sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

CLAUSURA: FECHA 2

Por causa da Copa do Mundo no meio do ano, o calendário do Torneio Clausura está bastante apertado. Tivemos por exemplo uma rodada no meio de semana, algo que não é comum no futebol argentino. Mas foi uma rodada de redenção para Boca e River. Os dois maiores clubes do futebol argentino voltaram a vencer, e o que é melhor, jogando bem.

Jogando debaixo de um dilúvio, o Boca Juniors derrotou o Lanús por 3 a 1. Mais uma vez com Riquelme tendo excelente atuação e contribuindo com passes para os gols de Palermo, o segundo do Boca, e do jovem Erbes, o terceiro gol e que sacramentou a vitória. A atuação lembrou a do Riquelme dos velhos tempos. Para o Olé, ele foi um Gene Kelly na noite da Bombonera.
Em outro ponto da capital, quem fez festa foi a torcida do River. O Chacarita jogava de mandante no campo do Argentinos Juniors, e foi atropelado por uma Ferrari em La Paternal. Isso porque o lateral-esquerdo Paulo Ferrari fez o três gols do triunfo do Millonário sobre o Funebrero por 3 a 2. O Chaca ainda tentou uma reação com Grabinski e Parra mas já não dava tempo.
Outro destaque da rodada foi mais um triunfo do Vélez Sarsfield. Desta vez por 3 a 0 sobre o Arsenal. O Cruzeiro tem que abrir o olho com o time de Liniers, um dos melhores do futebol argentino na atualidade. O time de Ricardo Gareca joga um futebol de toques rápidos, com saídas em bastante velocidade. Com certeza vai ser o adversário que mais vai dar trabalho à Raposa na Libertadores.
Destaco também a boa vitória do Independiente comandado por Américo Gallego. Jogando no Libertadores da América, o Rojo não teve dificuldades para aplicar 3 a 1 no Atlético Tucumán. Pouco badalado, o clube de Avellaneda pode chegar ao título do Clausura correndo por fora.

Que Bajón!!!!

Não posso deixar de apontar as decepções da rodada. A começar pelo Estudiantes, derrotado no clássico de La Plata frente o Gimnasia. Havia cinco anos que o Pincha não perdia para o Lobo. A última vitória tripera havia sido justamente no Estádio Del Bosque, onde os dois tradicionais rivais voltaram a medir forças na última terça-feira. O Estudiantes foi passear no bosque e acabou engolido pelo Lobo. O placar de 3 a 1 é o retrato fiel do que foi a partida.
Outro a decepcionar foi o San Lorenzo, que recebeu no Nuevo Gasómetro o Godoy Cruz. O Cuervo era tido como favorito disparado, mas sucumbiu por 1 a 0 frente aos mendocinos, que deixaram a Capital Federal com três pontos importantíssimos para sua permanência na Primeira Divisão.

Outros resultados: Rosario Central 0 x 1 Tigre; Colón 2 x 1 Racing; Huracán 2 x 1 Newell’s; Banfield x Argentinos (suspenso por conta da chuva)

Grande refuerzo

Roberto Ayala voltou ao futebol argentino. Depois de passagens por Napoli, Valencia, Milan e Zaragoza, El Ratón assume o objetivo de ajudar o Racing. Tarefa dura para o zagueiro de 36 anos. Se já não é mais um garoto, Ayala pode ajudar a Academia com sua experiência internacional. Bem fisicamente ele está e vai ser um bom reforço.

Pibe Loco

Maradona...convocando até jogador que não tem condições de atuar por ter sido operado, e chamando outros que estarão jogando a Libertadores no mesmo dia do amistoso inútil contra a Jamaica...Alguém duvida de que isso tem tudo para terminar em vexame mundial na África do Sul?
Basta de violência

Um ônibus da torcida do Newell’s foi metralhado na madrugada da última quarta-feira. Um jovem de 14 anos recebeu três disparos na cabeça e corre sério risco de morrer. Quando que as autoridades argentinas vão parar de proteger esses bandidos e agirão de maneira enérgica para acabar com essas cenas?


