sexta-feira, 22 de maio de 2009

SIN DEFENSA‏


Foi a derrota menos esperada nos últimos anos pelo Boca Juniors. O time Xeneize foi eliminado dentro de seus domínios, tendo a vantagem de jogar pelos empates de 0 a 0 e 1 a 1. Para aumentar o espanto, o algoz não figura sequer na primeira linha do futebol sul-americano. O gigante Boca Juniors foi eliminado dentro da Bombonera para o modesto Defensor, do Uruguai.
Os uruguaios conseguiram derrubar uma marca impressionante. Há seis anos que o Boca não perdia na Bombonera pela Copa Libertadores. A última derrota foi naquele jogo frente o Paysandu, no dia 24 de Abril de 2003. De lá para cá foram 25 partidas, com apenas dois empates e incríveis 23 vitórias. Mas os tabus servem para ser quebrados. E aí está o Defensor, entrando para a história do futebol. Mostrando porque este esporte é apaixonante.

Para completar a grandiosidade da façanha do Defensor, havia 20 anos que o Boca não era eliminado dentro de seu estádio na Libertadores. A última vez havia sido em 1989, frente ao Olimpia, do Paraguai, numa derrota por 5 a 3. Além desta ser a primeira vez na história que uma equipe uruguaia vence dentro da Bombonera. Enfim, mais uma das inúmeras histórias incríveis proporcionadas pelo futebol. Com a péssima campanha que faz no atual Torneio Clausura, o Boca fica praticamente obrigado a conquistar o Apertura, no segundo semestre se quiser estar na Libertadores de 2010.

FIN DE UN CICLO?
Após a derrota o que mais se ouviu foi sobre o fim de um ciclo. O técnico Carlos Ischia pode entregar o cargo nos próximos dias, quem sabe até nas próximas horas. O fato sintomático foi a recusa do treinador em conceder a tradicional entrevista coletiva. Para quem já cobriu partidas do Boca Juniors isso foi um comportamento estranho, pois sempre, seja nas viórias ou derrotas, o treinador era o primeiro e as vezes o único a falar. Quem deu pistas sobre uma mudança de rumos foi um dos símbolos do Boca Juniors, Palermo.

- Existem coisas que acontecem que acabam atrapalhando. Já outras foram feitas de maneira errada. Hoje o time não esteve à altura de sua mística - disse o artilheiro na coletiva após o jogo.

Colocando mais lenha na fogueira, Palermo acrescentou:

- É hora de analisarmos o futuro do Boca. Temos que fazer uma autocrítica e mudar algumas coisas.

Mas que coisas estariam erradas? Já havia escrito a um par de semanas que o relacionamento enre Ischia e Bianchi não era dos melhores e que a forma de jogar da equipe já se mostrava desgastada. Soma-se a isso, a divisão interna que existe no plantel entre a "Banda de Palermo" e a "Banda de Riquelme".
O circo está pegando fogo em La Boca!!!!

LLAMEN EL VIRREY!!!!
É claro que especulações já surgem sobre o susbstituto de Ischia, antes mesmo dele pedir demissão oficialmente ou ser demitido. O nome mais falado está ao lado do Pelado. Trata-se de Carlos Bianchi. O Virrey é visto como aquele que pode aplacar a crise interna e devolver a mística da camisa azul y oro. Porém, uma cláusula acertada entre Bianchi e a direção do Boca pode impedir o sonho. Quando aceitou voltar, o ex-treinador deixou claro que gostaria de ter registrado o pedido de não poder ser chamado para ocupar o cargo de técnico mais uma vez. O seu desejo é ser apenas o manager do clube.
Como alternativa aparece o nome de Alfio Basile, que também ganhou muitos títulos com o Boca e que deixou o clube para dirigir a seleção argentina.
Por Raphael Martins

2 comentários:

Júnior Maurell disse...

Eu falei na semana passada...nessa Libertadores vai dar Brasileiro na cabeça. Valew Rapha....belo post...

Felipe Vasconcellos disse...

Para alívio dos brasileiros...