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sábado, 31 de julho de 2010

Deco é banco nesse time do Fluminense

O Fluminense mostra a cada jogo que é um dos grandes favoritos ao título brasileiro. A vitória por 3 a 1 sobre o Atlético-PR, no Maracanã, foi uma boa prova disso. A estreia de Washington, marcando dois gols e se mostrando entrosamento com o parceiro Emerson, é animadora, pois o titular da posição, Fred, volta e meia está machucado. O Coração Valente não tem o talento de Fred, mas é artilheiro e sabe botar a bola pra dentro quando tem a oportunidade.

Emerson, mais uma vez, foi muito bem. Movimentou-se bastante e mostrou a raça habitual. A desconfiança da torcida tricolor com o passado rubro-negro do atacante acabou com apenas dois jogos do Sheik no Flu. São dois gols e bastante dedicação. Mostrando que a aposta da diretoria em seu futebol foi correta.

O grande nome da partida, no entanto, foi Dario Conca. Não me canso de falar: como joga bola essa argentino. Além da ótima visão de jogo, o controle de bola e a precisão no passe do camisa 11 impressionam. Conca foi o maestro da vitória tricolor, com duas assistências milimétricas. Sem contar nas outras chances que criou.

O único ponto negativo da exibição do Flu foi Beletti. Novamente o pentacampeão foi escalado como titular (Diguinho estava com febre) e não rendeu. Esteve sumido na maior parte do primeiro tempo, errou passes, parecia em outro ritmo. Tanto que quando foi substituído no intervalo, para entrada de Fernando Bob, o Fluminense melhorou bastante, tomou conta do meio-campo e, consequentemente, da partida. O segundo gol, aliás, saiu de uma roubada de bola do volante. Mais uma boa opção para Muricy Ramalho, que ainda espera pela estreia do colombiano Valencia.

A equipe tricolor está montadinha. Três zagueiros, alas que atacam com frequência, dois volantes mais presos, um meia de criação com liberdade e dois atacantes, um mais solto e outro centralizado. A grande questão na cabeça do treinador (e na torcida tricolor) é: onde entra Deco nesse time? Na minha opinião, não entra. Hoje Deco não tem vaga entre os titulares do Fluminense, não pela capacidade técnica, mas simplesmente porque não tem como tirar ninguém. Já diz o ditado que em time que está ganhando não se mexe. E acho que o Muricy sabe bem disso. Duvido que ele modifique o esquema tático, abrindo mão de um dos zagueiros ou de um dos volantes somente para encaixar o luso-brasileiro.

Deco será opção de banco. Agora me digam. Havia necessidade de trazer um jogador que vai ganhar R$750 mil mensais para ficar na reserva? Elenco é importante, é verdade, mas com essa grana toda o Fluminense poderia trazer, por exemplo, dois bons zagueiros e um reserva para Mariano. Nesse caso, a grife falou mais alto que a coerência. Vamos ver o que Muricy vai fazer com esse "problema" nas mãos.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Flu de Muricy vai ao mercardo e se reforça bem. E pode vir mais...

O Campeonato Brasileiro começou, mas, como é ano de Copa do Mundo e vamos ter apenas sete rodadas antes dessa pausa forçada, ainda não pegou. Claro que em campeonato de pontos corridos toda partida é importante, mas as atenções de todos (inclusive dos próprios clubes) estão nos jogos decisivos de Libertadores e Copa do Brasil. E por isso quem não está nessa está de olho no período pós-Copa do Brasileirão e correndo atrás de reforços.

É o caso do Fluminense, de Muricy Ramalho, que, depois de sair da Copa do Brasil, ficou focado somente no Brasileiro. A eliminação nesse caso para o Flu não me pareceu ruim. Claro que passar a uma semifinal seria importante, mas talvez a necessidade de reforçar a equipe não viesse à tona para o treinador tão rapidamente. Uma das exigências de Muricy ao aceitar o trabalho foi ter a garantia da diretoria (e do patrocinador) de que bons jogadores seriam contratados. E a promessa, pelo menos por enquanto, vai sendo cumprida.

O primeiro a chegar foi Rodriguinho, atacante vice-artilheiro do Paulistão desse ano com 15 gols com a camisa do Santo André. Além de goleador, tem velocidade, algo que o Fluminense perdeu quando vendeu Maicon para o futebol russo. É óbvio que jogar com a camisa tricolor é mais "difícil" do que com a do time paulista, mas é uma aposta válida. Depois veio outro jogador do Santo André, o lateral-esquerdo Carlinhos, que voltou a ter boas atuações depois de um período na obscuridade. Vale lembrar que ele surgiu como promessa do Santos, sendo inclusive convocado para a Seleção Brasileira principal em 2006, para a partida contra a Suíça, e ainda é jovem, tem apenas 23 anos. É mais defensivo, atuava em uma linha de 4 jogadores, mas chega para colocar uma sombra no Julio Cesar, que não vem jogando nada. E se não melhorar, agora tem alguém para tomar a posição.

A última contratação confirmada até eu escrever este post foi o Cléber Santana, volante/meia de qualidade, que estava encostado no São Paulo. O time do Morumbi o contratou no início do ano para ser um dos titulares, mas o jogador não convenceu o técnico Ricardo Gomes. Chega com o aval de Muricy e deve ter sua vaga ao lado de Conca no meio-campo.

Uma notícia que agitou a imprensa pela manhã, dada na coluna de Renato Maurício Prado, no jornal O Globo, foi que o Flu havia fechado com Deco. O luso-brasileiro, porém, desmentiu o acordo e a assinatura de um pré-contrato com o Flu, alegando estar sob contrato com o Chelsea,o que seria ilegal - afirmação perfeitamente plausível. Mas o próprio disse logo depois que o Tricolor Carioca foi o único clube a procurá-lo e que era uma possibilidade forte atuar nas Laranjeiras. Ou seja, eu deduzo que Deco será do Fluminense se o Chelsea liberar, o que já li que vai acontecer, já que ele não é titular. Ótimo jogador, sem dúvidas, anima a torcida e pode fazer a diferença, mas fico com uma pergunta. Será que é necessidade máxima do Flu fazer um mega investimento (fala-se em salários de R$500 mil e luvas de R$3 milhões) em uma posição em que há Conca e agora Cléber Santana? Eu acho que seria mais proveitoso investir em um zagueiro de qualidade, um volante, até mesmo um atacante de capacidade reconhecida para fazer dupla com Fred.

Outro fator é que Muricy é adepto do 3-5-2. Foi assim nos 3 anos de sucesso com o São Paulo e é este sistema que ele deve implantar no Flu assim que tiver reforços na posição. Assim, no meio-campo sobram 3 vagas. No caso de Deco assinar, será que Muricy joga com apenas um volante e dois meias (Deco e Conca)? Acho difícil. Pelo menos na época sãopaulina nunca o fez. É mais provável que um sobre - Cléber Santana, como escrevi acima, veio para ser titular - e ai me veio na cabeça uma história que circulou há umas semanas atrás, de que o argentino Conca poderia ser vendido ao Porto. Nesse caso Deco viria para substituí-lo. Enfim, veremos o que vai acontecer.

Outros nomes tidos como quase certos no Fluminense são o volante Edinho, do Palmeiras, com quem Muricy trabalhou no Inter e no clube paulista, e o zagueiro André Luis, outro encostado no São Paulo. O primeiro até me agrada, já que é uma posição carente no elenco (só tem Diguinho e Diogo) e conta com a confiança do treinador. O segundo não é muito melhor do que Gum e Leandro Euzébio, então não o traria. De qualquer maneira, acho este iniciativa tricolor animadora e uma prova de que Muricy já começa a implantar seus métodos, o que é ótimo para o clube. Agora é esperar para ver os resultados.

domingo, 7 de março de 2010

Vitória merecida

Não foi um grande jogo no Maracanã. Mas a vitória do Fluminense sobre o Botafogo por 2 a 1 foi mais do que merecida. Novamente o time de Joel foi inferior, ficou atrás o tempo todo e só tentava chegar na sua única jogada que tem: a bola aérea. E foi assim que o Alvinegro fez 1 a 0. Depois de falta cobrada na área, Jéfferson defendeu e no rebote Maicon fez penalti em Wellington. Herrera bateu e fez.

