preparar os atletas para entrar em campo com a cabeça boa para jogar futebol. Essa parte motivacional de um clássico não pode atrapalhar a parte técnica da equipe. Então esse jogo é especial, já as outras duas partidas contra o São Caetano e o Bahia, nós podemos trabalhar de forma igual. Evitar perder ponto no nosso mando e pelo menos pontuar fora de casa.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

SANTOS É CAMPEÃO! O FUTEBOL AGRADECE

Olá blogueiros. Ontem tivemos a consagração do futebol bonito. Pelo menos, a consagração dessa filosofia nos dias de hoje. Esse jeito de jogar, que sempre fez parte do DNA dos jogadores brasileiros, tem sido preterido pelos técnicos aqui do Brasil. O medo de perder o emprego foi tirando toda espontaneidade das equipes brasileira. Três zagueiros, três volantes e um atacante são as principais escolhas dos “professores” de plantão.

O técnico do peixe, Dorival Jr, foi por outro caminho. Ele percebeu que o jeito mais pragmático de ter sucesso com esse time do Santos, era jogando com os talentos que ele encontrou no CT Rei Pelé. Neymar, Ganso, André, Robinho, Wesley e Arouca formam uma espinha dorsal de muito talento. Dorival não perdeu tempo e colocou todo mundo entre os onze do Santos. A desconfiança da mídia surgiu na hora. Neymar e Ganso não haviam jogado bem no Brasileirão do ano passado. Será que esses moleques vão dar conta do recado? Será que jogando assim, sem volantes marcadores, esse time vai sobreviver? Hoje temos essa resposta: O Santos é campeão do Paulista e da Copa do Brasil. O santástico vingou!

Não vou ficar aqui analisando a final e nem a campanha das equipes. Fica aqui o meu respeito e admiração pela raça, técnica e determinação da equipe do Vitória. Os baianos não recuaram e lutaram para, pelo menos, vencer o campeão diante da torcida baiana. Destaco o goleiro Viáfra, o zagueiro Anderson Martins e o meia Elkeson, como grandes figuras dessa equipe. O Vitória caiu como um grande, vencendo!

Por fim, gostaria de lembrar que os feitos do Santos, vão além dos 100% de aproveitamento nas competições que disputou no primeiro semestre. O peixe conseguiu contagiar toda a opinião pública que por conseqüência está influenciando a cabeça (sempre aberta) do ótimo técnico, Mano Menezes, da Seleção Brasileira.

Mano já convocou os quatro atacantes do Santos (Ganso, Robinho, Neymar e André), para o primeiro amistoso da seleção. Mano também deixou claro em entrevista ao programa “Bem, Amigos” – que vai tentar se basear nessa filosofia santista para montar sua equipe. E foi mais além! Afirmou que pretende servir de exemplo para os técnicos que trabalham aqui no Brasil. Isso é fantástico. Se isso for feito, teremos uma revolução semelhante com a que tínhamos nos anos 60 com a super equipe do Santos comandada por Coutinho, Pelé e Pepe. Vida longa ao futebol arte.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

FLAMENGO 0X0 VASCO - EU ACREDITO!

Olá blogueiro. Décima segunda rodada sem novidades. O Fluminense continua na liderança , com muita justiça, já que vem jogando o melhor futebol até o momento. Um destaque para o argentino Dário Conca, melhor jogador do brasileirão. O cardápio de quatro grandes clássicos regionais não correspondeu a expectativa. Dos quatro, apenas o Cruzeiro venceu.

A raposa derrotou o galo por (0x1), gol marcado pelo atacante Wellington Paulista. O Corinthians ficou no (1x1), com o Palmeiras. No Beira-Rio a falta de gols frustrou a torcida presente. Zero a zero também foi o resultado do clássico carioca de ontem no Maracanã. As duas equipes lançavam algumas novidades em seus times titulares. A falta de ritmo prejudicou um melhor jogo, mas ficou uma boa esperança para as duas torcidas. Fica o destaque para a sequência de milagres executados pelo goleiro do Vasco, Fernando Prass(foto).

No Vasco, a chegada de Felipe e Zé Roberto despertou uma grande confiança em seus torcedores. A expectativa é que, juntamente com o Carlos Alberto, o Vasco conquiste, pelo menos, uma vaga na Libertadores.

Na primeira partida deu para ver que a entrada dos dois deu mais qualidade, é óbvio, e principalmente mais repertorio. O fator físico não deixa muita opção para maiores analises, mas acredito que essa equipe completa e com uma sequência de jogos pode até ser campeã. A troca de posição entre Felipe e Zé Roberto pode ser uma ótima arma. Nunes, centroavante do Vasco, é o ponto fraco nessa projeção. O camisa 9 é um bom reserva em uma equipe que sonha com o topo da tabela, mas é isso que o Vasco tem. No clássico, o Gigante da Colina não tinha profundidade. Chegou com perigo em dois chutes de longe, defendidos por Marcelo Lomba. Carlos Alberto, já foi testado nessa posição por PC Gusmão. Eu acho difícil, mas se encaixar pode fazer muito bonito.

O Flamengo proporcionou, mesmo sem jogar bem, os melhores lances da partida e demonstrou muita vontade também. A falta de um goleador coloca sempre em risco as partidas do rubro-negro. Baseado na defesa e nos contra-ataques, as chances desperdiçadas são quase um gol contra. Mas uma equipe o Flamengo já possui! Rogério deu organização e mecânica para o sistema defensivo. Léo Moura e Juan estão mais participativos e responsáveis. Angelim voltou a jogar seu bom futebol e Jean, surpreendentemente, entrou bem na zaga-central e vem contribuindo na bola aérea.

O meio campo Flamenguista é outro bom trabalho do técnico Rogério. Corrêa é o primeiro volante do esquema, Willians e Kleberson fecham os flancos e Petkovic sai na armação. Os três volantes do time são leves e com boa saída de jogo. Kleberson é o ponto fraco desse esquema, mas o titular deve ser Renato Abreu, que estreia em duas ou três semanas. Hoje o ponto forte desse maio campo é o camisa 8, Willians(foto) . Como corre, se movimenta e marca. Foi responsavel por tomar conta de Felipe e anulou o habilidoso canhota. Saiu com dores musculares. Essa formação pode dar frutos ao Flamengo. Muita força e técnica e uma bola parada de respeito, já que Corrêa, Renato e Pet são especialistas nas cobranças de falta. A torcida teria que torcer para Val Baino, Borja ou Leandro Amaral desencantarem. Se isso acontecer, o Flamengo vai chegar

domingo, 1 de agosto de 2010

FUTURO PROMISSOR

O Santos sagrou-se campeão da Supercopa de Juniores em partida disputada em Barueri, interior de São Paulo. O Peixe derrotou o Flamengo por 5 a 4 na decisão por pênaltis, na final do torneio. Depois de estar vencendo por 2 a 1 até os 48 minutos do segundo tempo, O Santos sofreu o empate em uma cobrança de falta convertida pelo camisa 2 Galhardo, que havia marcado o primeiro gol rubro-negro, também de falta. Na disputa de pênaltis, todos os jogadores santistas converteram suas cobranças. Carlaine, do Flamengo, desperdiçou e o Santos ficou com o título.


A campanha das duas equipes e o futebol apresentado em campo durante toda a competição foi a grande novidade dessa primeira edição da Supercopa de Futebol Júnior. O Santos jogou no estilo do time principal, com muita habilidade e jogadores leves no meio-campo. O atacante Thiago Alves foi o grande destaque do peixe durante a campanha e na final, marcando um golaço no segundo tempo. Com estilo abusado e de muita habilidade, é comparado ao atacante do profissional Neymar.


O Flamengo, na minha opinião, foi o melhor time da Supercopa. Chegou com 100% de aproveitamento em quatro jogos e com a melhor defesa e o melhor ataque. O lateral-direito, Rafael Galhardo(foto), foi o grande destaque do time e dá competição. Técnico, habilidoso e com uma liderança impressionante, Galhardo também joga no meio-campo e com a mesma desenvoltura. O craque dessa geração do Flamengo! O lateral-esquerdo Jorbison, os meias Eliabi e Guilherme e o volante João Victor, são outros destaques dessa equipe sub-19 do Flamengo.


