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segunda-feira, 19 de abril de 2010

JOEL E NEYMAR, UMA SALVA DE PALMAS

Olá blogueiro. Para começo de conversa, parabéns para a família botafoguense pelo título carioca de 2010. Mesmo com o elenco mais fraco da competição o alvinegro da estrela solitária venceu os dois turnos e conquistou de forma direta o carioquinha.

Uma salva de palmas para Joel Santana, o Rei do Rio, pelo milagre operado. Todos se lembram que o “Natalino” assumiu o fogão depois dos 6 a 0 imposto pelo Vasco na Taça Guanabara. E como por encanto e com o mesmo elenco conquistou com louvor o caneco, o sétimo na sua galeria de títulos aqui no estado, ficando um abaixo do histórico Flávio Costa.

Isso posto, vamos falar de futebol, e esse Santos hem? Todos sabem, pelo menos, aqueles que acompanham o nosso blog, que eu ainda não havia escrito nada sobre o Santos de Neymar, Ganso, Robinho e Cia. Na verdade, eu era um daqueles que preferia esperar um pouco mais antes de chamar o Santos de melhor da história, melhor do século etc. Eu esperava as semifinais, um momento decisivo para analisar e exaltar essa equipe. Pois bem, a garotada bagunçou com o São Paulo e fez seis gols em dois jogos. Neymar, a bola da vez, aterrorizou a zaga de Seleção (Miranda e Alex Silva) do tricolor paulista.

Esse é um detalhe que sepulta qualquer desconfiança com o nível de maturidade do jovem craque na hora de enfrentar defesas mais cascudas em uma Copa do Mundo. Neymar mostrou que está pronto para brilhar na África, em Madrid ou no Pacaembu, onde vai jogar as finais do paulistinha a partir do próximo domingo. Depois de todo esse frisson só resta ao Santos enfiar uma goleada nas duas partidas, menos que isso será um fracasso. Brincadeiras a parte, parabéns para o técnico Dorival Jr, que arrumou à tática e não atrapalha o ataque.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

ELENCO É PARA SER USADO


Olá blogueiros. Semana turbulenta essa que se encerra hoje. Polêmicas, crise na Gávea, com direito a futebol patético no Chile e pancadaria no intervalo da partida, classificação com louvor do Corinthians e etc. Mas vou escrever um pouco sobre o atual momento do Flamengo, que pode ficar sem rumo na quinta-feira ou renascer para a glória se conquistar a Taça Rio e se classificar para o mata-mata da Libertadores.

Que a partida em Santiago foi um desastre, ninguém tem a menor dúvida, que a defesa do Rubro-Negro carioca está mais perdida que sego em tiroteio também não. Que Patkovic não faz mais a diferença como fez no fim do ano passado, eu não tenho duvida! E por fim, que Andrade pecou em não mesclar a equipe nas três partidas que fez em uma semana (Universidad de Chile – quinta/ Vasco – domingo/ Católica – quarta), eu também não tenho duvida alguma, e, que isso, interferiu na fraca performance contra os chilenos também não.

Era visível a falta de reação dos jogadores na partida decisiva da última quarta-feira. Essa equipe do Flamengo pode ser criticada por varias coisas nesta temporada. Coisas como deficiência no setor de marcação, falta de organização no meio campo, mas nunca por omissão ou falta de comprometimento. Tanto que a equipe chegou aos frangalhos no Chile por ter jogado com tudo contra a “La U” e contra o Vasco. Por isso defendo que o técnico Andrade tinha o dever de mesclar o time na semifinal contra o Vasco, escalando um time misto. O clube vinha de um jogo muito duro e corrido contra a "La U" e pelo resultado(2X2), já era sabido que a partida contra a Católica seria uma decisão. Não adianta nada montar um elenco de 4 milhões de Reais e na hora do aperto usar apenas 15 jogadores.

Um dia depois do que parecia ser a eliminação do Flamengo na primeira fase da Libertadores, o monstro deixou de assustar e uma vitória comum de 2 a 0 coloca o Rubro-Negro na próxima fase. Com isso, Andrade poderia colocar a cabeça no lugar e escalar uma equipe mais inteira no domingo. Por motivos de contusão e suspensão alguns jogadores podem ficar de fora da final da TR. Álvaro, Willians e Juan (suspenso), não devem enfrentar o Botafogo. Se eu estivesse no comando, não escalaria o lateral-direito Léo Moura e nem o atacante Vagner Love, que vem atuando seguidamente e com uma sobrecarga elevada pela ausência do Imperador. Com isso, o time teria pernas para tentar uma goleada na quarta-feira, contra o Caracas, no Maracanã. Sem sombra de dúvida, o jogo do ano para os Rubro-Negros é a partida contra os venezuelanos.
OBS: Fora esse assunto de mesclar, David e Fabrício já na zaga Rubro-Negra!!

sábado, 10 de abril de 2010

OLHA A NEUROSE!

Olá blogueiros. Queria colocar minha colher no assunto Flamengo. Depois do empate frustrante na partida contra a perigosa “La U”, a imprensa caiu em cima do time Rubro-Negro com uma pressão desnecessária, na minha opinião. Acusações sobre corpo mole de alguns jogadores e descomprometi mento de outros rechearam as colunas e matérias do pós-jogo sul americana.

A lombalgia do Imperador é uma contusão de atleta! Falar que tal desconforto pode ser resultado das farrinhas do monarca é neurose. A folga de Páscoa também não interferiu na performance do time. Na primeira etapa, a equipe não tinha força de ataque, dominava as ações da partida, mas não atacava. Já no segundo tempo, o time foi para cima e jogou com muita garra, entrega e disposição.

Atribuo esse resultado a qualidade do adversário e aos acasos do futebol, que já favoreceram e muito o clube da Gávea. Uma hora acontece contra, quantas vezes você não viu o Flamengo ganhando seu time no finalzinho dos jogos. Os botafoguenses e vascaínos sabem muito bem do que eu estou falando.