Isso e mais uma cabeçada de Loco Abreu ainda na primeira etapa. Foi tudo que o Botafogo produziu durante os 90 minutos. Já o Flu foi melhor desde o primeiro minuto. Fred perdeu um gol inacreditável, debaixo da trave, mas se redimiu em grande estilo marcando um golaço de voleio na segunda etapa. O menino Wellington Silva entrou muito bem novamente e foi dele a jogada do gol da virada tricolor, marcado por Mariano. O garoto ainda quase deixou o dele logo depois, mas parou no goleiro botafoguense. Como hoje foi noticiado de que Maicon está quase acertado com o futebol russo, a titularidade de Wellington é iminente.

A derrota mostra que o Botafogo tem uma equipe limitada sim e depende de lances esporádicos de seus atacantes. Nem sempre vai funcionar, como hoje não funcionou. Joel precisa promover logo a entrada dos novos contratados, especialmente Edno, que neste domingo foi ao campo somente aos 38 do segundo tempo. Lucio Flavio não dá mais. Sua presença quase não é notada, a não ser quando é substuído e vaiado pela torcida. O Fluminense, por sua vez, mostrou um bom futebol, especialmente os alas Julio Cesar e Mariano, além, é claro, de Fred, Maicon e Wellington Silva. Mas ainda precisa melhorar o setor defensivo e a saída de bola. Os erros de passe são demasiados, inclusive o gol alvinegro saiu assim.

O ponto negativo do clássico foi mais uma vez o público: 11 mil pagantes e 17 mil presentes. Infelizmente esta é a tônica deste Estadual. Abram os olhos, dirigentes!

quarta-feira, 3 de março de 2010

Sede por polêmica

Chega a ser cruel toda essa polêmica criada em torno da foto em que o menino Wellington Silva, do Fluminense, veste a camisa do Flamengo. Cruel porque após estrear pela equipe profissional do Flu, no Maracanã, com a camisa 10, jogar bem e marcar um gol, Wellington deixou no vestiário as frases feitas e a falsa emoção para ser o que ele realmente é: um menino de 17 anos. E como tal, chorou. Um choro sincero, emocionado, de alguém que teve que batalhar muito na vida para conseguir chegar ali, naquele momento especial.

Pois bem. Há prova maior de amor a um clube do que o choro de alegria ao realizar o sonho de entrar em campo trajando a camisa que defende desde criança? Será que o simples fato de vestir uma camisa de um rival é o suficiente para tentar se criar uma polêmica às custas da ingenuidade de um adoslescente? Por que, ao invés de insistir em algo tão superficial, os jornais não vão investigar e buscar as razões para um número cada vez maior de jovens cada vez menores estarem sendo negociados para o exterior?

Não sejamos hipócritas. TODOS os jogadores de futebol têm um time de coração, é natural. Assim como todo jornalista o tem também. É impossível gostar de futebol e não ter uma paixão clubística, pois uma está intimamente ligada a outra. E se Wellington Silva realmente fosse rubro-negro quando mais novo? Isso faz dele um traidor do Tricolor? Junior e Andrade, ídolos eternos do Flamengo, admitiram que, quando crianças, torciam para Fluminense e Botafogo, respectivamente. E isso não os impediu (pelo contrário) de fazer história por um rival. Portanto, deixem o Wellington Silva em paz, fazendo o que sabe e vamos apreciar seu futebol, até porque teremos pouco tempo para isso, já que em 2011 seu destino será a Inglaterra.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

No Rio, mais do mesmo

A Taça Rio começou do mesmo jeito que a Taça Guanabara iniciou e terminou: com os grandes derrotando os pequenos. Com exceção do Vasco, que encontrou alguma dificuldade diante do Volta Redonda, todos os outros venceram sem ter muito trabalho. Mais uma prova da disparidade entre as equipes em 2010.
Sábado, o Flamengo, desfalcado de alguns titulares, não fez um bom primeiro tempo, mas no segundo cresceu e venceu o Macaé com sobras: 4 a 1. Vágner Love e Vinícius Pacheco voltaram a jogar bem, marcaram gols e, principalmente, ajudaram na marcação. A defesa tem ficado mais segura depois que os dois passaram a adotar essa postura. Não custa lembrar que o Flamengo campeão brasileiro tinha Zé Roberto e Willians fazendo função parecida. Outra boa notícia foi a dupla de zaga David/Fabrício. Para mim essa é uma dupla que tem condição de brigar pela titularidade. Talvez ainda pese a falta de experiência dos dois. Mas é algo pelo menos para um futuro próximo. De qualquer maneira, acho que o Flamengo está bem.

Bem também está o Botafogo. O campeão da Guanabara não fez uma grande partida, mas novamente foi eficiente. Caio teve nova boa atuação e Joel já pensa em arrumar um lugar pra ele no time. Eu acho que pode sobrar pro Lucio Flavio. Eu não faria isso. Acho que o garoto pode funcionar bem como amuleto. E em time que está ganhando não se mexe. O Alvinegro não tem encantado, mas tem tido competência para vencer. Isso que importa.

Hoje, o Fluminense goleou o Friburguense por 5 a 1 no Maracanã. Fred voltou a marcar e sem paradinha. O menino Wellington Silva, que já está vendido ao Arsenal, estreou no Maior do Mundo e deixou o dele. Jogou muito e emocionou na coletiva, orgulhoso de ter jogado no profissional como titular pela primeira vez. Conca e Everton também. E André Lima, no seu primeiro jogo, mostrou oportunismo. Boas notícias para a torcida do Flu, que anda meio desconfiada. Não é pra tanto. Até porque Cuca é tricampeão da Taça Rio.

O Vasco hoje voltou a decepcionar o torcedor, mas derrotou o Volta Redonda por 2 a 1. Não acho justo essa revolta dos vascaínos com a equipe de Mancini. O time só perdeu uma partida até agora e estava jogando bem, inclusive na final da Taça Guanabara, quando foi superior ao Botafogo. O problema da torcida do Vasco é ter superdimensionado o poderio da equipe. Não é um time fraco, mas também está longe de ser a máquina que muitos acreditaram. Vágner Mancini precisa de reforços se quiser almejar algo em competições maiores, especialmente no sistema defensivo.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Promessa de grandes semifinais

Não foi surpresa que os 4 grandes clubes do Rio de Janeiro tenham chegado nas semifinais da Taça Guanabara. Afinal, a discrepância entre Vasco, Flamengo, Fluminense e Botafogo em relação aos rivais menores é enorme. Talvez a maior em muitos anos. Por isso, considero que o Campeonato Carioca começa realmente agora. Os 7 primeiros jogos da competição serviram apenas para o emparelhamento dessa fase final e para analisarmos os confrontos. Então, vamos lá.

Vasco x Fluminense

A equipe de Vágner Mancini talvez seja a maior "surpresa" do Estadual até agora. Não que eu não esperava que o Vasco fosse chegar na semifinal, mas o Cruzmaltino, na minha opinião, mostrou o futebol mais consistente e teve a melhor campanha da TG. E para um time que mudou de treinador e teve algumas alterações na forma de jogar e no esquema tático, isso quer dizer muito. O Vasco tem a melhor defesa, com apenas 3 gols sofridos, e o segundo melhor ataque, com 19 gols marcados. Tem um trio ofensivo que pode fazer a diferença, com Carlos Alberto, Dodô e Phillippe Coutinho, esse, pra mim, a maior revelação do campeonato. Por isso, considero a equipe vascaína com um leve favoritismo nessa semifinal.

Mas o Fluminense não pode ser desprezado. O time de Cuca vinha muito bem até o Fla-Flu, mas, depois dos 5 a 3 que levou, parece ter perdido um pouco do ímpeto e da confiança, além, é claro, de jogadores importantes, como Maicon e Fred. Talvez por isso, nas duas partidas seguintes, diante de Boavista e Olaria, tenha encontrado dificuldades mesmo com jogadores a mais em campo desde a primeira etapa. Provavelmente para sábado a dupla de ataque tricolor esteja de volta, resta saber em quais condições. Fred é essencial nesta equipe, não só pela qualidade, como também pela experiência e liderança que exerce. Os garotos do Flu parecem mais confiantes quando têm o camisa 9 ao lado, o que é natural. Por isso, a participação do atacante, em boas condições, é fundamental para que o Tricolor chegue à final.

