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sábado, 5 de dezembro de 2009

C.ALBERTO: "O TREINADOR QUE FOR ESCOLHIDO, VAI ENCONTRAR UM GRUPO VENCEDOR"



PASSANDOO A BOLA: Você é um jogador que transmite o que foi 2009. Agora o Vasco está na série A, tendo que jogar de igual pra igual e sem o Dorival. Como vai ser sem ele?

CARLOS ALBERTO: O planejamento vai continuar. Só que o Dorival, os atletas, o Roberto, que é o mandatário máximo do clube, foram responsaveis pela reconstrução do clube e por isso é normal a valorização dos profissionais. Não fico feliz porque eu queria que o Dorival continuasse. Fico feliz por ele, pela valorização que ele teve. Assim como alguns atletas (Elton), que o clube não vai ter como bancar a permanência na próxima temporada. Eu só tenho que enaltecer o trabalho do Dorival e espero que a gente continue com essa evolução e que o novo técnico encontre uma equipe pronta só esperando ele colocar as cerejinhas dele.

PB: Entre os nomes que estão sendo especulados para técnico do Vasco, você tem alguma preferência, já trabalhou com algum?

CA: O único que eu já trabalhei e conheço é o Ney Franco, mas te juro, eu não sei quem está mais perto ou quem vai assumir o time no ano que vem. Eu ouço o que todos ouvem. Agora eu tenho certeza que o treinador que for escolhido, vai encontrar um perfil de grupo vencedor. O treinador que chegar vai gostar muito do nosso ambiente.

PB: Você acha que tem que mudar muita coisa nesse grupo do Vasco para a próxima temporada, ou acredita que precisa apenas de algumas reposições e pequenos ajustes?

CA: Cara, eu não costumo dizer o que meu clube precisa ou o que meu grupo precisa. Eu vou sempre expor o que é necessário. O que eu tenho que resolver eu resolvo internamente com meus dirigentes, meu técnico e meu grupo. É lógico que qualidade é essencial e experiência também. Agora esse grupo agrega muitas qualidades que serão úteis na próxima temporada.

PB: O Vasco chega como favorito para conquistar o Carioca? Já que o Flamengo deve priorizar a Libertadores.

CA: Fazer prognóstico, principalmente no futebol é muito difícil. Eu vivo o futebol e observo muito a realidade do futebol. O Vasco chega para ganhar o título, como as outras equipes grandes. Se o Flamengo for favorito por ganhar o Brasileirão, se ganhar, ou o Fluminense e o Botafogo, por se salvarem da série B, e eu espero que o Rio termine bem a temporada, esse favoritismo fica fora do campo. Eu vejo o Vasco como as outras equipes que entram pensando em ser campeão. Agora favoritismo é complicado, você tem que provar todo dia que merece ser favorito e assim conquistar a competição.

PB: To reparando aqui Carlos, que toda hora um craque do passado vem cumprimentar você e te agradecer por essa campanha com o Vasco. Você conquistou toda a comunidade vascaína, como é isso?

CA: Cara, eu fico feliz por ter atingido até mesmo pessoas de fora do mundo do futebol. Eu não trabalho pensando em ser reconhecido por ninguém. Eu trabalho pelas pessoas que estão comigo, pelo prazer de realizar alguma coisa positiva e principalmente pelas conquistas. Fico muito feliz por se reconhecido por esses craques do esporte e eu apenas estou engatinhado perto deles.

domingo, 1 de novembro de 2009

Série B: A briga para ficar

Se na parte de cima da tabela da Série B a briga está acirrada, lá embaixo está ainda mais. Uma boa notícia para os torcedores de ABC, Fortaleza, Campinense e América-RN é que desde 2006 - ano em que a Série B passou a ter a fórmula de disputa atual - nunca os 4 últimos colocados após a 33ª rodada foram os rebaixados. Sempre um deles conseguiu escapar.

Por outro lado, Brasiliense, Ipatinga e Juventude têm que abrir os olhos. Isto porque a distância que essas equipes abriram para a zona de rebaixamento é boa, mas não definitiva. Basta lembrar que em 2006, nessa época do campeonato, o Paysandu era o 13º colocado, com os mesmos 41 pontos de Brasiliense e Ipatinga hoje, e terminou caindo para a Série C. E candangos e mineiros não vivem bons momentos: o Jacaré perdeu 4 dos últimos 5 jogos e o Tigre não vence há 5 partidas.

As situações de ABC, Fortaleza e Campinense, porém, são dramáticas, não apenas pelas posições na tabela, mas pelos retrospectos nesta Série B. O time paraibano só esteve fora do Z-4 uma vez nas 33 partidas: foi logo na 1ª rodada. O Alvinegro potiguar apenas três vezes: na 6ª, na 27ª e na 28ª rodadas. E o Tricolor de Aço, desde a 16ª rodada, só conseguiu deixar o grupo dos 4 últimos uma vez: na 29ª. Além do mais, essas equipes disputam 3 dos 5 jogos que restam fora de casa e têm os 3 piores aproveitamentos do campeonato como visitantes.

Post retirado do blog Revista da Série B

sábado, 31 de outubro de 2009

Ceará muito perto do acesso

O empate em 0 a 0 com o Ipatinga não chegou a ser um grande resultado, mas o pontinho conquistado em Minas fez com que o Ceará chegasse a 60 pontos no campeonato, dando um grande passo para voltar à elite do futebol brasileiro. Isto porque desde 2006 - ano em que a fórmula de disputa passou a ser por pontos corridos com 20 clubes - todos os clubes que atingiram 60 ou mais pontos após a 33ª rodada conseguiram subir. E não foram muitos.