Enfim, sem PANICO! Como estampou o jornal Lance! em sua capa desta sexta-feira. Nada de pedir cabeça do treinador e nem de jogadores. Está tudo normal. Quarta-feira,contra a Universidaded Católica, o técnico Andrade e seus jogadores têm que fazer o básico. Andrade não pode brigar com os fatos, tem que barrar o Kleberson e dar um tempo no Pacheco. Está claro que o camisa 22 deu uma caída de produção. Será mais útil entrando no segundo tempo. A entrada do Pet ou do Michael é necessária... Maldonado, tem que entrar na vaga do pentacampeão Kleberson. Essa formação pode começar jogando o clássico deste domingo, contra o Vasco pelas semifinais da Taça Rio. Será um bom teste para a decisão do meio de semana em Santiago.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Cariocão ladeira abaixo!

O Campeonato Carioca chega a sua fase decisiva a partir do próximo fim de semana, quando os quatro grandes do estado começam a decidir quem enfrentará o Botafogo na grande final, caso o mesmo não vença o segundo turno.

Porém, o estadual do Rio, que ainda é considerado por muito como o mais charmoso do Brasil, inclusive por mim, foi, até agora, palco da mais medíocre competição dos últimos anos e, quisá, da década, se ignorarmos o caixão de 2002. Jogos desinteressantes, clubes pequenos realmente pequenos e com futebol de dar dó, grandes jogadores "se lixando" para o torneio e o que mais chamou atenção, a patética presença de público.

O mais incrível desta história é que não é de hoje que os estaduais estão esvaziados e sem prestígio, e, mesmo assim, os responsáveis pela federação carioca insistem em aumentar ainda mais o número de times participantes. Em um estadual com 16 times, em que nenhum, repito, nenhum time pequeno conseguiu chegar nem perto dos grandes, podemos concluir sem medo que se tirarmos metade dos times o campeonato ficaria mais interessante. E o que mais irrita nessa história toda é que tudo não passa de pura politicagem, "vocês me apoiam e arrumamos mais umas vaguinhas para os seus times".

Gosto do estadual e acho fundamental que eles existam, até mesmo pela tradição. Mas enquanto eles não virarem uma espécie de torneio de verão, com os times pequenos se enfrentando antes da entrada dos grandes em fase final, não vai ser implorando que os torcedores voltem nem diminuindo preço de ingresso que o público vai voltar ao estádio. Eu sou exemplo vivo dessa nova tendência. Nós últimos anos fui frequentador assíduo do Maracanã, mesmo nos piores jogos. Mas, convenhamos, paciência tem limite.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Era hora de mudar

Antes de mais nada, quero deixar claro que sou contra a demissão de treinador, ainda mais em pouco mais de 3 meses de trabalho. Parece que é uma solução simplista para resolver todos os problemas de um time, colocando a culpa em apenas uma pessoa. Mas no caso do Vasco, que ontem demitiu Vágner Mancini, não parecia haver outra medida mais cabível do que esta. A equipe, desde a derrota para o Botafogo na final da Taça Guanabara, não vinha rendendo bem. A torcida já perdera a paciência há muito tempo e o presidente do clube, Roberto Dinamite, também já mostrara sinais de descontentamento, inclusive publicamente. Porém, os últimos resultados que foram determinantes para Mancini deixar o comando cruzmaltino. Ontem o Vasco completou 4 jogos sem vitória. A sequência começou com uma derrota para o Flamengo, quando a equipe nem jogou mal, mas caiu diante do maior rival. A tragédia, no entanto, veio depois. Primeiro um empate sofrido com o ASA, pela Copa do Brasil e, principalmente, as duas derrotas consecutivas para times pequenos no Carioca, algo que só o clube da Colina "conseguiu" no Estadual.

Se ser derrotado para o Olaria já era difícil de engolir, os 3 a 2 sofridos para o Americano, um dos piores times do campeonato, em São Januário, foram a gota d'água. Mais uma vez o Vasco jogou mal, foi envolvido e só ameaçou o gol adversário em jogadas esporádicas. Como desgraça pouca é bobagem, permanece em terceiro lugar no Grupo B da Taça Rio e tem sua classificação para as semifinais seriamente ameaçada, o que seria um desastre de proporções homéricas. O próximo jogo é contra o Fluminense, que vem em boa fase, e novo revés pode desencadear uma crise difícil de ser estancada na Colina.

Para o lugar de Mancini, os nomes de Tite e Celso Roth são os mais cotados. São bons treinadores, mas longe de serem milagreiros. Que a diretoria vascaína não se iluda. A troca no comando era necessária, pois o time não vinha rendendo. O problema, porém, é muito maior e envolve reforços para o elenco, que é bastante limitado. A Série B já passou, esse ano é Série A e o buraco é bem mais embaixo. Acorda, Vasco!

Quanto mais falam...

Não vou entrar numa discussão jornalística sobre o que deve ou não ser publicado sobre vida pessoal de atletas. Acho que muito coisa que saiu deveria ter saído, mas também vi muita palhaçada, com o perdão do termo, estampar capas e páginas de jornais e sites. Mas não deixa de ser curioso como Adriano, Vágner Love e o Flamengo não deixam instalar uma suposta crise que tentam implantar na Gávea.

A cada jogo os dois atacantes mostram que os "problemas" extracampo dizem respeito somente a eles e não influenciam seus desempenhos futebolísticos. A resposta vem em gols. Love tem 11 e Adriano tem 10 no Carioca, os dois artilheiros da competição. No ano são 24 gols da dupla dos 44 que o Rubro-Negro marcou. Parece que os dois ficam cada vez mais motivados com tantas coisas que saem na imprensa. Portanto, continuem criando factóides, que a torcida do Flamengo agradece.

domingo, 21 de março de 2010

O clássico do 2 a 2

É impressionante como Flamengo e Botafogo, quando se enfrentam ultimamente, fazem bons jogos. O deste domingo foi mais um deles. Apesar do público baixíssimo (menos de 10 mil presentes), as duas equipes jogaram bem, buscando o ataque e o 2 a 2 foi justo. E emocionante. Adriano empatou a partida aos 48 da segunda etapa, no último lance da partida.

Diferentemente da semifinal da Taça Guanabara, quando, mesmo vencendo, foi dominado pelo Flamengo, o Botafogo jogou de igual pra igual desde o início. Talvez pela ausência de Loco Abreu, que fez com que o time de Joel tivesse que mudar sua característica, passando a jogar mais com a bola no chão. O ataque Caio e Herrera foi bem, os dois muito rápidos e insistentes, deram trabalho à zaga rubro-negra, que por sua vez não teve bom desempenho, como vem acontecendo em 2010. O segundo gol botafoguense saiu em uma falha primária, com o argentino escorando cruzamento, livre, entre Álvaro e Fabrício. Andrade precisa corrigir isto antes que as competições cheguem às suas fases decisivas. A insegurança é constante.