Flamengo x Botafogo

Aqui já começo afirmando. O Flamengo é o favorito. O time de Andrade é melhor, no papel e em campo, tem mais jogadores que podem decidir, mais conjunto, mais confiança (já que vem de 3 títulos sobre o rival nos últimos 3 anos) e, provavelmente, mais torcida na arquibancada do Maracanã. Porém, uma coisa pode estragar a festa rubro-negra: a defesa. O sistema defensivo flamenguista tem sido um horror este ano. Sofreu 13 gols, sendo vazado em todos os jogos. E a equipe de Joel Santana melhorou bastante nas últimas partidas, marcando 9 gols. Loco Abreu desencantou e essa é a maior arma alvinegra: as bolas aéreas. Podemos discutir inúmeros defeitos de Lucio Flavio, mas é inegável sua facilidade para cruzar a bola na área. E agora também tem o Marcelo Cordeiro, outro que bate muito bem na bola. Assim, contra uma zaga baixa (Álvaro e Angelim), Abreu pode ser uma ameaça.

Mas há o outro lado da moeda. A defesa do Botafogo também não é das melhores. Está mais segura depois da chegada de Joel, que passou a jogar com 3 zagueiros e 2 volantes, mas ainda não inspira tanta confiança. E se Vágner Love e Adriano estiverem em um bom dia, fica difícil de segurar. Por isso, aposto no Flamengo.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Para a história

Depois de uma semana, estou de volta e logo com um baita jogão pra comentar. Que partidasso esse Fla x Flu! Aliás, ouso afirmar que todo clássico entre essas duas equipes é garantia de bom futebol e emoção. E neste domingo não foi diferente. Cada time jogou com perfeição durante 45 minutos. Nos iniciais, só deu Fluminense, com um toque de bola envolvente, rápido e uma marcação precisa. Vendo a partida, comentei com um amigo que parecia que o Tricolor tinha 20 jogadores em campo, tamanha a superioridade. Porém, a quantidade de gols perdida pelos jovens (e ótimos) atacantes das Laranjeiras, na minha visão, fez com que a vantagem de 3 a 1, que parecia praticamente consolidar a vitória do Flu, se transformasse em algo facilmente alcançado. Claro que não era pra ser, mas a exibição do Flamengo na segunda etapa passou a impressão de que foi tranquilo virar o jogo.

Andrade fez o que tinha que fazer. Tirou de campo dois jogadores que estavam muito mal, lentos e que por isso deixavam o time previsível. Em seus lugares colocou dois atletas que mudaram o rumo da partida. Willians, com seu pulmão de maratonista, é titular absoluto e sua presença é fundamental no equilibrio defensivo da equipe. Mas quem me chamou a atenção mesmo foi Vinícius Pacheco. Sempre fui descrente em relação a este jogador. Até me surpreendi quando no começo da temporada ele foi reaproveitado no elenco, ganhando, inclusive, oportunidades entre os 11 iniciais. Porém, Vinícius vem provando neste início de ano que tem o seu valor. No Fla x Flu ele fez sua melhor atuação com a camisa do Flamengo, desde quando subiu para os profissionais, lá em 2005, 2006. Criou inúmeras jogadas pelo lado direito e teve participação direta em 3 dos 4 gols que saíram depois que entrou em campo. E claro que não poderia deixar de falar da dupla de ataque rubro-negra. Vágner Love e Adriano deram um bico na desconfiança e a cada jogo estão se entrosando ainda mais. Nesse ritmo vai ficar difícil de segurar a artilharia da Gávea.

Apesar da épica vitória, os erros defensivos da equipe não podem ser mascarados. Os 9 gols sofridos em 5 partidas têm de servir para deixar Andrade preocupado. É inadmissível que uma defesa campeã brasileira seja vazada tantas vezes. Álvaro, expulso pela segunda vez no ano, e Angelim não estão bem e os volantes ainda encontram dificuldades na hora de fechar o meio-campo. Nada que alguns treinamentos não resolvam.

No entanto, quando tudo parecia flores, eis que surge um princípio de crise. Não adianta. Flamengo é e sempre será assim. Não vou puxar a sardinha nem para o lado do Pet nem para o do Marcos Braz. Os dois tiveram e têm fundamental importância. Mas essa história está muito esquisita. Prefiro esperar que ela se esclareça mais para poder tecer comentários mais consistentes, porém acredito que o melhor para todos seria um pedido de desculpas do sérvio, por seja lá o que ele tenha feito (e alguma coisa ele fez, porque o Love, em entrevista ao Sportv, criticou o comportamento do companheiro), e a sua imediata reintegração ao elenco. Quem perde com essa briga é só o clube, que vê um dos seus maiores ídolos ir embora pela porta dos fundos.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Flu vence sem apresentar bom futebol

Apesar do placar de 3 a 0 diante da frágil equipe do Bangu, o Fluminense não exibiu o bom futebol mostrado na estreia diante do Americano. Talvez pelo forte calor que fazia no Maracanã neste Dia de São Sebastião (que inteligência colocar uma partida às 16 horas, não é?!), o time não mostrou muita empolgação em campo. Poucas jogadas fluíram e a dupla Fred/Conca não estava inspirada, mesmo com o camisa 9 marcando dois gols de penalti.

No primeiro tempo o Flu pouco chegou. O calor era intenso e a equipe optou por tocar mais a bola, rodando o jogo até achar espaço para criar jogadas. Quem se destacou foi Éwerton, que mostrou fôlego correndo bastante para ajudar Diguinho na marcação e ainda aparecendo na frente para buscar o gol. Foi assim que surgiu o lance que originou o primeiro. O ex-Barueri deu ótimo passe na medida para Maicon, que foi derrubado na área. Fred bateu e fez 1 a 0.

A partir daí até o intervalo, nada de muito importante aconteceu, a não ser duas boas defesas do goleiro Marcos Leandro, melhor jogador alvirrubro na partida. Na segunda etapa, o Flu voltou com menos disposição ainda. Parou em campo, deu espaço pro Bangu atacar e o time da Zona Oeste foi se aproximando perigosamente do gol de empate. Só não o fez por pura falta de qualidade de seus jogadores. Fosse uma equipe um pouco mais qualificada e a vitória tricolor poderia ser ameaçada.

Foi preciso uma parada técnica aos 20 minutos da segunda etapa para que Cuca puxasse a orelha de seus comandados e o Fluminense pressionasse atrás de mais gols. E a bronca deu resultado logo depois, novamente em cobrança de penalti convertida por Fred. A partir daí o Bangu desanimou de vez e o Tricolor melhorou, criando algumas oportunidades. Mas a falta de pontaria prejudicou, principalmente Maicon, que perdeu duas chances incríveis. Até que no finalzinho, aos 47, Alan, que entrara exatamante na vaga de Maicon, recebeu na entrada da área e soltou uma bomba, fechando o placar em 3 a 0.

Vitória merecida e que dá ainda mais moral ao Fluminense. Mas que o torcedor e especialmente os jogadores não se iludam, pois a equipe ainda tem muito mais futebol para apresentar.

domingo, 17 de janeiro de 2010

O entrosamento faz a diferença

Confesso que não me surpreendi com o Fluminense. Na análise que fiz do Tricolor esta semana, comentei que apostava na equipe de Cuca neste início de Carioca porque a base vitoriosa do final do ano passado foi mantida e reforçada justamente nas posições mais carentes. Além disso, o treinador não teve problemas com desfalques e pôde escalar sua força máxima. Não deu outra. O Flu não deu chances ao Americano e estreou no Estadual com uma bela vitória por 3 a 0, fora de casa. Está certo de que o adversário é dos mais fracos e tem um treinador que assumiu o time há apenas uma semana, mas o que fica é o domínio tricolor em campo. Dois dos estreantes, além de jogarem bem, também deixaram suas marcas: Éwerton e Júlio César. Maicon fez o outro gol. Mas o grande nome em campo foi Conca. É impressionante a qualidade do argentino. No Troca de Passes, do Sportv, o comentarista Renato Maurício Prado colocou uma questão interessante: será que Maradona tem algum meia hoje jogando tanta bola quanto ele? Será que Conca não merece ao menos uma oportunidade na seleção hermana?

