domingo, 26 de julho de 2009

Esforço não basta, falta qualidade ao Flu

O Fluminense entrou em campo precisando de, no mínimo, empatar com o Cruzeiro para não terminar a rodada na lanterna do Campeonato Brasileiro. Conseguiu, mas o 1 a 1 no Maracanã foi um péssimo resultado, especialmente pelo fato do Tricolor ter atuado quase todo o segundo tempo com um jogador a mais. A equipe de Renato Gaúcho mostrou vontade, teve um pouco mais de organização do que em outras partidas, mas esbarrou na mesma falta de qualidade de seus jogadores. O jogo, aliás, não teve muita qualidade. Basta vermos o número de passes errados, 78 no total. Henrique marcou para o time mineiro e Kieza empatou para o Flu, que chegou aos 11 pontos e continua na 19ª posição, superando o Náutico apenas no saldo de gols (-11 a -15). O Cruzeiro é o 16º, com 14 pontos, mas tem um jogo a menos.

Com muitos desfalques, Renato Gaúcho escalou o Fluminense no 3-6-1, somente com Kieza no ataque. E a opção deu certo nos primeiros 15 minutos, quando Fábio salvou os visitantes em duas oportunidades. O ímpeto carioca, porém, diminuiu aos poucos e o Cruzeiro passou a dominar a partida, mantendo a posse de bola. E a equipe de Adilson Batista abriu o placar após bela jogada pela direita, que Henrique completou. O Tricolor sentiu o gol e teve muita dificuldade para criar jogadas. Também pudera. Um time que depende de Fabinho, Welligton Monteiro, João Paulo, Ruy e Marquinho para armar não pode esperar muita coisa.

Renato percebeu e voltou para o intervalo com Dieguinho no lugar de João Paulo e Maicon na vaga de Fabinho. E a mudança deu resultado logo aos 2 minutos, quando Kieza empatou. O Flu permaneceu em cima, buscando a virada, mas o Cruzeiro sempre assustava nos contra-ataques. Aos 17, Leonardo Silva derrubou Kieza na entrada da área e, como era o último homem, foi expulso. No entanto, quem esperava mais facilidade na tarefa tricolor se enganou. O time mineiro cresceu, melhorou e passou a dominar o jogo, criando as melhores chances, especialmente pelo lado direito. Só não fez o gol por pura falta de tranquilidade de seus jogadores. Thiago Ribeiro perdeu duas grandes oportunidades e Jonathan acertou o travessão. O Flu também poderia ter marcado o gol da vitória, mas também pecou nas finalizações. Talvez por isso as duas equipes sejam os piores ataques do campeonato com 13 gols.

Apesar de estarem em posições parecidas na tabela, acho que a situação do Fluminense é mais preocupante. O time é fraco completo, desfalcado então, nem se fala. Roni foi contratado, mas está longe de ser a solução. E Fred só volta daqui a pelo menos 2 meses. São 9 jogos sem vitória (a última dia 07/06, diante do Botafogo). Na próxima rodada encara o vice-líder e embalado Palmeiras fora de casa, na estreia de Muricy Ramalho. Parada duríssima. O Cruzeiro recebe o Sport.

XÔ TABU!

Olá blogueiros. Que vitória do Flamengo em cima do Santos na Vila Belmiro! Com gols de Adriano (vice-artilheiro com 8 gols) e Pará, contra, o Rubro-Negro carioca derrubou um jejum de 33 anos sem vitórias na casa do Peixe, e ainda conquistou uma vitória na partida de número mil em Campeonatos Brasileiros da série A. Marcou para o Santos o jovem meia Robson. Com o triunfo de 2 a 1, o Flamengo sobe para a nona posição. O Santos cai para a décima primeira colocação.

A partida foi muito movimentada, mas sem grandes jogadas ou lances perigosos. Com muitos volantes as duas equipes erravam muitos passes e a bola não chegava limpa para a conclusão dos atacantes. Adriano de falta e Neymar na pequena área promoveram os melhores lances no primeiro tempo.

Na segunda etapa o clube carioca voltou melhor. Com uma melhor participação dos alas, Léo Moura e Everton, o Rubro-Negro utilizou mais os flancos do campo e com isso levava mais perigo para a defesa do Peixe. Mas como nada pode ser tranqüilo na Gávea, o gol do Santos saiu exatamente quando o Flamengo estava melhor. Depois de uma roubada de bola no meio-campo, Rodrigo Souto passou para Robson (que havia entrado na vaga do volante Roberto Brum), que de fora da área soltou a bomba. Um a zero para o Santos.