Ainda sobre o Botafogo, é de se destacar a boa partida de Lucio Flavio, como há tempos eu não via. Acertou passes, criou jogadas e, inclusive, mandou uma bola na trave. O ataque rubro-negro também teve desempenho razoável. Vágner Love se movimentou bem, fazendo bem o pivô. Adriano não foi tão ativo durante o jogo, mas na hora que precisou ele foi mais uma vez decisivo, marcando duas vezes, uma delas aos 48 da segunda etapa. Mesmo com todas as polêmicas e os supostos problemas com o peso, são 9 jogos e 9 gols este ano, uma média excelente. Ainda sinto falta, no entanto, de uma maior interação no chamado Império do Amor. Faltam tabelas entre os dois. A maior dificuldade é que ambos têm como característica justamente atuar como pivô, perto do gol. E às vezes a falta de alguém caindo pelas pontas acaba prejudicando. Talvez por isso tanto Love quanto Adriano, especialmente o primeiro, tenham atuado melhor individualmente quando o outro não estava em campo.

No mais, fica como destaque a reclamação infundada de Joel Santana com a arbitragem. O gol de empate foi totalmente legítimo. Houve falta de Danny Morais em Everton Silva e o cronômetro ainda marcava 47 minutos, dentro, portanto, dos 3 minutos de acréscimo prometidos por Wágner do Nascimento.

domingo, 14 de março de 2010

CLÁSSICO DAS DIFERENÇAS



Olá blogueiros. Hoje tem Flamengo e Vasco, às 19h30min, no Maracanã. Exatamente depois de um ano (último confronto foi na Taça Rio de 2009, com vitória de 2 a 0 para o Vasco), as duas equipes se enfrentam em momentos bem distintos.

De um lado o Flamengo, campeão brasileiro e com um elenco recheado de estrelas e jogadores de seleção brasileira. Do outro o Vasco, campeão da série B e com uma equipe em reforma e apostando em vários jogadores. Enquanto o Rubro-Negro possui jogadores no auge de sua forma técnica, o cruzmaltino conta com jovens promessas ou veteranos no aguardo do último suspiro de genialidade, o que justifica a irregularidade da equipe.

Outra diferença que separa ambas as equipes é a pressão vinda das arquibancadas. No Flamengo, a derrota na semifinal da Taça Guanabara para o Botafogo, não colocou em xeque o trabalho da comissão técnica e os resultados voltaram a aparecer principalmente no maior objetivo do clube no ano: a Taça Libertadores. Já no Vasco, o vice-campeonato da Taça GB caiu feito uma bomba no “arrumadinho” time de Vagner Mancini e o trabalho quase que começou do zero na Taça Rio.

Para o clássico de hoje há noite eu aposto minhas fichas no Flamengo. Por tudo que contei a cima e pelo maior poder de decisão da equipe da Gávea. Mas como de praxe, se trata de um clássico e por isso eu posso muito bem quebrar a cara. O Flamengo entra em campo com sua força máxima, comandado pelo “Império do Amor”. Por sua vez, a equipe do técnico Vagner Mancini tem dois desfalques certos (Niltão e Souza) e a possibilidade de perder o capitão Carlos Alberto, com um problema na panturrilha esquerda.

Confira a escalação das equipes:

Flamengo – Bruno; Léo Moura, Álvaro, Fabrício e Juan; Toró, Willians, Kleberson e Petkovic; Adriano e Vagner Love.

Vasco – Fernando Prass; Gustavo, Fernando e Titi; Elder Granja, Paulinho, Rafael Carioca, Carlos Alberto (Dodô) e Márcio Careca; Philippe Coutinho e Rafael Coelho.

Palpitão: Flamengo (3x0)

domingo, 7 de março de 2010

Vitória merecida

Não foi um grande jogo no Maracanã. Mas a vitória do Fluminense sobre o Botafogo por 2 a 1 foi mais do que merecida. Novamente o time de Joel foi inferior, ficou atrás o tempo todo e só tentava chegar na sua única jogada que tem: a bola aérea. E foi assim que o Alvinegro fez 1 a 0. Depois de falta cobrada na área, Jéfferson defendeu e no rebote Maicon fez penalti em Wellington. Herrera bateu e fez.

Isso e mais uma cabeçada de Loco Abreu ainda na primeira etapa. Foi tudo que o Botafogo produziu durante os 90 minutos. Já o Flu foi melhor desde o primeiro minuto. Fred perdeu um gol inacreditável, debaixo da trave, mas se redimiu em grande estilo marcando um golaço de voleio na segunda etapa. O menino Wellington Silva entrou muito bem novamente e foi dele a jogada do gol da virada tricolor, marcado por Mariano. O garoto ainda quase deixou o dele logo depois, mas parou no goleiro botafoguense. Como hoje foi noticiado de que Maicon está quase acertado com o futebol russo, a titularidade de Wellington é iminente.

A derrota mostra que o Botafogo tem uma equipe limitada sim e depende de lances esporádicos de seus atacantes. Nem sempre vai funcionar, como hoje não funcionou. Joel precisa promover logo a entrada dos novos contratados, especialmente Edno, que neste domingo foi ao campo somente aos 38 do segundo tempo. Lucio Flavio não dá mais. Sua presença quase não é notada, a não ser quando é substuído e vaiado pela torcida. O Fluminense, por sua vez, mostrou um bom futebol, especialmente os alas Julio Cesar e Mariano, além, é claro, de Fred, Maicon e Wellington Silva. Mas ainda precisa melhorar o setor defensivo e a saída de bola. Os erros de passe são demasiados, inclusive o gol alvinegro saiu assim.

O ponto negativo do clássico foi mais uma vez o público: 11 mil pagantes e 17 mil presentes. Infelizmente esta é a tônica deste Estadual. Abram os olhos, dirigentes!

Seriedade + qualidade técnica = goleada

Como o Passando a Bola é um blog de esportes e não de fofocas, deixarei de lado os problemas pessoais de Adriano e o tal episódio do baile funk dos jogadores do Flamengo. Falarei de algo muito mais importante, que foi a boa vitória do Rubro-Negro diante do frágil (e igual aos outros pequenos do Rio) Resende por 4 a 0.

