terça-feira, 1 de dezembro de 2009

CARIOCA 2010: PARADA TÉCNICA OBRIGATÓRIA


Olá blogueiros. Nesta segunda-feira eu participei do evento de comemoração dos 30 anos da SAFERJ (Sindicato dos atletas de futebol), realizado na churrascaria Porcão Rio´s, na Zona Sul carioca. Estiveram presentes vários ex-jogadores e alguns profissionais em atividade, como o goleiro Fernando Prass e o meia Carlos Aberto, ambos do Vasco da Gama. Antes de contar algumas novidades apuradas no evento, queria avisar que no fim dessa semana vou postar uma entrevista exclusiva com Carlos Alberto.

Vamos as noticias apuradas na festa. Segundo o presidente da SAFERJ, Alfredo Sampaio, o campeonato carioca do ano que vem terá de forma oficial a parada técnica. As equipes terão direito de pedir o tempo de descanso uma vez em cada tempo.

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O presidente do Vasco, Roberto Dinamite, confirmou que o atacante Elton não vai continuar no clube na próxima temporada. O jogador pertence ao São Caetano, que já estuda varias propostas. Dinamite também deixou claro que não foi por motivos financeiros que Dorival Jr saiu do Vasco. Por outro lado, o presidente deu a entender que a relação entre as partes estava desgastada.

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Segundo a assessoria da Portela, Petkovic vai desfilar na escola de samba no próximo carnaval. O craque Rubro-Negro vai atravessar a avenida em cima de um carro especial. Tudo isso deve ser oficializado durante a coletiva de imprensa que o “Gringo” vai conceder na quadra da escola após o Brasileirão. Pet vai viajar para Sérvia na semana quem vem (dia 8 ou 9 de dezembro) e retorna ao Rio no dia 8 de janeiro.

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Por fim, o maestro Júnior, comentarista da Rede Globo e capitão do último título brasileiro do Flamengo em 92, afirmou que votou em Andrade para técnico do Brasileirão 09 e em Diego Tardelli como craque da competição. Mas a justificativa do “capacete” foi no mínimo estranha.

“Voto no Tardelli porque foi o jogador mais importante do Atlético-MG quando a equipe mais precisou”.

Calma aí! O Galo despencou de terceiro para sexto nas últimas quatro partidas (quatro derrotas). Exatamente no período onde o atacante teve seu pior momento. Diego Tardelli marcou apenas um gol nessas quatro partidas. Enfim, o maestro tem crédito.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Uma semana para o título - Capítulo 1

Em todos os meus textos neste blog nunca fiz questão de dizer qual é o meu time. Não por medo ou insegurança, mas por que tento separar ao máximo minhas análises sem misturar com paixão clubística. Mas desta vez é diferente. Nos meus 24 anos de vida, considerando que tinha apenas oito anos quando o Flamengo foi campeão brasileiro pela última vez, nunca o vi chegar tão próximo quanto desta vez.

Além de acabar com uma fila que já dura 17 anos, o rubro-negro carioca pode escrever a história conquistando o troféu depois de assumir a liderança pela primeira vez na penúltima rodada, naquele que será lembrado como o mais equlibrado campeonato já visto até então. Considerando tudo isso, resolvi que gostaria de fazer parte desta possível conquista, de alguma forma que seja lembrada durante muitos anos, e para isso farei um diário de sete dias sobre a semana que cerca a grande decisão, começando nesta segunda, com este texto, e terminando no domingo, dia 6, com outro sobre um grande título ou uma grande decepção.

Para começar, então, desenharei o cenário que encontramos depois da penúltima rodada, em que o Flamengo é lider, com dois pontos a mais que Inter, Palmeiras e São Paulo. Apesar de quatro grandes times estarem envolvidos nesta briga, um outro gigante do futebol brasileiro, que não quer mais nada no campeonato, tomou conta dos noticiários esportivos. Trata-se do Grêmio, último adversario do Flamengo e maior rival do Inter.

Alguns jogadores do tricolor gaúcho já deixaram claro que não estão com a mínima disposição de vencer o jogo e, mesmo com veementes negativas do presidente, parece que a diretoria e a comissão técnica podem mandar um time mesclado de juniores e reservas, contra 100 mil flamenguistas completamente alucinados. Mas analisando com calma, não acredito que o Grêmio entregue o jogo, mas é inegável que não terá a mesma disposição. Rivalidade Gre-Nal é coisa séria, e vencer um jogo e ver o maior rival rindo e agradecendo por ter dado o título de bandeja não me parece o cenário mais realista. Mas bo futebol é sempre bom esperar o próximo capítulo.

Amanhã trago mais movimentos de uma semana decisiva para muitos brasileiros.

Um passo do paraíso

Análise rápida desse domingão de futebol. Com a vitória sobre o Corinthians e o tropeço do São Paulo, o Flamengo está a um passo de ser hexacampeão brasileiro. Só não será se não quiser. No próximo domingo, diante de um Maracanã repleto de torcedores ávidos por uma conquista que não vem há 17 anos, o time precisa de um triunfo simples sobre o Grêmio para levantar a taça.