O Santos pode preparar o terreno porque mais uma ótima safra está subindo para os profissionais. Na Gávea a torcida pode ficar confiante e feliz, porque vem aí uma geração diferente. O momento não poderia ser melhor, com Zico na gerencia de toda a estrutura do futebol rubro-negro, o aproveitamento dessa safra tem tudo para ser perfeito. O futebol brasileiro agradece.

sábado, 31 de julho de 2010

Deco é banco nesse time do Fluminense

O Fluminense mostra a cada jogo que é um dos grandes favoritos ao título brasileiro. A vitória por 3 a 1 sobre o Atlético-PR, no Maracanã, foi uma boa prova disso. A estreia de Washington, marcando dois gols e se mostrando entrosamento com o parceiro Emerson, é animadora, pois o titular da posição, Fred, volta e meia está machucado. O Coração Valente não tem o talento de Fred, mas é artilheiro e sabe botar a bola pra dentro quando tem a oportunidade.

Emerson, mais uma vez, foi muito bem. Movimentou-se bastante e mostrou a raça habitual. A desconfiança da torcida tricolor com o passado rubro-negro do atacante acabou com apenas dois jogos do Sheik no Flu. São dois gols e bastante dedicação. Mostrando que a aposta da diretoria em seu futebol foi correta.

O grande nome da partida, no entanto, foi Dario Conca. Não me canso de falar: como joga bola essa argentino. Além da ótima visão de jogo, o controle de bola e a precisão no passe do camisa 11 impressionam. Conca foi o maestro da vitória tricolor, com duas assistências milimétricas. Sem contar nas outras chances que criou.

O único ponto negativo da exibição do Flu foi Beletti. Novamente o pentacampeão foi escalado como titular (Diguinho estava com febre) e não rendeu. Esteve sumido na maior parte do primeiro tempo, errou passes, parecia em outro ritmo. Tanto que quando foi substituído no intervalo, para entrada de Fernando Bob, o Fluminense melhorou bastante, tomou conta do meio-campo e, consequentemente, da partida. O segundo gol, aliás, saiu de uma roubada de bola do volante. Mais uma boa opção para Muricy Ramalho, que ainda espera pela estreia do colombiano Valencia.

A equipe tricolor está montadinha. Três zagueiros, alas que atacam com frequência, dois volantes mais presos, um meia de criação com liberdade e dois atacantes, um mais solto e outro centralizado. A grande questão na cabeça do treinador (e na torcida tricolor) é: onde entra Deco nesse time? Na minha opinião, não entra. Hoje Deco não tem vaga entre os titulares do Fluminense, não pela capacidade técnica, mas simplesmente porque não tem como tirar ninguém. Já diz o ditado que em time que está ganhando não se mexe. E acho que o Muricy sabe bem disso. Duvido que ele modifique o esquema tático, abrindo mão de um dos zagueiros ou de um dos volantes somente para encaixar o luso-brasileiro.

Deco será opção de banco. Agora me digam. Havia necessidade de trazer um jogador que vai ganhar R$750 mil mensais para ficar na reserva? Elenco é importante, é verdade, mas com essa grana toda o Fluminense poderia trazer, por exemplo, dois bons zagueiros e um reserva para Mariano. Nesse caso, a grife falou mais alto que a coerência. Vamos ver o que Muricy vai fazer com esse "problema" nas mãos.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

CLÁSSICO DAS NOVIDADES

Olá blogueiros. Quanto tempo fora eu fiquei, mas estou de volta e com muitos palpites sobre essa décima segunda rodada do brasileirão 2010. Rodada essa que está recheada de clássicos estaduais. Em São Paulo, o Corinthians encara o Palmeiras, em Minas o Atlético-MG enfrenta o Cruzeiro, em Porto Alegre tem Gre-Nal e no Rio teremos o clássico dos milhões entre Flamengo(7ª) x Vasco(14ª).

Vou me ater ao confronto carioca que vai apresentar varias novidades. Os dois clubes, separados por três pontos na tabela, vão lançar mão de “reforços” nesta partida. Em maior escala, o Vasco da Gama entra em campo com três novidades (o lateral direito Irrazábal, o meia Felipe e o atacante Zé Roberto) Carlos Alberto, com falta de ritmo, vai começar no banco de reservas. O Flamengo deve entrar em campo com uma nova dupla de ataque. O colombiano Cristian Borja e Val Baiano, vice-artilheiro do brasileirão 09 com 18 gols, vão jogar pela primeira vez como titulares do rubro-negro carioca.

Em matéria de estatos, as contratações do Vasco podem ser chamadas com mais certeza de “reforço” e criam uma grande expectativa na torcida cruzmaltina, que vem comprando em grande escala os ingressos para o clássico(já foram vendidos 23 mil ingressos). O paraguaio Irrazábal tem qualidade e experiência para segurar os avanços e tabelas da dupla rubro-negra (Juan e Klebérson) que jogam muito por esse lado da defesa adversária. Por falar em defesa! A defesa é o ponto fraco do Gigante da Colina. A zaga formada por Dedé e Tite é lenta! O ponto forte desse time é a qualidade técnica que a equipe ganhou do meio pra frente. Felipe, Zé Roberto e o jovem Rômulo são boas opções de ataque.

Já o Flamengo conta com a experiência e o entrosamento da base campeã brasileira de 2009. Cinco titulares (Léo Moura, Angelim, Juan, Willians e Pet) da equipe formavam o time hexacampeã em dezembro do ano passado. Petkovic continua sendo o grande craque da equipe e junto com os alas Léo Moura e Juan, podem dar, a qualidade necessária para superar esse desafio. No ataque, ponto fraco da equipe, o técnico Rogério Lourenço vai contar com a força física e a rodagem do Borja e Val Baiano(foto) respectivamente.

Acredito em uma partida pegada e sem favorito. As duas equipes dependem do entrosamento e das condições físicas de seus reforços para se destacar.

Destaque:

A equipe Sub-19 do Flamengo chegou à final da Supercopa de futebol júnior, depois de derrotar o Se Villa da Espanha, por 6x0, na Arena Barueri. O rubro-negro está com 100% de aproveitamento (venceu as quatro partidas que disputou). Os laterais Galhardo e Jorbison, o volante João Victor e o meia Eliabi são os grandes destaques dessa equipe de novos. Se nada atrapalhar a nação rubro-negra vai receber uma geração promissora.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Imaturidade, irresponsabilidade ou excesso de confiança?

O Santos derrotou o Vitória por 2 a 0, ontem, na Vila Belmiro, e ficou perto do título da Copa do Brasil. Porém, nesta quinta-feira só se fala no penalti desperdiçado por Neymar. Perder penalti é normal, quem se candidata e treina para bater está sujeito a isso. Mas a forma com que Neymar cobrou - com a "cavadinha", que ficou famosa com o uruguaio Loco Abreu na Copa - não pode ser encarada como normal. Não em uma final de um campeonato nacional, que o Santos nunca venceu. Não em uma primeira partida, na qual sua equipe ganhava por apenas 1 a 0 e jogava em casa, o que lhe obrigava a fazer saldo para jogar com mais tranquilidade no jogo seguinte, no campo do adversário.

Vejam bem, não quero condenar o garoto, que realmente joga muita bola. Mas enxergo em Neymar hoje uma atitude ruim, uma marra excessiva, talvez criada pelos inúmeros elogios e comparações com craques consagrados do futebol, o que, para alguém que acabou de completar 18 anos, facilita subir a cabeça. Reparem que em todas as jogadas agora é necessário passar o pé em cima da bola, fazer uma gracinha, quando, muitas vezes, o jogo simples seria muito mais objetivo e útil à equipe. Diga-se de passagem é um mal que todo o time do Santos vem sofrendo. Ontem mesmo o placar poderia ter sido bem mais elástico se os comandados de Dorival Junior não enfeitassem tanto.

O técnico, aliás, se irritou na coletiva e defendeu o jogador. Espero que tenha sido só uma defesa em público, mas que nos vestiários Dorival tenha chamado a atenção de Neymar. Para o seu próprio bem. Bater com a "cavadinha" é um jeito de cobrar penalti sim, mas é muito arriscado. Um risco desnecessário. E se a sabedoria popular definiu que o penalti é tão importante que deveria ser cobrado pelo presidente do clube, definitivamente não é um momento para se perder a seriedade.

terça-feira, 27 de julho de 2010

As primeiras escolhas de Mano

Ontem teve início, oficialmente, a Era Mano Menezes na Seleção Brasileira. E a promessa de uma renovação já na primeira convocação foi cumprida. Foram 24 atletas chamados (Hernanes ou Sandro será cortado, dependendo de quem for o finalista da Libertadores, São Paulo ou Inter), sendo que apenas 4 disputaram a Copa do Mundo da África do Sul: Robinho, Daniel Alves, Thiago Silva e Ramires. Por outro lado, 10 jogadores terão sua primeira chance na Seleção.