Talvez tenha sido a melhor apresentação do Flamengo no ano durante os 90 minutos (no Fla-Flu a atuação de gala foi apenas na segunda etapa). Desde o início da partida os jogadores mostraram seriedade e disposição ofensiva para marcar gols, diferentemente daquele toque de bola lateral, típico do Fla quando tem o adversário sob controle. O primeiro tempo só não terminou com um placar maior do que o 1 a 0, gol de Mezenga, porque o goleiro Cléber fez ótimas defesas - uma delas incrível em uma cabeçada de Fernando. Porém, no segundo tempo, não teve jeito. Jogando de forma rápida e objetiva, o time de Andrade construiu a goleada com gols de Léo Moura (que está virando especialista em cobranças de falta na entrada da área), Vinícius Pacheco e Vagner Love.

A equipe toda foi bem, sem exceção, mas destaco Juan, que enfim mostrou bom futebol, Fernando, firme nos desarmes e com boa visão para sair jogando, e Vágner Love, que mais uma vez mostrou muita vontade, além de ter marcado gol (seu décimo no campeonato) e dado uma assistência. Outras boas notícias foram as entradas de Petkovic e Ramon. Pet conseguiu boas jogadas com Pacheco e é capaz que Andrade escale os dois desde o começo na partida de quarta, contra o Caracas. Já Ramon, novamente, deu mostras de que será bastante importante. Outra vez ele entrou, jogou pouco tempo, mas o suficiente para participar diretamente de um dos gols.

O Flamengo, pelo menos até quarta, deixa de lado o princípio de "crise" que alguns da imprensa insistem em criar para se preparar com mais tranquilidade para a sequência de partidas que terá agora. Fosse eu o Andrade e domingo, diante do Vasco, escalaria uma equipe reserva, já que o objetivo maior é a Libertadores e o elenco rubro-negro tem opções interessantes para formar o time para o clássico sem usar os titulares.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Quarta-feira de cinzas

Que quarta-feira melancólica no futebol carioca. Tempo chuvoso, meio frio, trânsito, ingressos caros, jogos sem importância, adversários fracos... São muitos os motivos para a total ausência de torcida nos jogos de Flamengo e Vasco. No Engenhão, menos de mil pessoas pagaram pra ver o Cruzmaltino derrotar o Bangu por 2 a 0. No Maracanã, o jogo do atual campeão brasileiro foi visto por pouco mais de 5 mil pessoas.

Talvez por isso, as duas partidas tenham sido tão chatas. O jogo do Flamengo, então, deu sono. Aliás, os próprios jogadores pareciam estar com mais vontade de dormir. O fato de enfrentarem equipes muito inferiores deve contribuir pra isso, já que dá a sensação de que a qualquer momento você pode matar a partida. E foi isso que aconteceu diante do Madureira. Em duas oportunidades em que mostrou mais disposição, o Rubro-Negro fez 2 gols com Fernando e Vágner Love (este um belo gol, do artilheiro do campeonato com 9 gols). Boa notícia foi novamente o fato da defesa não ter sido vazada e a boa participação de Ramon na segunda etapa. Mais uma vez ele entrou, mostrou qualidade e fez a jogada do gol de Love. Sábado, contra o Resende, fosse eu o Andrade, colocaria em campo um time misto, dando oportunidade pra quem ainda não jogou muito (casos de Ramon, Pet, Rodrigo Alvim, Everton Silva, David...) e poupando os titulares, pois quarta tem confronto difícil contra o Caracas, na Venezuela, pela Libertadores.

Em relação ao Vasco, mais uma atuação apagada, que irritou os poucos torcedores que se aventuraram no Engenho de Dentro. Pelo menos Dodô voltou a marcar. Mesmo com o pouco futebol apresentado não consigo entender o comportamento dos vascaínos. O time de Vágner Mancini perdeu apenas uma vez no ano, numa final de turno, e mesmo assim é cobrada como se estivesse protagonizando fiasco atrás de fiasco. Vale lembrar que a união torcida/time foi fundamental no retorno do Vasco à Série A. Então seria mais inteligente continuar com esse apoio.

- Pra encerrar, uma nota curta sobre futebol paulista: que fase do Palmeiras hein? Pra quem achava que o problema era o Muricy, está cada vez mais provado que não. Derrota de 3 a 1 pro Santo André, em casa. Claro que o Time do ABC tem seus méritos, é, inclusive, o vice-líder do Paulistão, mas é inadmissível que o Palmeiras sucumba no Palestra Itália do jeito que o fez e vem fazendo. O time não é dos melhores, mas também não pode se dizer que é fraco. Não o suficiente pra ser o 10 colocado. Para completar Marcos disse que se aposenta no final do ano e a torcida xingou bastante Diego Souza, quando este foi expulso, além, é claro, da diretoria, presidente, jogadores, comissão técnica... Está feia a coisa por ali.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Sede por polêmica

Chega a ser cruel toda essa polêmica criada em torno da foto em que o menino Wellington Silva, do Fluminense, veste a camisa do Flamengo. Cruel porque após estrear pela equipe profissional do Flu, no Maracanã, com a camisa 10, jogar bem e marcar um gol, Wellington deixou no vestiário as frases feitas e a falsa emoção para ser o que ele realmente é: um menino de 17 anos. E como tal, chorou. Um choro sincero, emocionado, de alguém que teve que batalhar muito na vida para conseguir chegar ali, naquele momento especial.

Pois bem. Há prova maior de amor a um clube do que o choro de alegria ao realizar o sonho de entrar em campo trajando a camisa que defende desde criança? Será que o simples fato de vestir uma camisa de um rival é o suficiente para tentar se criar uma polêmica às custas da ingenuidade de um adoslescente? Por que, ao invés de insistir em algo tão superficial, os jornais não vão investigar e buscar as razões para um número cada vez maior de jovens cada vez menores estarem sendo negociados para o exterior?