Por Raphael Martins

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Equilibrio é fundamental

Que o Flamengo tem um dos melhores, senão o melhor, ataque do Brasil, todos nós sabemos. O chamado "Império do Amor" marcou 11 gols nos 4 jogos que atuou (6 de Vágner Love e 5 de Adriano), sem contar nos outros 8 gols marcados pelo resto do time, totalizando 19 no Estadual. Porém, apesar de ter se garantido na semifinal da Taça Guanabara, os erros defensivos em excesso do Rubro-Negro preocupam. Andrade diz que não, que é normal, inclusive lembrou do fantástico time do início dos anos 80, que ganhava sempre de 4 a 2, 5 a 3...

Mas vem cá, Andrade? Não seria melhor tentar corrigir essas falhas na marcação? Afinal, das 6 equipes que o Flamengo enfrentou até agora, a única que deve ser respeitada é o Fluminense, que mesmo assim jogou desfalcada de seu principal atacante, Fred. Os outros adversários são muito inferiores e um time campeão brasileiro não pode se dar ao luxo de levar 12 gols em 6 partidas. Até porque, a defesa é praticamente a mesma do ano passado, quando a equipe tinha bastante segurança. O que está havendo? Bom, na minha opinião, o começo de tudo está na marcação a frente da zaga. A saída de Aírton faz falta, mas quem é mais importante nesse sistema é o Willians. Quando o Pulmão de Aço retornar, acredito que essas falhas devem diminuir. Mas ele e Toró terão que se ajeitar no meio-campo, para não bater cabeça e conseguir cobrir os avanços de Leo Moura e Juan.

Outro ponto é que Ronaldo Angelim e Álvaro não começaram bem o ano. O primeiro está muito lento, às vezes até afoito, dando chutões errados e proporcionando contra-ataques, como no segundo gol do Olaria ontem. O segundo conseguiu a proeza de ser expulso duas vezes em 4 partidas. É por isso que eu acho que o Flamengo ainda precisa se reforçar com um bom zagueiro se quiser ir longe na Libertadores. Outro problema inacreditável é a quantidade de cartões vermelhos e penaltis cometidos. Uma equipe profissional, atual campeã do Brasil, não pode ter 4 jogadores expulsos e 5 penalidades contra em 6 jogos. Há algo de errado sim e Andrade não se preocupar com isso é bastante preocupante. Abre o olho, Tromba!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

ARRANCÓ EL CLAUSURA

Começou no último fim de semana o Torneio Clausura 2010. A primeira rodada mostrou boas surpresas e a manutenção de velhas deficiências. A dupla Boca e River voltou a decepcionar, enquanto que Banfield, Racing e Estudiantes começaram o torneio com pé direito.

Mesmo jogando no Monumental de Núñez, o River Plate foi derrotado por 1 a 0 pelo atual campeão argentino. Com uma equipe mais entrosada, o Banfield não mostrou um futebol excelente mas fez o mínimo para vencer. O Millonário, por outro lado, está em fase de reformulação. Conta com jogadores muito jovens e o trabalho de Leo Astrada está concentrado em fazer uma boa campanha neste primeiro semestre. Pretensões de título só mesmo na segunda metade do ano, no Torneio Apertura.
Jogando em La Paternal parecia que o Boca Juniors conseguiria um triunfo fora de casa. Só parecia. Mesmo jogando muito mal, o Xeneize ia ganhando o Argentinos Juniors por 2 a 1. Graças é verdade ao talento interminável de Riquelme, que havia metido um golaço aos 40 do segundo tempo. Mas a justiça foi feita nos acréscimos com o empate do Bichito. O 2 a 2 foi justo, e Riquelme depois reclamou da atitude da torcida que já perdeu a paciência com a falta de bons resultados. Vamos ver como será neste meio de semana, na Bombonera, diante do Lanús.
O Estudiantes começou o campeonato muito bem, colocando-se outra vez como um dos postulantes ao título. O Pincha pode ser considerado um dos grandes times argentinos da atualidade. Jogando como mandante em Quilmes, os pincharatas despacharam o Arsenal por 3 a 0. Um verdadeiro porre de felicidade na terra da cerveja. O matador Boselli deixou a sua marca duas vezes. Carrusca marcou o outro gol do Estudiantes.

A grande surpresa da rodada foi, na minha opinião, a grande vitória do Racing sobre o Rosario Central, também 3 a 0. Martínez, Luguercio e Bieler(foto), o sonho de consumo do torcedor do Fluminense, marcaram os gols. Aliás foi um partidaço do argentino que era jogador da LDU.