Abaixo vou dizer, posição por posição, o que achei das escolhas de Mano, mas já adianto que, salvo alguns nomes, gostei da convocação. É preciso deixar claro que alguns "medalhões" que estiveram na África não tiveram seu ciclo na Seleção encerrado, apenas não foram chamados agora por estarem voltando de férias, casos de Julio César, Maicon e Kaká, por exemplo.

Goleiros: Victor (Grêmio), Jefferson (Botafogo) e Renan (Avaí)

Em relação ao gol, não tenho ressalvas. A escolha por Victor era natural, aliás, o gremista deveria ter feito parte do grupo que foi à Copa. Não foi, mas agora, com novo treinador, Victor deve assumir a posição de reserva de Julio Cesar com méritos.

Jefferson foi considerado por muitos uma surpresa, vi vários jornalistas criticando a escolha do botafoguense, mas não concordo. O goleiro alvinegro foi o grande destaque individual do clube este ano (mais até do que Loco Abreu e Herrera) e fundamental na conquista do Estadual. Não vejo outro goleiro no Brasil em nível melhor atualmente que poderia estar no lugar de Jefferson.

Renan também foi uma grande surpresa, até porque o arqueiro tem apenas 19 anos e 12 partidas pelos profissionais do Avaí. Mas nesse pouco tempo mostrou que tem um excelente futuro pela frente. Além de alto (tem 1,92m), mostra bastante segurança debaixo das traves. Foi chamado para ganhar experiência na Seleção, já que é um nome que provavelmente estará nas Olimpíadas de Londres, em 2012. Renan, no entanto, já fez história no futebol catarinense, pois é o primeiro jogador de um clube do estado a ser convocado.

Laterais: Daniel Alves (Barcelona), Rafael (Manchester United), Marcelo (Real Madrid) e André Santos (Fenerbahçe-TUR)

Na lateral-direita, os dois jogadores que estiveram na Copa do Mundo devem permanecer na posição. Maicon e Daniel Alves têm idade para jogar a Copa 2014 e não tem porque mudar. Rafael foi chamado por ser uma grande promessa e por ter idade olímpica, então já pode ir pegando experiência com a Amarelinha.

No lado esquerdo a situação é diferente. Dunga inventou dois jogadores na Copa e agora a posição está aberta. Como não há unanimidade, acredito que Marcelo e André Santos sejam boas escolhas. O segundo ainda tem a vantagem de ter trabalhado com Mano Menezes no Corinthians antes de se transferir para o futebol turco.

Zagueiros: Thiago Silva (Milan), David Luiz (Benfica), Henrique (Racing Santander) e Réver (Atlético-MG)

Na zaga, Juan e Lucio, que formaram ótima dupla durante anos, devem se aposentar da Seleção pois em 2014 já terão idade avançada. Thiago Silva, pra mim um dos melhores zagueiros do mundo, é o herdeiro natural de uma das vagas. A outra ainda está aberta.

David Luiz saiu muito cedo do Brasil (jogava pelo Vitória), mas já é ídolo no Benfica, tanto que os torcedores e a imprensa portuguesa sempre questionaram a falta de oportunidades para o zagueiro. Pois bem, chegou a hora. E não poderia ter sido melhor, já que David é cotado para reforçar os principais clubes europeus, como o Real Madrid.

Henrique surgiu como grande promessa no Coritiba, jogou seis meses no Palmeiras e se transferiu para o Barcelona. Mas teve poucas oportunidades por lá. Foi emprestado para o Bayer Leverkusen da Alemanha e agora joga pelo Racing Santander. É jovem ainda e tem potencial, mas não o acompanho há algum tempo, então prefiro esperar para avaliá-lo.

Réver, pra mim, foi o melhor zagueiro do Brasileiro do ano passado. Porém, foi vendido ao Wolfsburg no começo do ano e não se firmou no futebol alemão. Foi negociado com o Atlético-MG, mas ainda não entrou em campo. Como tem 25 anos e tem qualidade, também achei uma escolha acertada.

Volantes: Sandro (Inter), Hernanes (São Paulo), Jucilei (Corinthians), Lucas (Liverpool) e Ramires (Benfica)

Na posição de volante, gostei de todos os nomes, menos o de Jucilei. Nada contra o jogador do Corinthians, mas ainda não o vi fazer nada que o credenciasse a ser convocado. O próprio Mano o deixou na reserva do Timão em várias oportunidades, então não entendi a escolha. Para o seu lugar acho que Denilson, do Arsenal, Aírton, do Benfica, ou Willians, do Flamengo, mereciam mais. Muito se falou no nome de Elias, do Corinthians, mas ele é um pouco mais ofensivo do que Jucilei. Tem, no entanto, bola para jogar na Seleção no futuro.

Meias: Carlos Eduardo (Hoffenheim-ALE), Paulo Henrique Ganso (Santos) e Éderson (Lyon)

Também não tenho muitas ressalvas em relação a esses três jogadores. Carlos Eduardo já teve algumas chances com Dunga e é um bom jogador. Vamos ver se ele consegue se firmar na Seleção. Ganso era barbada, todos sabiam que o santista seria convocado e ele é a grande esperança de criatividade no meio-campo, ainda mais que parece que cada vez menos poderemos contar com Kaká.

A surpresa ficou por conta de Éderson, revelado pelo RS Futebol (do Rio Grande do Sul), mas que teve sua carreira contruída na França, primeiro no Nice e mais recentemente no Lyon. Como trata-se de alguém com 24 anos, jovem, acho justo dar uma oportunidade ao jogador, até porque não temos ninguém na posição que esteja merecendo chance. Não é, porém, um meia que me entusiasme.

Atacantes: André (Santos), Neymar (Santos), Robinho (Santos), Diego Tardelli (Atlético-MG) e Alexandre Pato (Milan)

O trio de ataque santista recebe a oportunidade de maneira justa por ter encantado o Brasil no primeiro semestre. Precisa, no entanto, voltar a jogar bem, pois após a Copa do Mundo a turma da Vila não vem exibindo o mesmo futebol de antes. Dos 3, talvez André tenha sido a maior surpresa, mas sua idade olímpica justifica a presença na lista.

Diego Tardelli é outro que recebeu oportunidades de Dunga e que este ano conseguiu manter as boas atuações. Na minha opinião, porém, sua convocação só saiu porque Fred, do Fluminense, machucou-se no clássico contra o Botafogo, domingo, e não teria condições de jogo contra os Estados Unidos.

Alexandre Pato é, pra mim, o futuro herdeiro da camisa 9 da Seleção Brasileira.

sábado, 24 de julho de 2010

E o Mano disse sim...

Amigos do Passando a Bola, depois de um tempinho de "férias" após a eliminação do Brasil na Copa do Mundo, volto ao blog para escrever justamente sobre a Seleção Brasileira, que, neste sábado, finalmente confirmou seu novo treinador: Mano Menezes.

Antes de analisar a escolha de Mano, não posso deixar passar a mancada que deu a CBF na figura de seu presidente, que em rede nacional, ao vivo no Globo Esporte, confirmou o acerto com Muricy Ramalho antes do técnico tricolor comunicar ao Fluminense, com o qual tem contrato apalavrado até 2012. Pois bem, Teixeira cometeu erro primário. Achou que a Seleção estava acima de questões contratuais e que o contato de Muricy com o Flu seria apenas uma formalidade. Resultado: uma barriga (como dizemos no meio jornalístico) de grandes proporções, que respinga até no próprio Mano Menezes, já que o corintiano entra no cargo como a segunda opção.

Mas é claro que isso não diminui em nada o mérito de Mano pela escolha. Pelo contrário. Ele e Muricy eram realmente os mais preparados para assumir o Brasil neste momento em que todos clamam por uma renovação após o fiasco de Dunga na África do Sul. Mano é renovação por ser sua primeira oportunidade no comando da Seleção, um profissional que desde 2005 está em ascenção. É, no entanto, uma "renovação experiente", que carrega na bagagem ótimas passagens por dois gigantes do futebol nacional: Grêmio e Corinthians, clubes em que o treinador teve que fazer um trabalho de reconstrução até parecido com o momento atual brasileiro.

