quinta-feira, 3 de setembro de 2009

PERFIL: EZEQUIEL GONZÁLEZ, NOVO REFORÇO DO FLU

Ezequiel González, ou simplesmente Equi, é mais um argentino que chegou a jogar no futebol brasileiro. Mas ao contrário do badalado Defederico, contratado pelo Corinthians, Equi tem uma folha mais modesta. Chegando a um Fluminense que agoniza no Campeonato Brasileiro, o meia não será capaz de sozinho mudar as coisas. Até porque no Tricolor os problemas estão além das quatro linhas.

Com 29 anos, 1,78 metros, Equi é um jogador habilidoso, mas nada fenomenal. Já passou por outros cinco clubes na carreira. Apareceu em 1997 no Rosario Central, sendo considerado uma grande promessa. Em 2001, após ter sido um dos protagonistas da campanha do time rosarino na Copa Libertadores, onde foi semifinalista, foi contratado pela Fiorentina por cinco milhões de dólares. Mas na Itália, o futebol de Ezequiel González desapareceu. Foram apenas 19 partidas e um gol marcado na temporada 2001/2002.

Depois de passar seis meses encostado na Fiorentina, o técnico Carlos Bianchi resolveu apostar em seu futebol e o levou para o Boca Juniors em um contrato de empréstimo por seis meses. Ainda assim, pelos Xeneizes não manteve regularidade, mas esteve no grupo que conquistou a Libertadores de 2003. Foi re-emprestado ao Rosario Central, onde esteve por mais seis meses. Mais uma vez com a camiseta do Canalla fez boas exibições e o Central terminou o Torneio Apertura de 2003 em quarto.

Em janeiro de 2004 foi contratado pelo Panathinaikos, da Grécia. Ganhou a Copa da Grécia e um Campeonato Grego. Ao todo foram cinco temporadas pelo time de Atenas. Foram 72 partidas disputadas e 14 gols. Em 2006 teve uma grave lesão nos ligamentos cruzados e ficou impedido de jogar por nove meses. Até que em julho de 2008, após terminar seu vínculo com os gregos, resolveu voltar à Argentina para jogar no Rosario Central. Nesta terceira passagem pelo clube jogou 30 jogos e marcou três gols. Na última temporada do futebol argentino, o Rosario Central escapou de ser rebaixado após jogar a Promoción contra o Belgrano de Córdoba. Mas ao que tudo indica, dificilmente Equi González escapará de um rebaixamento agora no Brasil pelo Fluminense.

Por Raphael Martins

Inter vice-líder e campeão do primeiro turno

Finalmente a tabela do Brasileirão está correta e, no meio da 23ª rodada, o campeão do primeiro turno foi conhecido. É o Internacional, que ao bater o Atlético-MG por 3 a 0, no Beira-Rio, atingiu 37 pontos na metade inicial do campeonato igualando-se ao Palmeiras, mas com uma vitória a mais (11 a 10). Na competição completa, porém, o Alviverde tem 41 pontos e está na liderança, com o Colorado, depois da partida desta quarta, na segunda posição, com 40. O título do primeiro turno não vale nada oficialmente, mas os números mostram que ele é sim muito importante. Isto porque desde que o Brasileiro passou a ser disputado em pontos corridos (2003), em todos os anos, com exceção do ano passado, o time que ostentou tal título simbólico sagrou-se campeão no final.

Mas o Inter tem mais o que comemorar. Mais uma vez jogou bem e goleou, assim como tinha feito no final de semana, nos 4 a 0 diante do Goiás. O Atlético até que foi melhor no primeiro tempo, aproveitando-se da desorganização do 3-5-2 colorado para explorar os contra-ataques. Diego Tardelli e Renteria são muito rápidos e Corrêa estreou bem no meio-campo, auxiliando o jovem Renan Oliveira na transição entre defesa e ataque. Após o intervalo Tite viu que teria que mudar e pôs D'Alessandro na vaga de Danilo Silva, mudando a tática para o 4-4-2. O argentino, que estava em baixa, jogou muito bem, deu outra cara ao time, que abriu o placar com Edu, de cabeça. D'Alessandro fez o segundo logo depois, em chute forte da marca do penalti e Edu, novamente ele e novamente de cabeça, fechou o placar.