O Mengão não tremeu e continuou tocando a bola e tentando chegar pelos lados do campo. O técnico Andrade mexeu na equipe. Bruno Paulo entrou na vaga do volante Toró. O jovem mais uma vez não sentiu a camisa e a equipe ganhou com mais criatividade e vigor, já que Toró estava muito extenuado. O Flamengo chegava, mas a defesa do Santos conseguia afastar o perigo. Até que o Imperador tirou uma carta da manga: um de seus chutaços de canhota. Do meio da rua Adriano disparou uma bomba cheia de veneno e venceu o goleiro Felipe. Um a um e o Flamengo acreditava na virada.

O destino reservava um momento todo especial para esse jejum acabar. O jovem Bruno Paulo foi no fundo e cruzou para dentro da área. A bola passou por todo mundo, mas não passou pelo lateral Pará, que empurrou para dentro do próprio gol. Gol contra e tabu de 33 anos derrubado.

Aí foi só tocar a bola e esperar o apito final. O Flamengo vencia pela primeira vez na Vila Belmiro e justamente em um dia tão especial. No jogo mil em brasileiros. Para fechar com chave de ouro, o Ídolo Andrade, técnico interino, saiu às lágrimas com a conquista da vitória histórica.

sábado, 25 de julho de 2009

Evolução do Botafogo, queda colorada

O Botafogo finalmente vai melhorando. Reforços chegaram, jogadores que estavam machucados estão voltando à sua melhor forma e o principal, a atitude dos jogadores é outra. Por isso, a equipe que até bem pouco tempo atrás estava na zona de rebaixamento, na vice-lanterna, agora soma cinco jogos de invencibilidade (2 vitórias e 3 empates). Neste sábado, a vítima foi o Internacional e o placar foi 3 a 2 para o Alvinegro, no Engenhão. A equipe de Ney Franco chegou aos 15 pontos, na 15ª colocação, lembrando que ainda tem um jogo por realizar da 12ª rodada, diante do Cruzeiro.

O Colorado, por sua vez, segue sua má fase e neste domingo pode, pela primeira vez, terminar uma rodada fora do G-4. O time gaúcho é o 3º com 24 pontos. Os comandados de Tite venceram apenas 3 vezes nos últimos 10 jogos do Brasileirão e a situação do treinador vai, aos poucos, ficando cada vez mais difícil.

Sem contar com Nilmar, vendido ao Villareal-ESP, e Alecssandro, suspenso, Tite optou por um ataque leve, com Bolaños e Taison. No meio, D'Alessandro e Andrezinho seriam os responsáveis pela armação das jogadas. Mas a escolha mostrou-se equivocada, já que o Inter conseguia ter mais posse de bola, mas pouco criava e quando o fazia, sentia a falta justamente de uma referência na área não só para completar os cruzamentos como também para segurar a bola no ataque. O Botafogo, então, sempre mais perigoso e objetivo, abriu o placar logo no começo, com o zagueiro Wellington, aproveitando falha de Michel Alves. Logo depois André Lima ampliou e os cariocas poderiam ter até aumentado a vantagem, tamanha a superioridade. Juninho continuou com o pé calibradíssimo acertando a trave em uma falta quase do meio-campo.

Já o Inter não se encontrou. É impressionante como caiu de produção D'Alessandro em relação ao começo da temporada. O argentino simplesmente é figura nula em campo, sendo notado somente quando reclama do árbitro. Tite percebeu isto e também a falta de um jogador de área. Por isso, mudou no intervalo. O camisa 10 saiu para entrada de Giuliano, que passou a cair pela direita, e Bolaños deu lugar a Leandrão. Taison foi jogar pela esquerda e o Colorado melhorou consideravelmente. Tanto que logo aos 2 minutos, Andrezinho diminuiu de penalti. Depois de Juninho carimbar novamente a trave em cobrança de falta, a tal referência gaúcha que fazia falta se fez presente. Andrezinho levantou na área, a zaga botafoguense parou e Leandrão teve tempo de dominar e tocar na saída de Castillo: 2 a 2.