Outro fator positivo de Mano é que sua postura em relação à imprensa é exatamente oposta ao seu antecessor. Sempre calmo e educado, o novo técnico da Seleção não é de ficar distribuindo patadas gratuitas nos jornalistas, além de adotar uma postura bem mais democrática com seu trabalho. Prova disso é o twitter pessoal, o segundo com mais seguidores no Brasil, onde o técnico sempre mantém o contato com os torcedores.

Por tudo isso que escrevi, e também pelo fato do antecessor ter sido tão questionado por todos, a expectativa pelo trabalho de Mano Menezes é ótima. Será uma missão dura, que não deve e nem pode ser feita da noite para o dia. Uma missão de 4 anos que tem como objetivo principal devolver ao torcedor brasileiro o prazer de torcer pela Seleção para que em 2014 o Brasil entre na Copa do Mundo como o grande favorito ao título.

Então só me resta desejar boa sorte!

sábado, 17 de julho de 2010

VA EMPEZAR, VA EMPEZAR…

Depois de curada a ressaca pela eliminação nas quartas-de-final da Copa do Mundo e ainda vivendo a indefinição sobre a permanência ou não de Diego Maradona no comando técnico da Seleção, a AFA deu a conhecer como será a primeira rodada do Torneio Apertura 2010.

A competição terá início no dia 06/08, uma sexta-feira. Os demais jogos vão ser disputados no sábado e no domingo. A tabela marca também o Super-Clássico entre Boca e River para o dia 07/11, no Monumental de Núñez.


As novidades da temporada 2010/2011 são os retornos de All Boys, Olimpo e Quilmes à Primeira A. Eles entram na vaga de Atlético Tucumán, Chacarita e Rosario Central, que caíram na temporada passada para a B Nacional. Destaque especial para o All Boys. Los Albos, como é conhecido o clube do bairro de Floresta, em Buenos Aires, volta à categoria máxima do futebol argentino depois de 30 anos nas divisões inferiores

Por Raphael Martins

domingo, 4 de julho de 2010

Dunga pagou pela própria teimosia

"Dunga, quando o Felipe Melo foi expulso após pisar de forma burra e covarde o Robben, você se arrependeu de escalá-lo como titular ou até mesmo de te-lo convocado para a Copa?"

"Dunga, quando a Holanda virou o jogo, você olhou pro banco e viu Grafite, Julio Baptista, Kleberson, Nilmar e outros, bateu um arrependimento de ter sido tão teimoso ao insistir com esses jogadores?"

"Dunga, duas perguntas em uma. Você sempre se disse homem, sempre encheu a boca para falar de sua hombridade. Por que, quando acabou o jogo, você saiu de fininho, sem cumprimentar o treinador adversário ou consolar seus próprios jogadores, como se estivesse fugindo? Isso te um cagão de merda?"

"Dunga, você trancou a seleção num regime autoritário e o resultado foi o mesmo da Copa de 2006, quando os jogadores tinham liberdade. O problema era esse mesmo?"

Essas são as perguntas que eu gostaria de ter ouvido na coletiva do nosso "técnico" após a eliminação diante da Holanda e do fiasco na Copa. Infelizmente a imprensa presente foi chapa branca e perdeu uma ótima oportunidade de questionar as opiniões quase sempre burras do agora ex-treinador (Graças a Deus!) da Seleção Brasileira.

terça-feira, 29 de junho de 2010

ESTAMOS EN CUARTOS!


Não foi uma grande exibição da Argentina, mas foi o suficiente para derrotar a limitada seleção mexicana e se classificar para as quartas-de-final da Copa do Mundo. Ok, a Argentina foi beneficiada no primeiro gol de Tevez. Mas mesmo assim, a blanquiceleste mereceu a vitória.

O segundo gol, anotado por Higuain, deixou visível a falta de qualidade da defesa mexicana. O erro do zagueiro Osório foi ridículo. Então, já dominando a partida a Argentina chegou ao terceiro com Tevez.

O gol mexicano não chegou a assustar, mas a defesa argentina sim. Mais uma vez mostrou algumas falhas individuais, principalmente de Demichelis. O time argentino não marca bem, dá muitos espaços. O que pode ser fatal frente o próximo adversário, a Alemanha, que diante da Inglaterra mostrou uma força incrível nos contra-ataques.

Messi não esteve tão bem como nos jogos anteriores, mas tentou, correu, lutou. Mais uma vez o chute mais perigoso que deu a gol foi defendido pelo goleiro adversário. Posso estar enganado, mas acho que o gol de Messi sairá na hora certa, quando a Argentina mais precisar dele.

Não considero a Argentina favorita nas quartas-de-final. Acho que os alemães tem mais possibilidades de chegar à semifinal, mas o trabalho de Maradona, tão contestado durante as Eliminatórias, merece ser aplaudido. O Pibe é um espetáculo a parte, dentro de campo se aquecendo com seus jogadores, vibrando com os gols ou então nas bem humoradas entrevistas coletivas. É um showman. Ele sabe disso, e encarna bem o seu personagem. Vamos Argentina!

Por Raphael Martins

domingo, 27 de junho de 2010

Gana avança e Copa comemora

Nada contra a seleção americana, de quem até gosto de ver jogar, pela organização tática que mostra, mas eu torci por Gana. E acho que a maioria das pessoas também fez o mesmo. Afinal, uma Copa com um significado tão importante, disputada pela primeira vez no continente mais pobre do planeta, não poderia ficar sem ao menos um representante da África entre os oito melhores. A vitória sobre os Estados Unidos foi sofrida, na prorrogação, mas merecida. Não foi um bom jogo tecnicamente, foi sim emocionante e benéfico para a competição já que a esperança africana se mantém viva.

E o caminho pode levar Gana até a semifinal, já que não vejo favoritos no confronto contra o Uruguai. Apesar de achar que os uruguaios têm jogado melhor, passado mais confiança, a equipe africana também tem suas armas. É um time muito rápido, forte fisicamente e bastante organizado. Não tem muitos talentos individuais, o melhor deles é Asamoah Gyan, único atacante do esquema 4-5-1 adotado pelo sérvio Milovan Rajevac. E conta ainda com essa áurea positiva do solo africano.

A chave para o Uruguai será partir pra cima e tomar conta do jogo, assim como fez no primeiro tempo diante da Coreia do Sul. Na partida contra os americanos, Gana mostrou deficiências defensivas quando atacada e os sul-americanos têm mais qualidade no ataque, especialmente com o trio Forlán/Cavani/Suárez. Se recuar e chamar o adversário, como também fez no início da segunda etapa nas oitavas, periga se complicar, já que os ganeses são mais capacitados do que os coreanos. A única certeza é que será um jogo disputado de forma intensa, já que as duas seleções demonstram muita disposição e estarão perto de fazer ainda mais história. Vale lembrar que Gana é apenas a segunda nação africana a chegar nas quartas de final da Copa do Mundo (a primeira foi Camarões, em 1990) e que o Uruguai não atingia fase tão aguda num Mundial há 40 anos.

sábado, 26 de junho de 2010

Após 40 anos, a Celeste está de volta

Como é bom acordar de manhã, ligar a TV e ser premiado com uma bela partida de futebol. Isso é Copa do Mundo. E as oitavas de final começaram nesse sábado com um jogo muito agradável de se ver. Melhor para o Uruguai, que derrotou a Coreia do Sul e está nas quartas de final, feito que não alcançava desde 1970. E prova de que a América do Sul está muito forte na competição, com boas chances de termos 4 representantes na próxima fase. Méritos para o técnico Oscar Tabárez e para os bravos jogadores uruguaios, que, se não demonstram um futebol bonito e técnico, compensam com uma garra e disposição que contagiam.

Um time que chegou desacreditado à África do Sul, depois de se classificar apenas na repescagem contra a Costa Rica, e que foi, ao longo do Mundial, quebrando tabus. O primeiro veio na vitória sobre os anfitriões por 3 a 0, triunfo este que não vinha em Copas do Mundo desde 1990 (quando, curiosamente, o treinador também era Tabárez). Depois na classificação, que também não chegava há 20 anos. E olha que o Uruguai passou com autoridade, na primeira posição do grupo e sem levar gols.