Além dos "goleadores" da noite, outro destaque do vice-líder foi o lateral-esquerdo Kléber, que mais uma vez, assim como na vitória sobre o Goiás, foi muito bem. Foram dele os dois cruzamentos para os gols de Edu e no gol de D'Ale ele erra um chute, que acaba se transformando em passe para o hermano. Já era tempo de Kléber recuperar seu futebol, pois sua vaga na Seleção, que parecia certa há um tempo, hoje está ameaçada, haja visto que Dunga não o convocou depois do péssimo desempenho na Copa das Confederações.

O Internacional contratou bem, conseguiu repor o que perdeu e ainda se reforçou mais. É seríssimo candidato ao título. O Galo, por sua vez, mostra aquilo que venho falando há algum tempo. Não tem elenco para aguentar um campeonato tão longo e difícil quanto é o Brasileirão. A equipe titular é boa, mas as peças de reposição são de um nível abaixo e o time sente quando tem desfalques. Coitado do Roth, que mais uma vez vai ficar com a fama de técnico que sempre começa bem, mas perde o fôlego. Foi a sexta partida sem vitória atleticana, que caiu da quinta para a sétima colocação, com 34 pontos. Nessa toada, até a briga pela Libertadores vai ficar complicada.

- No outro jogo desta quarta, pelo Brasileirão, o Corinthians venceu o Santos de virada, no finalzinho, por 2 a 1, em partida antecipada da 23ª rodada. O Peixe abriu o placar em gol contra de Chicão, mas o Timão, merecidamente, chegou ao empate com Bill e virou com o próprio Chicão, para delírio da Fiel. Um presente de aniversário pelos 99 anos completados terça-feira pelo clube. Com o resultado, o Corinthians pulou para a quinta posição, com 36 pontos, a apenas 5 do Palmeiras. Ou seja, Mano Menezes, que depois da derrota para o Flamengo havia afirmado que tinha jogado a toalha para o título, já pode ir se abaixando e pegando a dita cuja, pois o troféu ainda está em jogo e os paulistas têm time para isso.

- A vida dos adversários do Palmeiras ficará um pouco mais tranquila, pois Pierre, campeão em desarmes do Brasileirão, rompeu totalmente os ligamentos do tornozelo esquerdo e está fora do campeonato. O volante só volta a atuar ano que vem. Prejuízo enorme para Muricy, que perde seu melhor marcador, um jogador que não tem no elenco e, além de tudo, um ídolo da torcida, que se identifica bastante com seu estilo aguerrido de jogar. É uma pena.

- Na Sul-Americana, os reservas do Botafogo conseguiram bom resultado empatando com os titulares do Atlético-PR, na Arena. O 0 a 0 faz com que o Alvinegro precisa de apenas uma vitória simples para se classificar e, além do mais, descansou os jogadores para o jogo diante do Sport, sábado, na Ilha do Retiro. Partida importantíssima pelo momento delicado botafoguense na tabela.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

MATADOR PALERMO

Foi a resposta bem dada, a resposta necessária. Após ser interpelado por um sócio que o chamou de mercenário durante um treinamento na Casa Amarilla, Martín Palermo mostrou mais uma vez que é um símbolo do Boca Juniors. O maior artilheiro da História Xeneize marcou o gol da vitória de 2 a 1 sobre o Lanús, aos 32 do segundo tempo. Um gol de cabeça após escanteio cobrado por Mouche. Palermo subiu e no melhor estilo goleador pôs no canto do goleiro Caranta.

O jogo era dificílimo, na casa do adversário e contra um rival que foi o maior pontuador da última temporada. Mas o Boca de Basile soube impor seu ritmo e mostrou que é um forte candidato ao título. O torcedor boquense pode ficar mais otimista pelo fato de Riquelme ainda não ter estreado. O meia não jogou na primeira rodada por uma expulsão na última rodada do Torneio Clausura passado, e não esteve em Lanús por conta de dores no joelho direito. Ou seja, o Boca Juniors pode melhorar ainda mais.

El Viejo Ortega

Sem dúvida uma tarde de Déja Vu. Em Núñez, Ortega foi o maestro da primeira vitória do River Plate nesta temporada. Foi um jogão que terminou em 4 a 3 para o Millo sobre o Chacarita Juniors, que chegou a estar liderando placar por 3 a 2. Mas aí apareceu Ortega. Primeiro num passe fantástico para Villalba, que driblou o goleiro e empatou a partida. Depois, aos 42 do segundo tempo, a genialidade. Ortega percebeu Tauber adiantado e com um toque colocou por cima do arqueiro do Funebrero.

