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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

DOIS LADOS DA MESMA MOEDA

Olá blogueiros. Estou de volta depois de algum tempo sem dar meus pitacos nos assuntos do nosso futebol. Felizmente vocês não ficaram abandonados, meu parceiro Felipe Ribbe recheou nosso espaço com seu texto preciso e suas idéias claras sobre os destaques do futiba. Pois bem, volto para comentar a situação complicada que vive dois grandes clubes do Brasil. Palmeiras e Grêmio já vivem as pressões por resultado com menos de um mês de bola rolando pelos campos do Brasil. Tanto o medalhão Muricy, quanto o calouro Silas, já têm suas cabeças há prêmio.

No caso do Grêmio, eu acho que a torcida e a imprensa estão muito equivocadas. Silas fez um belo trabalho no ano passado, levou uma equipe fraca e sem investimento (Avaí) a bons resultados e a manutenção na série A. Foi contratado para desenvolver um trabalho durante a temporada, teve carta branca para indicar jogadores e a diretoria fez sua parte contratando bons atletas e dando ótimo material para o treinador trabalhar. Jogadores como Borges, Hugo, Douglas e Leandro chegaram para dar mais qualidade para o setor ofensivo do tricolor gaúcho. Mas com apenas seis jogos (3 vitórias, 2 empates e 1 derrota) a paciência sumiu e as cobranças já pedem a demissão do técnico. Como sempre o Gre-Nal é o parâmetro! Depois da derrota normal para o rival as criticas ficaram pesadas, mas vale lembrar que o clássico foi dominado pelo Grêmio, que acabou perdendo por 1 a 0, com um gol de Alecsandro.

Acho que com o tempo Silas vai achar a equipe ideal e o resultado pode ser muito positivo. Douglas, Hugo, Leandro e Borges podem formar um quarteto muito forte para a disputa do Gauchão, da Copa do Brasil e da Série A. A torcida e a “imprensa tricolor” só não podem sabotar essa equipe por não se tratar de um time marcador. O Grêmio não pode ser refém de um rótulo.

No caso do Palmeiras, a crise é real. As criticas da torcida e da imprensa são pertinentes. O verdão não tem um elenco nem para disputar o Campeonato Paulista. A diretoria contratou dois volantes e um zagueiro, mas esqueceu de reforçar o ataque e o setor de armação. Além de reforços para o time titular, o técnico Muricy precisa de peças de reposição. Gilberto Cipullo e Toninho Cecílio perderam muito tempo com a obsessão pela contratação do atacante Kleber Gladiador. O Gladiador não veio, Vagner Love foi embora e ninguém chegou.


Na imprensa paulista surgiu à informação que Lincoln e Ewerthon estão chegando. O primeiro é um meia de ligação que fez muito sucesso na Alemanha jogando pelo Schalke 04, atualmente estava jogando na Turquia onde teve problemas com a diretoria do Galatasaray. Já o atacante Ewerthon é veloz e habilidoso, mas não estava jogando em alto nível nos últimos anos. O jogador revelado pelo Corinthians estava disputando a série B espanhola com o Zaragoza. Mesmo assim ainda acredito que esses jogadores bem fisicamente podem ajudar bastante o fraco elenco alviverde.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Desmoronou

Se uma derrota ontem, para o Palmeiras, seria desastrosa e praticamente acabaria com as chances da equipe ser campeã brasileira, do jeito que foi, o 2 a 0 sofrido no Olímpico pode ter efeitos ainda mais devastadores no Alviverde. É impressionante como o time de Muricy Ramalho se perdeu!

A briga feia, com direito a soco na cara, de Obina e Maurício, além do consequente afastamento do elenco dos dois jogadores enterram o sonho do penta. E esse episódio lamentável foi apenas a gota d'água de uma campanha que começou a ruir há mais ou menos um mês, quando o time parece ter sentido o peso de se manter líder por muito tempo (o próprio Muricy disse que a ansiedade pelo título brasileiro dentro do clube era grande). Como escrevi após o empate em 2 a 2 com o Sport, o Palmeiras tem aproveitamento bem abaixo do lanterna do campeonato nos últimos 8 jogos. Foram 5 derrotas, 2 empates e apenas 1 vitória, o que dá 20,8%. Para se ter uma ideia, o Rubro-Negro pernambucano, último colocado, tem 29% em toda a competição.