Diante da Coreia do Sul, no primeiro tempo os uruguaios foram bem superiores. Tirando uma bola na trave de Park Chu-Young em cobrança de falta logo no início, no resto só deu Celeste. Muita marcação pressão, posse de bola e velocidade no ataque, principalmente no trio ofensivo Forlán/Cavani/Suárez. A escalação desse trio, aliás, também é mérito de Tabárez, já que no primeiro jogo da Copa, contra a França, o esquema usado foi o 3-5-2. O treinador tirou um dos zagueiros (Victorino), recuou Forlán e o colocou pelo lado esquerdo, deixou Cavani pela direita, com Suárez centralizado. Os dois primeiros, além de atacar, voltam para auxiliar na marcação e buscar a bola. O gol que abriu o placar saiu dessa maneira, com participação dos três citados.

No segundo tempo, porém, o Uruguai se encolheu, chamou os coreanos para o seu campo, tentando um contra-ataque, que não saiu. Com isso os asiáticos cresceram e passaram a criar chance atrás de chance. O gol de empate tornou-se algo inevitável e saiu em falha de Muslera, que Lee Chung Young completou de cabeça. Depois disso, finalmente os uruguaios acordaram e o jogo ficou parelho, lá e cá. Suárez desperdiçou duas oportunidades por excesso de individualismo, mas mostrou qualidade ao acertar um chutaço da entrada da área no cantinho do goleiro Jung Sung Ryong: 2 a 1. Chung Young ainda teve uma última chance, mas chutou em cima do goleiro celeste.

Agora, o Uruguai espera o vencedor de Estados Unidos e Gana para saber quem será o adversário nas quartas de final. São duas equipes parecidas, mas acho os americanos mais organizados; de qualquer maneira o caminho da Celeste Olímpica dá possibilidade de sonhar com voos ainda mais altos. É bom ver o ressurgimento de um futebol tão tradicional.

LUXO E LIXO DA PRIMEIRA FASE

Olá blogueiros. Volto ao nosso espaço de análises para eleger meus destaques positivos e negativos da primeira fase do mundial. Na minha opinião, os jogadores fracassados da fase de grupos são esses:

Ribéry (chegou como grande expoente francês e não fez nada, assim com a seleção francesa), Di Maria (um dos jogadores mais decantados no período pré-Copa, não jogou bulhufas no meio campo argentino), Stankovic (destaque de seu país e campeão da Liga dos Campeões pela Inter de Milão, não foi nem sombra do líder que comandou a Sérvia nas Eliminatórias européias). Lampard (o meia do Chelsea – campeão inglês, não repetiu as atuações das Eliminatórias, sorte dele, que a Inglaterra passou de fase), Eto´o (mesmo jogando ao lado de jogadores mais fracos, o craque africano foi uma decepção como jogador e como o líder da equipe) e por fim Cannavaro (o capitão da azzurra foi o símbolo do fracasso italiano).

O destaque positivo da primeira fase foi sem duvida o “melhor do mundo 09” Messi. O argentino, mesmo sem marcar na primeira fase, foi o jogador que mais desequilibrou nos três jogos da equipe de Maradona na primeira fase. Uma menção honrosa para Lúcio, melhor zagueiro da primeira fase e Forlan e Suarez, melhor dupla de ataque da fase de grupos.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Confirmação do óbvio

Quando Dunga anunciou a convocação para a Copa do Mundo logo criou-se dúvidas na torcida e na imprensa em relação às opções de banco da Seleção Brasileira. O time titular ninguém discute, apesar de um ou outro nome que agrade mais ou menos. Mas nesse caso é mais uma questão de opinião do que convicção. O que preocupava os brasileiros era justamente o fato de que se algum titular se machucasse ou estivesse suspenso, não teríamos ninguém "confiável" para entrar e manter o nível. Até mesmo no caso de uma partida complicada, a escassez de talento no grupo brasileiro impediria uma mudança capaz de mudar os rumos do jogo.

Pois bem, a prova de que o temor era correto e pertinente (ao contrário do que o irritadiço Dunga sempre afirmou) veio na pelada diante de Portugal. Um jogo que deu raiva de assistir e que preocupa para o prosseguimento da Copa. Isso porque sem Kaká, suspenso, e Robinho, poupado, o time simplesmente não criou, não se movimentou e, principalmente, não soube explorar sua melhor arma, o contra-ataque. Julio Baptista e Daniel Alves no meio-campo não acertaram nada, erraram passes bobos e decepcionaram. Especialmente o jogador do Barcelona, de quem se esperava tabelas com Maicon pela direita, coisa que não aconteceu o jogo todo. No ataque, a bola pouco chegou a Luis Fabiano e, quando chegou, o Fabuloso quase deixou o dele. Nilmar também também teve apenas uma chance, mas esbarrou no goleiro Eduardo.

Dunga também bobeou. Primeiro por deixar Robinho no banco o jogo todo, mesmo com a falta de criatividade brasileira na segunda etapa, e também por não ter ousado. As substituições do técnico da Seleção foram sempre seis por meia dúzia. Quando tirou Felipe Mello (que parecia procurar um cartão vermelho) colocou Josué, ao invés de Ramires, que poderia dar mais velocidade ao time; quando saiu Julio Baptista, entrou justamente Ramires, numa função de meia de ligação que não é a dele; e quando tirou Luis Fabiano e colocou o inoperante Grafite, que errou dois domínios de bola e nada mais.

Para as oitavas de final felizmente teremos Robinho e Kaká de volta, e até Elano, que também fez falta. Então é torcer para que os dois melhores jogadores da Seleção permaneçam sãos e não sejam suspensos, porque senão vai ser difícil ganhar a Copa. E, sinceramente, jogando essa bolinha eu até prefiro que não ganhe mesmo.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

El Mito Palermo

O relógio já estava em suas voltas finais. A vitória já estava consumada. Mas algo ainda aconteceria naquele Argentina x Grécia. Um momento muito mais simbólico que o triunfo e a classificação em primeiro lugar.

Eram 35 minutos, 1 a 0 no placar, Maradona resolve dar uma chance ao Otimista do Gol. Ao mesmo tempo falo comigo mesmo: “ele vai marcar um gol”. Palermo, o homem do milagre do Monumental diante do Peru, ainda tinha 10 minutos para o seu feito.

O tempo vai passando, a bola não chega, e quando chega, parece querer fugir dos pés do jogador do Boca. Palermo corre, se esforça, empurra, é empurrado, chuta de qualquer maneira, e nada. Até que aparece Messi.

O melhor jogador do mundo apanha a bola, faz fila, dribla um monte de gregos, os deuses do Olimpo e os heróis mitológicos. Parece que finalmente marcaria o seu. Mas Tzorvas defende. No rebote, Palermo manda para as redes. Explosão em Polokwane, explosão na Argentina, explosão também no Rio de Janeiro. Confesso que gritei e vibrei muito com o gol do “matador”.



Lembrei-me da conversa que tive com ele, há pouco mais de um ano, quando confessava o sonho de voltar a defender a seleção, do seu desejo de apagar a imagem que ficou. Aquela tão ridicularizada por conta dos três pênaltis perdidos contra a Colômbia. Palermo é um ídolo, um homem predestinado, um ser humano incrível. Uma pessoa que passou por provações e triunfos. Finalmente ele teve a sua revanche. Marcou um gol em Copa do Mundo.

Quando Maradona o convocou, todos riram. Disseram que Diego estava louco ao apostar em Palermo. Debaixo de um dilúvio ele praticamente classificou um time morto nas Eliminatórias. Agora na Copa, Palermo já deixou sua marca. Começo a acreditar que isso possa ser um sinal de que algo maior está por vir.

Quanto ao jogo? A Argentina ganhou por 2 a 0, se classificou em primeiro, tendo seu gol inicial anotado por Demichellis. Mas tudo isso ficou em segundo plano perto do feito do Otimista do Gol.
Por Raphael Martins

Primeiros confrontos definidos

Antes da partida entre Uruguai e México houve um temor de que pudesse ser um "jogo de cumpadres" já que o empate classificaria as duas equipes. Porém, bastou começar e as dúvidas quanto à vontade de ambos os times de ganhar caíram por terra. Uruguaios e mexicanos fizeram um bom jogo de futebol, com chances para os dois lados e quem levou a melhor foi a Celeste Olímpica, que com a vitória classificou-se em primeiro lugar do Grupo A. Uma campanha que condiz com a tradição do futebol daquele país, mas que há muitos anos não se via. O destaque da equipe de Oscar Tabárez é o conjunto. O time é bastante organizado defensivamente (tanto é que não levou gols na primeira fase) e sai em velocidade para o ataque, utilizando a qualidade do trio Forlán/Cavani/Suárez. A garra e a disposição dos jogadores também contagiam e podem levar o Uruguai mais longe do que o mais fanático dos torcedores da Celeste poderiam imaginar.