A torcida alvinegra temeu que mais uma vez a equipe ficaria sem a vitória depois de sair na frente no placar, mas, diferentemente do que vinha acontecendo, a equipe de Ney Franco continuou em cima, em busca do terceiro gol. Reinaldo entrou na vaga de Renato e a pressão deu resultado aos 30, quando Alessandro apareceu livre para deixar o Botafogo novamente em vantagem. A partir daí o Inter bem que tentou o empate, mas o jogo terminou mesmo com vitória justa carioca.

É notória a evolução do Botafogo. Claro que ainda está longe do ideal, mas se formos comparar com o desempenho do início do campeonato, parece outro time. Méritos para Ney Franco, comprovando que é sim um bom treinador. Só não faz milagres.

Rapidinhas do sábado:

- Impressionante a subida de produção do Avaí. Venceu mais uma (a quarta seguida na competição), desta vez o Atlético-PR, fora de casa, por 3 a 1. O mais importante é que desses quatro triunfos, três foram longe de Santa Catarina. A equipe de Silas, antes desta sequência, era a lanterna, com apenas uma vitória. Hoje está na nona posição, com 19 pontos. Se derrotar o Vitória, quinta-feira, o Avaí será o primeiro time a vencer cinco vezes consecutivas neste Brasileirão. Já o Furacão segue mal das pernas. Perdeu outra vez em casa e segue na zona de rebaixamento (18º, com 12 pontos). Para piorar, pode terminar a rodada em último lugar, caso Fluminense e Náutico vençam neste domingo. Ano passado o Atlético se livrou do rebaixamento na última rodada, justamente pelos pontos feitos em casa. Este ano nem isso está acontecendo. Das oito partidas na Arena da Baixada, venceu apenas duas. Abre o olho!

- O Grêmio jogou bem e conseguiu derrotar a bem armada equipe do Santo André, por 3 a 2, no Olímpico. Souza foi o grande nome da partida, marcando um golaço e dando duas assistências para o zagueiro Rafael Marques fazer outros dois. O Tricolor é o sexto colocado, com 21 pontos e vai brigar pelo título. Mas precisa melhorar seu desempenho fora de seus domínios. A equipe do ABC vem fazendo bonito, dentro de suas possibilidades. Quando perde, complica o jogo. Mas para mim sua luta ainda é contra o descenso.

Bobeadas

Numa campanha longa e difícil como a do Vasco na Série B, sempre acontece aquele dia em que quase tudo falha ou dá errado. Como na partida de hoje, contra o Bahia. Ernani e Robinho bobearam ao não aproveitarem suas chances no time titular e fazerem ambos péssima partida. A assistente Ticiane Falcão Martins bobeou ao falhar seguidamente no que provavelmente foi o jogo mais importante da sua carreira, deixando os jogadores dos dois times irritados.

Dorival Júnior bobeou ao não colocar Carlos Alberto antes. E bobeou de novo ao trocar Élton pelo camisa 19, quando poderia ter sido um pouco mais ousado. A defesa, tão elogiada por mim diversas vezes, bobeou duas vezes, permitindo ao Bahia fazer dois gols em cobranças de escanteio, o segundo quando o Vasco tinha um homem a mais. Adriano bobeou, ao perder um gol mais certo que corrupção de político após driblar o goleiro Marcelo, do Bahia.

Quem não bobeou foram Alex Teixeira e Fernando Prass. O primeiro fez o gol do Vasco; o segundo não teve culpa nos gols e voltou a fazer belas defesas. Mas a maior bobeira foi mesmo a do Vasco. Que perdeu após dez partidas e ficou de fora do G4.

Ninguém faz tanta bobagem e sai impunemente.

Por Thiago Teixeira (Acompanhando o Vasco)

FICHA TÉCNICA

BAHIA 2 X 1 VASCO
Estádio: Governador Roberto Santos (Pituaçu), Salvador (BA) Data/hora: 25/7/2009 - 16h10
Árbitro: Francisco Carlos Nascimento (AL) Auxiliares: Carlos Jorge Titara da Rocha (AL) e Ticiana de Lucena Falcão Martins (AL)
Renda/público: R$ 589.675,00//25.376 pagantes
Cartões amarelos: Reinaldo Alagoano, Leandro, Nádson, Nem (BAH); Elton, Ramon, Ernani, Souza, Paulinho (VAS) vCartão vermelho: Leandro, 30'/2ºT (BAH).
Gols: Alex Teixeira, 3'/2ºT (0-1); Nem, 18'/2ºT (1-1); Menezes, 41'/2ºT (2-1).