Em 2006, o Sport liderava a Série B com os mesmos 60 pontos que o Vozão de hoje. Em 2007, o Coritiba era o 1º colocado com 62 pontos. E ano passado, o Corinthians tinha 73 pontos e o Avaí 62 nessa época do campeonato. Isto sem contar Vasco e Guarani, este ano, que praticamente garantiram o acesso.

E mais. Apenas um time nesses três anos somou 60 ou mais pontos e não subiu. Foi o Paulista de Jundiaí, em 2006, que terminou na 5ª posição, com 61 pontos, mesma pontuação do América-RN, mas atrás no número de vitórias (19 a 17). Ou seja, só um grande desastre tira o Ceará da Série A em 2010. A última vez que o clube disputou a Primeira Divisão foi em 1993.


Post retirado do Blog Revista da Série B

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Programa Revista da Série B

Amigos do Passando a Bola, tenho uma novidade para contar para vocês. A partir desta terça eu participo do programa Revista da Série B, no site do Sportv, que analisa cada rodada da Segundona mostrando números, gols, entrevistas e curiosidades. Sempre dois dias após cada rodada, uma nova edição do programa entrará no ar. Apesar de faltarem apenas 6 rodadas para acabar o campeonato, estou muito empolgado com o projeto.

Meu quadro conta um pouco sobre o craque da rodada, com a trajetória do jogador ao longo da carreira e na Série B deste ano. Além disso, o programa também tem um blog, cujo endereço é www.sportv.com.br/revistadaserieb. Eu também escreverei neste blog análises desta reta final da competição. Mas se acalmem, pois vou continuar firme e forte aqui no Passando a Bola.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

DORIVAL: "A FORMA COMO O VASCO SUPERA OS DESFALQUES ME SURPREENDE"


PASSANDO A BOLA: Do planejamento que você fez no início do ano, o trabalho está na média que você pensou ou está acima?

DORIVAL JR. : Eu acho que a gente tem que ser realista. Esperávamos que o time tivesse algumas dificuldades. Em um momento o time até superou a expectativa, mas até agora não conquistamos nada. Precisamos nos classificar para o planejamento ser confirmado.

PB: Na sua opinião, o que foi determinante para o trabalho chegar nesse ponto?

DJ: O apoio do torcedor, a diretoria que está dando todo respaldo à equipe. Os jogadores, que entenderam a responsabilidade. Esse conjunto de fatores resultou nisso.

PB: Depois da chegada do Fumagalli, você fechou o seu grupo de trabalho ou ainda pode chegar alguém?

DJ: Não está fechado não. Contratações estão sempre em aberto. Pintando um grande nome vamos tentar de tudo para fazer a contratação.

PB: Dorival, eu li na imprensa que você teria estipulado uma seqüência de cinco vitórias para o time garantir classificação para a Série A (com 64 pontos). Dos próximos cinco jogos, três são em casa. Você trabalha com essa mini-meta?

DJ: Não fui eu que falei isso não. Eu só falei que 64 pontos é o número para garantir a vaga. Isso é mentira! Nunca fico pensando em jogos na frente, penso sempre no próximo jogo. E o próximo jogo é contra o Guarani.

PB: Você espera um Guarani abusado no Maracanã ou comedido, jogando no erro do Vasco?

DJ: O Guarani é uma equipe que joga para frente. A característica vai ser diferente do jogo contra o Ceará.

Pergunta do torcedor:
Ricardo Oliveira: Você sente uma identificação especial com o clube? E você pretende ficar para a temporada 2010?

DJ: Eu quero ficar, mas vou esperar o fim do campeonato para resolver. Aconteceu uma química entre as partes, mesmo com pouco tempo de trabalho. O futebol precisa ter mais trabalhos longos, para criar uma estrutura de trabalho, uma relação mais profunda com a diretoria e com a torcida. Espero que o Vasco chegue à Série A fortalecido.

Rafael Aguilar: Você pretende contar com essa garotada do Vasco na próxima temporada ou você acha que precisa dar mais experiência para esse time? E falando em garotada, o que você pode falar do Philippe Coutinho?

DJ: Quem vai me dar essa resposta é a seqüência e as atuações durante a competição. Eles estão tendo as oportunidades e vão ter que mostrar que não precisamos de mais experiência. Agora é sempre necessária a presença de mais jogadores experientes, até para os jovens crescerem. O Coutinho está crescendo. Está em um processo de maturação, é um garoto interessado e sempre quer melhorar. É um garoto que promete muito.

Diogo Paiva: Como você analisa o desempenho do time nas últimas partidas sem o Souza e o Alex Teixeira?

DJ: Correspondeu, principalmente em matéria de resultado. Agora o que eu fico impressionado é que uma equipe quando está sendo formada demora um pouco para absorver as mudanças, mas mesmo assim o time mantém o nível e até melhora. Isso me surpreendeu! Mesmo com vários desfalques a equipe sempre soube se ajustar e isso é muito bom.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Dever de casa rumo à Série A

Mesmo com alguns importantes desfalques o Vasco fez o que dele se esperava e derrotou o fraco time do Paraná, em São Januário, por 2 a 1, em partida válida pela 23ª rodada do Brasileirão da Série B. Élton fez seu décimo primeiro gol no campeonato, vice-artilheiro, e Robinho, 46 dias depois, voltou a ser titular e também deixou o seu. Wellington Silva descontou para o Tricolor paranaense. Com a vitória, o Gigante da Colina se isolou na liderança da Segundonda, com 46 pontos, três a mais do que o Guarani, vice-líder. O Vasco também se beneficiou da derrota do Atlético-GO para a Ponte Preta por 3 a 1 (veja mais abaixo).

