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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Desastre tricolor

Amigos do Passando a Bola, peço desculpas por minha ausência, mas ultimamente tenho trabalhado bastante e estudado mais ainda, portanto fica difícil arrumar tempo para escrever aqui no blog, por mais que estejamos com muitos assuntos rolando no mundo futebolístico.

Rapidamente falando sobre o que aconteceu ontem em Quito. Confesso que esperava uma derrota do Fluminense, já que o time vem de uma sequência exaustiva de partidas e tinha pela frente uma boa equipe da LDU, além da sempre falada e temida altitude. Seria muita pretensão acreditar que um elenco limitado como o tricolor poderia aguentar "decisões" em duas competições toda quarta e domingo. Uma hora esse momento mágico haveria de ruir. Mas o que vimos nesta quarta foi um verdadeiro atropelamento.

Tirando os segundos iniciais, quando abriu o placar, o Flu quase não criou e foi facilmente envolvido pelos equatorianos. Impressionante o ritmo alucinante que joga a Liga. Além dos 11 jogadores, um time de 8 gandulas também ajuda bastante do lado de fora, devolvendo a bola para o campo com extrema rapidez e eficiência. Durante os 90 minutos, os donos da casa correram, pressionaram, jogaram bolas na área e chutaram com muita precisão ao gol de Rafael.

O goleiro tricolor, aliás, falhou, na minha opinião, em dois gols. No primeiro, a bola foi em cima dele e, por mais que na altitude ela ganhe uma velocidade absurda, dava para ter defendido. No terceiro gol, na cabeçada de Mendez, Rafael pareceu não crer que a bola iria entrar e quando se deu conta de que estava errado, era tarde demais para tentar uma defesa.

Mas o ponto que fica é: como será que os jogadores do Fluminense vão reagir a este revés? Não podemos esquecer que o time vinha de uma invencibilidade de 13 partidas e de 8 vitórias seguidas. Isso pesa ainda mais após essa derrota, já que, além de praticamente decretar mais um vice-campeonato para a LDU, interrompe uma ideia de que o Tricolor parecia imune à derrotas e, consequentemente, ao rebaixamento.

Os jogadores e a torcida têm que esquecer a partida de ontem e a Sul-Americana, focando somente no jogo contra o Vitória, domingo, que pode tirar o clube da zona de rebaixamento. Quarta que vem, no Maracanã, na partida de volta diante dos equatorianos, Cuca deve escalar reservas e poupar o time para o grande objetivo deste final de ano, que é escapar da Série B.

Eu acho que ainda dá. Mas continuo acreditando, como escrevo há muito tempo, que o Fluminense será rebaixado. Uma pena, pelo que o time vinha jogando até ontem e pelo exemplo que a torcida vem dando.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Épico

Que vitória do Fluminense! De arrepiar! Um jogo que teve todos os ingredientes dos típicos duelos da Libertadores dos anos 70 e 80, inclusive com cenas de pancadaria, entradas violentas, gols no final... Mas prevaleceu a persistência tricolor, que realmente vive momento iluminado. São 12 partidas de invencibilidade e 7 vitórias consecutivas. E essa passagem pra final da Sul-Americana, ainda mais do jeito emocionante que foi, pode embalar o time de vez nessa arrancada pra fugir do rebaixamento.

E há de se destacar também a torcida do Flu. Mais uma vez deu show, lotou o Maracanã e apoiou a equipe, apesar dos muitos erros de passe. O time teve dificuldades no primeiro tempo, melhorou no segundo, mas sempre esbarrou no goleiro Barreto, que fez 2 defesas para serem lembradas. Impressionante! Até que, do jeito mais dramático possível, remetendo até às quartas de finais da Libertadores do ano passado, diante do São Paulo, Gum empatou o jogo aos 47 e Alan virou logo depois. Festa no Maraca que só foi quebrada por alguns minutos, quando a equipe paraguaia partiu para a agressão física, com voadoras, socos e pontapés. A polícia entrou em campo e "empurrou" o time do Cerro para dentro do vestiário a base de cacetete.

Olha, do jeito que as coisas estão, acho que um milagre tricolor está se desenhando. Eu por muito tempo duvidei, mas após a vitória sobre o Cruzeiro passei a acreditar. Depois dessa então... Se cuidem Botafogo, Coritiba, Atlético-PR, Vitória...

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Alívio alvinegro

Antes de mais nada, peço desculpas pelo atraso no post, mas mais uma vez só consegui tempo para postar agora. Então vamos ao que interessa:

Foi do jeito que todo botafoguense está acostumado. Mas foi e isso que importa. Mesmo sem realizar uma boa partida, mas mostrando muita garra e força de vontade, o Alvinegro derrotou o Atlético-PR por 3 a 2, no Engenhão, e se classificou para as oitavas de final da Copa Sul-Americana. A equipe enfrenta agora o Emelec, do Equador.

