sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Fla sem Adriano: e agora?

Os rubro-negros ainda não devem estar acreditando que logo nesse confronto diante do Corinthians não poderão contar com o artilheiro do campeonato. Uma queimadura no pé esquerdo tirou o Imperador da partida decisiva deste domingo e a apreensão tomou conta dos torcedores. Bruno Mezenga será o titular no ataque ao lado de Zé Roberto.

Claro que Adriano fará falta. E muita. Não só pelos gols, mas também pelas inúmeras jogadas que cria, por manter sempre os zagueiros presos na sua marcação, liberando os companheiros... Mas se olharmos os números do Flamengo com e sem o atacante, a diferença não é tão grande.

Adriano jogou 28 vezes nesse campeonato. Desses jogos, o Flamengo venceu 14, empatou 7 e perdeu 7. São 58,3% de aproveitamento. Sem o Imperador, foram 8 partidas, com 3 vitórias, 3 empates e 2 derrotas. Aproveitamento de 50%.

Portanto, pelo menos nos números, a desvantagem rubro-negra não será tão grande. Mas com certeza o prejuízo dentro de campo e até fora, já que Adriano vinha sendo um líder no grupo, será enorme.

Resta aos torcedores confiar que o time possa suprir sua ausência e torcer para que Bruno Mezenga desencante.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Desastre tricolor

Amigos do Passando a Bola, peço desculpas por minha ausência, mas ultimamente tenho trabalhado bastante e estudado mais ainda, portanto fica difícil arrumar tempo para escrever aqui no blog, por mais que estejamos com muitos assuntos rolando no mundo futebolístico.

Rapidamente falando sobre o que aconteceu ontem em Quito. Confesso que esperava uma derrota do Fluminense, já que o time vem de uma sequência exaustiva de partidas e tinha pela frente uma boa equipe da LDU, além da sempre falada e temida altitude. Seria muita pretensão acreditar que um elenco limitado como o tricolor poderia aguentar "decisões" em duas competições toda quarta e domingo. Uma hora esse momento mágico haveria de ruir. Mas o que vimos nesta quarta foi um verdadeiro atropelamento.

Tirando os segundos iniciais, quando abriu o placar, o Flu quase não criou e foi facilmente envolvido pelos equatorianos. Impressionante o ritmo alucinante que joga a Liga. Além dos 11 jogadores, um time de 8 gandulas também ajuda bastante do lado de fora, devolvendo a bola para o campo com extrema rapidez e eficiência. Durante os 90 minutos, os donos da casa correram, pressionaram, jogaram bolas na área e chutaram com muita precisão ao gol de Rafael.

O goleiro tricolor, aliás, falhou, na minha opinião, em dois gols. No primeiro, a bola foi em cima dele e, por mais que na altitude ela ganhe uma velocidade absurda, dava para ter defendido. No terceiro gol, na cabeçada de Mendez, Rafael pareceu não crer que a bola iria entrar e quando se deu conta de que estava errado, era tarde demais para tentar uma defesa.

Mas o ponto que fica é: como será que os jogadores do Fluminense vão reagir a este revés? Não podemos esquecer que o time vinha de uma invencibilidade de 13 partidas e de 8 vitórias seguidas. Isso pesa ainda mais após essa derrota, já que, além de praticamente decretar mais um vice-campeonato para a LDU, interrompe uma ideia de que o Tricolor parecia imune à derrotas e, consequentemente, ao rebaixamento.

Os jogadores e a torcida têm que esquecer a partida de ontem e a Sul-Americana, focando somente no jogo contra o Vitória, domingo, que pode tirar o clube da zona de rebaixamento. Quarta que vem, no Maracanã, na partida de volta diante dos equatorianos, Cuca deve escalar reservas e poupar o time para o grande objetivo deste final de ano, que é escapar da Série B.