Independentemente da postura do Tricolor Gaúcho na última rodada, esse título, se vier, é mais do que merecido para uma equipe que chegou a estar no 14º lugar, totalmente desacreditada por todos, inclusive pela própria torcida. Será merecido por causa de Andrade, que quando efetivado foi questionado, mas provou que é muito capaz no comando dos jogadores. Merecido também pela volta por cima do Zé Roberto, do Petkovic, do Adriano...

Enfim, uma conquista para tirar da garganta de 35 milhões de torcedores um grito que está entalado desde 1992.

Rapidinhas:

- O Fluminense não pode cair. O time não merece, o Cuca não merece e, principalmente, a torcida tricolor não merece. Uma recuperação e uma união jogadores/arquibancada que arrepia e emociona a cada partida, mesmo a quem não torce pelo clube. Mas que o time não ache que já se livrou, pois ainda há uma última rodada, na qual joga fora de casa contra um adversário direto, o Coritiba.

- O Botafogo só depende dele, apesar de estar no Z-4. Enfrenta o Palmeiras, em casa, e É DEVER DE TODO BOTAFOGUENSE LOTAR O ENGENHÃO DOMINGO QUE VEM. Alvinegros, mirem-se no exemplo do Flu, que ficou 27 rodadas na zona de rebaixamento e conseguiu deixá-la ontem, muito em função do apoio incondicional dos seus seguidores.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Fla sem Adriano: e agora?

Os rubro-negros ainda não devem estar acreditando que logo nesse confronto diante do Corinthians não poderão contar com o artilheiro do campeonato. Uma queimadura no pé esquerdo tirou o Imperador da partida decisiva deste domingo e a apreensão tomou conta dos torcedores. Bruno Mezenga será o titular no ataque ao lado de Zé Roberto.

Claro que Adriano fará falta. E muita. Não só pelos gols, mas também pelas inúmeras jogadas que cria, por manter sempre os zagueiros presos na sua marcação, liberando os companheiros... Mas se olharmos os números do Flamengo com e sem o atacante, a diferença não é tão grande.

Adriano jogou 28 vezes nesse campeonato. Desses jogos, o Flamengo venceu 14, empatou 7 e perdeu 7. São 58,3% de aproveitamento. Sem o Imperador, foram 8 partidas, com 3 vitórias, 3 empates e 2 derrotas. Aproveitamento de 50%.

Portanto, pelo menos nos números, a desvantagem rubro-negra não será tão grande. Mas com certeza o prejuízo dentro de campo e até fora, já que Adriano vinha sendo um líder no grupo, será enorme.

Resta aos torcedores confiar que o time possa suprir sua ausência e torcer para que Bruno Mezenga desencante.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Desastre tricolor

Amigos do Passando a Bola, peço desculpas por minha ausência, mas ultimamente tenho trabalhado bastante e estudado mais ainda, portanto fica difícil arrumar tempo para escrever aqui no blog, por mais que estejamos com muitos assuntos rolando no mundo futebolístico.

Rapidamente falando sobre o que aconteceu ontem em Quito. Confesso que esperava uma derrota do Fluminense, já que o time vem de uma sequência exaustiva de partidas e tinha pela frente uma boa equipe da LDU, além da sempre falada e temida altitude. Seria muita pretensão acreditar que um elenco limitado como o tricolor poderia aguentar "decisões" em duas competições toda quarta e domingo. Uma hora esse momento mágico haveria de ruir. Mas o que vimos nesta quarta foi um verdadeiro atropelamento.

Tirando os segundos iniciais, quando abriu o placar, o Flu quase não criou e foi facilmente envolvido pelos equatorianos. Impressionante o ritmo alucinante que joga a Liga. Além dos 11 jogadores, um time de 8 gandulas também ajuda bastante do lado de fora, devolvendo a bola para o campo com extrema rapidez e eficiência. Durante os 90 minutos, os donos da casa correram, pressionaram, jogaram bolas na área e chutaram com muita precisão ao gol de Rafael.

O goleiro tricolor, aliás, falhou, na minha opinião, em dois gols. No primeiro, a bola foi em cima dele e, por mais que na altitude ela ganhe uma velocidade absurda, dava para ter defendido. No terceiro gol, na cabeçada de Mendez, Rafael pareceu não crer que a bola iria entrar e quando se deu conta de que estava errado, era tarde demais para tentar uma defesa.

Mas o ponto que fica é: como será que os jogadores do Fluminense vão reagir a este revés? Não podemos esquecer que o time vinha de uma invencibilidade de 13 partidas e de 8 vitórias seguidas. Isso pesa ainda mais após essa derrota, já que, além de praticamente decretar mais um vice-campeonato para a LDU, interrompe uma ideia de que o Tricolor parecia imune à derrotas e, consequentemente, ao rebaixamento.

Os jogadores e a torcida têm que esquecer a partida de ontem e a Sul-Americana, focando somente no jogo contra o Vitória, domingo, que pode tirar o clube da zona de rebaixamento. Quarta que vem, no Maracanã, na partida de volta diante dos equatorianos, Cuca deve escalar reservas e poupar o time para o grande objetivo deste final de ano, que é escapar da Série B.