Mesmo com a grande atuação ofensiva, o River mostrou velhos problemas defensivos. Uma defesa lenta e estática formada por Ferrari, Cabral, Coronel e Villagra. Isso sem falar nas saídas atabalhoadas do goleiro Vega. Ainda falta muito para essa equipe de Nestor Gorosito se acertar.

Destacados

Outros destaques da segunda rodada do Torneio Apertura foram mais uma vitória do Newell’s Old Boys e do Rosario Central. A Lepra venceu o enfraquecido Huracán por 1 a 0. O Globo perdeu os dois jogos que fez pelo torneio. Já o Canalla, depois uma péssima temporada passada, segue 100% assim como seu rival após bater o Tigre, como visitante, por 2 a 1.

O campeão da América também venceu seus dois jogos. A vítima do Estudiantes agora foi o rival de cidade, o Gimnasia. O Pincha venceu o Clássico Platense por 3 a 0. Isso sem falar no Vélez, que também vem forte para defender seu título. O Fortín passou pelo Arsenal, em Liniers, por 3 a 1.

Outros resultados: Racing 1 x 1 Colón; Argentinos Jrs. 1 x 1 Banfield; Godoy Cruz 1 x 1 San Lorenzo; Atlético Tucumán 2 x 4 Independiente.

Dica

Para quem quiser assistir ao vivo os jogos do Campeonato Argentino uma dica: O site da TV Pública passa todos os jogos em direto. É só acessar http://www.tvpublica.com.ar/. A definição da imagem não é muito boa, mas dá para acompanhar as partidas.
Por Raphael Martins

VELÓRIO TRICOLOR

Olá blogueiros. Que ridícula essa atitude da diretoria do Fluminense. Depois de 12 partidas, Renato Gaúcho não dirige mais o Tricolor, Cuca assume a barca furada. Foram seis derrotas, cinco empates e apenas uma vitória. Tudo bem, os números são bem fracos. Mas será possível um clube ter cinco técnicos durante meia temporada e os resultados acontecerem? Acho que não! Nesse período a incompetente diretoria do Flu trocou e trocou de técnico e nada mudou. O Carioca foi perdido, a Copa do Brasil também. No brasileiro, as trocas vêm ocorrendo (já foram três) e o clube continua na zona de rebaixamento e agonizando.

Acho que não precisa ser nenhum gênio para perceber que o problema não é treinador e sim comando e organização. O próprio técnico Renato Gaúcho confirmou em uma entrevista coletiva que alguns jogadores recebem em dia e outros não. A patrocinadora queria Renato, a diretoria do clube não. Jogadores são anunciados, depois são dispensados... depois (ufa) são recontratados. O médico é demitido. Mas os culpados de fato continuam ali nas Laranjeiras, fazendo direitinho o dever de casa para o rebaixamento.

Agora é a vez do Cuca, mais uma vez o Cuca. Não foi ele que na temporada passada dirigiu o clube após a saída do Renato? Comandou a equipe durante 9 jogos (venceu dois, empatou cinco e perdeu duas) e foi demitido. Na ocasião o treinador saiu queimado com o elenco, fato que já virou rotina na carreira do técnico. Relembrando alguns números que o nosso companheiro Felipe Vasconcellos apresentou no seu post de domingo. O Fluminense tem 93% de chances de cair. Necessita de 29 pontos para atingir os 45 necessários para fugir da degola. Para chegar nesse número mágico precisa alcançar um aproveitamento de 60,4%, hoje o aproveitamento está na casa dos 20%. Amigos tricolores é bom rezar, porque torcer não será suficiente.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

PASSANDO A BOLA - MESA REDONDA

Amigos do Passando a Bola, está no ar mais uma Mesa Redonda, seu encontro com a informação e a opinião. Neste programa falaremos bastante da 22ª rodada do Brasileirão, vamos fazer uma análise dos principais campeonatos da Europa e da fase de grupos da Liga dos Campeões da UEFA, escolheremos o gol mais bonito, o craque do final de semana e daremos, é claro, nosso toque final. Aproveitem!


Obs: Hoje é o dia do Blog! Parabéns para todos os blogueiros do mundo!!!