Eu acho que ainda dá. Mas continuo acreditando, como escrevo há muito tempo, que o Fluminense será rebaixado. Uma pena, pelo que o time vinha jogando até ontem e pelo exemplo que a torcida vem dando.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

TALADRO IMPARABLE

O Torneio Apertura pode ter um campeão inédito. Com 15 rodadas disputadas, o Banfield segue firme na liderança do campeonato, agora de maneira isolada. O Taladro alcançou a primeira colocação com a vitória sobre o Independiente por 2 a 1 e se beneficiou do empate em 2 a 2 no clássico rosarino entre Newell’s Old Boys e Rosario Central. O Banfield tem 35 pontos, enquanto o Newell’s tem 33.

O Passando a Bola entrevistou o presidente do líder do Torneio Apertura, Carlos Portell (foto), que além de dirigir o clube desde 1998 é tesoureiro da AFA.

PB: Como o senhor está vivendo esse momento, com o Banfield quase campeão e com vaga praticamente assegurada na próxima Libertadores?

Carlos Portell: É um momento fantástico. Estamos escrevendo a nossa História. É o prêmio por um trabalho feito com seriedade e simplicidade.

PB: Qual seria o impacto para o futebol argentino se nenhum dos cinco grandes chegar à Libertadores? Representa uma renovação do futebol argentino?

CP: Isso mostra que estão se igualando as possibilidades, tanto dos times grandes quanto dos times menores. É uma mostra de que estamos tendo um campeonato mais equilibrado e também mais transparente. Atualmente um time pequeno pode sonhar tanto quanto um clube dito maior.

PB: Equipes como Banfield, Colón, Lanús e Huracán estão em condições de manter a regularidade e participar com mais freqüência de torneios internacionais?

CP: Considero que sim, porque todos esses clubes estão trabalhando bem e de maneira muito forte, as suas divisões de base. No nosso caso, as divisões de base suprem quase a totalidade do plantel que disputa a Primeira Divisão.

PB: Pode-se dizer que neste momento o trabalho realizado pelos dirigentes do Banfield é mais eficiente e serve de exemplo para os grandes? Existe alguma diferença entre a forma de trabalhar do Banfield com a de River e Boca?

CP: Não conheço a maneira de trabalhar de River e Boca, porém considero que o trabalho realizado pelo Banfield está dando resultados positivos. A receita é simples. Trabalhar bem com as categorias de base, ao mesmo tempo, sempre que um desses jogadores vai para o time principal fazemos um contrato de três anos, de forma a dificultar suas saídas. O jogador só sai no caso de uma venda eventual e vantajosa para o Banfield. Ao mesmo tempo, investimos na estrutura do clube, como remodelação do estádio e também na parte social. Os sócios também representam grande fonte de receita para o clube.


Nota da redação

A receita é simples mas com certeza é mais fácil de ser aplicada a um clube como o Banfield, com poderes centralizados na figura de uma pessoa. O Taladro não tem em seu interior disputas políticas internas, como existem nos clubes de maior apelo popular.

Resultados da 15ª rodada: Estudiantes 3 x 1 Tigre; Lanús 3 x 0 Colón; Huracán 0 x 2 San Lorenzo; Atlético Tucumán 2 x 1 Chacarita; Independiente 1 x 2 Banfield; Newell’s 2 x 2 Rosario Central; Boca 4 x 0 Gimnasia; Godoy Cruz 1 x 1 River; Argentinos 1 x 1 Arsenal; Vélez 4 x 2 Racing

Classificação: Banfield 35, Newell’s 33, Estudiantes 29, Colón 28, Vélez 27, Independiente, Rosario Central e San Lorenzo 26, Boca 23, Argentinos 22, Lanús 21, Arsenal 20, Atlético Tucumán 15, River e Godoy Cruz 14, Gimnasia 13, Racing e Chacarita 11, Huracán 10 e Tigre 8.