Cuca, como esperado, optou por uma escalação mais cautelosa, no 3-5-2, com Leandro Euzébio na zaga e Willians no banco de reservas. Agradou-me também a opção por escalar apenas Diguinho como volante, deixando o time mais "leve". E o camisa 8 jogou muita bola, tanto na defesa quando no ataque, armando a jogada do terceiro gol. Não à toa saiu ovacionado pela torcida. Agora, o Fluminense recebe o Bangu, quarta-feira, no Maracanã e deve sair com mais uma vitória, pois o Alvirrubro é um dos mais fracos do campeonato.

Flamengo 3 x 2 Duque de Caxias

O Flamengo entrou em campo com apenas 3 titulares da equipe campeã brasileira em 2009: Bruno, Álvaro e Willians. O meio-campo, porém, só atuou por poucos minutos e deixou o gramado com uma torção no tornozelo. Na segunda etapa, o zagueiro foi expulso aos 15 minutos e o Rubro-Negro teve que se aguentar e achar forças para vencer um jogo com um gol no final, com um homem a menos e com um time completamente desfigurado. Diante das circunstâncias, o 3 a 2 tem que comemorado pela torcida, porque o risco de um resultado negativo foi grande.

Andrade tentou manter uma estrutura parecida com a do Brasileirão do ano passado. Deixou Obina isolado no ataque, com Kléberson aberto na esquerda, Fierro na direita e Erick Flores fazendo a função de Petkovic. Mas a opção não deu certo. O atacante pouco participou da primeira etapa, Kléberson e Fierro erraram alguns passes e Erick ficou sumido. Assim, o Duque de Caxias não teve muito trabalho para fazer 1 a 0, gol de Maurinho. No intervalo, o técnico rubro-negro percebeu que faltava mais gente na frente e alterou a equipe. Bruno Mezenga foi formar dupla de ataque com Obina, Vinícius Pacheco entrou na vaga de Erick Flores e Fierro foi recuado para a lateral-direita. Kléberson também passou a atuar numa posição mais parecida com a sua original e rapidamente notou-se a diferença. Em 3 minutos o Flamengo empatou e virou a partida, com gols justamente do pentacampeão e do chileno.

A expulsão de Álvaro, no entanto, deu ares dramáticos ao confronto, com a equipe da Baixada Fluminense partindo em busca do empate. Aí entrou em cena o estreante Fernando. O volante teve papel fundamental neste momento, pois recuou para a zaga e conseguiu dar conta do recado. O Duque de Caxias chegou ao segundo gol, mas o irmão de Carlos Alberto subiu mais que todo mundo em uma cobrança de escanteio e fez belo gol de cabeça, dando a vitória ao atual Tricampeão. Vale destacar também as atuações de Bruno Mezenga, Fierro e Kléberson.

É claro que o Fla ainda tem muito o que melhorar, mas a medida que os titulares forem jogando, esse aumento na qualidade será natural. E quarta-feira, diante do Volta Redonda, a dupla Adriano/Vágner Love pode estrear e aí a história tem tudo para ser diferente.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Ano novo, time novo - Fluminense

Amigos do Passando a Bola, estou de volta depois de uns dias de férias. Não tivemos tantas novidades no futebol brasileiro, mas há algumas coisas para se analisar e comentar. Os Estaduais, pelo menos os mais importantes, começam no próximo final de semana. Então, a partir de hoje, vou escrever todos os dias uma resenha sobre os principais clubes brasileiros. Contratações, perdas, time-base, opções de elenco, enfim, um pequeno raio-X de cada um. Vou começar privilegiando os clubes que praticamente têm seus elencos formados.

FLUMINENSE

Parece que o Flu caiu na real. Deixou de lado a megalomania das últimas temporadas e resolveu apostar no "time de guerreiros" que teve desempenho heroico ano passado. Manteve a comissão técnica e não perdeu nenhuma peça importante, pelo contrário. Livrou-se de alguns medalhões e com isso conseguiu dinheiro para contratar, desta vez com critério.

- Contratações: 6 jogadores chegaram, sendo que um deles, Matheus Paraná, será apenas testado, pelo menos a princípio. O grande nome é Júlio César (foto), eleito o melhor lateral-esquerdo do Brasileirão pelo Goiás. Vem para uma posição na qual o Flu tinha dois garotos com qualidade, mas ainda imaturos. João Paulo deve ser emprestado e Dieguinho vira opção. Outro que deve ser titular é Leandro Euzébio, zagueiro que também veio do Goiás. Assim como Julio César, Leandro foi contratado pela falta de experiência dos zagueiros do clube, a exceção de Gum. Cássio, Dalton e Digão têm qualidade, mas ainda são novos. Deve jogar pelo lado esquerdo da defesa.


O meia Éwerton foi alvo de disputa entre o Tricolor e o Botafogo. Confesso que não lembro muito do futebol dele, vi apenas alguns jogos do Barueri. É uma aposta de Cuca, conhecido justamente por "descobrir" jogadores que poucos conhecem. Vai brigar por uma vaga no meio-campo, dependendo do esquema utilizado. Willians (foto) é outra aposta. Brilhou no Vitória no Brasileiro de 2008, mas ano passado não teve desempenho semelhante no Palmeiras. Está certo de que foi muito prejudicado pelas lesões, até chegou a ser titular no início do ano, mas ainda não dá para considerarmos Willians uma grande contratação. Pode jogar no meio-campo ou no ataque. O polivalente Thiaguinho, ex-Botafogo, também contratado, mas começa amargando o banco de reservas.

- Saídas: Como escrevi antes, o Fluminense não perdeu jogador importante. Os que saíram não estavam nos planos e vão diminuir o orçamento do clube. Urrutia, Ruy, Edcarlos, Fabinho, Wellington Monteiro, Luiz Alberto, Paulo César... Todos esses ou já foram embora ou irão em breve.

- O Time: Cuca deve manter o esquema que mais gosta e que deu certo na arrancada do Brasileiro e no vice-campeonato da Sul-Americana. Nesses primeiros treinamentos na pré-temporada, o treinador continuou com o 3-5-2. O time base é: Rafael; Gum, Dalton e Leandro Euzébio; Mariano, Diguinho, Éwerton (ou Diogo), Conca e Júlio César; Maicon e Fred.

A dúvida permanece apenas em uma posição. Por enquanto o meia ex-Barueri leva vantagem sobre o volante, mas a opção por Diogo me parece mais cautelosa e segura, pelo menos nesse primeiro momento, já que os alas Júlio César e Mariano sobem constantemente e têm pouco costume de marcar. Na zaga, Leandro Euzébio assume o lado esquerdo e no miolo Dalton deve brigar com Digão pela vaga. O primeiro leva vantagem.

- Opinião: Acredito que esse time do Fluminense, se mantiver a pegada e, especialmente, a sintonia com a torcida, pode ir muito bem no primeiro semestre. Fred (foto) e Conca fazem a diferença e para mim o Tricolor briga pelo título carioca e da Copa do Brasil. Mas sem favoritismo. Há outros melhores.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Desastre tricolor

Amigos do Passando a Bola, peço desculpas por minha ausência, mas ultimamente tenho trabalhado bastante e estudado mais ainda, portanto fica difícil arrumar tempo para escrever aqui no blog, por mais que estejamos com muitos assuntos rolando no mundo futebolístico.

Rapidamente falando sobre o que aconteceu ontem em Quito. Confesso que esperava uma derrota do Fluminense, já que o time vem de uma sequência exaustiva de partidas e tinha pela frente uma boa equipe da LDU, além da sempre falada e temida altitude. Seria muita pretensão acreditar que um elenco limitado como o tricolor poderia aguentar "decisões" em duas competições toda quarta e domingo. Uma hora esse momento mágico haveria de ruir. Mas o que vimos nesta quarta foi um verdadeiro atropelamento.