Na primeira etapa o Paraná foi mais perigoso e só não chegou ao gol porque Fernando Prass é um ótimo goleiro e porque a trave não colaborou com os paranistas. Como no futebol os clichês viram sempre realidade, quem não faz leva e foi exatamente isso que aconteceu. Um minuto depois de Marcio Goiano carimbar a trave de Prass, Ramon arrancou pela esquerda e foi derrubado na área. Penalti que Élton bateu bem para fazer 1 a 0.

Depois do intervalo o panorama não mudou e o Paraná igualou o placar logo aos 5 minutos, com Wellington Silva num gol bonito, mas meio esquisito. Acho que o Fernando Prass marcou uma certa bobeira, porém não chegou a ser uma falha. E parece que era isso que o Vasco tava precisando para acordar, porque depois de sofrer o gol o time melhorou. Philipe Coutinho entrou na partida e mostrou sua qualidade ao limpar um marcador e deixar Robinho livre para botar a equipe carioca de novo em vantagem.

Um pouco depois, no entanto, o menino mostrou imaturidade e mesmo com o cartão amarelo, parou contra-ataque do Paraná puxando o adversário. Resultado, foi expulso. Apesar de ter ficado com um jogador a menos, o Vasco não foi mais ameaçado e poderia ter até ampliado o marcador, não fosse o goleiro Zé Carlos.

O objetivo vascaíno está cada vez mais próximo. Matemáticos dizem que com 65 pontos se garante uma vaga na Série A, mas dando uma olhada nos anos anteriores, pode ser que com menos pontos já dê. A Série B passou a ser disputada por pontos corridos em 2006 e naquele ano o América-RN foi o último a subir , com 61 pontos. No ano seguinte, o Vitória somou 59 pontos e subiu como quarto colocado. Em 2008 o Barueri fez 63 e se garantiu na Primeira Divisão deste ano. Seja como for, a confirmação da volta à elite do Vasco é apenas questão de tempo e não há o menor risco de dar errado. O que é ótimo para o futebol brasileiro, pois o Cruzmaltino faz muito falta na Série A.

- O Atlético-GO perdeu o jogo para a Ponte Preta por 3 a 1, no Moisés Lucarelli, e também a chance de terminar a rodada na vice-liderança. Pior. O Dragão pode ser ultrapassado pelo Ceará neste sábado caso o Vovô derrote o Figueirense no Orlando Scarpelli. A equipe goiana completou seu terceiro jogo sem vitória e, apesar da terceira colocação, com 41 pontos, tem que abrir o olho para não deixar os adversários que estão abaixo chegarem. Mesmo assim confio que o Atlético não corra riscos pois Mauro Fernandes montou um bom time e a má fase vai passar. Já a Ponte, que não ganhava há 3 jogos, subiu para a sexta posição (pelo menos até este sábado), com 35 pontos e segue sonhando com a elite em 2010.

- O Campinense, que há algumas rodadas parecia fadado ao rebaixamento e à lanterna, parece ter despertado no campeonato e com os 5 a 1 diante do Ipatinga, nesta sexta-feira, chegou aos 23 pontos, na 18ª colocação, a apenas 3 pontos do primeiro time fora da zona de rebaixamento, que é o Vila Nova. Com toda a sinceridade, torço para que o clube paraibano permaneça, pois sua torcida é apaixonada e sempre bota bons públicos no estádio Amigão.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Esse é o problema da Série B

O Vasco enfrentou o Brasiliense nesta terça-feira, fez 1 a 0 com um gol de falta de Ramón e conseguiu os três pontos necessários para o manter na liderança da Série B. Apesar do discurso do time carioca alertando para a difilculdade de enfrentar os amarelos, não foi o que se viu na Boca do Jacaré. Não pelo time da casa.

O Vasco, claramente superior, poderia ter feito mais, mas o péssimo estado do gramado dificultava as ações do time, que botava a bola no chão mas era driblado pelos montinhos espalhados pelo campo. As dimensões imensas ajudavam o Gigante da Colina, que usava muito bem os seus jogadores mais velozes, mas, quanto mais espaço, mais campo ruim para estragar o jogo.

Um lance nos minutos finais da partida mostrou bem o que eu digo. Alex Teixeira deu dois dribles sensacionais na entrada da área, mas quando entrou livre na cara do goleiro acabou traído por um buraco que prendeu a bola. Minutos antes, um lindo passe de letra de Rodrigo Pimpão, que entrou no lugar do lesionado Carlos Alberto depois de mais de dois meses parado, terminou em um chute longe do mesmo Alex Teixeira que, mais uma vez, foi atrapalhado pelo gramado. Isso sem contar na furada bisonha de Gian dentro da própria área, mas que fique claro que mais uma vez por culpa do péssimo gramado, além de muitos outros lances.

Em resumo, como é chato ver um time que se propõe a jogar bonito e de forma ofensiva, ser atrapalhado por um campo mal conservado. Mas, infelizmente, essa é a realidade da Série B, o ônus que se paga pelo rebaixamento. Interessante ver o Aloísio começar jogando e bem, não tanto pela forma física, longe da ideal, mas pelo futebol apresentado e boa participação no ataque. Saiu dando um susto na torcida após uma cabeçada, mas ainda bem que nada de mais sério aconteceu.

domingo, 23 de agosto de 2009

Festa completa

Posso ser sincero? Eu não gosto de jogos com clima de festa. Eles são sempre cheios demais, com coisas demais, oba-oba demais. E eu sempre tive para mim que o retrospecto do Vasco neste tipo de jogo não é bom. A primeira vez que eu vi o Vasco perder na minha vida foi em um jogo festivo - 2x0 para o La Coruña, na despedida do Roberto. Mas hoje deu gosto de ver a festa do Vasco no Maracanã.