Por Raphael Martins

BARÇA VENCE E MOSTRA FORÇA DO ELENCO

Com uma atuação de incontestável superioridade, o Barcelona derrotou nesta terça-feira a Inter de Milão, no Camp Nou, e assumiu a liderança do Grupo F da Liga dos Campeões. Piqué e Pedro fizeram os gols nos 2 a 0 do time catalão, que jogou sem Ibrahimovic e Messi, machucados. Com o resultado, o Barça chegou a oito pontos e pode até perder por um gol o último jogo da fase de grupos, dia 9, contra o Dínamo, em Kiev, que ainda assim se classifica às oitavas de final. A Inter de Milão (seis pontos) também segue dependendo apenas de si: se vencer o Rubin Kazan, no mesmo dia, no San Siro, avança sem depender do resultado da partida na Ucrânia. O Rubin também soma seis pontos e se classifica se bater o Inter. Ao Dínamo (cinco pontos), resta vencer o Barça por 2 a 0 ou por mais de dois gols, ou conseguir uma vitória simples e torcer por um empate entre Inter e Rubin.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Rodada decisiva na Liga dos Campeões da UEFA

Olá blogueiros. Hoje tem Liga dos Campeões da UEFA! A 5ª rodada da primeira fase, começa com seis equipes classificadas por antecipação (Bordeaux, Manchester United, Chelsea, Porto, Sevilla e Lyon) e mais nove times podem se garantir nesta rodada.

Um desses times é a Inter de Milão, que enfrenta o Barcelona, atual campeão da Europa, fora de casa. Os italianos possuem seis pontos na ponta do Grupo F. Já o Barça, está na terceira posição com cinco pontos. Os espanhóis não vão contar com seus dois principais jogadores (Messi e Ibrahimovic), dois sérios desfalques para um confronto tão decisivo. No caso de derrota dos catalãs e vitória do Rubin Kazan, que recebe o Dínamo de Kiev, o Barcelona será eliminado da competição com uma rodada de antecedência. Um vexame para a história do clube espanhol.

Espero uma Inter fechadinha no estilo José Mourinho. Os líderes do Cálcio chegam completos e com Samuel Eto´o, Bi-Campeão europeu com o Barça, no comando de ataque. O holandês Wesley Sneijder, ainda recuperando-se de um estiramento na perna direita, retorna ao time. Os brasileiros Júlio César, Lúcio e Maicon estão confirmados. O Barcelona também vai contar com seus brasileiros. Daniel Alves e Maxwell (entra na vaga de Abidal), estão confirmados. Além das ausências de Messi(foto), Ibra e Abidal, o volante Yayá Toure também está fora por motivos de saúde.

Acredito na vitória dos italianos, que vão abusar dos contra-ataques, em cima dos espanhóis. É apenas um palpite, respaldado nas últimas apresentações do Barça na Liga dos Campeões, e lógico, pelos desfalques de suas estrelas. Mas por se tratar de uma grande equipe pode se superar e conquistar os três pontos.

Confiram os possíveis classificados desta rodada do meio de semana:

Ter, 24/11/2009

Rubin Kazan (se vencer e o Barça perder, se classifica) x Dínamo de Kiev
Debrecen x Liverpool
Barcelona x Inter de Milão (vitória garante classificação)
Rangers x Stuttgart
Unirea Urziceni (vitória garante classificação) x Sevilla
AZ Alkmaar x Olympiacos
Arsenal (vitória garante classificação) x Standard Liège
Fiorentina (vitória garante classificação) x Lyon

Qua, 25/11/2009
CSKA Moscou x Wolfsburg (vitória garante classificação)
Bordeaux x Juventus (vitória garante classificação)
Bayern de Munique x Maccabi Haifa
Man. United x Besiktas
Real Madrid (vitória garante classificação) x FC Zurich
Milan (vitória garante classificação) x Olympique de Marselha
Porto x Chelsea
Apoel x Atlético de Madri

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Análise do Blog: 36ª rodada do Brasileirão


Olá blogueiros e internautas da grande rede! Sinto informar, mas não exibiremos a nossa tradicional mesa redonda. O estúdio da PUC está ocupado com a realização de trabalhos para o fim do período. Esperamos retornar na semana que vem com as análises da 37ª rodada.