Neste primeiro bloco, os destaques da 22ª rodada do Brasileirão:



Neste segundo bloco,uma análise dos principais campeonatos europeus e a fase de grupos da Liga dos Campeões da UEFA:



Neste último bloco, vamos falar do Vasco e fazer a escolha do gol mais bonito, do craque da rodada e dar nosso toque final:

domingo, 30 de agosto de 2009

Rapidinhas de Domingo - Galo paraguaio

Não gosto da expressão que utilizei no título, mas não achei algo que definisse melhor o momento do Atlético-MG. O Galo liderou o campeonato por 8 rodadas (a última vez na 14ª rodada) e desde então só fez cair. Neste domingo empatou com o vice-lanterna Sport, no Mineirão, e só não perdeu porque os atacantes rubro-negros foram muito incompetentes. O 1 a 1 elevou a série sem vencer atleticana para 5 partidas no Brasileirão e deixou a equipe de Celso Roth estacionada na 5ª posição, com 34 pontos. Tem um jogo a menos, é verdade, mas é uma pedreira, quarta contra o Inter, no Beira-Rio. O time que chegou a abrir vantagem na liderança, agora está a apenas 2 pontos do Santos, décimo colocado. O que será que houve com o Galo?

Uns vão dizer que é a síndrome de Roth, que costuma começar muito bem os campeonatos e perder bastante fôlego no decorrer deles. Eu não concordo. O treinador tem é que ser elogiado pelo trabalho que fez (e vem fazendo) no comando da equipe. Basta lembrar que ele assumiu logo após a derrota histórica para o Cruzeiro na final do estadual e depois do Atlético levar 3 a o do Vitória pela Copa do Brasil. Pegou um elenco limitado e arrasado psicologicamente, botou ordem na casa, achou um esquema, arrumou o time, mas, como eu costumo dizer, não é santo para fazer milagres. Roth faz o que pode e esses jogadores do Galo não podem mais do que isso. Libertadores é difícil, a realidade atleticana aponta para a Sul-Americana.

O Sport segue mal, muito mal, mas pelo menos não foi derrotado. Mesmo assim a situação do Leão (19º, com apenas 17 pontos) está muito complicada e somente um milagre livrará a equipe da Série B ano que vem. E Péricles Chamusca também não é santo, portanto...

- O Fluminense está ainda pior do que o Sport. O Tricolor até que não jogou mal diante do Santos, mas acabou mais uma vez derrotado, por 2 a 0. A situação da equipe é extremamente desesperadora, na última posição, com 16 pontos. É, simplesmente, a segunda pior campanha da história dos pontos corridos, melhor apenas do que o América-RN de 2007. O Flu é o pior em quase tudo no Brasileirão e, segundo o site Infobola, tem 93% de chances de ser rebaixado. Matemáticos dizem ser preciso atingir 45 pontos para escapar. Neste caso resta ao time carioca conquistar 29 pontos nos 16 jogos que tem por fazer, ou seja, ter um aproveitamento de 60,4%. Para se ter uma ideia, somente o Palmeiras tem tal desempenho no campeonato (62%). Mesmo com os reforços que chegaram, não acredito que o Fluminense vá sair dessa, por maior e mais tradicional que seja o clube. Uma pena para o futebol do Rio de Janeiro.

O Santos, cheio de garotos, vai melhorando. Está na 10ª posição, mas tem apenas 5 pontos a menos do que o São Paulo, 4ª colocado. E como joga Paulo Henrique Ganso! A cada jogo me impressiono mais com a classe desse menino.

- O Inter conseguiu importante vitória diante do bom time do Goiás, por 4 a 0, jogando um bom futebol. Chegou aos 37 pontos (com um jogo a menos), na terceira posição e se aproximou do próprio Esmeraldino, vice-líder, com 38 pontos. O jovem Marquinhos, da base colorada, foi o grande destaque do jogo, marcando um gol, dando assistência para outro, de Guiñazu, e participando da jogada do terceiro gol, anotado por Giuliano. Kléber, por cobertura, fechou a goleada. O fato curioso foi a expulsão de Fernandão logo aos 13 minutos de jogo, na minha opinião injusta. O árbitro Ricardo Ribeiro viu uma cotovelada que não existiu do jogador em Magrão e deu cartão vermelho ao ídolo colorado que retornou ao local onde se consagrou, desta vez defendendo a camisa do Goiás.

- São Paulo e Palmeiras não fizeram um jogo ruim, mas por tudo que se falou e esperou dessa partida, pode-se dizer que o 0 a 0 foi decepcionante. Bom para o Alviverde, que permanece com três pontos de vantagem na liderança do Brasileirão (41 pontos), enquanto o tricampeão fecha o G-4, com 37 pontos. Essa briga parte de cima promete.