Tirando os segundos iniciais, quando abriu o placar, o Flu quase não criou e foi facilmente envolvido pelos equatorianos. Impressionante o ritmo alucinante que joga a Liga. Além dos 11 jogadores, um time de 8 gandulas também ajuda bastante do lado de fora, devolvendo a bola para o campo com extrema rapidez e eficiência. Durante os 90 minutos, os donos da casa correram, pressionaram, jogaram bolas na área e chutaram com muita precisão ao gol de Rafael.

O goleiro tricolor, aliás, falhou, na minha opinião, em dois gols. No primeiro, a bola foi em cima dele e, por mais que na altitude ela ganhe uma velocidade absurda, dava para ter defendido. No terceiro gol, na cabeçada de Mendez, Rafael pareceu não crer que a bola iria entrar e quando se deu conta de que estava errado, era tarde demais para tentar uma defesa.

Mas o ponto que fica é: como será que os jogadores do Fluminense vão reagir a este revés? Não podemos esquecer que o time vinha de uma invencibilidade de 13 partidas e de 8 vitórias seguidas. Isso pesa ainda mais após essa derrota, já que, além de praticamente decretar mais um vice-campeonato para a LDU, interrompe uma ideia de que o Tricolor parecia imune à derrotas e, consequentemente, ao rebaixamento.

Os jogadores e a torcida têm que esquecer a partida de ontem e a Sul-Americana, focando somente no jogo contra o Vitória, domingo, que pode tirar o clube da zona de rebaixamento. Quarta que vem, no Maracanã, na partida de volta diante dos equatorianos, Cuca deve escalar reservas e poupar o time para o grande objetivo deste final de ano, que é escapar da Série B.

Eu acho que ainda dá. Mas continuo acreditando, como escrevo há muito tempo, que o Fluminense será rebaixado. Uma pena, pelo que o time vinha jogando até ontem e pelo exemplo que a torcida vem dando.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Épico

Que vitória do Fluminense! De arrepiar! Um jogo que teve todos os ingredientes dos típicos duelos da Libertadores dos anos 70 e 80, inclusive com cenas de pancadaria, entradas violentas, gols no final... Mas prevaleceu a persistência tricolor, que realmente vive momento iluminado. São 12 partidas de invencibilidade e 7 vitórias consecutivas. E essa passagem pra final da Sul-Americana, ainda mais do jeito emocionante que foi, pode embalar o time de vez nessa arrancada pra fugir do rebaixamento.

E há de se destacar também a torcida do Flu. Mais uma vez deu show, lotou o Maracanã e apoiou a equipe, apesar dos muitos erros de passe. O time teve dificuldades no primeiro tempo, melhorou no segundo, mas sempre esbarrou no goleiro Barreto, que fez 2 defesas para serem lembradas. Impressionante! Até que, do jeito mais dramático possível, remetendo até às quartas de finais da Libertadores do ano passado, diante do São Paulo, Gum empatou o jogo aos 47 e Alan virou logo depois. Festa no Maraca que só foi quebrada por alguns minutos, quando a equipe paraguaia partiu para a agressão física, com voadoras, socos e pontapés. A polícia entrou em campo e "empurrou" o time do Cerro para dentro do vestiário a base de cacetete.

Olha, do jeito que as coisas estão, acho que um milagre tricolor está se desenhando. Eu por muito tempo duvidei, mas após a vitória sobre o Cruzeiro passei a acreditar. Depois dessa então... Se cuidem Botafogo, Coritiba, Atlético-PR, Vitória...

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

OBINA "HAT-TRICK" CONDUZ VERDÃO AO TOPO


Olá blogueiros. O que poderia ser o jogo da crise, no caso de derrota do Palmeiras, virou o possível jogo do título. Depois de perder três partidas seguidas, sem marcar gols, o Porco desencantou. E não sofreu gols, como nas exibições anteriores. A vitima foi o Goiás, que levou um chocolate de 4 x 0. O atacante Obina foi o nome no Palestra Itália, marcando três gols e dando um passe de calcanhar para o terceiro gol, marcado por Deyvid Sacconi. Agora o atacante tem 12 gols na competição. Com a vitória o Alviverde Paulista retoma a liderança com 57 pontos, dois a mais que o São Paulo (55). Na próxima rodada o Palmeiras enfrenta o Corinthians, em Presidente Prudente, interior paulista.

O clube paulista interrompe um período de seca e volta para liderança em um momento delicado e decisivo. Faltando seis rodadas, a margem de erro é quase zero para quem deseja o título nacional. O Goiás, que ainda sonhava com uma vaga na Libertadores, pode dar adeus ao sonho Sul-Americano. O Esmeraldino faz uma campanha ridícula neste segundo turno do brasileirão. Dos últimos 18 pontos disputados (6 jogos), o clube conquistou 2 (4 derrotas e 2 empates). A equipe dirigida pelo técnico Hélio dos Anjos é lanterna do segundo turno, com doze pontos em 13 jogos. Acho que a possibilidade de ser campeão abalou os nervos do elenco goiano.

Já o Verdão, que vinha de uma sequência difícil, recuperou a auto-estima e voltou para rota do título. A equipe reeditou as boas atuações do passado e mostrou um volume de jogo intenso. O detalhe foi a substituição do veterano Edmilson (contusão na coxa e não enfrenta o Corinthians), que deu lugar ao jovem Sandro Silva (terceiro amarelo e não enfrenta o Corinthians) na cabeça de área palestrina. Com Sandro na marcação a equipe se arrumou e possibilitou que Diego Souza jogasse um bom futebol na armação do time. Daí em diante foi Obina neles!!

Agora a 33ª rodada, neste fim de semana, vai ser de arrebentar os nervos. Qualquer deslize das seis primeiras equipes pode resultar em perdas irreparáveis.

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Rapidinhas da 32ª rodada:

O Fluminense venceu o Atlético-MG, no Maracanã, por 2 a 1. Gols marcados pelo atacante Fred (pênalti), Conca e Diego Tardelli. Com o triunfo, o Tricolor Carioca fica cinco pontos atrás do primeiro time fora da zona do rebaixamento (Botafogo – 35 pontos). Mesmo na lanterna, a equipe mostra uma evolução. São cinco jogos sem perder (2 vitórias e 3 empates) e essa sequência tem muito do talento do camisa 9 do time. Desde o retorno de Fred ao time titular, a equipe não perde. Na próxima rodada o Flu visita o Cruzeiro, melhor campanha do returno (29 pontos).

O Galo, que tinha a chance de assumir a liderança ou retomar a vice-liderança, no fim ficou sem os dois. Com a derrota o Atlético freia uma boa seqüência de duas vitórias depois de ficarem duas rodadas sem pontuar (Botafogo e Cruzeiro). No fim de semana os mineiros continuam fora de BH. Dessa vez o destino é Goiânia. Pela fase que vive, pode ser um ótimo adversário para recuperar a confiança atleticana. Por fim, o Sport recebeu o Coritiba na Ilha do Retiro e ficou só no empate (1 a 1). Com o resultado os donos da casa estão empatados em pontos (30) com o Fluminense e livres da lanterna pelo número de vitórias. Nas últimas seis rodadas a equipe terá que vencer todas as partidas para não cair. Já o Coxa, abriu seis pontos para o Santo André, primeiro da zona de rebaixamento, e precisa de mais três vitórias para se garantir na Série A.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Fla sobe, Flu desce

Flamengo e Fluminense, eternos rivais, cuja origem futebolística tem ligações estreitas, vivem momentos opostos no Campeonato Brasileiro. E isto foi exemplificado na rodada deste final de semnana, a 25ª. Enquanto o Rubro-Negro se impôs e venceu o Coritiba por 3 a 0, jogando bem, o Tricolor foi goleado impiedosamente pelo Grêmio por 5 a 1, jogando muito mal. O Fla subiu na tabela e sonha com a Libertadores; o Flu só não desceu mais porque não dá, chegou definitivamente ao fundo do poço e o fantasma do rebaixamento já paira soberano pelas Laranjeiras. Mas vamos por partes.