Eu acho que ainda dá. Mas continuo acreditando, como escrevo há muito tempo, que o Fluminense será rebaixado. Uma pena, pelo que o time vinha jogando até ontem e pelo exemplo que a torcida vem dando.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

TALADRO IMPARABLE

O Torneio Apertura pode ter um campeão inédito. Com 15 rodadas disputadas, o Banfield segue firme na liderança do campeonato, agora de maneira isolada. O Taladro alcançou a primeira colocação com a vitória sobre o Independiente por 2 a 1 e se beneficiou do empate em 2 a 2 no clássico rosarino entre Newell’s Old Boys e Rosario Central. O Banfield tem 35 pontos, enquanto o Newell’s tem 33.

O Passando a Bola entrevistou o presidente do líder do Torneio Apertura, Carlos Portell (foto), que além de dirigir o clube desde 1998 é tesoureiro da AFA.

PB: Como o senhor está vivendo esse momento, com o Banfield quase campeão e com vaga praticamente assegurada na próxima Libertadores?

Carlos Portell: É um momento fantástico. Estamos escrevendo a nossa História. É o prêmio por um trabalho feito com seriedade e simplicidade.

PB: Qual seria o impacto para o futebol argentino se nenhum dos cinco grandes chegar à Libertadores? Representa uma renovação do futebol argentino?

CP: Isso mostra que estão se igualando as possibilidades, tanto dos times grandes quanto dos times menores. É uma mostra de que estamos tendo um campeonato mais equilibrado e também mais transparente. Atualmente um time pequeno pode sonhar tanto quanto um clube dito maior.

PB: Equipes como Banfield, Colón, Lanús e Huracán estão em condições de manter a regularidade e participar com mais freqüência de torneios internacionais?

CP: Considero que sim, porque todos esses clubes estão trabalhando bem e de maneira muito forte, as suas divisões de base. No nosso caso, as divisões de base suprem quase a totalidade do plantel que disputa a Primeira Divisão.

PB: Pode-se dizer que neste momento o trabalho realizado pelos dirigentes do Banfield é mais eficiente e serve de exemplo para os grandes? Existe alguma diferença entre a forma de trabalhar do Banfield com a de River e Boca?

CP: Não conheço a maneira de trabalhar de River e Boca, porém considero que o trabalho realizado pelo Banfield está dando resultados positivos. A receita é simples. Trabalhar bem com as categorias de base, ao mesmo tempo, sempre que um desses jogadores vai para o time principal fazemos um contrato de três anos, de forma a dificultar suas saídas. O jogador só sai no caso de uma venda eventual e vantajosa para o Banfield. Ao mesmo tempo, investimos na estrutura do clube, como remodelação do estádio e também na parte social. Os sócios também representam grande fonte de receita para o clube.


Nota da redação

A receita é simples mas com certeza é mais fácil de ser aplicada a um clube como o Banfield, com poderes centralizados na figura de uma pessoa. O Taladro não tem em seu interior disputas políticas internas, como existem nos clubes de maior apelo popular.

Resultados da 15ª rodada: Estudiantes 3 x 1 Tigre; Lanús 3 x 0 Colón; Huracán 0 x 2 San Lorenzo; Atlético Tucumán 2 x 1 Chacarita; Independiente 1 x 2 Banfield; Newell’s 2 x 2 Rosario Central; Boca 4 x 0 Gimnasia; Godoy Cruz 1 x 1 River; Argentinos 1 x 1 Arsenal; Vélez 4 x 2 Racing

Classificação: Banfield 35, Newell’s 33, Estudiantes 29, Colón 28, Vélez 27, Independiente, Rosario Central e San Lorenzo 26, Boca 23, Argentinos 22, Lanús 21, Arsenal 20, Atlético Tucumán 15, River e Godoy Cruz 14, Gimnasia 13, Racing e Chacarita 11, Huracán 10 e Tigre 8.

Por Raphael Martins

BARÇA VENCE E MOSTRA FORÇA DO ELENCO

Com uma atuação de incontestável superioridade, o Barcelona derrotou nesta terça-feira a Inter de Milão, no Camp Nou, e assumiu a liderança do Grupo F da Liga dos Campeões. Piqué e Pedro fizeram os gols nos 2 a 0 do time catalão, que jogou sem Ibrahimovic e Messi, machucados. Com o resultado, o Barça chegou a oito pontos e pode até perder por um gol o último jogo da fase de grupos, dia 9, contra o Dínamo, em Kiev, que ainda assim se classifica às oitavas de final. A Inter de Milão (seis pontos) também segue dependendo apenas de si: se vencer o Rubin Kazan, no mesmo dia, no San Siro, avança sem depender do resultado da partida na Ucrânia. O Rubin também soma seis pontos e se classifica se bater o Inter. Ao Dínamo (cinco pontos), resta vencer o Barça por 2 a 0 ou por mais de dois gols, ou conseguir uma vitória simples e torcer por um empate entre Inter e Rubin.