Mesmo assim, eu vou postar aqui as minhas impressões dessa 36ª rodada do Brasileirão. Começando com a briga pelo título. Que sorte foi essa que o São Paulo teve em? O tricolor paulista foi até o Engenhão encarar um Botafogo desesperado para fugir do rebaixamento. Se não bastasse a motivação do adversário, o Sampa ainda não contava com cinco jogadores (André Dias, Hugo, Dagoberto, Borges e Jean).

E toda preocupação se concretizou. O líder perdeu por 3 a 2 em tarde inspiradíssima do atacante botafoguense Jobson. O garoto marcou dois belos gols (o primeiro e o terceiro), deu passe para o gol de Renato e ainda foi expulso. Para o fogão tudo ótimo. Agora é pensar no Atlético-PR, adversário da próxima rodada na Arena da Baixada. Para o São Paulo, fica a preocupação de não ter conseguido manter a vantagem (1x2) obtida ainda no início do segundo tempo, e por mais uma expulsão (Richarlyson). Menos mal, porque o Flamengo deu uma escorregada no Maracanã. Agora o Tricolor tem um ponto a mais que o Rubro-Negro carioca, faltando duas rodadas.

No Maracanã, o Flamengo deu mole! Com uma festa impressionante preparada por mais de 80 mil torcedores, o time sentiu a responsabilidade e jogou com o peso da ansiedade. Os cariocas entraram em campo sabendo da derrota do São Paulo e jogaram com o nervosismo de abrir o placar de qualquer forma. Na primeira etapa o Goiás se aproveitou disso e foi até superior. Na segunda etapa o Flamengo apertou os goianos no campo defensivo e só não abriu o placar por causa da disposição da zaga do Goiás. Que vontade demonstrou a equipe do técnico Hélio dos Anjos. Além do bom desempenho da defesa goiana, Adriano não esteve nos seus melhores dias e isso pesa muito.

Pelo lado Rubro –Negro, o destaque foi o volante Willians e o lateral-direito Léo Moura. Agora os cariocas vão torcer pelo algoz deste domingo. Na próxima rodada o Goiás recebe o São Paulo no Serra Dourada. Uma derrota ou empate dos paulistas e uma vitória Rubro-Negra, em Campinas, em cima do Corinthians, colocam o Fla na liderança faltando uma rodada para o fim. E a guerra de nervos já começou. O técnico Andrade já pediu o mesmo empenho do Goiás no próximo jogo contra o São Paulo. “Se o Goiás jogar do jeito que jogou aqui, com certeza vai tirar pontos do São Paulo”. Declarou o treinador Rubro-Negro depois da partida. Segue a batalha entre Freddy e Jason.

Antes de falar de mais uma vitória do Fluminense, só um destaque para o Internacional. Os gaúchos venceram por 1 a 0, o Atlético-MG em pleno Mineirão. Com a vitória o colorado assumiu a terceira posição e está há três pontos do líder São Paulo e há dois do Flamengo. Olho no Inter, nas próximas duas rodadas eles encaram o Sport (rebaixado), na Ilha do Retiro e o Santo André no Beira-Rio. Detalhe o casamento entre a torcida do galo e o time parece encerrado. Após a derrota de onte a equipe saiu de campo ouvindo os gritos de "timinho". O Atlético está com pinta de ficar de fora até da Libertadores.

E falando em zona do rebaixamento, o Fluminense venceu mais uma, a quinta seguida neste Brasileirão, e dessa vez a vitima foi o rebaixado Sport. Os cariocas passaram por cima dos pernambucanos por 3 a 0. Mais uma vez o atacante Fred deixou sua marca (onze gols em doze jogos). Agora o Fluzão só depende das suas próprias forças para escapar do rebaixamento. Na próxima rodada, o Fluminense recebe o Vitória no Maracanã. A minha desconfiança de outrora na salvação do Fluminense, agora caiu por terra. Tenho que admitir, o Fluzão não cai! Vai acabar sobrando para os paranaenses. Quarta-feira, o time enfrenta a LDU, em Quito, pela primeira partida da final da Copa Sul-Americana.