Escolha o clichê que você quer usar: cereja do bolo, chave de ouro, da melhor maneira possível, nem o mais otimista imaginava. Qualquer uma destas expressões batidas podem definir perfeitamente a grande vitória vascaína hoje. Vitória com V maiúsculo (opa, outro clichê). De um time que se impôs desde o começo, que pressionou para fazer seu gol, que segurou para marcar nos contra-ataques, que mal deu chance ao adversário.

Um bailão para as 79.636 pessoas presentes ao Maracanã, recorde de públco no ano. Uma demonstração de força da torcida e do time, comandado por um maestro diferente do habitual: Alex Teixeira. Não foram só os dois gols ou o passe para o segundo gol. Alex é o símbolo do Vasco por se tratar de um garoto de quem todos sempre esperaram muito, mas que só agora vem mostrando todo seu potencial, tal como o time do Vasco, que vem melhorando rodada a rodada.

Não sei se alguém reparou, mas foi a maior goleada do Vasco na Série B. Isso mostra o amadurecimento que este time vem tendo, aprendendo a se comportar em uma competição diferente e difícil, com muito vigor físico e, sejamos honestos, pouca técnica. Por tudo isso, o Vasco deu hoje um belo presente de aniversário para sua torcida. Que o de Natal seja ainda melhor.

FICHA TÉCNICA - VASCO 4 X 0 IPATINGA:

Estádio: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 22/8/2009 - 16h10 (horário de Brasília)
Árbitro: João Alberto Gomes Duarte (RN)
Auxiliares: Luiz Carlos Camara Bezerra (RN) e José Ricardo Maciel Linhares (ES) Renda/público: R$ 1.485.275,00 / 76.211 pagantes e 79.636 presentes
Cartões amarelos: Aloísio (VAS); Lucas, Alessandro Lopes e Max (IPA).
GOLS: Alex Teixeira, 11'/1ºT (1-0); Carlos Alberto, 47'/1ºT (2-0); Elton, 11'/2ºT (3-0); Alex Teixeira, 43'/2ºT (4-0)
VASCO: Fernando Prass, Paulo Sérgio (Fagner - 35'/2ºT), Vilson, Gian e Ramon; Mateus, Souza, Enrico e Alex Teixeira; Carlos Alberto (Adriano - 24'/2ºT) e Elton (Aloísio - 14'/2ºT). Técnico: Dorival Júnior.
IPATINGA: Fred, Alex Silva, Thiago Matias, Max e Marinho Donizete; Alessandro Lopes (Leandro - 12'/2ºT), Lucas (Luiz Fernando - 35'/2ºT), Max Carrasco e Marcelo Moscatelli; Marcelo Ramos e Diego Silva (Márcio Diogo - 24'/2ºT). Técnico: Émerson Ávila.

Por Thiago Teixeira (Acompanhando o Vasco)

sábado, 15 de agosto de 2009

Achou!

Por algum acaso já aconteceu de você achar que perdeu alguma coisa e procurar desesperadamente por ela, até conseguir achá-la ali, em cima da hora, bem na sua cara? Foi exatamente o que aconteceu com o Vasco hoje. Quando o jogo começou o time percebeu que, epa, deixaram o futebol em algum lugar. Ai meu Deus, onde é que tá mesmo? E nessa a Portuguesa fez um a zero, e poderia até ter feito mais. A partir de um certo momento o Vasco se acalmou. E começou a procurar seu futebol usando a cabeça, trocando passes, esfriando o jogo. Criou boas chances, mas nada tambem que empolgasse.

O Vasco só foi achar seu futebol (opa, tava bem aqui! Quem diria?) aos doze minutos do segundo tempo, quando Gian respirou ar rarefeito para empatar a partida, de cabeça. A partir daí - e das expulsões de Ygor, velho conhecido nosso, e Ernani - o time achou espaços e melhorou. Mas não assustou da mesma forma que a Portuguesa, que só não fez 2x1 porque Vílson foi o homem certo na hora certa. Daí foi hora de achar uma outra coisa, essa bem escondidinha até aquela hora: a vitória. Primeiro em grande jogada de Alex Teixeira e Élton, que juntos driblaram meio time da Portuguesa e deixaram Adriano mais livre que senador brasileiro corrupto para virar o jogo. E depois no pênalti em cima de Enrico, que resultou no gol de Élton. Podem dedicar essa vitória a São Longuinho, que minha mãe sempre evoca quando quer achar alguma coisa que perdeu.

FICHA TÉCNICA - PORTUGUESA 1 X 3 VASCO:

Estádio: Canindé, São Paulo (SP)
Data/hora: 15/8/2009 - 16h10
Árbitro: André Luiz de Freitas Castro (GO)
Auxiliares: Cristhian Passos Sorence (GO) e João Patrício de Araújo (GO)
Renda/público: não disponível
Cartões amarelos: Thiago Gomes, Ygor, Acleisson, Edno, Heverton, Preto e Bruno Rodrigo (POR); Ernani, Mateus e Souza (VAS)
Cartões vermelhos: Ygor, 12'/2°T, Thiago Gomes, 45'/2°T e Preto, 48'/2°T(POR); Ernani, 15'/2°T (VAS)
GOLS: Dinei, 4'/1°T (1-0); Gian, 11'/2°T (1-1); Adriano, 37'/2°T (1-2); Elton, 49'/2°T (1-3)
PORTUGUESA: Fábio, Fernandinho (Simão, 20'/2°T), Bruno Rodrigo, Thiago Gomes e Anderson Paim; Ygor, Acleisson, Preto e Fellype Gabriel (Heverton, 14'/1°T); Edno e Dinei (Kempes, 27'/2°T). Técnico: René Simões.
VASCO: Fernando Prass, Mateus (Amaral, 28'/2°T), Vilson, Gian e Ernani; Nilton (Adriano, intervalo), Souza, Enrico e Carlos Alberto (Rafael Morisco, 24'/2°T); Alex Teixeira e Elton Técnico: Dorival Júnior.