Não sejamos hipócritas. TODOS os jogadores de futebol têm um time de coração, é natural. Assim como todo jornalista o tem também. É impossível gostar de futebol e não ter uma paixão clubística, pois uma está intimamente ligada a outra. E se Wellington Silva realmente fosse rubro-negro quando mais novo? Isso faz dele um traidor do Tricolor? Junior e Andrade, ídolos eternos do Flamengo, admitiram que, quando crianças, torciam para Fluminense e Botafogo, respectivamente. E isso não os impediu (pelo contrário) de fazer história por um rival. Portanto, deixem o Wellington Silva em paz, fazendo o que sabe e vamos apreciar seu futebol, até porque teremos pouco tempo para isso, já que em 2011 seu destino será a Inglaterra.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

No Rio, mais do mesmo

A Taça Rio começou do mesmo jeito que a Taça Guanabara iniciou e terminou: com os grandes derrotando os pequenos. Com exceção do Vasco, que encontrou alguma dificuldade diante do Volta Redonda, todos os outros venceram sem ter muito trabalho. Mais uma prova da disparidade entre as equipes em 2010.
Sábado, o Flamengo, desfalcado de alguns titulares, não fez um bom primeiro tempo, mas no segundo cresceu e venceu o Macaé com sobras: 4 a 1. Vágner Love e Vinícius Pacheco voltaram a jogar bem, marcaram gols e, principalmente, ajudaram na marcação. A defesa tem ficado mais segura depois que os dois passaram a adotar essa postura. Não custa lembrar que o Flamengo campeão brasileiro tinha Zé Roberto e Willians fazendo função parecida. Outra boa notícia foi a dupla de zaga David/Fabrício. Para mim essa é uma dupla que tem condição de brigar pela titularidade. Talvez ainda pese a falta de experiência dos dois. Mas é algo pelo menos para um futuro próximo. De qualquer maneira, acho que o Flamengo está bem.

Bem também está o Botafogo. O campeão da Guanabara não fez uma grande partida, mas novamente foi eficiente. Caio teve nova boa atuação e Joel já pensa em arrumar um lugar pra ele no time. Eu acho que pode sobrar pro Lucio Flavio. Eu não faria isso. Acho que o garoto pode funcionar bem como amuleto. E em time que está ganhando não se mexe. O Alvinegro não tem encantado, mas tem tido competência para vencer. Isso que importa.

Hoje, o Fluminense goleou o Friburguense por 5 a 1 no Maracanã. Fred voltou a marcar e sem paradinha. O menino Wellington Silva, que já está vendido ao Arsenal, estreou no Maior do Mundo e deixou o dele. Jogou muito e emocionou na coletiva, orgulhoso de ter jogado no profissional como titular pela primeira vez. Conca e Everton também. E André Lima, no seu primeiro jogo, mostrou oportunismo. Boas notícias para a torcida do Flu, que anda meio desconfiada. Não é pra tanto. Até porque Cuca é tricampeão da Taça Rio.

O Vasco hoje voltou a decepcionar o torcedor, mas derrotou o Volta Redonda por 2 a 1. Não acho justo essa revolta dos vascaínos com a equipe de Mancini. O time só perdeu uma partida até agora e estava jogando bem, inclusive na final da Taça Guanabara, quando foi superior ao Botafogo. O problema da torcida do Vasco é ter superdimensionado o poderio da equipe. Não é um time fraco, mas também está longe de ser a máquina que muitos acreditaram. Vágner Mancini precisa de reforços se quiser almejar algo em competições maiores, especialmente no sistema defensivo.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Tem que respeitar

E não é que o Joel levou mais uma?! Mais uma vez o treinador pega um time desacreditado, vindo de uma goleada humilhante em seu estádio em um clássico, e leva a um título. Claro que a Taça Guanabara é apenas um turno do campeonato, mas no Rio de Janeiro é uma competição tradicional. E tratando-se da história do Botafogo nela é digno de muita comemoração.

Na minha análise antes do Estadual eu disse que o time tinha se reforçado com alguns nomes interessantes, que agradaram à torcida (como Loco Abreu e Herrera) e com apostas que poderiam dar certo, casos do Fábio Ferreira, Marcelo Cordeiro e Antônio Carlos. Mesmo assim não acreditava que o Bota tivesse forças para ganhar um dos turnos. Mas ai entra o dedo do Joel.

Ele sabia que com o elenco que tinha em mãos não poderia inventar. Fechou o sistema defensivo com 3 zagueiros e 2 volantes; tem 2 alas que sobem, mas também voltam pra marcar; um meia que também joga mais recuado, buscando o jogo; além da boa dupla de atacantes Herrera-Abreu, dois bons jogadores e, principalmente, com bagagem. Para trabalhar a jogada mais utlizada o técnico fez apenas o simples. Já que tem um atacante de 1,93, que sabe se utilizar muito bem deste tamanho, joga bola nele!

Foi assim que o Botafogo eliminou o Flamengo e venceu o Vasco hoje. No jogo aéreo, explorando sua grande arma. Fazendo o simples.

Pra terminar, eu sei que já virou lugar-comum falar que o Joel Santana é injustiçado, que fazem piada dele e tudo mais. Por isso, me despeço com o "modesto" currículo do treinador campeão da Guanabara. Será que existem tantos parecidos aqui no Brasil?

1992 e 1993 - campeão carioca com o Vasco
1994 - campeão baiano com o Bahia
1995 - campeão carioca com o Fluminense
1996 - campeão carioca com o Flamengo
1997 - campeão carioca com o Botafogo
2000 - campeão brasileiro e da Copa Mercosul com o Vasco
2002 e 2003 - bicampeão baiano e campeão da Copa Nordeste pelo Vitória
2005 - tirou o Flamengo do rebaixamento vencendo 7 dos ultimos 9 jogos do Brasileiro
2007 - pega o Flamengo na penúltima posição e termina em terceiro no Brasileiro
2008 - campeão carioca com o Flamengo
2010 - campeão da Taça Guanabara com o Botafogo

sábado, 20 de fevereiro de 2010

O verdadeiro Rei do Rio

Amigos do Passando a Bola, peço desculpas por minha ausência do blog, mas desde o último dia 12 estou em um ritmo frenético de trabalho na cobertura dos Jogos de Inverno de Vancouver. Portanto, há pouco mais de uma semana e até o dia 28 meus esportes favoritos são skeleton, downhill, salto sobre esqui, moguls e por ai vai.