- O Cruzeiro teve a chance de levar consigo de Salvador três pontos importantíssimos na luta para subir na tabela. O time celeste abriu 2 a 0, depois 3 a 1, mas permitiu o empate em 3 a 3 com o Vitória, no Barradão. Chegou ao sexto jogo invicto, mas nesta sequência teve 3 empates, o que não lhe fez melhorar muito sua colocação. Em 13º, com 29 pontos, a equipe de Adílson Batista tem que ter uma sequência de vitórias para se estabelecer logo na luta pela Libertadores, antes que seja tarde. Elenco para isso tem. Já o Vitória tem a mesma pontuação, mas está uma colocação acima, em função do saldo de gols (-3 a -6). Porém, venceu somente uma nos últimos 8 jogos. Não custa lembrar que o Figueirense, ano passado, tinha 28 pontos na mesma altura do campeonato e terminou rebaixado.

Só podia dar empate

Não achei título melhor para escrever sobre o belo jogo entre Botafogo e Grêmio. Afinal, foi o confronto do pior mandante, o Alvinegro, contra o pior visitante, o Tricolor Gaúcho. E o 3 a 3 foi um placar justo pelo que se viu em campo. Está certo que os donos da casa foram prejudicados em duas oportunidades, mas os gaúchos não mereciam deixar o Engenhão derrotados. Portanto, o empate foi o resultado mais adequado. Adequado pelo que foi o jogo, porque para as duas equipes foi péssimo. O Botafogo permanece na zona de rebaixamento e o Grêmio na zona da pasmaceira, irregular que só ele, no meio da tabela. Reinaldo, Victor Simões e Leandro Guerreiro marcaram para os cariocas, com Jonas, duas vezes, e Souza para os visitantes.

Não vou analisar a partida em si, porque não a vi inteira, somente alguns pedaços. Domingo, geralmente, fico igual a um louco, mudando de canal. Vou falar da situação curiosa de ambos os clubes no campeonato.

Para começar, o Botafogo. O Alvinegro é o 18º, com 23 pontos, e a cada rodada mostra que parece não querer deixar a zona do descenso tão cedo. O time simplesmente não consegue ganhar. Lá se vão sete partidas sem vitória, a última deles sobre o Barueri, no Engenhão. No seu estádio, aliás, reside uma das grandes dificuldades. O Bota tem a pior campanha como mandante dentre os 20 times do Brasileirão, se incluirmos os clássicos. Foram 12 jogos disputados (10 no Engenhão e 2 clássicos no Maracanã) e apenas 3 vitórias - além de 5 empates e 4 derrotas -, o que dá um aproveitamento sofrível de 38,8%.

Mas o maior problema é o grande número de empates no campeonato. A equipe de Estevam Soares empatou 11 vezes em 22 jogos! Metade! É, simplesmente, o recorde de igualdades de um time na era dos pontos corridos após a 22ª rodada. E empatar em quantidade não é nada bom. Basta ver que o Alvinegro nem é de perder muito. Foram somente 7 derrotas. Se compararmos com os clubes a partir da 14ª posição (uma abaixo da zona da Sul-Americana), o Botafogo é o que menos perdeu disparado. Santo André e Náutico, que viriam logo atrás, têm 10 derrotas, ou seja, 3 a mais.

Portanto, a chave para escapar do rebaixamento e embalar no Brasileirão é, mais do que nunca, ganhar. Na lógica dos pontos corridos, não existe a famosa frase "de grão em grão a galinha enche o papo". O correto é a galinha encher logo o papo de grãos no menor tempo possível, senão corre o risco de morrer de fome. Com o perdão da analogia.

Já o Grêmio tem o problema inverso. No Olímpico é imbatível. Foram 9 vitórias e 2 empates, isolado o melhor desempenho como mandante ( 87,8%), mas, quando atua longe de sua torcida, a campanha é horrorosa. Nenhuma vitória, 3 empates e 8 derrotas. 9%, aproveitamento exatamente igual aos de Sport e Fluminense, respectivamente o vice-lanterna e o lanterna da competição. Ou seja, alguma coisa está errada. E fica uma lamentação maior ainda na torcida tricolor, porque mesmo assim o time é o 9º colocado, com 32 pontos. Se tivesse uma campanha apenas ruim fora de casa, com certeza estaria brigando pelo menos pela Libertadores.

Por essas e por outras que o 3 a 3 não poderia ter sido mais apropriado.