Craque da 36ª rodada:
Jobson (atacante do Botafogo)
Gol mais bonito:
Neymar (Santos 4x0 Coritiba)


sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Até quando seremos complacentes com a injustiça?

Como amante do futebol, não consigo admitir que o esporte mais popular do mundo ainda esteja também entre os mais antiquados. Geralmente os pais quando querem que os filhos parem de fazer bagunça usam aquela antiga frase: "vai fazer isso até se machucar, ai vai parar". Se usássemos isso para o futebol, não serviria mais, já que esse já se machucou muito e muitas vezes.

O inacreditável erro da vez foi a mão do atacante francês Henry, que deu a vexatória classificação para a seleção francesa para jogar a Copa da África. A solução para esse erros grotescos é simples, usar a ajuda da tecnologia. Mas por que os velhinhos da Fifa relutam tanto em utilizá-la.

São três os principais argumentos que ouço dos que são contra o seu uso. Primeiro que o futebol é um esporte que não pode ser parado o tempo todo. Segundo que não se pode jogar um futebol diferente em dois lugares, um com e outro sem tecnologia. E por fim, que a injustiça e os erros fazem parte e é o que dá conversa de bar no dia seguinte.

Então vamos por partes. O tênis e o futebol americano são os principais exemplos de esportes que introduziram o uso de recursos tecnológicos para analisar o lance, e ambos são esportes que param muito. Tudo bem, até ai concordo. Mas a ideia não é parar o tempo todo, os erros sempre irão existir, como ainda existem nos esportes citados, temos é que diminuir os erros grotescos. Quando um atacante faz um gol de mão e todos os onze jogadores adversários levantam a mão ao mesmo tempo, deve ter alguma coisa errada. Três míseros minutos podem ser paralisados para evitar uma injustiça monumental usando uma câmera de TV.

Alguns dirão que todo mundo vai pedir que analise a câmera o tempo todo. Simples, basta penalizar o time que pediu para rever o lance, que na verdade não havia nada errado na decisão do juiz. Se a dúvida persistir mesmo na imagem, então paciência, segue o jogo sem penalisar ninguém. Assim só irão pedir revisão do lance quando tiverem certeza. Qual a pena aplicada nesse caso ai é outra discussão.

Que não se pode jogar futebol diferente em dois lugares também é pura palhaçada. Quer dizer então que se montarmos uma liga de futebol americano no Brasil ela será proibida porque não temos câmera. O que não pode é dentro do mesmo campeonato utilizar em um jogo e em outro não, ai sim está a injustiça. Mas deve ser definido antes da disputa se existe a possibilidade de utilizar um determinado número de câmeras em todos os jogos.

E por fim, essa história de ter assunto no dia seguinte é inacreditável. E onde está a justiça, não lutaremos mais por ela? No momento em que o Henry coloca a mão na bola e tira a Irlanda de um mundial, ele está dando um tapa na cara de milhões de irlandeses que sonhavam em disputá-la, e sem o menor remorso. É o velho "que se danem eles, eu quero é me dar bem". E ainda tem a cara de dizer que não fez mais do que a sua obrigação, que o juiz que tinha que marcar. Ou seja, vencer de forma limpa não é mais motivação para os jogadores, o que importa é levar a taça, mesmo completamente suja? Para acabar com esses jogadores sem um pingo de ética temos que utilizar as imagens e chips nas bolas.

Tenho pena dos que acham lindo a Argentina ser campeã com um gol de mão. Acho importante a Argentina ser campeã, mas que seja de forma limpa e que os adversários reconheçam a superioridade no campo, com certeza o prazer da vitória será maior. O caso do Henry deixou claro que a falta de respeito e ética nos gramados chegou em níveis alarmantes, e não será com treinamentos e investimentos em árbitros que consertaremos isso. Quando não tínhamos alternativas de consertar erros, tudo bem, acontece e errar é humano, mas é pra frente que se anda e o mundo corre rumo ao progresso, o futebol não, anda para trás.