Por Thiago Teixeira (Acompanhando o Vasco)

Atlético-GO mantém a ponta na Série B

Não foi fácil como a situação das duas equipes na tabela da Série B poderia sugerir, mas o Atlético-GO derrotou o Juventude, no Serra Dourada, por 2 a 1, de virada, e se isolou na liderança da competição, com 36 pontos, três a mais do que o segundo colocado Vasco, que neste sábado encara a Portuguesa, no Canindé. Mesmo que o time carioca vença, o Dragão permanecerá na frente, pelo número de vitórias. Na próxima rodada, terça-feira, o Rubro-Negro Goiano viaja até Salvador, onde enfrenta o Bahia. Caso derrote o rival baiano, terminará o primeiro turno com campanha superior ao Corinthians do ano passado. Realmente incrível o desempenho do Atlético-GO até agora na Segundona, especialmente em casa, onde não perdeu nas nove partidas que fez (7 vitórias e 2 empates).

No primeiro tempo, apesar do Juventude ter aberto o placar com Mendes logo no início, os donos da casa foram amplamente superiores. Tanto é que chegaram a virada com facilidade, com gols de Brasão e Robston. E poderiam ter feito mais se a falta de pontaria e o goleiro Juninho não atrapalhassem. Na segunda etapa o time da Serra Gaúcha melhorou, teve chances de empatar, mas o resultado final acabou sendo justo. Destaques para o lateral/ala Rafael Cruz, presença constante no ataque pelo lado direito e que criou inúmeras oportunidades, e para Robston, volante que teve passagem apagada pelo Botafogo no começo de 2008. O meia Elias, tido como principal jogador do time, teve atuação apenas regular.

O Atlético-GO tem uma boa equipe, muito bem montada por Mauro Fernandes. A base atua junto há muito tempo, vem sendo montada desde 2007, quando o Dragão foi campeão goiano. Ano passado venceu a Série C e nesta temporada foi vice-campeão estadual, perdendo o título para o Goiás. É seríssimo candidato ao acesso. Já o Juventude tem um time muito fraco, que depende da habilidade do jovem Zezinho, de apenas 17 anos, e do oportunismo do atacante Mendes para pontuar. Por isso é o 18º colocado, com 19 pontos, na zona de rebaixamento.

O fato negativo da partida no Serra Dourada foi a atuação do juiz Wagner Reway. Apesar de não ter cometidos erros gritantes, seu estilo de arbitragem é extremamente irritante. A todo momento uma falta é marcada, mesmo quando o contato é apenas o natural do futebol. Com isso, ele deixou o jogo muito amarrado e às vezes até chato de se ver. Vê se melhora isso, Wagner!

- Outras três partidas movimentaram a noite de sexta-feira. No Castelão, o Ceará recebeu a Ponte Preta e perdeu a chance de se consolidar no G-4 ao empatar em 1 a 1. Lins fez o gol da Macaca, mas Geraldo deixou tudo igual. O Vovô permanece na 4ª posição, mas pode ser ultrapassado pela Portuguesa caso a Lusa vença o Vasco, neste sábado. Em Curitiba, o Paraná não teve trabalho para fazer 3 a 0 no Vila Nova e se distanciar da zona de rebaixamento. O zagueiro Gabriel marcou um golaço e Rafinha mais fez dois. Na Boca do Jacaré, o Brasiliense sofreu, mas conseguiu a vitória diante do Bragantino com um gol de Moacri aos 44 do segundo tempo. Abuda tinha marcado para a equipe da capital e Lúcio Bala tinha empatado para os paulistas.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Tropeço

Quando eu era mais novo, por um breve período, andei de skate. Não era lá muito bom, mas achava legal andar em altas velocidades em cima daquela pranchinha. O único problema era quando havia algum obstáculo no meio da rua. Aí era desviar ou tropeçar e cair. Foi o que aconteceu com o Vasco ontem. Se não caiu, pelo menos deu uma bela cambaleada contra o América-RN, no empate por 2x2, nesta terça, no Machadão.

O Vasco vinha em alta velocidade, jogando bem, e tinha a chance de alcançar a liderança. Não contava com um daqueles jogos atípicos. Afinal, não é comum Fernando Prass falhar, quanto mais duas vezes. Nem é nada comum Carlos Alberto jogar tão mal, a ponto de ser substituído e o time melhorar. Também é raro Dorival mexer tão mal no time.O jogo foi tão atípico que Adriano não perdeu gol. Ainda bem, visto que foi o do empate do Vasco, quando a esperança já começava a pensar em como iria para casa. Pontos positivos? Élton, o artilheiro trapalhão, marcou um belo gol. E Alex Teixeira jogou muito bem mais uma vez. E a belíssima torcida vascaína, que dividiu o Machadão, mostrando mais uma vez sua força no Nordeste. Agora é hora de se recuperar do tropeço, voltar para cima do skate e pegar velocidade de novo.