A vitória de ontem foi muito importante não só pela classificação, mas principalmente por quebrar alguns tabus que incomodavam. O Botafogo não vencia há 10 jogos, oito deles sob o comando de Estevam Soares, que finalmente conseguiu seu primeiro triunfo, desde que assumiu a equipe. O técnico, até então ameaçado, ganha um pouco mais de tranquilidade no emprego. Para completar, dá mais moral ao grupo no Campeonato Brasileiro, em 18º lugar com 24 pontos. O próximo compromisso é diante do Santos, na Vila Belmiro. Difícil, mas não impossível, já que o time paulista é irregular.

A classificação, porém, não pode mascarar os problemas da equipe. O primeiro ficou evidente nesta quarta. Castillo não pode ser titular no gol. O uruguaio falhou nos dois gols do Furacão e protagonizou outros lances dignos de circo. Quase entregou a passagem para a fase seguinte. O goleiro não passa confiança alguma aos seus companheiros e, especialmente, à torcida. Menos mal que Castillo só foi o titular porque Jefferson não estava inscrito na competição. O outro problema é a apatia de Alessandro, que parece sempre desligado do jogo. Os alvinegros já perderam a paciência há tempos e a efetivação de Thiaguinho na ala direita deve ser imediata.

No ataque, André Lima se faz notar mais pelos atos efusivos em campo (como o fato de ter se ajoelhado na entrada da área no penalti de Lucio Flavio; e se o camisa 10 erra a cobrança? Provavelmente ele não poderia aproveitar o rebote), do que pelos gols ou pela participação no jogo. E isso dificulta, tanto é que ontem foi preciso que jogadores com obrigações mais defensivas fossem a frente marcar os gols (Gabriel e Wellington).

Porém, temos pontos a destacar também. Além do esforço, Jonatas deu maior qualidade ao meio-campo e o time ficou mais leve apenas com Leandro Guerreiro de volante. A zaga, apesar de ter sido vazada, está mais segura. E Reinaldo voltou a jogar bem na frente. Ontem foi mais incisivo e até arrancada deu, lembrando os velhos tempos.

Enfim, o Botafogo não tem um ótimo time, mas com certeza não é equipe para ficar 10 jogos sem vencer e ocupar a 18ª colocação no Brasileiro. Talvez o jejum de vitórias tenha influenciado a confiança da equipe. Agora, mais leve, a tendência é melhorar.

Harlei salva o Goiás

No Serra Dourada, o Goiás sofreu para eliminar o Atlético-MG, que atuou com uma equipe praticamente reserva. Depois de empatar em 1 a 1 no Mineirão, o Esmeraldino precisava de um 0 a 0 ou apenas uma vitória simples para avançar. Mas correu riscos e quase foi eliminado. Junior abriu o placar para o Galo, mas Felipe, de penalti, empatou. Nos penaltis, brilhou a estrela do experiente goleiro Harlei, que defendeu duas cobranças e garantiu a vitória por 6 a 5. Na próxima fase, o time goiano encara o Cerro Porteño, do Paraguai.

A nota triste ficou para a lamentável declaração de Helio dos Anjos ao final do jogo, afirmando com todas as letras que não trabalha com homossexuais. Mostrou todo o seu preconceito. Uma pena.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Passou o menos pior

Quarta-feira, 22 horas, dia chuvoso no Rio de Janeiro, transmissão em TV aberta e fechada, times mal no Campeonato Brasileiro. Os motivos para não comparecer ao Maracanã ontem eram muitos. Talvez por isso apenas pouco mais de 10 mil pessoas se aventuraram no Maior do Mundo para ver um Fla-Flu que valia classificação para as oitavas-de-final da Sul-Americana, a segunda maior competição do continente, mas que ainda não empolga ninguém, especialmente neste início. E o jogo foi realmente muito chato. De dar sono.

As duas equipes correram, se esforçaram bastante, mas o quesito qualidade técnica foi praticamente ignorado. E o resultado (1 a 1) foi justo, classificando o Tricolor para a próxima fase por ter marcado um gol na partida de mando rubro-negro - o primeiro jogo tinha sido 0 a 0. O começo da partida foi até animador, mas durou apenas 10 minutos. Depois foi um festival de passes erradas, cruzamentos fracos e poucas oportunidades de gol. Até que nos acréscimos, Ronaldo Angelim chegou atrasado e derrubou Kieza em cima da linha. Os flamenguistas reclamaram (aliás, reclamam até agora) que foi fora da área, mas o árbitro chileno Carlos Chandía marcou penalti corretamente. Roni bateu bem e abriu o placar.