Além desse péssimo desempenho dentro das quatro linhas, a perda de controle dos dirigentes em entrevistas - como a do presidente Luiz Gonzaga Belluzzo, dizendo que o Simon merecia apanhar, entre outros impropérios -, as insinuações de que haveria um esquema para favorecer Flamengo ou São Paulo na disputa pelo título e agora essa briga minaram uma campanha que, há pouco mais de um mês, parecia que terminaria com a conquista do campeonato. Uma pena!

Rospide, o Andrade do Sul?

Claro que também não podemos esquecer do Grêmio, que nas duas últimas rodadas encarou adversários que brigavam por título e Libertadores e, mesmo sem almejar mais nada no Brasileirão, honrou a camisa tricolor e empatou de forma heroica, com dois a menos, diante do Cruzeiro, e venceu o Palmeiras. Paulo Autuori saiu e não deixou saudades. Aliás, será que era para ter entrado?

Marcelo Rospide, o interino, que já tinha assumido a equipe após a demissão de Celso Roth e havia conseguido excelente aproveitamento, voltou ao comando nesses últimos dois jogos e mostra que tem condições de querer algo mais do que simplesmente "tapar buraco". Somando essas duas passagens a frente do Grêmio, são 9 jogos, 6 vitórias, 2 empates e apenas 1 derrota, o que dá 74% de aproveitamento. Como comparação, Autuori teve 46% em toda a sua passagem pelo Olímpico.

Será que não seria uma boa investir na permanência de Rospide? Acho que essas duas rodadas finais podem selar o destino do treinador.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Indisciplinado, mas líder

Para um time que quer ser campeão, a vitória ontem era importante. Por mais que o adversário fosse o Grêmio, há mais de um ano invicto no Olímpico e ainda com pequenas esperanças de conseguir uma vaguinha na Libertadores do ano que vem. Mas em função das circunstâncias, até que o 1 a 1 não foi um mau resultado para o Tricolor, já que a equipe teve 3 (!!!) jogadores expulsos e voltou a liderar o Brasileirão com 59 pontos, um a mais do que o Palmeiras, que ainda joga na rodada.

O jogo foi meio chato, tanto é que fiquei zapeando de canal. Hora via a partida no Sul, hora mudava para ver o Botafogo eliminado na Sul-Americana. Enfim, vou falar sobre uma coisa que tem passada despercebida, mas que pode fazer muito a diferença ao final do campeonato, especialmente este ano, que está tão equilibrado: o número de cartões.

Como é indisciplinado esse time do São Paulo! Com os três cartões vermelhos levados ontem, já são 13 no Brasileirão! O clube que mais teve jogadores expulsos ao lado do Cruzeiro. E olha que ainda faltam 4 jogos para o Tricolor paulista. Isso sem contar nos amarelos: 98. Somados dá 111 cartões no total. Quem olha o número pode pensar "Sim, mas e daí? Que diferença isso faz se o time está na liderança?" Faz muita, porque no regulamento um dos critérios de desempate é justamente o número de cartões recebidos. E como esse ano a disputa está tão acirrada, não se espante se o título ficar para a equipe mais disciplinada. E aí complica para o Sampa. Seus rivais diretos na briga pelo caneco estão melhores nesse sentido. O Palmeiras levou 8 vermelhos e 102 amarelos: 110 no total; o Atlético tem 6 vermelhos e 93 amarelos: 99 no total; e o Flamengo apenas 4 expulsões (é, ao lado do Corinthians, o time que menos teve jogadores expulsos) e 97 amarelos: 101 no total.

Isso sem contar no prejuízo dentro de campo, afinal, diante do Vitória, Ricardo Gomes não poderá contar com Dagoberto, Jean e Borges, os dois primeiros titulares e o último presença constante nas partidas.