Pet + Adriano = certeza de show
No Maracanã, o Flamengo mais uma vez jogou muita bola e derrotou o Coritiba por 3 a 0, com direito a show de Adriano e Pet. O primeiro marcou um golaço, um dos mais bonitos do campeonato (com participação mais do que especial do gringo, diga-se de passagem) e chegou aos 13 gols no Brasileirão, artilheiro ao lado de Jonas. O segundo conseguiu ser ainda melhor. Como está jogando Petkovic! Além de ter marcado um lindo gol de falta, deixou o Imperador de frente para o goleiro e ainda participou da jogada do terceiro, que culminou com um petardo no ângulo de Willians. Isto sem contar nos inúmeros passes e lançamentos milimétricos que o sérvio anda distribuindo. Impressionante a forma dele, pois não podemos esquecer que trata-se de um jogador de 37 anos, que atua sozinho na armação das jogadas do Flamengo no meio-campo. É por isso que Pet é um ídolo da torcida. Neste domingo isso ficou ainda mais claro, com os rubro-negros reverenciando o camisa 43 do início ao fim do jogo. Está dando gosto ver essa dupla aí da foto em campo.

Com a vitória, o time da Gávea subiu três posições e está em oitavo, com 37 pontos, melhor colocação do clube desde a 18ª rodada, quando também terminou no oitavo lugar. A diferença para o G4 é de 5 pontos e a vaga na Libertadores está mais real do que nunca. Porém, o time precisa manter esse ritmo. E a sequência de jogos não é nada fácil. Inter fora, clássico contra um desesperado Fluminense, Vitória fora, São Paulo em casa e Palmeiras fora. A vantagem é que são partidas diante de adversários diretos no topo da tabela e bons resultados terão ainda mais valor na classificação. Se Pet e Adriano continuarem nessa toada, vai ficar complicado de segurar.

Vale também um elogio ao sistema defensivo do Flamengo, que melhorou bastante desde a entrada de Álvaro e Maldonado no time e a mudança de esquema para o 4-4-2. Nos últimos quatro jogos - coincidentemente desde a estreia da dupla -, a equipe não foi vazada. Méritos também para Andrade, que soube aplicar modificações táticas, fazendo com que Léo Moura e Éverton tenham obrigação de marcar e colocando dois volantes a frente da zaga.

O Coritiba não jogou mal, teve até chances de marcar, especialmente no primeiro tempo, mas completou três partidas sem vitória. O Coxa é o 15º, com 27 pontos, ainda ameaçado de rebaixamento e só não entrou na zona da degola até agora porque seus adversários diretos nessa briga são muito incompetentes e não conseguem ganhar. Nessa rodada, por exemplo, nenhum dos seis últimos colocados venceu. Por essas e por outras que não acredito que a equipe paranaense vá para a Série B.

Grêmio "tritura" Flu com ajuda da zaga carioca


A tarefa do Fluminense era das mais ingratas. Afinal, derrotar o Grêmio no Olímpico já pode ser considerado algo quase impossível. E o próprio time carioca tratou de colaborar com o rival gaúcho, com direito a dois gols contra (um deles bizarro) e um penalti infantil, para que o placar final marcasse 5 a 1 para os donos da casa. E o desastre poderia ter sido maior para o Flu, não fosse o goleiro Rafael. Com o resultado, a equipe de Paulo Autuori está na 6ª posição, com 39 pontos. O Tricolor do Rio segue isolado na lanterna, cada vez mais perto da Série B, com 18 pontos.

A goleada foi incontestável. Com 23 minutos de jogo, o placar já marcava 3 a 0, gols de Adeílson (contra), Tcheco e Souza. Na segunda etapa, Kieza diminuiu, mas Cássio (também contra, de forma rídicula) e Jonas fecharam o caixão. O atacante gremista, aliás, chegou aos 13 no campeonato, dividindo a artilharia com Adriano. O domínio que o Grêmio exerce no Olímpico é realmente impressionante. A invencibilidade no estádio passa de um ano (a última derrota foi em 13/09/2008, diante do Goiás) ou mais precisamente 33 jogos (25 vitórias e 8 empates). O aproveitamento neste Brasileirão, então, é sensacional. Em 13 jogos em casa, o Tricolor gaúcho venceu 10 e empatou 3, o que dá 84,6% dos pontos conquistados. Disparado o melhor mandante. Para confirmar o ótimo momento, foi a quinta partida seguida sem perder e a distância para o líder Palmeiras é de 5 pontos. Com o elenco que tem, se emplacar fora de casa, o Grêmio tem tudo para brigar cabeça a cabeça pelo título brasileiro. Na próxima rodada tem um bom teste: o Goiás, no Serra Dourada, concorrente direto por vaga na Libertadores. Promessa de jogão!

Já o Flu agoniza na lanterna, cada vez mais próximo do rebaixamento. Contando os dois Fla-Flus pela Sul-Americana, são 10 jogos sem vencer. Aliás, a equipe conseguiu apenas 3 vitórias em 25 jogos no Brasileirão. Tem o pior ataque (23 gols) e a terceira pior defesa ao lado do Botafogo (41 gols sofridos). O site Infobola dá 96% de chances do clube carioca cair. Eu digo 100%. No desembarque no Rio de Janeiro, alguns torcedores ameaçaram os jogadores. A semana promete ser quente nas Laranjeiras.

domingo, 6 de setembro de 2009

Dupla Fla-Flu proporciona show de horrores

Antes de mais nada, peço desculpas por não ter escrito nada sobre as partidas de sábado do Brasileirão, como sempre faço. Não foi desleixo e sim pura falta de tempo, já que meu ritmo no trabalho está bastante puxado. Por isso não pude acompanhar nenhum dos três jogos, o que me deixou "seco" por um futebolzinho no domingo. No próximo post eu falo um pouquinho sobre o dia de ontem.

Pois bem, como ia dizendo, estava doido para ver uns joguinhos e dei preferência aos times cariocas. Me enganei redondamente. Assisti a autênticas peladas! Repetindo o termo do título, dois verdadeiros shows de horrores! Tanto o Flamengo quanto o Fluminense não jogaram nada e os empates de ambos foram justos pelas regras do futebol. Porque se desse, o justo mesmo seria que Fla, Flu, Atlético-PR e Náutico saíssem derrotados. Vamos aos fatos.

Começando pela partida da Arena da Baixada, onde o Flamengo entrou em campo tentando acabar com um tabu histórico e outro mais recente. O Rubro-Negro só havia derrotado o Furacão fora de casa em Campeonatos Brasileiros uma vez, no longínquo ano de 1974. Desde então foram 14 jogos, com 11 derrotas e 3 empates. Na Arena da Baixada o time carioca nunca tinha vencido, desde a inauguração do estádio, em 1999. De lá pra cá foram nove confrontos, com oito vitórias atleticanas e uma igualdade.

Porém, não foi desta vez que o Flamengo conseguiu deixar a capital paranaense com os três pontos. Isto porque Andrade, a meu ver, escalou mal o time. Preocupou-se mais em não perder do que em ganhar, quando pôs em campo três volantes (Airton, Maldonado e Willians) e não deu liberdade para Léo Moura e Everton subirem. As esperanças caíram em cima de Petkovic, que não jogou nada, e Zé Roberto, que voltou a ser o jogador apagado de toda a temporada. Denis Marques, coitado, ficou isolado na frente e como a equipe não conseguiu trocar um passe sequer, correu de um lado para o outro sem objetividade. Antônio Lopes até que armou o Atlético de forma mais ofensiva, mas como o Furacão tem um time fraquíssimo, o jogo não poderia ter sido pior.

Uma pelada tão chata, que em certos momentos chegou a dar raiva. Só não troquei de canal porque não gosto de deixar de assistir a uma partida no meio. Azar o meu, pois a absoluta falta de qualidade e inspiração de ambos os times continuou durante os 90 minutos. A única chance foi no primeiro tempo, com Alex Mineiro batendo livre para boa defesa de Bruno. Nada mais. Sobraram passes errados, escorregões, chutões pra frente e lançamentos na área sem objetivo. Tanto é que as únicas coisas que chamaram a atenção foram as expulsões. Willians, sempre ele, recebeu vermelho após dar uma cotovelada em Márcio Azevedo. É impressionante o quanto este rapaz não tem cabeça. Sabe jogar, desarma bem, mas é inconsequente. Ás vezes parecer ter sérias dificuldades para pensar. E Antônio Lopes prestou papel de ridículo ao relembrar seus tempos de delegado tentando dar voz de prisão ao assistente Altemir Hausmann. Uma cena patética.