Mas nem por isso deixo de acompanhar o nosso velho esporte bretão, o futebol que tanto amamos. No meu último post, a prévia das semifinais da Taça Guanabara, tive 50% de acerto. Me dei bem com o Vasco, mas o Botafogo do Joel me pregou uma peça. Normal, tratando-se de um dos treinadores mais cascudos do futebol carioca, extremamente experiente e vitorioso por aqui.

Esse é, aliás, um dos motivos que me fazem crer que o Alvinegro da Estrela Solitária sairá com o título amanhã. O Vasco tem mais time, mas o Flamengo também tinha (até mais que o Cruzmaltino) e ficou pelo caminho. Joel sabe das limitações de sua equipe e por isso não inventa. Arma um esquema de muita marcação, com 3 zagueiros e 2 volantes, atraindo o adversário pro seu campo, e quando tem a bola utiliza do jogo aéreo para explorar o grandalhão Abreu. Acredito que esta será a tática na partida deste domingo, a mesma que funcionou na semifinal.

Ainda sobre o jogo, é impressionante como o mundo dá voltas. Há um mês atrás o Vasco sapecou 6 a 0 no Botafogo e agora há a chance do troco, que seria ainda mais saboroso, com um troféu e uma vaga na final do campeonato de brinde. Se acontecer será mais um feito para colocar na conta de Joel Santana, que quando foi contratado disse que era o convidado principal da "festa" que seria o Estadual. Mais uma vez o treinador estava certo. E ainda tem muitos que duvidam dele. Eu não. Por isso, pra mim, o Botafogo vence e leva a Taça Guanabara.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Promessa de grandes semifinais

Não foi surpresa que os 4 grandes clubes do Rio de Janeiro tenham chegado nas semifinais da Taça Guanabara. Afinal, a discrepância entre Vasco, Flamengo, Fluminense e Botafogo em relação aos rivais menores é enorme. Talvez a maior em muitos anos. Por isso, considero que o Campeonato Carioca começa realmente agora. Os 7 primeiros jogos da competição serviram apenas para o emparelhamento dessa fase final e para analisarmos os confrontos. Então, vamos lá.

Vasco x Fluminense

A equipe de Vágner Mancini talvez seja a maior "surpresa" do Estadual até agora. Não que eu não esperava que o Vasco fosse chegar na semifinal, mas o Cruzmaltino, na minha opinião, mostrou o futebol mais consistente e teve a melhor campanha da TG. E para um time que mudou de treinador e teve algumas alterações na forma de jogar e no esquema tático, isso quer dizer muito. O Vasco tem a melhor defesa, com apenas 3 gols sofridos, e o segundo melhor ataque, com 19 gols marcados. Tem um trio ofensivo que pode fazer a diferença, com Carlos Alberto, Dodô e Phillippe Coutinho, esse, pra mim, a maior revelação do campeonato. Por isso, considero a equipe vascaína com um leve favoritismo nessa semifinal.

Mas o Fluminense não pode ser desprezado. O time de Cuca vinha muito bem até o Fla-Flu, mas, depois dos 5 a 3 que levou, parece ter perdido um pouco do ímpeto e da confiança, além, é claro, de jogadores importantes, como Maicon e Fred. Talvez por isso, nas duas partidas seguintes, diante de Boavista e Olaria, tenha encontrado dificuldades mesmo com jogadores a mais em campo desde a primeira etapa. Provavelmente para sábado a dupla de ataque tricolor esteja de volta, resta saber em quais condições. Fred é essencial nesta equipe, não só pela qualidade, como também pela experiência e liderança que exerce. Os garotos do Flu parecem mais confiantes quando têm o camisa 9 ao lado, o que é natural. Por isso, a participação do atacante, em boas condições, é fundamental para que o Tricolor chegue à final.

Flamengo x Botafogo

Aqui já começo afirmando. O Flamengo é o favorito. O time de Andrade é melhor, no papel e em campo, tem mais jogadores que podem decidir, mais conjunto, mais confiança (já que vem de 3 títulos sobre o rival nos últimos 3 anos) e, provavelmente, mais torcida na arquibancada do Maracanã. Porém, uma coisa pode estragar a festa rubro-negra: a defesa. O sistema defensivo flamenguista tem sido um horror este ano. Sofreu 13 gols, sendo vazado em todos os jogos. E a equipe de Joel Santana melhorou bastante nas últimas partidas, marcando 9 gols. Loco Abreu desencantou e essa é a maior arma alvinegra: as bolas aéreas. Podemos discutir inúmeros defeitos de Lucio Flavio, mas é inegável sua facilidade para cruzar a bola na área. E agora também tem o Marcelo Cordeiro, outro que bate muito bem na bola. Assim, contra uma zaga baixa (Álvaro e Angelim), Abreu pode ser uma ameaça.

Mas há o outro lado da moeda. A defesa do Botafogo também não é das melhores. Está mais segura depois da chegada de Joel, que passou a jogar com 3 zagueiros e 2 volantes, mas ainda não inspira tanta confiança. E se Vágner Love e Adriano estiverem em um bom dia, fica difícil de segurar. Por isso, aposto no Flamengo.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Equilibrio é fundamental

Que o Flamengo tem um dos melhores, senão o melhor, ataque do Brasil, todos nós sabemos. O chamado "Império do Amor" marcou 11 gols nos 4 jogos que atuou (6 de Vágner Love e 5 de Adriano), sem contar nos outros 8 gols marcados pelo resto do time, totalizando 19 no Estadual. Porém, apesar de ter se garantido na semifinal da Taça Guanabara, os erros defensivos em excesso do Rubro-Negro preocupam. Andrade diz que não, que é normal, inclusive lembrou do fantástico time do início dos anos 80, que ganhava sempre de 4 a 2, 5 a 3...

Mas vem cá, Andrade? Não seria melhor tentar corrigir essas falhas na marcação? Afinal, das 6 equipes que o Flamengo enfrentou até agora, a única que deve ser respeitada é o Fluminense, que mesmo assim jogou desfalcada de seu principal atacante, Fred. Os outros adversários são muito inferiores e um time campeão brasileiro não pode se dar ao luxo de levar 12 gols em 6 partidas. Até porque, a defesa é praticamente a mesma do ano passado, quando a equipe tinha bastante segurança. O que está havendo? Bom, na minha opinião, o começo de tudo está na marcação a frente da zaga. A saída de Aírton faz falta, mas quem é mais importante nesse sistema é o Willians. Quando o Pulmão de Aço retornar, acredito que essas falhas devem diminuir. Mas ele e Toró terão que se ajeitar no meio-campo, para não bater cabeça e conseguir cobrir os avanços de Leo Moura e Juan.