Isso porque o adversário nas oitavas de final é a Coreia do Sul, que conseguiu a classificação de forma dramática. Os coreanos empataram com a Nigéria em 2 a 2, mas só não perderam porque os africanos abusaram do direito de perder gols. Yakubu, inclusive, protagonizou um dos lances mais inacreditáveis da história das Copas ao perder um gol debaixo da trave, sem goleiro. Mas voltando à Coreia, é um time limitado, que depende do talento de Park Ji-Sung, meia do Manchester United, para conseguir boas jogadas de ataque. O outro Park, o Chu-Young, meia do Monaco, também é peça importante no esquema do técnico Huh Jung-Moo. Os coreanos jogam basicamente atrás, tentando aproveitar a velocidade para sair em contra-ataques e sua principal arma está nas bolas paradas. Três dos cinco gols marcados pela Coreia do Sul saíram dessa forma.

Uruguai x Coreia do Sul - Palpite: Uruguai

No outro confronto, a Argentina, 100% na primeira fase, encara o México. Praticamente classificada, Diego Maradona escalou um time misto para o jogo contra os gregos. Apenas 4 titulares foram a campo e um deles marcou o gol: Demichelis. O outro foi marcado por Martin Palermo, que entrara no segundo tempo. O técnico argentino quis poupar alguns jogadores que estavam pendurados, como Heinze, e dar ritmo de jogo para os reservas. E como o adversário era a inofensiva Grécia, nada mais apropriado. A retranca dos europeus demorou a ser furada, mas o domínio foi todo sul-americano. A classificação em primeiro lugar, com 9 pontos, dá moral à Argentina, que desempenhou muito bem o seu papel de favorita, algo que não muito comum nesta Copa do Mundo. O tão aclamado ataque vem correspondendo e a defesa, motivo de preocupação nos hermanos, até agora mostrou-se segura.

Por isso, diante do México, o favoritismo é argentino. Apesar dos mexicanos terem um bom time, muito veloz no ataque, não acredito que consigam fazer frente aos comandados de Maradona. Porém, acho que será uma boa partida de futebol, já que a equipe de Javier Aguirre não costuma se fechar na defesa. Portanto, tem tudo para ser um jogo franco, do jeito que todos gostamos.



Argentina x México - Palpite: Argentina

Antes de terminar, queria dar os parabéns ao técnico Parreira e à seleção da África do Sul, que fizeram uma campanha honrosa na Copa e só não se classificaram no saldo de gols. A vitória sobre a França foi muito justa e poderia ter sido por mais gols de diferença, tamanha a superioridade dos Bafana-Bafana. Agora resta a Federação do país continuar o trabalho, para que os sul-africanos continuem evoluindo. Já a França... é melhor deixar pra lá. Outro vexame que teve como imagem final a falta de educação de Raymond Domenech ao negar-se a cumprimentar Parreira após a partida. Lamentável.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Espanha vence, mas ainda não encanta

Não foi a grande exibição e a goleada que se esperava da Espanha sobre Honduras, mas a Fúria teve boa atuação, do jeito que estamos acostumados a ver. Muita posse de bola, toques precisos tentando encontrar espaços na defesa adversária para marcar gols. Várias oportunidades foram criadas, mas, a exemplo da estreia diante da Suíça, os espanhois cansaram de perder gols, inclusive um penalti. Muito em função do excesso de preciosismo dos campeões europeus, que às vezes parecem só querer fazer gols bonitos e acabam desperdiçando chances. Contra Honduras não houve problemas, até porque o time da América Central é bem fraco. Contra os suíços, no entanto, fez falta. Portanto cabe ao técnico Vicente Del Bosque tentar colocar na cabeça de seus comandados que quando há chance é melhor matar o jogo para não correr riscos. Até porque nas oitavas de final o adversário será ou Brasil ou Portugal.

Na partida contra os hondurenhos, Del Bosque promoveu modificações em relação ao time que foi derrotado pela Suíça. Iniesta saiu para a entrada de Fernando Torres e Jesus Navas, que entrara muito bem na estreia, roubou a vaga de David Silva. É difícil dizer se as alterações deram resultado, já que o adversário não ofereceu grande resistência. Mas alguns pontos valem ser ressaltados. Torres está sem ritmo de jogo, sem tempo de bola. Isso ficou claro nos gols que o atacante do Liverpool perdeu, vários deles feitos. Mas o Niño é titular da seleção e sua escalação, inclusive, facilitou o trabalho do companheiro de ataque David Villa, que jogou aberto pela esquerda, partindo pra cima dos defensores. O novo jogador do Barcelona marcou dois gols (o primeiro deles um golaço) e ainda perdeu um penalti.

Já a entrada de Jesus Navas aumentou a velocidade da Espanha. David Silva é mais meia, tem um toque refinado, mas prende mais a bola do que Navas, que atua como um autêntico ponta-direita. Diante de equipes mais fechadas, essa boa opção pelos lados do campo com certeza ajuda a furar a retranca adversária. Vamos ver se na partida contra o Chile, líder do Grupo H, Del Bosque mantém a mesma formação.

Esse confronto contra o Chile, aliás, é muito perigoso. Isso porque para aos chilenos basta o empate não só para se classificar, como para garantir o primeiro lugar da chave. Aos espanhois só a vitória interessa, já que na outra partida não acredito que a Suíça vá encontrar dificuldades para vencer Honduras. Claro que a Espanha tem um time superior à seleção chilena, mas numa Copa com tantas zebras, não vou me surpreender se a Fúria ficar mais uma vez pelo caminho. Mas espero que isso não aconteça, porque quero ver bons jogos nas fases finais.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Brasil jogou como Brasil

No post referente à vitória sobre a Coreia do Norte afirmei que poderíamos esperar uma atuação bem melhor da Seleção Brasileira nas partidas seguintes, já que o Brasil costuma jogar mais diante de adversários mais qualificados, principalmente porque estes não ficam o tempo todo atrás, buscando apenas se defender. Pois bem, foi o que aconteceu ontem no Soccer City.

O primeiro tempo começou com a Costa do Marfim em cima, marcando pressão os principais jogadores brasileiros e mantendo a posse de bola. Nenhuma oportunidade, no entanto, foi criada. A zaga do Brasil mostrou a conhecida competência de sempre, especialmente Lúcio, que colou em Didier Drogba e não deixou o atacante do Chelsea jogar. Mesmo mal, os comandados de Dunga chegaram ao gol justamente no que tinham de diferente em relação aos marfinenses: o talento. Bastou o trio Robinho/Kaká/Luis Fabiano acertar uma tabela para o placar ser aberto em um petardo do jogador do Sevilla.

A partir daí até o intervalo pouco se viu. O jogo continuou parelho, com os dois times sem criar muitas chances. Na segunda etapa, porém, a postura brasileira foi outra. Desde o início a Seleção assumiu o controle do jogo e partiu pra cima em busca do segundo gol. E ai mais uma vez brilhou a estrela do artilheiro. Julio Cesar bateu tiro de meta para um isolado Luis Fabiano. O atacante brigou na raça com os enormes zagueiros africanos, chapelou dois e bateu de canhota sem chances para Barry. Golaço. O Fabuloso teve o auxílio do braço para matar a bola, mas, como disse meu amigo Camilo Pinheiro, o ato irregular foi uma licença poética depois da pintura que ele tinha acabado de realizar. Foi um golaço e ponto final.

O terceiro saiu logo depois, com Elano aproveitando cruzamento de Kaká. O craque do Real Madrid, aliás, jogou bem, sendo decisivo em dois gols. Quase deixou o dele, mas o goleiro Barry impediu. Com 3 a 0 no placar, a zaga brasileira acabou cochilando e com Drogba isso nunca fica impune. O atacante marfinense diminuiu a desvantagem para 3 a 1 numa bela cabeçada. Antes do final do jogo ainda teve tempo para uma bobeira de Kaká. Ele se deixou levar pela violência da Costa do Marfim, envolveu-se em confusão com Keita e acabou expulso. A sorte é que a classificação já está garantida, mas o jogo diante de Portugal definirá quem será o primeiro do grupo e a ausência do camisa 10 pode prejudicar planos futuros do Brasil. Agora o foco se volta para saber quem será o substituto: Daniel Alves, Julio Baptista, Ramires ou Robinho recuado para a entrada de Nilmar na frente. Fico com a segunda opção, já que o meia da Roma é o substituto natural da posição. Mas como cabeça de treinador é difícil de entender, ainda mais do técnico brasileiro, é melhor esperar.