Outros resultados: Godoy Cruz 1 x 0 Gimnasia; Tigre 0 x 2 Chacarita; Vélez 1 x 1 Colón; Atlético Tucumán 0 x 1 San Lorenzo; Newell’s 0 x 0 Independiente; Lanús 3 x 2 Huracán

Próxima rodada: Rosario Central x Tigre; Arsenal x Vélez; Colón x Racing; Gimnasia x Estudiantes; Huracán x Newell’s; Banfield x Argentinos; Boca x Lanús; Chacarita x River; San Lorenzo x Godoy Cruz; Independiente x Atlético Tucumán

LO QUE FALTA A BOCA

O goleiro Abbondanzieri disparou sua metralhadora. Ele que não é muito de falar deu duras declarações sobre o plantel ao programa “Un Buen Momento”, da Rádio La Red. Disse que falta agressividade e vontade de vencer por parte de alguns jogadores. Além disso reclamou que alguns entram em campo “com medo”. O Pato pode até ter razão em suas opiniões, mas ao invés de sair atirando a esmo poderia ter dado nome aos bois. Para fazer esse tipo de declaração, era melhor ter ficado calado. Uma crise interna é a última coisa que o Boca precisa neste momento.

DEFENSA HABLADOR

Por sinal, o zagueiro Luiz Alberto está sendo cotado em La Boca. Há grande possibilidade do ex-defensor do Fluminense atuar pelo clube Azul y Oro. Abbondanzieri terá um concorrente de peso na sua nova carreira de interlocutor oficial do plantel.

Por Raphael Martins

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Para a história

Depois de uma semana, estou de volta e logo com um baita jogão pra comentar. Que partidasso esse Fla x Flu! Aliás, ouso afirmar que todo clássico entre essas duas equipes é garantia de bom futebol e emoção. E neste domingo não foi diferente. Cada time jogou com perfeição durante 45 minutos. Nos iniciais, só deu Fluminense, com um toque de bola envolvente, rápido e uma marcação precisa. Vendo a partida, comentei com um amigo que parecia que o Tricolor tinha 20 jogadores em campo, tamanha a superioridade. Porém, a quantidade de gols perdida pelos jovens (e ótimos) atacantes das Laranjeiras, na minha visão, fez com que a vantagem de 3 a 1, que parecia praticamente consolidar a vitória do Flu, se transformasse em algo facilmente alcançado. Claro que não era pra ser, mas a exibição do Flamengo na segunda etapa passou a impressão de que foi tranquilo virar o jogo.

Andrade fez o que tinha que fazer. Tirou de campo dois jogadores que estavam muito mal, lentos e que por isso deixavam o time previsível. Em seus lugares colocou dois atletas que mudaram o rumo da partida. Willians, com seu pulmão de maratonista, é titular absoluto e sua presença é fundamental no equilibrio defensivo da equipe. Mas quem me chamou a atenção mesmo foi Vinícius Pacheco. Sempre fui descrente em relação a este jogador. Até me surpreendi quando no começo da temporada ele foi reaproveitado no elenco, ganhando, inclusive, oportunidades entre os 11 iniciais. Porém, Vinícius vem provando neste início de ano que tem o seu valor. No Fla x Flu ele fez sua melhor atuação com a camisa do Flamengo, desde quando subiu para os profissionais, lá em 2005, 2006. Criou inúmeras jogadas pelo lado direito e teve participação direta em 3 dos 4 gols que saíram depois que entrou em campo. E claro que não poderia deixar de falar da dupla de ataque rubro-negra. Vágner Love e Adriano deram um bico na desconfiança e a cada jogo estão se entrosando ainda mais. Nesse ritmo vai ficar difícil de segurar a artilharia da Gávea.

Apesar da épica vitória, os erros defensivos da equipe não podem ser mascarados. Os 9 gols sofridos em 5 partidas têm de servir para deixar Andrade preocupado. É inadmissível que uma defesa campeã brasileira seja vazada tantas vezes. Álvaro, expulso pela segunda vez no ano, e Angelim não estão bem e os volantes ainda encontram dificuldades na hora de fechar o meio-campo. Nada que alguns treinamentos não resolvam.