Patética como foi o jogo. O placar zerado foi injusto. O certo seria -5 a -5. E o tabus continuam...


No Maracanã o jogo foi tão ruim quanto, mas pelo menos tiveram dois gols. A torcida do Fluminense fez a sua parte e compareceu em bom número. Apoiou o time e os jogadores se esforçaram. Mas não é de apoio e disposição que o Tricolor precisa. Falta técnica, qualidade, organização dentro e fora de campo. Um exemplo na partida contra o Náutico mostrou isso claramente. Paulo César estreou na lateral esquerda, sendo que o jogador não atuava na posição há anos. Na França ele jogava no meio-campo e às vezes na lateral direita. Ficou evidente a sua dificuldade na hora de chegar na linha de fundo, sempre tendo que se entortar todo para fazer o cruzamento.

O 1 a 1 com o Náutico deixou o Flu cada vez mais perto da Série B. O Tricolor tem apenas 17 pontos, na última colocação, e o Sport, vice-lanterna, já abriu três pontos (tem 20). A distância para o primeiro time fora da zona de rebaixamento - o próprio Timbu - continua sendo de 8 pontos. O estrago só não foi maior, porque o Santo André levou uma virada do Atlético-MG e permaneceu com 24 pontos. O time carioca está entre os quatro últimos desde a décima rodada e sua campanha é a segunda pior da Era dos Pontos Corridos (desde 2003) . É a pior campanha da história do clube em Campeonatos Brasileiros; nem nos anos de 1996 e 1997, quando foi rebaixado, o aproveitamento foi tão baixo. Segundo o site Infobola, o Fluminense tem 95% de chances de disputar a Segunda Divisão em 2010. Na próxima rodada encara o Botafogo, num clássico que mais do que nunca deve ser considerado como "dos desesperados". Que fase!

Se o empate foi péssimo para o Tricolor, o Náutico tem o que comemorar. O pontinho fez com a equipe chegasse aos 25 pontos e deixasse a zona de rebaixamento depois de 15 rodadas. A equipe de Geninho é limitada, mas vai brigar para não cair. E eu, sinceramente, torço para que o Timbu permaneça, pois é um clube simpático e de muita tradição, que merece estar na Série A.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

PERFIL: EZEQUIEL GONZÁLEZ, NOVO REFORÇO DO FLU

Ezequiel González, ou simplesmente Equi, é mais um argentino que chegou a jogar no futebol brasileiro. Mas ao contrário do badalado Defederico, contratado pelo Corinthians, Equi tem uma folha mais modesta. Chegando a um Fluminense que agoniza no Campeonato Brasileiro, o meia não será capaz de sozinho mudar as coisas. Até porque no Tricolor os problemas estão além das quatro linhas.

Com 29 anos, 1,78 metros, Equi é um jogador habilidoso, mas nada fenomenal. Já passou por outros cinco clubes na carreira. Apareceu em 1997 no Rosario Central, sendo considerado uma grande promessa. Em 2001, após ter sido um dos protagonistas da campanha do time rosarino na Copa Libertadores, onde foi semifinalista, foi contratado pela Fiorentina por cinco milhões de dólares. Mas na Itália, o futebol de Ezequiel González desapareceu. Foram apenas 19 partidas e um gol marcado na temporada 2001/2002.

Depois de passar seis meses encostado na Fiorentina, o técnico Carlos Bianchi resolveu apostar em seu futebol e o levou para o Boca Juniors em um contrato de empréstimo por seis meses. Ainda assim, pelos Xeneizes não manteve regularidade, mas esteve no grupo que conquistou a Libertadores de 2003. Foi re-emprestado ao Rosario Central, onde esteve por mais seis meses. Mais uma vez com a camiseta do Canalla fez boas exibições e o Central terminou o Torneio Apertura de 2003 em quarto.

Em janeiro de 2004 foi contratado pelo Panathinaikos, da Grécia. Ganhou a Copa da Grécia e um Campeonato Grego. Ao todo foram cinco temporadas pelo time de Atenas. Foram 72 partidas disputadas e 14 gols. Em 2006 teve uma grave lesão nos ligamentos cruzados e ficou impedido de jogar por nove meses. Até que em julho de 2008, após terminar seu vínculo com os gregos, resolveu voltar à Argentina para jogar no Rosario Central. Nesta terceira passagem pelo clube jogou 30 jogos e marcou três gols. Na última temporada do futebol argentino, o Rosario Central escapou de ser rebaixado após jogar a Promoción contra o Belgrano de Córdoba. Mas ao que tudo indica, dificilmente Equi González escapará de um rebaixamento agora no Brasil pelo Fluminense.

Por Raphael Martins

terça-feira, 1 de setembro de 2009

VELÓRIO TRICOLOR

Olá blogueiros. Que ridícula essa atitude da diretoria do Fluminense. Depois de 12 partidas, Renato Gaúcho não dirige mais o Tricolor, Cuca assume a barca furada. Foram seis derrotas, cinco empates e apenas uma vitória. Tudo bem, os números são bem fracos. Mas será possível um clube ter cinco técnicos durante meia temporada e os resultados acontecerem? Acho que não! Nesse período a incompetente diretoria do Flu trocou e trocou de técnico e nada mudou. O Carioca foi perdido, a Copa do Brasil também. No brasileiro, as trocas vêm ocorrendo (já foram três) e o clube continua na zona de rebaixamento e agonizando.

Acho que não precisa ser nenhum gênio para perceber que o problema não é treinador e sim comando e organização. O próprio técnico Renato Gaúcho confirmou em uma entrevista coletiva que alguns jogadores recebem em dia e outros não. A patrocinadora queria Renato, a diretoria do clube não. Jogadores são anunciados, depois são dispensados... depois (ufa) são recontratados. O médico é demitido. Mas os culpados de fato continuam ali nas Laranjeiras, fazendo direitinho o dever de casa para o rebaixamento.

Agora é a vez do Cuca, mais uma vez o Cuca. Não foi ele que na temporada passada dirigiu o clube após a saída do Renato? Comandou a equipe durante 9 jogos (venceu dois, empatou cinco e perdeu duas) e foi demitido. Na ocasião o treinador saiu queimado com o elenco, fato que já virou rotina na carreira do técnico. Relembrando alguns números que o nosso companheiro Felipe Vasconcellos apresentou no seu post de domingo. O Fluminense tem 93% de chances de cair. Necessita de 29 pontos para atingir os 45 necessários para fugir da degola. Para chegar nesse número mágico precisa alcançar um aproveitamento de 60,4%, hoje o aproveitamento está na casa dos 20%. Amigos tricolores é bom rezar, porque torcer não será suficiente.

domingo, 16 de agosto de 2009

O fundo do poço tricolor

Chegamos ao final do primeiro turno do Brasileirão. Ainda faltam três jogos atrasados, mas já podemos traçar um perfil de cada equipe e também estabelecer quem vai brigar pelo quê, mesmo que no segundo turno muitas surpresas possam ocorrer.

Depois dessa rodada, uma dessas coisas que já dá para afirmar é que será muito difícil para o Fluminense escapar do rebaixamento. Não pelos números, que mais abaixo vou mostrar. Mas pelo momento e pelo time tricolor, que realmente é muito fraco. Tirando Conca e o ataque formado por Roni e Kieza (estes mais pelo esforço), o resto não tem condições de representar um clube da grandeza do Flu. Renato Gaúcho bem que tenta, a melhora, apesar de insuficiente, é visível depois de sua chegada. Porém, nesta partida diante do Coritiba, adversário direto na parte inferior da tabela, em casa, partida esta que todos afirmavam ser o jogo da virada, o time sucumbiu novamente e foi derrotado por 3 a 1, com bela apresentação de Marcelinho Paraíba.