BAHIA: Marcelo, Nem, Rogério e Menezes; Marcos, Leandro, Elton (Léo Medeiros, 30'/1ºT), Ananias (Evaldo, 33'/2ºT) e Alex Maranhão; Beto (Nádson, 12'/2ºT) e Reinaldo Alagoano. Técnico: Paulo Comelli.
VASCO: Fernando Prass, Paulo Sérgio, Vilson, Titi e Ramon; Nilton, Ernani (Paulinho, intervalo), Souza e Alex Teixeira; Robinho (Adriano, 14'/2ºT) e Elton (Carlos Alberto, 31'/2ºT). Técnico: Dorival Júnior.

Salve São Cristovão

Amigos do Passando a Bola. Estou em falta com vocês, mas na minha idade a saúde tem que ser prioridade. Meu médico está na minha cola e ainda estou em observação. Assim, me falta tempo e paciência para lembrar das histórias e de acompanhar esse futebolzinho sem graça.

Venho hoje até vocês para fazer uma homenagem ao santo mais importante do catolicismo: São Cristovão. Hoje é o dia dele. Além de ser o padroeiro dos motoristas, viajantes e taxistas, ele deu nome ao melhor time de todos os tempos. O meu São Cristovão. Salve São Cricri!

Como homenagem vou contar, em resumo, a história desse grande homem.

"Cristóvão" significa "aquele que carrega Cristo". São Cristóvão, protetor dos viajantes e dos motoristas. Martirizado no século III, possivelmente viveu na Síria. São Cristóvão é também o padroeiro dos taxistas!

De acordo com algumas das lendas, Cristóvão era um gigante materialista com manias de grandeza. Supondo que o rei a quem servia seria o maior do mundo, Cristóvão servia, sem saber, ao satanás, dentro da presteza; porém, o gigante vivia triste, mal-humorado e imundo!

Através de um ermitão, o gigante descobriu o verdadeiro Rei. Informado, passou a fazer caridade para servir ao novo Senhor; Cristóvão trocou suas manias, e passou a servir seus semelhantes, pregando a nova causa com fé e garra, transformando-a em sua lei.

No rio, passou a baldear as pessoas, vadeando-as com louvor. O gigante, agora limpo, passou a ter a alegria em seus semblantes! Numa noite, um menino chegou ao bom gigante e lhe pediu: "É possível tu me transportar para a outra margem do rio?”

Cristóvão pegou o menino nos ombros e seguiu o seu roteiro. Só que, a cada passo dado, o menino lhe pesava cada vez mais; parecia ao gigante estar carregando o peso do mundo inteiro! Ao observar o espanto de São Cristóvão, o menino lhe falou: "Em teus ombros, levaste mais que o mundo inteiro. Tu carregaste o Senhor do Mundo. Eu sou Jesus, aquele a quem tu serves..."
É por essas e por outras que eu afirmo: São Cristovão é o maior time do mundo!

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Nas mãos

Time com vários desfalques, elenco sendo reduzido, pressão por resultados. Mesmo com vários problemas, Dorival Júnior dá a cada dia mostras de ter o Vasco embaixo de seus braços, como as bolas da foto.

Esta semana o treinador aproveitou para assustar e dar um puxão de orelhas em Ramon, que vem caindo de produção, ao mesmo tempo em que recompensava Nílton, que, com as orelhas doídas pelos puxões de Dorival, voltou a apresentar um bom futebol.

Nesse meio tempo Dorival aproveitou para se desfazer de um possível futuro problema, liberando o encostado Leo Lima para o Goiás. Mesmo com as idas e vindas técnicas do time, Dorival vai montando um Vasco compacto e homogêneo, construindo até aqui um cartel de 22 vitórias, 11 vitórias e apenas três derrotas em 2009, uma delas com o time reserva.

Dorival montou este elenco. Sabe do que eles são capazes, e de onde, como e quando utilizar cada peça. Daí a demora em lançar Robinho e Souza, guardados para a melhor oportunidade possível. Daí a confiança em Ernani, que vai se tornando o coringa do técnico vascaíno. Daí a razão do sucesso do Vasco em 2009: as mãos firmes do seu técnico.