Outro ponto é que Ronaldo Angelim e Álvaro não começaram bem o ano. O primeiro está muito lento, às vezes até afoito, dando chutões errados e proporcionando contra-ataques, como no segundo gol do Olaria ontem. O segundo conseguiu a proeza de ser expulso duas vezes em 4 partidas. É por isso que eu acho que o Flamengo ainda precisa se reforçar com um bom zagueiro se quiser ir longe na Libertadores. Outro problema inacreditável é a quantidade de cartões vermelhos e penaltis cometidos. Uma equipe profissional, atual campeã do Brasil, não pode ter 4 jogadores expulsos e 5 penalidades contra em 6 jogos. Há algo de errado sim e Andrade não se preocupar com isso é bastante preocupante. Abre o olho, Tromba!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Para a história

Depois de uma semana, estou de volta e logo com um baita jogão pra comentar. Que partidasso esse Fla x Flu! Aliás, ouso afirmar que todo clássico entre essas duas equipes é garantia de bom futebol e emoção. E neste domingo não foi diferente. Cada time jogou com perfeição durante 45 minutos. Nos iniciais, só deu Fluminense, com um toque de bola envolvente, rápido e uma marcação precisa. Vendo a partida, comentei com um amigo que parecia que o Tricolor tinha 20 jogadores em campo, tamanha a superioridade. Porém, a quantidade de gols perdida pelos jovens (e ótimos) atacantes das Laranjeiras, na minha visão, fez com que a vantagem de 3 a 1, que parecia praticamente consolidar a vitória do Flu, se transformasse em algo facilmente alcançado. Claro que não era pra ser, mas a exibição do Flamengo na segunda etapa passou a impressão de que foi tranquilo virar o jogo.

Andrade fez o que tinha que fazer. Tirou de campo dois jogadores que estavam muito mal, lentos e que por isso deixavam o time previsível. Em seus lugares colocou dois atletas que mudaram o rumo da partida. Willians, com seu pulmão de maratonista, é titular absoluto e sua presença é fundamental no equilibrio defensivo da equipe. Mas quem me chamou a atenção mesmo foi Vinícius Pacheco. Sempre fui descrente em relação a este jogador. Até me surpreendi quando no começo da temporada ele foi reaproveitado no elenco, ganhando, inclusive, oportunidades entre os 11 iniciais. Porém, Vinícius vem provando neste início de ano que tem o seu valor. No Fla x Flu ele fez sua melhor atuação com a camisa do Flamengo, desde quando subiu para os profissionais, lá em 2005, 2006. Criou inúmeras jogadas pelo lado direito e teve participação direta em 3 dos 4 gols que saíram depois que entrou em campo. E claro que não poderia deixar de falar da dupla de ataque rubro-negra. Vágner Love e Adriano deram um bico na desconfiança e a cada jogo estão se entrosando ainda mais. Nesse ritmo vai ficar difícil de segurar a artilharia da Gávea.

Apesar da épica vitória, os erros defensivos da equipe não podem ser mascarados. Os 9 gols sofridos em 5 partidas têm de servir para deixar Andrade preocupado. É inadmissível que uma defesa campeã brasileira seja vazada tantas vezes. Álvaro, expulso pela segunda vez no ano, e Angelim não estão bem e os volantes ainda encontram dificuldades na hora de fechar o meio-campo. Nada que alguns treinamentos não resolvam.

No entanto, quando tudo parecia flores, eis que surge um princípio de crise. Não adianta. Flamengo é e sempre será assim. Não vou puxar a sardinha nem para o lado do Pet nem para o do Marcos Braz. Os dois tiveram e têm fundamental importância. Mas essa história está muito esquisita. Prefiro esperar que ela se esclareça mais para poder tecer comentários mais consistentes, porém acredito que o melhor para todos seria um pedido de desculpas do sérvio, por seja lá o que ele tenha feito (e alguma coisa ele fez, porque o Love, em entrevista ao Sportv, criticou o comportamento do companheiro), e a sua imediata reintegração ao elenco. Quem perde com essa briga é só o clube, que vê um dos seus maiores ídolos ir embora pela porta dos fundos.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Sai Estevam, entra Joel

É muito difícil um técnico resistir a uma goleada de 6 a 0 diante de um rival, ainda mais dentro de casa. Mas o resultado catastrófico sofrido para o Vasco não foi o principal motivo da demissão de Estevam Soares do Botafogo. Foi apenas a gota d'água. Seu trabalho vinha sendo muito questionado pela torcida e dentro do próprio clube. E, convenhamos, o desempenho do agora ex-treinador alvinegro era pífio. Ele assumiu o Bota na rodada 19 do Brasileirão do ano passado e só conquistou sua primeira vitória no campeonato nacional 8 partidas depois. Pegou o clube em 15 lugar e terminou exatamente na mesma posição, livrando-se do rebaixamento apenas na última rodada numa vitória suada diante do Palmeiras. Ao todo foram 30 jogos, com 11 vitórias, 8 empates e 11 derrotas.

Além dos maus resultados em campo, suas escolhas e insistências com alguns jogadores também irritavam os torcedores. Como escrevi na análise da partida, atletas como Alessandro, Fahel e Lucio Flavio não têm mais condições de vestir a camisa alvinegra. Para mim são símbolos de épocas fracassadas do Botafogo, precisam sair. E tem gente no elenco para entrar na vaga destes. Weelington Junior foi um dos destaques da base, disputou o Mundial Sub-20 pela Seleção Brasileira e constantemente seu desempenho nos treinamentos como lateral-direito é elogiado. Por que então não tem uma oportunidade? Fahel é volante que não consegue acertar um passe de 2 metros. Mas permanece com vaga cativa no meio-campo. O recém-contratado Somália já mostrou que merece uma chance entre os titulares. E Renato Cajá, também recém-chegado, provou na Ponte Preta que é um meia de qualidade, que assim como Lucio Flavio, tem facilidade com as bolas paradas e poderia muito bem substituir o camisa 10.

