sexta-feira, 1 de maio de 2009

Carlos Simon e Mário Vianna, quanta diferença...

Olá, jovens que acompanham o Passando a Bola. Como escrevi aqui na semana passada, utilizarei esse espaço para distribuir bengaladas em jogadores, árbitros e dirigentes desse futebol moderno e sem graça. Além disso, vamos relembrar algumas histórias deliciosas da época áurea do nosso esporte bretão.


Para começar queria falar sobre esse tal de Carlos Eugênio Simon. Esse juizinho acha que está acima de Deus. No último domingo, ele marcou um pênalti ridículo contra o Ceará no primeiro jogo da decisão. O back do Fortaleza estava a quase três metros do atacante, quando esse mergulhou na área. Simon não teve dúvida e apontou para o centro da área. Nunca vi nada igual, nem o valentão do Mário Vianna faria uma coisa dessas. E não faria muitas coisas que esse engomadinho faz. Simon parece uma moça, daquelas que passam gel nas madeixas e vestem a roupinha mais apertadinha. Já repararam no shortinho dele? Ele também é muito frouxo, sempre tem marcações duvidosas a favor dos mandantes. Mário não, encarava um Maracanã lotado se fosse preciso.




Bengala nele!!!!
Falando nisso, vou contar para vocês uma das milhares de histórias do Mário. Grande árbitro de futebol do século passado, representou o Brasil na Copa do Mundo de 54, na Suíça. Mário era muito rígido e não gostava de conversa com os atletas. Diferentemente do assoprador de apito, Carlos Simon, Mário Vianna não cometia erros banais ou pecava no exagero e na falta de paciência. Ele quebrava o pau com jogadores e até com a torcida.
Ele foi o mais popular árbitro do Brasil. Depois se transformou em uma figura folclórica do futebol. Se havia uma coisa em que Mário Vianna(foto) acreditava, como meio de fazer valer a sua justiça, essa coisa era a violência. Por isso, sua vida de juiz foi caracterizada por dezenas de histórias em que a força física foi a personagem mais importante.



Corinthians e Bangu jogavam no Pacaembu pelo Torneio Rio São Paulo em 1952. Partida dura. Baltazar entrou de mau jeito num adversário e Mário Vianna o expulsou.
Os outros corinthianos se aproximaram para reclamar e ele foi avisando:
- Não falem comigo, que também expulso vocês.
Goiano e Luizinho esboçaram um leve protesto:
- Mas seu juiz...
- Eu disse que não falassem comigo. Pra fora os dois.
A galera corinthiana urrava de ódio. Depois do jogo, a massa queria arrombar a porta do vestiário para agredir Mário Vianna. Um tenente da Policia Militar resolveu avisá-lo de que a situação era difícil:
- E qual é sua atitude, tenente? Vá lá fora e proteja o público, por que eu me defendo sozinho! Estufou o peito e saiu pelo meio da massa, pedindo licença com a delicadeza que Deus lhe deu.

Até a próxima semana meus meninos....

2 comentários:

Felipe Vasconcellos disse...

Boa Seu Jackson!!! Que beleza de história!

marcellovianna76@terra.com.br disse...

Sou neto do Mário Vianna e fico muito feliz a cada vez que leio algum texto em que ainda se lembram do meu avô com carinho e respeito. Muito obrigado.