Por Thiago Teixeira (Acompanhando o Vasco)

Galo dispara; Flu melhora, mas não o suficiente

Foi um bom jogo no Mineirão, especialmente no segundo tempo. E o Atlético-MG fez valer seu mando de campo e a força de sua torcida (55 mil pagantes) para derrotar o Fluminense por 2 a 1 (gols de Serginho e Diego Tardellim com Kieza decontando) e disparar na liderança do Brasileirão, com 28 pontos. Para quem achava que o Galo seria apenas mais um cavalo paraguaio e que Celso Roth sabia somente começar bem um campeonato, estas desconfianças vão ficando para trás. Claro que ainda faltam muitos jogos, mas a cada jogo do equipe mineira fico mais convecido de que este time vai brigar lá em cima até as últimas rodadas.

Já o Tricolor melhorou bastante na estreia de Renato Gaúcho. Fernando Henrique foi bem, passou mais segurança do que Ricardo Berna, e a escolha pelo 3-5-2 se mostrou acertada. Ainda precisa melhorar muito sim, mas acho que o novo treinador começou no caminho certo. O Flu é o penúltimo com 10 pontos.

Confesso que imaginava que no início da partida o Atlético partiria com tudo para cima do adversário e este, por sua vez, trataria apenas de se defender. Mas não foi bem o que aconteceu. Os donos da casa foram melhores na primeira etapa, mas não conseguiram criar muitas oportunidades, pois o Fluminense se defendia muito bem e assustava em alguns contra-ataques. As principais chances do Galo surgiram em erros na saída de bola do Tricolor - aliás, muitos erros. Mas o primeiro tempo terminou sem gols mesmo.

A segunda etapa começou eletrizante, com as duas equipes buscando o gol. Em 4 minutos, Aranha (para mim o grande nome do jogo) já tinha feito duas lindas defesas e o Atlético também assustou FH. O problema do Flu era Tartá, escalado ao lado de Fred no ataque, mas que recuava muito e deixava o atacante isolado na frente. Ele lutou, jogou bem, mas aos 10 sentiu um problema muscular e teve que sair. Kieza entrou em seu lugar. O Atlético errava muitos passes, não conseguia jogar na velocidade, sua principal característica.

Mas acabou chegando ao gol em uma falha de Ruy, que cortou mal um cruzamento, para frente da área (igualzinho ao que aconteceu na derrota para o Goiás). Thiago Feltri pegou o rebote e soltou uma bomaba, a bola bateu no próprio Ruy e subiu, encontrando Serginho, livre, que só completou de cabeça: 1 a 0. O gol fez o Flu sair da defesa, abrindo espaço pro Galo, que fez o segundo logo depois, em boa jogada pela esquerda. Feltri cruzou e Tardelli só empurrou. Oitavo gol dele no campeonato, vice-artilheiro.

Mesmo perdendo o Fluminense continuou atacando, mas esbarrou em um Aranha inspirado. O goleiro fez várias ótimas defesas. Porém, aos 34 Tartá cruzou e Kieza completou, diminuindo a vantagem atleticana. O Flu ainda teve chance de empatar aos 45, com Maicon, mas, mais uma vez, Aranha defendeu.

Final de jogo e uma vitória justa pro Atlético, que na próxima rodada encara o Goiás, em casa. Já a torcida tricolor pode ter esperança de uma melhora no time pelo futebol apresentado ontem. Mas o próximo teste é também complicado. O Cruzeiro, querendo subir na tabela, em casa. É hora dos tricolores comparecerem para incentivar o time.

Rapidinhas de quinta:
- O Corinthians sofreu um desmanche (mais gente pode sair), mas bateu o Vitória no Pacaembu por 2 a 1 e entrou no G-4 - é o quarto, com 23 pontos. Dentinho fez um golaço e Jean fez o segundo, com Apodi descontando para o Rubro-Negro Baiano. Mas o Timão vai precisar se reforçar se quiser brigar pela tríplice coroa este ano. Cristian, André Santos, Douglas e, possivelmente, Felipe fazem falta ao técnico Mano Menezes.

- O Coritiba perdeu oportunidade de se afastar de vez da zona de rebaixamento ao empatar com o Sport em casa. Dutra abriu o placar para os pernambucanos, mas Marcelinho Paraíba igualou. O Coxa é o 13º, com 15 pontos, já o Rubro-Negro saiu da zona de rebaixamento e é o 16º, com 12 pontos.