No entanto, quando tudo parecia flores, eis que surge um princípio de crise. Não adianta. Flamengo é e sempre será assim. Não vou puxar a sardinha nem para o lado do Pet nem para o do Marcos Braz. Os dois tiveram e têm fundamental importância. Mas essa história está muito esquisita. Prefiro esperar que ela se esclareça mais para poder tecer comentários mais consistentes, porém acredito que o melhor para todos seria um pedido de desculpas do sérvio, por seja lá o que ele tenha feito (e alguma coisa ele fez, porque o Love, em entrevista ao Sportv, criticou o comportamento do companheiro), e a sua imediata reintegração ao elenco. Quem perde com essa briga é só o clube, que vê um dos seus maiores ídolos ir embora pela porta dos fundos.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Sai Estevam, entra Joel

É muito difícil um técnico resistir a uma goleada de 6 a 0 diante de um rival, ainda mais dentro de casa. Mas o resultado catastrófico sofrido para o Vasco não foi o principal motivo da demissão de Estevam Soares do Botafogo. Foi apenas a gota d'água. Seu trabalho vinha sendo muito questionado pela torcida e dentro do próprio clube. E, convenhamos, o desempenho do agora ex-treinador alvinegro era pífio. Ele assumiu o Bota na rodada 19 do Brasileirão do ano passado e só conquistou sua primeira vitória no campeonato nacional 8 partidas depois. Pegou o clube em 15 lugar e terminou exatamente na mesma posição, livrando-se do rebaixamento apenas na última rodada numa vitória suada diante do Palmeiras. Ao todo foram 30 jogos, com 11 vitórias, 8 empates e 11 derrotas.

Além dos maus resultados em campo, suas escolhas e insistências com alguns jogadores também irritavam os torcedores. Como escrevi na análise da partida, atletas como Alessandro, Fahel e Lucio Flavio não têm mais condições de vestir a camisa alvinegra. Para mim são símbolos de épocas fracassadas do Botafogo, precisam sair. E tem gente no elenco para entrar na vaga destes. Weelington Junior foi um dos destaques da base, disputou o Mundial Sub-20 pela Seleção Brasileira e constantemente seu desempenho nos treinamentos como lateral-direito é elogiado. Por que então não tem uma oportunidade? Fahel é volante que não consegue acertar um passe de 2 metros. Mas permanece com vaga cativa no meio-campo. O recém-contratado Somália já mostrou que merece uma chance entre os titulares. E Renato Cajá, também recém-chegado, provou na Ponte Preta que é um meia de qualidade, que assim como Lucio Flavio, tem facilidade com as bolas paradas e poderia muito bem substituir o camisa 10.

Com os fatos apresentados acima, acho que a demissão de Estevam foi correta. O problema é que a comissão técnica será mudada logo no começo do ano. Melhor seria já iniciar 2010 com outro treinador, já que o antigo já não gozava de tanto prestígio assim. Perdeu-se tempo, que pode parecer pouco, mas num futebol onde o calendário é cada vez mais apertado, um mês signifca bastante.

Joel chega

Pelo menos a diretoria agiu rápido e anunciou Joel Santana como o novo comandante. Trata-se de um bom nome, experiente e muito acostumado ao futebol carioca e ao próprio Botafogo. Não podemos esquecer que o mercado também não apresenta tantas outras opções. Joel foi campeão estadual em 1997 e chega para tentar botar ordem na casa, mais ou menos como fez com o Flamengo em 2007. Ele tem um estilo agregador, de criar um sentimento de união entre todos. Prefiro esperar para ver os resultados e analisar se foi bom ou não. Mas só de haver mudanças já é um bom sinal.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Passeio vascaíno

Há muito tempo não via uma equipe ser tão superior a outra em um clássico regional. E, principalmente, transformar essa superioridade em gols, construindo um placar de 6 a 0, dentro da casa do rival. Foi assim a maiúscula vitória do Vasco sobre o Botafogo no Engenhão. Uma vitória para encher o time de Vágner Mancini de moral e para deixar a torcida cruzmaltina eufórica.

Tudo deu certo para o Vasco. Abriu o placar com Dodô logo aos 3 minutos e aos 11 ficou com um jogador a mais, quando Eduardo foi expulso em lance infantil. A partir daí a tarefa ficou fácil. O Botafogo, completamente perdido em campo, tinha somente em Herrera algum foco de lucidez. E com isso o time da Colina foi pra cima, marcando mais duas vezes antes do intervalo, novamente com Dodô. Muito legal ver o atacante de volta, marcando gols e mostrando toda a sua qualidade. Curioso é que esse real retorno, apoteótico, foi logo em cima do ex-clube, onde Dodô brilhou durante anos. O mundo dá voltas.