Com os fatos apresentados acima, acho que a demissão de Estevam foi correta. O problema é que a comissão técnica será mudada logo no começo do ano. Melhor seria já iniciar 2010 com outro treinador, já que o antigo já não gozava de tanto prestígio assim. Perdeu-se tempo, que pode parecer pouco, mas num futebol onde o calendário é cada vez mais apertado, um mês signifca bastante.

Joel chega

Pelo menos a diretoria agiu rápido e anunciou Joel Santana como o novo comandante. Trata-se de um bom nome, experiente e muito acostumado ao futebol carioca e ao próprio Botafogo. Não podemos esquecer que o mercado também não apresenta tantas outras opções. Joel foi campeão estadual em 1997 e chega para tentar botar ordem na casa, mais ou menos como fez com o Flamengo em 2007. Ele tem um estilo agregador, de criar um sentimento de união entre todos. Prefiro esperar para ver os resultados e analisar se foi bom ou não. Mas só de haver mudanças já é um bom sinal.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Passeio vascaíno

Há muito tempo não via uma equipe ser tão superior a outra em um clássico regional. E, principalmente, transformar essa superioridade em gols, construindo um placar de 6 a 0, dentro da casa do rival. Foi assim a maiúscula vitória do Vasco sobre o Botafogo no Engenhão. Uma vitória para encher o time de Vágner Mancini de moral e para deixar a torcida cruzmaltina eufórica.

Tudo deu certo para o Vasco. Abriu o placar com Dodô logo aos 3 minutos e aos 11 ficou com um jogador a mais, quando Eduardo foi expulso em lance infantil. A partir daí a tarefa ficou fácil. O Botafogo, completamente perdido em campo, tinha somente em Herrera algum foco de lucidez. E com isso o time da Colina foi pra cima, marcando mais duas vezes antes do intervalo, novamente com Dodô. Muito legal ver o atacante de volta, marcando gols e mostrando toda a sua qualidade. Curioso é que esse real retorno, apoteótico, foi logo em cima do ex-clube, onde Dodô brilhou durante anos. O mundo dá voltas.

Na segunda etapa o baile vascaíno continuou. Magno entrou no lugar de Carlos Alberto, lesionado, e foi muito bem. Rápido, atrevido, partiu pra cima e buscou o jogo a todo momento, em parceria com Phillipe Coutinho. O menino, aliás, mostra a cada partida que tem muito valor. Marcou seus dois primeiros gols pelo time profissional, com muita tranquilidade. Pena que em julho irá embora para a Inter de Milão. Léo Gago marcou o outro gol do Vasco. Todo o time cruzmaltino foi bem. Mas destaco, além de Dodô e Phillipe Coutinho, Magno e Souza. Este último, aliás, acho um belíssimo jogador. Volante clássico, de porte, passadas largas, visão de jogo... Tem muito potencial realmente e com certeza se firmou entre os titulares após a partida de hoje.

Já no lado botafoguense o desastre foi completo. A começar pela camisa de péssimo gosto que que o clube estreou. Depois a expulsão de Eduardo, que desorganizou o já desorganizado time do Botafogo. Não consigo entender Estevam Soares. Ano passado ele mesmo havia afastado o atleta da equipe, mas resolveu dar uma nova chance (mais uma!) a ele e se deu mal. Até que não acho Eduardo mau jogador, mas ele já mostrou que não tem cabeça. É bobagem atrás de bobagem. Dessa vez acho difícil que ele tenha outra oportunidade. Outra coisa que acho inacreditável em relação ao técnico alvinegro é sua capacidade de fazer escolhas equivocadas. A escalação de alguns jogadores não tem fundamento. Fahel, Alessandro, Lucio Flavio são jogadores que, na minha opinião, não têm mais condições de jogar pelo clube. Os 3 volantes que Estevam insiste em escalar também me incomodam. Apenas destroem, criar que é bom, nada. Enquanto isso, Renato Cajá e Somália permanecem no banco. Entraram na segunda etapa e foram bem, mas com 4 a 0 contra fica complicado de arrumar alguma coisa. Vamos ver se no próximo jogo o treinador promove algumas mudanças. Ah, também teve a estreia de Loco Abreu, mas o uruguaio foi pouco notado. Ou seja, uma noite para os botafoguenses esquecerem.

Em termos de classificação não acredito que vá influenciar alguma coisa na vida alvinegra, porque os times pequenos do Rio são fraquíssimos. Mas preocupa, já que este foi o primeiro teste verdadeiro da equipe em 2010. E o Botafogo foi reprovado. Acorda, Estevam!

Melhor impossível

Que ótima estreia de Vágner Love pelo Flamengo! Está certo de que o adversário era fraquíssimo, mas o atacante mostrou qualidade e oportunismo para marcar os dois gols da vitória por 2 a 1 sobre o Bangu. Mais do que isso, ficou claro de que a desconfiança em relação à sua parceria com Adriano não tem fundamento. Vágner voltou para buscar a bola, fez jogadas partindo da intermediária em direção ao gol e em vários momentos buscou o Imperador. Algumas tabelas deram certo (como no lance do segundo gol), outras não, mas o entrosamento virá com o tempo e só quem tem a ganhar é o Flamengo. Com essa dupla afiada em campo, as zagas adversárias terão bastante dor de cabeça.

Porém, Andrade ainda precisa ajustar o time. O jogo de ontem foi fraco tecnicamente e o segundo tempo terrível. O Bangu esteve perto do empate e o Rubro-Negro expôs algumas falhas defensivas. Aliás, nesses 3 primeiros jogos, foram 4 gols sofridos, um número alto se considerarmos que o Fla enfrentou equipes bem inferiores. O meio-campo também não está conseguindo produzir muito. Ontem o gramado do Engenhão atrapalhou bastante, mas mesmo assim os jogadores da meiúca não estavam em um bom dia. Vinícius Pacheco como homem de ligação não me convence. Ele até que não está jogando mal, contudo acho que o Flamengo precisa de um alguém mais regular e com mais qualidade para ser o substituto de Pet. Nas partidas mais complicadas tenho minhas dúvidas se Vinícius conseguirá render. Vamos ver.

Por enquanto o que fica mesmo é a esperança da torcida de que o time, quando completo e em forma física e técnica poderá dar muitas alegrias em 2010.