FICHA TÉCNICA: AMÉRICA-RN 2 X 2 VASCO
Estádio: Machadão, Natal (RN)
Data/hora: 11/8/2009 - 21h (horário de Brasília)
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (SP)
Renda e público: Não disponíveis
Cartões amarelos: Edson Rocha, Vanderley, Somália, Tita (AME); Ramon, Adriano (VAS).
GOLS: Somália, 8'/1ºT (1-0); Elton, 33'/1ºT (1-1); Lúcio, 6'/2ºT (2-1); Adriano, 26'/2ºT (2-2)AMÉRICA-RN: Wéverton, Vanderley, Adalberto e Edson Rocha (Ramires - 22'/2°T); Thony, Somália (Everton César - 32'/2º), Ricardo Oliveira, Fábio Neves e Tita; Tiago Silvy (Rafael - 37'/2ºT) e Lúcio. Técnico: Roberto Fonseca
VASCO: Fernando Prass, Vilson, Amaral (Aloísio - 15'/2ºT) e Gian; Alex Teixeira, Souza, Nilton (Dedé - Intervalo), Enrico e Ramon; Carlos Alberto (Adriano - 22'/2ºT) e Elton. Técnico: Dorival Júnior.

Por Thiago Teixeira (Acompanhando o Vasco)

domingo, 9 de agosto de 2009

Para o alto e avante!

Talvez fosse só questão de tempo. Mas a verdade é que demorou até a 17ª rodada para o Vasco vencer com autoridade, facilidade e bom futebol. Ah sim, e uma certa dose de desdém. A vitória por 3x0 sobre o Campinense, em São Januário, mostra um time maduro, que sabe o que quer e que se aplica para conseguir seus objetivos.

Mesmo com um futebol meio preguiçoso no primeiro tempo - talvez pelo calor do inverno carioca, menos rigoroso que avó com neto único - o Vasco praticamente treinou, e poderia ter feito mais gols caso a pontaria e a vontade ajudassem. Carlos Alberto, de pênalti, Élton - meio atrapalhado, sempre eficiente - e Gian, de falta, ficou bem barato para o Campinense, o pior time da Série B pelo que eu pude ver até agora.Verdade que eu acho que o árbitro Renato Cardoso da Conceição, de Minas Gerais, deixou de dar dois pênaltis. Vai ver ele tem a prerrogativa de marcar apenas um por jogo.

No fim das contas, torcida feliz (os que conseguiram entrar, claro), time no topo da tabela, confiança lá em cima. É o Vasco dando uma de Super-homem, e indo para o alto e avante.

FICHA TÉCNICA VASCO 3 X 0 CAMPINENSE
Estádio: São Januário, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 08/08/2009 - 16h10
Árbitro: Renato Cardoso da Conceição (MG)
Auxiliares: Helberth Costa Andrade (MG) e Janette Mara Arcanjo (MG)
Renda/público: R$ 322.234,00 / 15.280 pagantes e 17.998 presentes
Cartões amarelos: Adriano 15'/1ºT (VAS) Henrique 10'/1ºT, Márcio Paraíba 11'/1T, Charles Vagner 35/1ºT, Márcio Bahia 2'/2ºT, Almir 16'/2ºT, Fábio Santana 36'/2ºT(CMP)
Cartões vermelhos: -
GOLS: Carlos Alberto 12'/1ºT (1-0), Elton 4'/2ºT (2-0), Gian 26'/2ºT (3-0)
VASCO: Fernando Prass, Vilson, Amaral e Gian; Alex Teixeira (Matheus 37'/2ºT), Souza, Enrico, Carlos Alberto e Ramon, Adriano (Aloísio, intervalo) e Elton (Phillipe Coutinho 26'/2ºT) Técnico: Dorival Júnior.
CAMPINENSE: Fabiano, Fábio Santana, Márcio Bahia, Márcio Paraíba (Nino 7'/2ºT) e Buick (Almir, intervalo); Charles Vagner, Henrique, Giuliano (Edmundo 23'/2ºT), Fernandes e Washington; Anderson Oliveira. Técnico: Freitas Nascimento.

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Em tempo: belíssima a homenagem aos campeões de 1974. Muito legal ver Andrada (tirei uma foto com ele, ídolo total), Dinamite, Fidélis, Amarildo e o ex-presidente Aghartino. Essa gente fez o Vasco e merece todo o nosso respeito.

Por Thiago Teixeira (Acompanhando o Vasco)

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Uma semana para pensar

Mais uma vez o Vasco terá uma semana entre duas partidas da Série B. Pela primeira vez Dorival Jr. poderá contar com o atacante Aloísio, um dos maiores reforços do Vasco para esta temporada. Mais uma vez o técnico vai sofrer com desfalques e contusões. Ao menos terá tempo para pensar. E as dúvidas não são poucas.

- Escalar ou não Aloísio? Há três meses o atacante não joga. Vem treinando com os companheiros, mas já dizia a célebre frase: treino é treino, jogo é jogo. E pode ser arriscado colocá-lo desde o início.

- Quem substitui Nílton? Suspenso pelo terceiro cartão amarelo, o volante Nílton é o desfalque certo da vez. Enfrentando o Campinense, lanterna da Sèrie B, Dorival tem que resolver se coloca Mateus, e não mexe na estrutura da equipe, ou se lança Aloísio e recua Carlos Alberto para a armação, deixando o Vasco mais ofensivo.

- O que fazer com a lateral-direita? Se Fágner e/ou Paulo Sérgio não se recuperarem, como resolver o problema da lateral? Paulinho não deu certo, com o 3-5-2 o time ficou desarrumado. Vale a pena subir alguém?

Como se vê, Dorival tem muito no que pensar. Mas tem bastante tempo para isso.
Por Thiago Teixeira (Acompanhando o Vasco)

domingo, 2 de agosto de 2009

Corações a prova

Desde que eu tinha cinco anos acompanho o Vasco atentamente. Lá se vão pouco mais de duas décadas (não vou me entregar), e, se tem uma coisa que eu aprendi sendo vascaíno, é que nada para o Vasco vem fácil. Como a vitória de hoje, sobre o Juventude, por 2x1. Afinal só o Vasco para complicar uma partida que aos seis minutos estava um a zero, no pênalti muito bem cobrado pelo capitão Carlos Alberto, e aos 21 já estava dois a zero, no belo chute de Souza - uma pancada a 104 km/h.