Claro que é muito difícil e até seria chato se o Brasileirão fosse decidido no número de cartões, mas é bom os clubes e principalmente o São Paulo abrirem o olho para esse fato para depois não se arrependerem.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Fla sobe, Flu desce

Flamengo e Fluminense, eternos rivais, cuja origem futebolística tem ligações estreitas, vivem momentos opostos no Campeonato Brasileiro. E isto foi exemplificado na rodada deste final de semnana, a 25ª. Enquanto o Rubro-Negro se impôs e venceu o Coritiba por 3 a 0, jogando bem, o Tricolor foi goleado impiedosamente pelo Grêmio por 5 a 1, jogando muito mal. O Fla subiu na tabela e sonha com a Libertadores; o Flu só não desceu mais porque não dá, chegou definitivamente ao fundo do poço e o fantasma do rebaixamento já paira soberano pelas Laranjeiras. Mas vamos por partes.


Pet + Adriano = certeza de show
No Maracanã, o Flamengo mais uma vez jogou muita bola e derrotou o Coritiba por 3 a 0, com direito a show de Adriano e Pet. O primeiro marcou um golaço, um dos mais bonitos do campeonato (com participação mais do que especial do gringo, diga-se de passagem) e chegou aos 13 gols no Brasileirão, artilheiro ao lado de Jonas. O segundo conseguiu ser ainda melhor. Como está jogando Petkovic! Além de ter marcado um lindo gol de falta, deixou o Imperador de frente para o goleiro e ainda participou da jogada do terceiro, que culminou com um petardo no ângulo de Willians. Isto sem contar nos inúmeros passes e lançamentos milimétricos que o sérvio anda distribuindo. Impressionante a forma dele, pois não podemos esquecer que trata-se de um jogador de 37 anos, que atua sozinho na armação das jogadas do Flamengo no meio-campo. É por isso que Pet é um ídolo da torcida. Neste domingo isso ficou ainda mais claro, com os rubro-negros reverenciando o camisa 43 do início ao fim do jogo. Está dando gosto ver essa dupla aí da foto em campo.

Com a vitória, o time da Gávea subiu três posições e está em oitavo, com 37 pontos, melhor colocação do clube desde a 18ª rodada, quando também terminou no oitavo lugar. A diferença para o G4 é de 5 pontos e a vaga na Libertadores está mais real do que nunca. Porém, o time precisa manter esse ritmo. E a sequência de jogos não é nada fácil. Inter fora, clássico contra um desesperado Fluminense, Vitória fora, São Paulo em casa e Palmeiras fora. A vantagem é que são partidas diante de adversários diretos no topo da tabela e bons resultados terão ainda mais valor na classificação. Se Pet e Adriano continuarem nessa toada, vai ficar complicado de segurar.

Vale também um elogio ao sistema defensivo do Flamengo, que melhorou bastante desde a entrada de Álvaro e Maldonado no time e a mudança de esquema para o 4-4-2. Nos últimos quatro jogos - coincidentemente desde a estreia da dupla -, a equipe não foi vazada. Méritos também para Andrade, que soube aplicar modificações táticas, fazendo com que Léo Moura e Éverton tenham obrigação de marcar e colocando dois volantes a frente da zaga.

O Coritiba não jogou mal, teve até chances de marcar, especialmente no primeiro tempo, mas completou três partidas sem vitória. O Coxa é o 15º, com 27 pontos, ainda ameaçado de rebaixamento e só não entrou na zona da degola até agora porque seus adversários diretos nessa briga são muito incompetentes e não conseguem ganhar. Nessa rodada, por exemplo, nenhum dos seis últimos colocados venceu. Por essas e por outras que não acredito que a equipe paranaense vá para a Série B.

Grêmio "tritura" Flu com ajuda da zaga carioca


A tarefa do Fluminense era das mais ingratas. Afinal, derrotar o Grêmio no Olímpico já pode ser considerado algo quase impossível. E o próprio time carioca tratou de colaborar com o rival gaúcho, com direito a dois gols contra (um deles bizarro) e um penalti infantil, para que o placar final marcasse 5 a 1 para os donos da casa. E o desastre poderia ter sido maior para o Flu, não fosse o goleiro Rafael. Com o resultado, a equipe de Paulo Autuori está na 6ª posição, com 39 pontos. O Tricolor do Rio segue isolado na lanterna, cada vez mais perto da Série B, com 18 pontos.