Na segunda etapa o baile vascaíno continuou. Magno entrou no lugar de Carlos Alberto, lesionado, e foi muito bem. Rápido, atrevido, partiu pra cima e buscou o jogo a todo momento, em parceria com Phillipe Coutinho. O menino, aliás, mostra a cada partida que tem muito valor. Marcou seus dois primeiros gols pelo time profissional, com muita tranquilidade. Pena que em julho irá embora para a Inter de Milão. Léo Gago marcou o outro gol do Vasco. Todo o time cruzmaltino foi bem. Mas destaco, além de Dodô e Phillipe Coutinho, Magno e Souza. Este último, aliás, acho um belíssimo jogador. Volante clássico, de porte, passadas largas, visão de jogo... Tem muito potencial realmente e com certeza se firmou entre os titulares após a partida de hoje.

Já no lado botafoguense o desastre foi completo. A começar pela camisa de péssimo gosto que que o clube estreou. Depois a expulsão de Eduardo, que desorganizou o já desorganizado time do Botafogo. Não consigo entender Estevam Soares. Ano passado ele mesmo havia afastado o atleta da equipe, mas resolveu dar uma nova chance (mais uma!) a ele e se deu mal. Até que não acho Eduardo mau jogador, mas ele já mostrou que não tem cabeça. É bobagem atrás de bobagem. Dessa vez acho difícil que ele tenha outra oportunidade. Outra coisa que acho inacreditável em relação ao técnico alvinegro é sua capacidade de fazer escolhas equivocadas. A escalação de alguns jogadores não tem fundamento. Fahel, Alessandro, Lucio Flavio são jogadores que, na minha opinião, não têm mais condições de jogar pelo clube. Os 3 volantes que Estevam insiste em escalar também me incomodam. Apenas destroem, criar que é bom, nada. Enquanto isso, Renato Cajá e Somália permanecem no banco. Entraram na segunda etapa e foram bem, mas com 4 a 0 contra fica complicado de arrumar alguma coisa. Vamos ver se no próximo jogo o treinador promove algumas mudanças. Ah, também teve a estreia de Loco Abreu, mas o uruguaio foi pouco notado. Ou seja, uma noite para os botafoguenses esquecerem.

Em termos de classificação não acredito que vá influenciar alguma coisa na vida alvinegra, porque os times pequenos do Rio são fraquíssimos. Mas preocupa, já que este foi o primeiro teste verdadeiro da equipe em 2010. E o Botafogo foi reprovado. Acorda, Estevam!

Melhor impossível

Que ótima estreia de Vágner Love pelo Flamengo! Está certo de que o adversário era fraquíssimo, mas o atacante mostrou qualidade e oportunismo para marcar os dois gols da vitória por 2 a 1 sobre o Bangu. Mais do que isso, ficou claro de que a desconfiança em relação à sua parceria com Adriano não tem fundamento. Vágner voltou para buscar a bola, fez jogadas partindo da intermediária em direção ao gol e em vários momentos buscou o Imperador. Algumas tabelas deram certo (como no lance do segundo gol), outras não, mas o entrosamento virá com o tempo e só quem tem a ganhar é o Flamengo. Com essa dupla afiada em campo, as zagas adversárias terão bastante dor de cabeça.

Porém, Andrade ainda precisa ajustar o time. O jogo de ontem foi fraco tecnicamente e o segundo tempo terrível. O Bangu esteve perto do empate e o Rubro-Negro expôs algumas falhas defensivas. Aliás, nesses 3 primeiros jogos, foram 4 gols sofridos, um número alto se considerarmos que o Fla enfrentou equipes bem inferiores. O meio-campo também não está conseguindo produzir muito. Ontem o gramado do Engenhão atrapalhou bastante, mas mesmo assim os jogadores da meiúca não estavam em um bom dia. Vinícius Pacheco como homem de ligação não me convence. Ele até que não está jogando mal, contudo acho que o Flamengo precisa de um alguém mais regular e com mais qualidade para ser o substituto de Pet. Nas partidas mais complicadas tenho minhas dúvidas se Vinícius conseguirá render. Vamos ver.

Por enquanto o que fica mesmo é a esperança da torcida de que o time, quando completo e em forma física e técnica poderá dar muitas alegrias em 2010.