Quando o vascaíno médio deve ter pensado em sentar e relaxar, o Vasco resolveu dar emoção ao jogo. Recuou demais e passou a deixar o Juventude criar chances. Não foram muitas, mas uma delas foi o pênalti de Vílson em Zezinho (garoto enjoado), que Mendes cobrou, deixando o placar em 2x1. No segundo tempo o Vasco sofreu por um bom... tempo. Até os contra-ataques aparecerem, o Juventude até bola na trave meteu. E aí foi a vez de Adriano colocar corações vascaínos a prova, desperdiçando três chances daquelas de fazer locutor dizer "até minha avó fazia".

No fim, vitória que não esconde os erros. Paulinho na lateral não deu certo, o time não funcionou quando passou para o 3-5-2, o meio-campo carece de mais criação, o ataque, de pés mais certeiros. A defesa, agora, precisa de mais tranquilidade. Até Fernando Prass andou se enrolando, principalmente nas saídas do gol. Vitória que leva o Vasco de volta ao G4, na vice-liderança. E com uma tabela favorável pela frente, pelo menos até enfrentar a Portuguesa, no Canindé.

Até lá espera-se que o Vasco dê férias aos combalidos corações de sua torcida.
Por Thiago Teixeira (Acompanhando o Vasco)

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Gil, do Atlético-GO, analisa a campanha da equipe

A tabela de classificação da Série B apresenta um novo líder: Atlético-GO. Para muitos, trata-se de uma surpresa. Afinal, Portuguesa, Vasco, Bahia e Guarani têm mais tradição que a equipe goiana. Porém, a excelente campanha não é novidade para um dos destaques do Atlético, o zagueiro Gil.

"A equipe se conhece há algum tempo. A união é a força de nosso grupo. O time sempre mantém o padrão tático e técnico mesmo quando perdemos jogadores por ordem médica ou por suspensão", disse Gil, que está sendo pretendido pelo Santos.


O futuro do jogador no Atlético-GO é incerto, mas o zagueiro acha que o time tem boas chances de subir para a Série A.


"Se continuarmos nesse ritmo temos grande chance de chegar à Série A. O trabalho é sério, e isso é fundamental para qualquer equipe", concluiu.


Por Leandro Amaral

Guarani deixa a liderança

Na onda da Série B do nosso amigo Thiago Teixeira, a rodada de ontem também foi importante pois depois de dez rodadas o Guarani deixou a liderança da competição. O Bugre segue em mau momento e perdeu de virada para a Portuguesa, por 4 a 3, no Canindé. Foi o quarto jogo seguido sem vitória da equipe bugrina. Já a Lusa conseguiu os três pontos de forma heroica e encostou no topo da tabela, na terceira posição, com 27 pontos. O novo líder é o Atlético-GO, que bateu o Duque de Caxias com tranquilidade, por 3 a 0.

A partida no Canindé foi, com certeza, umas das melhores que vi este ano. A Portuguesa abriu o placar logo aos 4 minutos, com Héverton, mas depois o que se viu foi um verdadeiro baile da equipe de Campinas. Em menos de meia hora o Guarani fez três gols e poderia ter feito mais, tamanha a facilidade que encontrava. Dava gosto de ver as constantes movimentações de Valter Minhoca, Maranhão, Ricardo Xavier, Caíque, Andrezinho...

Mas aí veio o segundo tempo e Paulo Bonamigo conseguiu arrumar a defesa da Lusa e ajustar o ataque, colocando o experiente Christian como referência na área. Deu certo. Os donos da casa tiveram amplo domínio do jogo, perderam gols incríveis, mas conseguiram marcar três vezes, enquanto o adversário simplesmente parou.

Vitória justíssima da Lusa, que vai se credenciando como um dos favoritos a voltar à elite. O Guarani, por sua vez, precisa abrir o olho rápido. Tem um bom time, bem arrumado, mas parece que a parte física não anda das melhores. Pela segunda vez consecutiva a equipe joga bem na primeira etapa, mas "morre" após o intervalo e deixa escapar pontos importantes.

Resultados desta terça-feira:

São Caetano 4x1 Campinense
Ponte Preta 3x1 Vila Nova
Figueirense 3x1 Brasiliense
Paraná 1x3 ABC
Vasco 2x1 Fortaleza
Portuguesa 4x3 Guarani
Ceará 2x0 Ipatinga
América-RN 1x4 Bragantino
Atlético-GO 3x0 Duque de Caxias
Bahia 2x2 Juventude

Dever de casa

Quando eu fazia segundo grau no CEFET, havia algumas matérias em que nós fazíamos o que chamávamos de "esquema copeiro". A média para passar era sete, mas fazendo prova final você podia tirar cinco em todas as provas. Resumindo, a gente levava aos trancos e barrancos. Mais ou menos como o Vasco levou a partida desta terça-feira, contra o Fortaleza, em São Januário. Não fez um grande jogo, muito pelo contrário, mas foi o suficiente para passar por uma adversário que agora está na zona de rebaixamento para a Série C.

Esse time do Vasco parece que não sabe perder. Demorou cinco rodadas para se refazer da desclassificação para o Corinthians, na Copa do Brasil. E entrou em campo afobado, nervoso, querendo mostrar serviço, mas desorganizado e, como sempre, azarado. Paulo Sérgio é a mais nova "vítima" do sapo que só pode estar enterrado em alguma canto de São Januário. É muita gente machucada em um ano só. Do péssimo primeiro tempo valeu apenas o belíssimo gol de Alex Teixeira, que parece realmente mais confiante. Quem viu este garoto nas divisões de base sabe que ele pode render muito mais.