Na segunda etapa o Flu tratou de segurar o resultado desde o início, tocando a bola e tentando explorar os contra-ataques. Às vezes apelou para uma cera chata, interrompendo o jogo em vários momentos com jogadores caídos no gramado. Ao Flamengo restava a virada. Mas o time, apesar do domínio, criou pouco. Conseguiu o empate em uma jogada de técnica e sorte de Dênis Marques, mas as expulsões de David e Fierro atrapalharam os planos da equipe de Andrade e o placar ficou mesmo no 1 a 1.

Para o Tricolor fica o gostinho especial de eliminar o maior rival, o que pode servir até de estímulo para o clube melhorar sua situação no Brasileiro que não é nada boa, para não dizer algo pior. Na próxima fase o Flu encara o vencedor do confronto entre o peruano Alianza Atletico e Deportivo Anzoatégui, da Venezuela. Agora as atenções têm que ser voltadas para o Santos, adversário difícil de domingo na Vila Belmiro. Mais uma derrota e o destino tricolor para o ano que vem estará praticamente traçado.

Já o Flamengo continua na draga. Apesar de não achar que Andrade tenha culpa, sabemos que no futebol, especialmente o brasileiro, isso não conta muito. Se os resultados não melhorarem logo, não duvido que o ídolo rubro-negro corra sérios riscos de, no mínimo, voltar a ser auxiliar. O que, para mim, seria burrice, pois é notório que os desfalques são muitos e enfraqueceram bastante o elenco. Sábado tem jogo importante com o Santo André, no Maraca, e a vitória é fundamental. Senão a próxima semana será explosiva na Gávea.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Uma passada pelos assuntos da semana

Amigos do Passando a Bola, mais uma vez com atraso venho aqui debater alguns assuntos dessa semana. Vou começar pelos mais recentes.

- Ontem, no Mineirão, Atlético-MG e Palmeiras fizeram uma partida muito intensa, com as duas equipes mostrando bastante vontade de vencer. Também não era para menos. Foi um confronto de líderes. No final, o resultado de 1 a 1 acabou sendo justo e manteve o Alviverde na primeira posição, com 36 pontos. Na próxima rodada, o time de Muricy Ramalho garante o simbólico título do primeiro turno caso derrote o Botafogo em casa e o Internacional (que tem duas partidas a menos) perca para o Santo André. O Galo também segue na parte de cima da tabela, em terceiro, com 32 pontos. Mas, considerando que jogou em casa, num Mineirão lotado, não pode ser considerado um bom resultado, até porque o Palmeiras perdeu pelo menos duas chances incríveis no segundo tempo e o jovem Renan Oliveira desperdiçou um penalti muito bem defendido por Marcos.

- No Maracanã, Flamengo e Fluminense fizeram um jogo morno, especialmente no segundo tempo. O fato das duas equipes estarem recheadas de reservas afastou o público, que ficou apenas em 14 mil pagantes. Na primeira etapa o Rubro-Negro até que foi bem, criou várias chances, colocou duas bolas na trave, mas depois do intervalo a partida deu sono. O ritmo caiu bastante e o 0 a 0 foi perfeito diante do cenário: quarta-feira, frio, 22h, times com reservas e poucos espectadores. Destaque no Flamengo para Petkovic e Emerson e no Tricolor para o excesso de vigor do estreante Fábio Santos.

- Eu sei que já passou o tempo, especialmente em tempos de informação instantânea, como é a internet, mas como não falei sobre a contratação de Estevam Soares pelo Botafogo, farei agora. Em primeiro lugar, entendo o lado de Estevam. Muitos acharam estranho ele largar o Barueri (6º lugar, 28 pontos) para comandar o Alvinegro (15º, 19 pontos), mas é perfeitamente compreensível. O clube carioca é infinitamente maior e tem cem vezes mais visibilidade do que o caçula paulista. Só isso já seria um motivo plausível. Mas aí alguém poderia alegar que o Barueri tem mais estrutura que o Botafogo. Será? A parceria do clube com a prefeitura da cidade acabou e os salários no Abelha já estão atrasados. Além disso, Fernandinho, o principal jogador, pode sair a qualquer momento. Portanto, esta parte está explicada.

Falando do lado do Botafogo, não sei se o Estevam Soares vai ser tão melhor do que o Ney Franco. Ele não tem grandes trabalhos na carreira, nem muita experiência em um clube com grande pressão como é o Alvinegro. A seu favor somente o fato de ser de uma "escola" bem diferente de Ney, com muito mais gritos, cobranças e tudo mais. Era nítido, porém, que o ex-treinador não tinha mais clima para continuar e, sob esse ponto de vista, pode ser uma boa essa mudança no comando. Resta saber se a longo prazo vai dar certo. Aí saberemos se o problema do Botafogo era o técnico ou se é o elenco.

- Vitória e Coritiba também trocaram de treinador. Vágner Mancini volta ao clube baiano e Ney Franco assume o Coxa. Na minha opinião duas boas escolhas.