Também vale uma cornetada nos africanos. Esperava bem mais da equipe de Eriksson (aliás, esperava bem mais de todas as seleções africanas), mas o que vi foi um time muito forte fisicamente, até bem distribuído em campo, só que com pouca técnica, pouca criatividade. E que apelou para entradas duras e maldosas. Elano, inclusive, teve que ser substituído depois de quase ter a perna arrancada em uma dividida. Se ao invés de bater tivessem apenas se preocupado em jogar futebol, talvez a Costa do Marfim não estivesse praticamente eliminada da Copa do Mundo.

Digo isso porque Portugal tirou a barriga da miséria e sapecou 7 a 0 na Coreia do Norte, a maior goleada da competição até agora. A boa exibição portuguesa tem o dedo do técnico Carlos Queiroz, que fez modificações na equipe que empatou na estreia. Deco deu lugar a Tiago, que marcou duas vezes; Simão, que também deixou o dele, entrou na vaga de Danny; e Hugo Almeida, outro que fez gol, começou de titular no lugar de Liédson. O brasileiro naturalizado, no entanto, entrou no segundo tempo e também deixou sua marca. Raul Meireles e Cristiano Ronaldo completaram o placar.

O curioso dessa partida foi o fato de que o primeiro tempo terminou com 1 a 0 para o time luso, com os coreanos assustando o gol de Eduardo, especialmente em chutes de longe. Talvez isso, por incrível que pareça, tenha atrapalhado a equipe asiática, pois após o intervalo a Coreia do Norte se abriu e foi para o ataque em busca do empate. E ai a infinita maior qualidade de Portugal fez com que o placar fosse dilatado.

A classificação portuguesa para as oitavas de final está bem encaminhada em função do saldo de gols. Somente um milagre marfinense tira Cristiano Ronaldo e Cia da Copa, o que tira um pouco do peso do jogo da próxima sexta-feira. Porém, Brasil e Portugal decidem quem será o primeiro colocado e isso pode significar fugir da Espanha. Portanto, a promessa é de que teremos um jogaço no final desta semana.

Antes de terminar o post, uma rápida passada pelo Grupo F, que teve seus dois jogos também no domingo. O Paraguai fez o que dele se esperava e venceu a Eslováquia com tranquilidade, por 2 a 0. A situação dos sul-americanos é muito tranquila, já que uma vitória diante da Nova Zelândia na última rodada garante ao time de Gerardo Martino a primeira colocação do grupo. Já a Itália não saiu de um empate com a frágil seleção neozelandesa e soma dois pontos. A situação não é das mais difíceis, já que uma vitória simples sobre os eslovacos já serve. Mas com a bolinha que os comandados de Marcelo Lippi estão jogando, periga mais uma zebra passear pelos gramados sul-africanos.

domingo, 20 de junho de 2010

O primeiro classificado e o primeiro eliminado

O sábado foi de definição para duas seleções do mesmo grupo, o E. A Holanda venceu outra e se garantiu nas oitavas de final, enquanto Camarões foi o primeiro time a dar adeus ao Mundial. No caso dos holandeses a campanha 100% já poderia ser prevista, já que o desempenho da equipe desde as eliminatórias é impressionante. A atuação, no entanto, não foi das melhores. Esperava-se que a seleção de Van Marwijk derrotasse o Japão com certa facilidade, haja visto a disparidade entre as duas equipes, mas o que vimos foi uma Holanda ainda presa, sem demonstrar seu principal diferencial que é a movimentação. A ausência de Robben contribui para isso, porém, nos amistosos pré-Copa, os holandeses, sem a presença do craque do Bayern de Munique, conseguiram ótimas exibições. Talvez seja o peso da competição.

De qualquer maneira, o objetivo foi alcançado. Classificação garantida e oportunidade de acertar alguns defeitos no time, especialmente na defesa, que de vez em quando dá algumas bobeiras. Mais tempo também para a recuperação de Robben, que pode dar o toque que está faltando à equipe holandesa. Por enquanto só Sneijder correspondeu às expectativas. Mas dá pra reclamar da Holanda? Não, não dá.

Já de Camarões dá pra reclamar, e muito. Os Leões Indomáveis são minha primeira decepção dessa Copa. Apostava bastante no time de Eto`o, especialmente porque o achava melhor do que os outros adversários de grupo, Dinamarca e Japão. A campanha, no entanto, foi pífia. Derrota para o Japão no primeiro jogo, sem conseguir ameaçar muito o gol japonês, numa partida em que estava tudo errado, a começar pelo posicionamento da equipe, que deixava muitos espaços. Isso sem contar que Samuel Eto`o fora escalado na ponta-direita. Diante dos escandinavos a atuação melhorou, principalmente porque algumas alterações foram feitas - dizem que os jogadores impuseram isso ao técnico Paul Le Guen. A mais importante foi a escalação do atacante do Inter de Milão em sua real posição.

As mudanças surtiram efeito tanto em termos técnicos, quanto em disposição, mas os camaroneses não contavam com uma excelente atuação do adversário. O resultado foi o melhor jogo da Copa até agora. Camarões e Dinamarca jogaram pra frente o tempo todo, meio que despreocupados com a marcação, e inúmeras chances de gol foram criadas. Os escandinavos foram mais competentes nas finalizações e ganharam por 2 a 1, de virada. Agora disputam em confronto direto com o Japão a segunda vaga do grupo, com grandes chances de passar, já que acho a equipe europeia superior à asiática. Já os camaroneses se despedem de forma melancólica da Copa da África, mostrando que os Leões já não são tão indomáveis assim.

No outro jogo do dia, Gana perdeu grande oportunidade de praticamente se garantir na próxima fase. Empatou com a Austrália mesmo jogando com um a mais desde os 24 do primeiro tempo e agora corre risco de ficar fora das oitavas. Isso porque, apesar de estar na liderança do grupo com 4 pontos, os africanos encaram a Alemanha na última rodada, enquanto a Sérvia enfrenta os australianos. Um empate classifica os ganeses, mas uma derrota aliada à vitória sérvia na outra partida tira a equipe da Copa do Mundo.

sábado, 19 de junho de 2010

Sexta-feira listrada em preto e branco

A Copa já tinha proporcionado algumas zebras, mas ontem foi, sem dúvida, o dia em que mais resultados surpreendentes aconteceram. Milhares de pessoas arruinaram suas chances no bolão e quem foi ousado nos palpites provavelmente embolsou uma graninha. Os comentaristas também sofreram e nessa classe eu me incluo. Simplesmente errei todos os resultados da sexta-feira e o saldo só não foi pior porque os Estados Unidos conseguiram empate heroico (e quase viraram) em cima da Eslovênia.

O primeiro jogo do dia não foi aquela zebraça, até porque a Sérvia chegou na África do Sul com moral, depois de vencer seu grupo nas Eliminatórias e jogar a França pra repescagem. Mas pelo que vi na primeira rodada, especialmente dos alemães, esperava que os tricampeões mundiais fossem ganhar mais uma. Ledo engano. O time de Joachim Low jogou bem novamente, criou inúmeras chances - inclusive um penalti desperdiçado por Podolski -, mas foi derrotado por 1 a 0 em um belo jogo de futebol. Os germânicos foram prejudicados pela expulsão (justa) de Klose ainda na primeira etapa. O resultado é ruim, claro, mas a meu ver nao preocupa a classificação da Alemanha, que é bem superior à Gana, seu terceiro adversário. Porém, como a Copa do Mundo está muito louca, não vou me surpreender se alguns favoritos caírem.

Já a Sérvia ganhou sobrevida e, mais que isso, boas chances de avançar. Isso porque na última rodada encara a Austrália, o time mais fraco do grupo, e deve vencer. Vejam bem, deve. Mas não boto minha mao no fogo.