A goleada foi incontestável. Com 23 minutos de jogo, o placar já marcava 3 a 0, gols de Adeílson (contra), Tcheco e Souza. Na segunda etapa, Kieza diminuiu, mas Cássio (também contra, de forma rídicula) e Jonas fecharam o caixão. O atacante gremista, aliás, chegou aos 13 no campeonato, dividindo a artilharia com Adriano. O domínio que o Grêmio exerce no Olímpico é realmente impressionante. A invencibilidade no estádio passa de um ano (a última derrota foi em 13/09/2008, diante do Goiás) ou mais precisamente 33 jogos (25 vitórias e 8 empates). O aproveitamento neste Brasileirão, então, é sensacional. Em 13 jogos em casa, o Tricolor gaúcho venceu 10 e empatou 3, o que dá 84,6% dos pontos conquistados. Disparado o melhor mandante. Para confirmar o ótimo momento, foi a quinta partida seguida sem perder e a distância para o líder Palmeiras é de 5 pontos. Com o elenco que tem, se emplacar fora de casa, o Grêmio tem tudo para brigar cabeça a cabeça pelo título brasileiro. Na próxima rodada tem um bom teste: o Goiás, no Serra Dourada, concorrente direto por vaga na Libertadores. Promessa de jogão!

Já o Flu agoniza na lanterna, cada vez mais próximo do rebaixamento. Contando os dois Fla-Flus pela Sul-Americana, são 10 jogos sem vencer. Aliás, a equipe conseguiu apenas 3 vitórias em 25 jogos no Brasileirão. Tem o pior ataque (23 gols) e a terceira pior defesa ao lado do Botafogo (41 gols sofridos). O site Infobola dá 96% de chances do clube carioca cair. Eu digo 100%. No desembarque no Rio de Janeiro, alguns torcedores ameaçaram os jogadores. A semana promete ser quente nas Laranjeiras.

domingo, 30 de agosto de 2009

Só podia dar empate

Não achei título melhor para escrever sobre o belo jogo entre Botafogo e Grêmio. Afinal, foi o confronto do pior mandante, o Alvinegro, contra o pior visitante, o Tricolor Gaúcho. E o 3 a 3 foi um placar justo pelo que se viu em campo. Está certo que os donos da casa foram prejudicados em duas oportunidades, mas os gaúchos não mereciam deixar o Engenhão derrotados. Portanto, o empate foi o resultado mais adequado. Adequado pelo que foi o jogo, porque para as duas equipes foi péssimo. O Botafogo permanece na zona de rebaixamento e o Grêmio na zona da pasmaceira, irregular que só ele, no meio da tabela. Reinaldo, Victor Simões e Leandro Guerreiro marcaram para os cariocas, com Jonas, duas vezes, e Souza para os visitantes.

Não vou analisar a partida em si, porque não a vi inteira, somente alguns pedaços. Domingo, geralmente, fico igual a um louco, mudando de canal. Vou falar da situação curiosa de ambos os clubes no campeonato.

Para começar, o Botafogo. O Alvinegro é o 18º, com 23 pontos, e a cada rodada mostra que parece não querer deixar a zona do descenso tão cedo. O time simplesmente não consegue ganhar. Lá se vão sete partidas sem vitória, a última deles sobre o Barueri, no Engenhão. No seu estádio, aliás, reside uma das grandes dificuldades. O Bota tem a pior campanha como mandante dentre os 20 times do Brasileirão, se incluirmos os clássicos. Foram 12 jogos disputados (10 no Engenhão e 2 clássicos no Maracanã) e apenas 3 vitórias - além de 5 empates e 4 derrotas -, o que dá um aproveitamento sofrível de 38,8%.