Os números do Tricolor Carioca são terríveis. O clube está na penúltima posição, com 15 pontos. Segundo o matemático Tristão Garcia, são 78% de chances de cair. A equipe está na lista dos piores do campeonato em quase tudo. Vejamos:
- 2º pior ataque ao lado de Atlético-PR e Santo André, com 21 gols marcados;
- 2ª pior defesa, junto com o Coritiba, 32 gols sofridos;
- 4º pior desempenho em casa - conquistou apenas 12 dos 30 pontos disputados (3v, 3e e 4d) ou 40%;
- 2º pior desempenho fora de casa - fez apenas 3 pontos dos 27 que disputou (0v, 3e e 6d) ou 11,1%;

A campanha do Flu este ano é ainda pior do que a do ano passado, quando o time também estava na penúltima posição, só que com 16 pontos. O lanterna na época era o Ipatinga, que também tinha 16, ou seja, em situação melhor do que a do Tricolor em 2009.

Os matemáticos dizem que com 46 pontos, o time se salva do rebaixamento. Em 2008, o Náutico escapou com 44, mas no saldo de gols. Em 2007, o Goiás escapou com 45 e um ano antes o Palmeiras se livrou da Série B com 44. Sejamos mais generosos do que o pessoal dos números. Vamos dizer que neste campeonato quem somar 45 pontos estará livre da Segundona. Então o Fluminense terá que fazer 30 pontos nos 57 que irá disputar no 2º turno, o que dá 52,6% de aproveitamento. Nesta primeira metade, apenas os seis primeiros tiveram desempenho igual ao superior a este.

O que pode servir de alento para os tricolores é que o próprio Fluminense, em 2008, somou 29 pontos no returno e escapou do rebaixamento nas últimas rodadas, com 45 pontos. Mas aquele time era bem superior, contava entre outros com Thiago Silva, Washington, Arouca, Junior César... É, realmente, uma situação desesperadora. E na próxima rodada encara nada mais, nada menos do que o São Paulo, invicto há 8 jogos, no Morumbi. Dá para sair dessa, mas será bem complicado.

Quanto ao Coritiba, a vitória foi muito importante por se tratar de um adversário direto na briga para não cair, fora de casa, mas a situação do time ainda é difícil. O Coxa Branca é o 16º, com 19 pontos, um a frente do Santo André, que abre a zona da degola. No entanto acho que a equipe paranaense tem tudo para crescer, não a ponto de almejar grandes coisas, mas pelo menos para não deixar sua torcida aflita até o final. Ney Franco estreou com um ótimo resultado e é um bom técnico, vai colocar ordem na casa. E Marcelinho Paraíba voltou a ser a referência do time. Fez dois gols (um deles muito bonito) e já briga pela artilharia do Brasileirão, com 9 gols.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Tirando o atraso: Corinthians e Fluminense

Como por pura falta de tempo não consegui comentar alguns assuntos desta semana, aproveito para fazer isto hoje, mesmo que com alguns dias de atraso. Vamos lá:

- O Corinthians, que vinha sonhando com inúmeros nomes de peso para a Libertadores do ano que vem, já perdeu dois de seus principais jogadores e ainda pode ficar sem outros. Cristian e André Santos foram para o Fenerbahçe, da Turquia, por 12 milhões de euros no total. O volante custou 7 milhões de euros e o lateral-esquerdo 5 milhões de euros. Na minha opinião, o negócio foi péssimo para o Timão. Primeiro porque os dois estão muito valorizados, principalmente André Santos, titular da Seleção Brasileira na Copa das Confederações, e este valor é ínfimo perto do que os clubes europeus podem pagar. E o pior é que nem tudo vai para o clube paulista. Deste valor total, apenas 33,3% ficam com o Corinthians, pois ambos os atletas tinham seus direitos divididos em várias partes.

Sob o ponto de vista técnico o prejuízo é ainda maior. Os dois eram titulares absolutos de Mano Menezes e peças importantíssimas no esquema que vem dando certo desde o ano passado. Por enquanto o lateral-esquerdo do Timão será o improvisado Marcelo Oliveira e no meio-campo pode entrar tanto Jucilei, que vem jogando muito bem quando requisitado, quanto Edu, que veio do Valencia e só poderá estrear em agosto.

O pior para a torcida corintiana é que as perdas podem não parar por aí. O ótimo goleiro Felipe recebeu sondagens do Benfica, que há tempos busca um arqueiro brasileiro. Segundo informações, uma proposta concreta deve chegar até o fechamento da janela. Douglas também pode estar de saída para o América do México, assim como Elias, que constantemente tem o seu nome envolvido em alguma transação. É o preço que se paga pelo sucesso no Brasil! Se segura Timão!

- Renato Gaúcho é um treinador que, pela forte personalidade, desperta uma mistura de amor e ódio na imprensa e nos torcedores. Talvez por isso a marca de treinador/bombeiro/amigo dos jogadores não tenha sido retirada dele, mesmo após uma boa passagem pelo Fluminense em 2007 e 2008. Apesar de seu último trabalho ter sido o rebaixado do Vasco no ano passado, acredito que foi a melhor escolha que o Flu poderia ter feito dentre as opções que temos no mercado. Muricy estava fora da realidade e Vágner Mancini, para mim, ainda não aguenta a pressão de um clube grande tão bagunçado quanto está o Tricolor. Renato conhece bem o clube (é a sua quinta passagem nas Laranjeiras) e isto é fundamental neste momento de turbulência.

E ele já chegou promovendo mudanças. No gol volta Fernando Henrique, que não é o goleiro dos sonhos dos tricolores, mas é melhor que Ricardo Berna. O esquema da equipe também foi alterado. Sai o 4-4-2 de Parreira e entra o 3-5-2. É algo que demora para encaixar, já que o posicionamente dos jogadores modifica completamente, mas com o tempo acho que esta decisão não é equivocada. A zaga do Fluminense está claramente desguarnecida e com três zagueiros (Cássio de líbero) e dois volantes (Diguinho e Wellington Monteiro) a proteção será bem maior. Ruy, que vem jogando direitinho, vai atuar na posição que rende melhor (ala-direito) e Leandro Amaral, que está em péssima fase, sai para fazer um trabalho de aprimoramento físico e técnico e dá lugar a Tartá, até então esquecido por Parreira, mas que tem um futebol que me agrada.

O grande problema desta troca de esquema é que, como eu escrevi, na maioria das vezes demanda tempo até os atletas assimilarem. E tempo é algo que o Fluminense não tem, a não ser que esteja conformado em brigar apenas para não cair. As próximas três partidas são dificílissimas e um ótimo teste para Renato. Quinta tem o líder Atético-MG, fora de casa, depois vem o Cruzeiro, no Maracanã, e por fim o Palmeiras, em São Paulo. É esperar para ver se vai dar resultado.

terça-feira, 26 de maio de 2009

ATÉ QUANDO?


Vendo as imagens da confusão que aconteceu nas Laranjeiras hoje à tarde, quando alguns marginais (torcedores organizados) entraram no gramado e um deles agrediu o jogador Diguinho, eu paro para pensar: até quando isso vai continuar?

Esse tipo de manifestação é recorrente nos clubes brasileiros, principalmente nas grandes equipes. Umas conseguem blindar mais outras menos, mas todos sofrem com esses bandidos. Não vou perder tempo escrevendo sobre esses vagabundos. Quero atacar os dirigentes. A cartolagem nos momentos de disputa política se prostitui por apoio ou para provocar uma pressão no adversário político. Eles dão moral e dinheiro para esse pessoal e acabam virando refém deles.

Como essa gente entra no clube e chega às vias de fato com um atleta? Ano passado caso semelhante aconteceu na Gávea. Um bando entrou na sede do Flamengo e paralisou o treino jogando bombas no gramado. Como pode!!! Se eu me juntar com uns amigos e protestar contra um político no Aeroporto durante o desembarque, a policia vai me retirar na hora e ainda vou levar uns tapas.

No futebol brasileiro é diferente. Essa gente tem plenos poderes para agir. O que me deixou mais revoltado neste caso envolvendo o Fluminense é que alguns dirigentes afirmaram saber da manifestação e até por isso teriam contratado um segurança particular, que por sinal deu tiros para cima durante a confusão. Se os dirigentes já sabiam, porque permitiram que os “torcedores” adentrassem o clube? Outra pergunta. Porque contratar um segurança armado e não chamar a policia? Essas perguntas só vão ser respondidas quando casos como o de hoje não ocorrerem mais.