Outro favorito que tropeçou, esse sim um tropeção, foi a Inglaterra. Diante da Argélia, uma das piores seleções da competição, o time jogou muito mal, criou pouquíssimas oportunidades e não saiu do zero no placar. O segundo empate em 2 jogos, muito pouco para quem chegou com tanta moral no campeonato. O time inglês tem grandes nomes como Lampard, Gerrard e Rooney, mas até agora nenhum mostrou o que estamos acostumados a ver em seus clubes. O companheiro do atacante do Manchester United no ataque é o limitadíssimo Heskey. Se olhar pro banco, a opção não é melhor: Peter Crouch. Então os ingleses não tem têm muito o que comemorar, pelo contrário, as atuações da equipe de Fabio Capello preocupam, até porque o adversário na última rodada é a maior supresa do grupo, a Eslovênia, que tem 4 pontos e joga pelo empate. Tarefa complicada para a Inglaterra, ainda mais com esse futebolzinho...

A melhor partida do dia, no entanto, foi a que menos podia-se esperar alguma coisa. Estados Unidos e Eslovênia fizeram um jogo bastante movimentado, com direito a empate heroico e gol mal anulado no finalzinho, que daria uma virada espetacular aos americanos. Os europeus abriram 2 a 0 ainda na primeira etapa, jogando no erro do adversário e aproveitando-se da falta de pontaria dos comandados de Bob Bradley. No segundo tempo, porém, desde o início os Estados Unidos adotaram uma postura mais agressiva e chegaram ao empate merecido. Depois ainda conseguiram marcar o terceiro, com Eddu, mas o árbitro malinês Koman Coulibaly anulou estranhamente. O 2 a 2 não foi ruim para as duas seleções, que entram na última rodada dependendo dos próprios resultados. Os americanos precisam derrotar a Argélia e os eslovenos apenas empatar com a Inglaterra.

FAVORITA?

A Argentina goleou a Coreia do Sul por 4 a 1. Observando o placar, a sensação é que a seleção fez uma partida sensacional. Porém não foi bem assim. O time ainda não teve sua defesa testada nesta Copa, e esse setor ainda mostra fragilidade. A prova disso foi a falha do zagueiro Demichellis no gol sul-coreano.

No primeiro tempo, a Argentina chegou aos seus dois gols com o que mostrou de afinado: A bola aérea. No primeiro, contou com a sorte e a canela de um asiático. No segundo, Higuain não cabeceou forte, mas o desvio foi suficiente para a bola morrer nas redes.

Mesmo com a falha de Demichellis, a Argentina foi para o intervalo com a sensação e que poderia fazer mais. No entanto, a segunda etapa começou com os sul-coreanos mais ao ataque. Os jogadores da Coreia do Sul abusavam da velocidade e se favoreciam do fato da defesa argentina ser lenta e pesada. Mas por outro lado, isso começou a servir espaços cada vez maiores para os jogadores argentinos explorarem a velocidade de seus atacantes, ainda mais de Messi.

O melhor jogador do mundo não marcou gols, mas com suas arrancadas e dribles foi fundamental para a marcação dos outros dois gols da Argentina, todos anotados por Higuain, agora artilheiro do Mundial.

Os dribles de Messi, as jogadas de Tevez, e depois de Aguero, que substituiu o jogador do Manchester City muito bem, dão esperança ao torcedor argentino de que, depois de 24 anos, a taça do mundo possa voltar a Buenos Aires. Mas a defesa ainda causa calafrios. Não dá para apontar ainda a Argentina como favorita ao título, porém essa seleção mostra muita evolução em relação àquela que se classificou com dificuldade nas Eliminatórias.
Por Raphael Martins

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Au Revoir, Le Bleus

O fracasso francês nesse Copa estava desenhado desde as Eliminatórias, quando os Bleus conseguiram a classificação em lance irregular de Thierry Henry. Depois, uma convocação muito criticada pela imprensa, com direito a Benzema fora, e uma preparação com tropeços, como a derrota para a China. Claro que a França, pela história recente que construiu, poderia muito bem chegar na África do Sul e deixar essas incertezas de lado, pois até tem jogadores pra isso. Mas não foi o que aconteceu.

Se na primeira rodada houve empate sem graça com o Uruguai, ontem foi a vez da equipe de Raymond Domenech cair diante do México, por 2 a 0. E poderia ter sido até mais, tamanha a superioridade dos mexicanos. A campanha da França lembra muito a da Copa de 2002, quando o time foi eliminado na primeira fase, sem marcar gols. Para igualar o péssimo desempenho de 8 anos atrás, falta só um jogo, contra a África do Sul.

Teoricamente os franceses não estão eliminados, mas precisam vencer (e bem) os anfitriões e torcer para que não haja empate entre México e Uruguai. O mesmo raciocínio vale para a seleção de Parreira. Mexicanos e uruguaios poderiam muito bem fazer um autêntico jogo de compadres e ficar naquele 0 a 0, que garantiria os dois. Mas não acredito que isso vá acontecer, já que quem ficar com a segunda vaga (e com um empate seria o México) enfrentará a Argentina nas oitavas de final.

O México terá dois desfalques importantes na última rodada. Carlos Vela sofreu uma lesão muscular ainda no primeiro tempo e está fora do jogo. Corre risco de ficar até fora da Copa. O outro é Juárez, suspenso. No lugar desse deve entrar Javier Hernández, autor do gol que abriu o placar diante da França. O garoto, aliás, vem tendo sua titularidade pedida pela imprensa do país e essa partida pode ser importante para que ele garanta sua vaga entre os 11 iniciais.

Artilheiro desencanta e Argentina goleia

Época de Copa do Mundo é realmente muito boa. Hoje, por exemplo, acordei e liguei a TV para ver o jogo da Argentina. Quinta-feira de manhã e sou brindado com um belo jogo de futebol. Até melhora o resto dia. Pois bem, acreditava que o time coreano fosse oferecer mais resistência aos argentinos do que os nigerianos na primeira rodada, mas não foi bem isso que aconteceu. O domínio da seleção de Maradona pode ser explicado através dos números. Foram 57% de posse bola contra 43%; 22 chutes contra 13; e 6 escanteios contra 2 da Coreia do Sul.

Higuaín, muito criticado pela estreia, mostrou que não foi artilheiro do Real Madrid na temporada por acaso. Marcou 3 vezes e assumiu a artilharia da Copa. Messi e Tevez jogaram bem mais uma vez, e Aguero, que substituiu justamente o atacante do Manchester City, foi outro que teve participação efetiva no resultado. Ao contrário do primeiro jogo, Di Maria teve boa atuação, saindo em velocidade pelo lado esquerdo e isso tornou a Argentina ainda mais envolvente no ataque. Maradona também teu seus méritos pela exibição da equipe. Teve peito para sacar Verón - muito lento e num esquema 4-3-3 os homens de meio-campo têm que marcar - e colocar Maxi Rodríguez no time titular, o que aumentou a velocidade da saída de bola.

A defesa, porém, ainda é um ponto fraco. O gol da Coreia surgiu de uma falha individual grotesca de Demichelis e no início da segunda etapa os asiáticos criaram algumas chances. Jonas Gutierrez segue deixando espaços na direita, mas a opção por Burdisso na lateral deve ser deixada de lado pelo menos por enquanto, já que Samuel saiu contundido ainda no primeiro tempo e, provavelmente, não estará em campo contra a Grécia. Mesmo assim acredito que o ataque poderoso pode dar o título à Argentina.

Já a Coreia do Sul mostrou que está em um nível abaixo das principais seleções do mundo. Teve algumas oportunidades, mas não ameaçou a vitória argentina. De qualquer maneira, o time entra na última rodada podendo até empatar com a Nigéria (acho muito difícil que a Grécia tire pontos da Argentina) para se classificar. Como o time africano é fraco, o mais provável é que os coreanos fiquem com a segunda vaga.

Falando rapidamente sobre o outro jogo do grupo, a Nigéria teve a chance de ficar dependendo do próprio resultado para se classificar, mas perdeu pra Grécia, a seleção mais limitada do grupo B. O pior é que foi de virada e com a colaboração de duas falhas individuais. Primeiro de Kaita, que, quando o placar marcava 1 a 0 para os nigerianos, agrediu o adversário e foi expulso ainda no primeiro tempo. Com um a mais em campo, os gregos foram pra cima e pressionaram muito até conseguir virar, com Torosidis, aproveitando falha do goleiro Enyeama. Aliás, uma pena, já que o goleiro africano estava agarrando muito, salvando a equipe, assim como fizera diante da Argentina. Com o resultado, a Nigéria precisa ganhar da Coreia por 2 gols de diferença e torcer pros argentinos vencerem a Grécia. Pelo que vi até agora, acho pouco provável.