Mas o maior problema é o grande número de empates no campeonato. A equipe de Estevam Soares empatou 11 vezes em 22 jogos! Metade! É, simplesmente, o recorde de igualdades de um time na era dos pontos corridos após a 22ª rodada. E empatar em quantidade não é nada bom. Basta ver que o Alvinegro nem é de perder muito. Foram somente 7 derrotas. Se compararmos com os clubes a partir da 14ª posição (uma abaixo da zona da Sul-Americana), o Botafogo é o que menos perdeu disparado. Santo André e Náutico, que viriam logo atrás, têm 10 derrotas, ou seja, 3 a mais.

Portanto, a chave para escapar do rebaixamento e embalar no Brasileirão é, mais do que nunca, ganhar. Na lógica dos pontos corridos, não existe a famosa frase "de grão em grão a galinha enche o papo". O correto é a galinha encher logo o papo de grãos no menor tempo possível, senão corre o risco de morrer de fome. Com o perdão da analogia.

Já o Grêmio tem o problema inverso. No Olímpico é imbatível. Foram 9 vitórias e 2 empates, isolado o melhor desempenho como mandante ( 87,8%), mas, quando atua longe de sua torcida, a campanha é horrorosa. Nenhuma vitória, 3 empates e 8 derrotas. 9%, aproveitamento exatamente igual aos de Sport e Fluminense, respectivamente o vice-lanterna e o lanterna da competição. Ou seja, alguma coisa está errada. E fica uma lamentação maior ainda na torcida tricolor, porque mesmo assim o time é o 9º colocado, com 32 pontos. Se tivesse uma campanha apenas ruim fora de casa, com certeza estaria brigando pelo menos pela Libertadores.

Por essas e por outras que o 3 a 3 não poderia ter sido mais apropriado.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

EXCLUSIVO - GROHE: “ELES TÊM A OPINIÃO DELES, VOU FAZER MEU MELHOR SEM QUERER DAR RESPOSTA À NINGUÉM”

O Blog Passando a Bola continua na repercussão da convocação para os jogos das Eliminatórias e Copa das Confederações. Conversamos com o goleiro Marcelo Grohe, reserva de Victor no gol do Grêmio. Com a convocação do titular, Grohe vai ser o goleiro do clube gaúcho na partida de volta das quartas-de-final da Libertadores, contra o Caracas, dia 3 de Junho no Estádio Olímpico. No caso de classificação gremista, Grohe terá que substituir Victor na primeira partida das semifinais, no dia 24 de Junho. Acompanhe a boa entrevista do goleiro Marcelo Grohe.


PASSANDO A BOLA: Marcelo, como você recebeu a convocação do seu companheiro Victor?

MARCELO GROHE: Olha, vou ser bem sincero. Eu e meus companheiros já esperávamos. Até porque a imprensa já estava comentando. Fiquei ansioso assim como ele.

PB: E a vaga no gol do Grêmio, veio em boa hora?

MG: É um momento importante, vou participar de quatro jogos do Brasileiro e as finais da Libertadores. Espero corresponder à altura.

PB: Você está preparado para assumir o posto? Você vai entrar na partida de volta contra o Caracas no olímpico dia 3 de junho?

MG: Estou muito tranquilo, já que esperava essa convocação, estava me preparando. Eu acredito no meu potencial. Eu tenho um tempo até ele viajar, vou aprimorar nos treinos.

PB: Como fica a falta de ritmo em uma fase decisiva de libertadores?


MG: Vou ser bem sincero. Ritmo é importante, te passa confiança, mas acredito que não vai ser empecilho. A concentração aumenta e pode suprir a falta de ritmo.

PB: O presidente afirmou que vai tentar a liberação e o Autuori classificou a convocação do Victor de “perda irreparável”. Como você recebe isso?

MG: Tranquilo, é difícil substituir o Victor. Ele vem sendo importante, tem ajudado muito. Eles têm a opinião deles, vou fazer meu melhor sem querer dar resposta a ninguém. Quero ajudar e tentar conquistar nossos objetivos, passar para as semifinais da Libertadores e atuar bem no Brasileiro.

PB: Isso baixa o moral do jogador?

MG: To bem tranquilo, acho que o Victor foi abençoado e acabou respingando em mim. Acabei recebendo a vaga no time. No primeiro momento as pessoas podem desconfiar, mas aceito isso. Vou continuar trabalhando e não quero provar nada pra ninguém.