No segundo tempo, quando o Vasco parecia melhorar e se preparar para decidir o jogo, a defesa de 2009 resolveu se transformar na de 2008. Pelo segundo jogo seguido o Vasco levou um gol em escanteio, com a bola passando por toda a zaga vascaína. Aliás, injustiça minha. Não passou por Amaral, que fez o gol contra, sem culpa nenhuma. Depois disso veio o Vasco atabalhoado do primeiro tempo. Dominava, mas pouco criava. A mesma lenga-lenga da péssima sequência de empates que agora cobra suas consequências: o Vasco está fora do G4 mesmo com a vitória, empatado em pontos com o Figueirense.

Menos mal que Alex Teixeira arrumou também o pênalti, muito bem cobrado por Adriano. Depois disso, só aqueles sustos típicos de um aluno relapso nos pais. Que nem eu fazia nos meus tempos de CEFET.

FICHA TÉCNICA

VASCO 2 X 1 FORTALEZA
Estádio: São Januário, Rio de Janeiro (RJ) Data/hora: 28/7/2009 - 21h
Árbitro: Edivaldo Elias da Silva (PR) Auxiliares: Ivan Carlos Bohn (PR) e José Amilton Pontarolo (PR)
Renda/público: R$ 111.063,50 / 10.515 presentes
Cartões amarelos: Mateus e Alex Teixeira (VAS); Julio, Cristian, Jailson, Edson, Elvis e Amarildo (FOR) Cartões vermelhos: Jailson, 20'/2°T (FOR); Mateus, 29'/2°T (VAS)
GOLS: Alex Teixeira, 45'/1°T (1-0); Amaral (contra), 15'/2°T (1-1); Adriano, 22'/2°T (2-1)
VASCO: Fernando Prass, Paulo Sérgio (Mateus, 12'/1°T), Vilson, Titi e Ramon; Amaral, Nilton, Souza (Philippe Coutinha, 18'/2°T) e Alex Teixeira; Carlos Alberto e Adriano (Robinho, 25'/2°T). Técnico: Dorival Júnior.
FORTALEZA: Alexandre Fávaro, Maisena, Amarildo, Edson e Jaílson; Júlio, Kiko (Bismarck, 31'/2°T), Coutinho e Cristian (Paulo Roberto, 28'/2°T); Luiz Carlos e Marcelo Nicácio (Elvis, 25'/2°T). Técnico: Giba.
Por Thiago Teixeira (Acompanhando o Vasco)

sábado, 25 de julho de 2009

Bobeadas

Numa campanha longa e difícil como a do Vasco na Série B, sempre acontece aquele dia em que quase tudo falha ou dá errado. Como na partida de hoje, contra o Bahia. Ernani e Robinho bobearam ao não aproveitarem suas chances no time titular e fazerem ambos péssima partida. A assistente Ticiane Falcão Martins bobeou ao falhar seguidamente no que provavelmente foi o jogo mais importante da sua carreira, deixando os jogadores dos dois times irritados.

Dorival Júnior bobeou ao não colocar Carlos Alberto antes. E bobeou de novo ao trocar Élton pelo camisa 19, quando poderia ter sido um pouco mais ousado. A defesa, tão elogiada por mim diversas vezes, bobeou duas vezes, permitindo ao Bahia fazer dois gols em cobranças de escanteio, o segundo quando o Vasco tinha um homem a mais. Adriano bobeou, ao perder um gol mais certo que corrupção de político após driblar o goleiro Marcelo, do Bahia.

Quem não bobeou foram Alex Teixeira e Fernando Prass. O primeiro fez o gol do Vasco; o segundo não teve culpa nos gols e voltou a fazer belas defesas. Mas a maior bobeira foi mesmo a do Vasco. Que perdeu após dez partidas e ficou de fora do G4.

Ninguém faz tanta bobagem e sai impunemente.

Por Thiago Teixeira (Acompanhando o Vasco)

FICHA TÉCNICA

BAHIA 2 X 1 VASCO
Estádio: Governador Roberto Santos (Pituaçu), Salvador (BA) Data/hora: 25/7/2009 - 16h10
Árbitro: Francisco Carlos Nascimento (AL) Auxiliares: Carlos Jorge Titara da Rocha (AL) e Ticiana de Lucena Falcão Martins (AL)
Renda/público: R$ 589.675,00//25.376 pagantes
Cartões amarelos: Reinaldo Alagoano, Leandro, Nádson, Nem (BAH); Elton, Ramon, Ernani, Souza, Paulinho (VAS) vCartão vermelho: Leandro, 30'/2ºT (BAH).
Gols: Alex Teixeira, 3'/2ºT (0-1); Nem, 18'/2ºT (1-1); Menezes, 41'/2ºT (2-1).

BAHIA: Marcelo, Nem, Rogério e Menezes; Marcos, Leandro, Elton (Léo Medeiros, 30'/1ºT), Ananias (Evaldo, 33'/2ºT) e Alex Maranhão; Beto (Nádson, 12'/2ºT) e Reinaldo Alagoano. Técnico: Paulo Comelli.
VASCO: Fernando Prass, Paulo Sérgio, Vilson, Titi e Ramon; Nilton, Ernani (Paulinho, intervalo), Souza e Alex Teixeira; Robinho (Adriano, 14'/2ºT) e Elton (Carlos Alberto, 31'/2ºT). Técnico: Dorival Júnior.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Confirmado por Dorival, Ernani não escolhe posição

A cada dia Ernani ganha mais espaço com o técnico do Vasco, Dorival Junior. O treinador confirmou, nesta quarta-feira, que o polivalente será titular contra o Bahia, sábado, no estádio Pituaçu, em Salvador. A dúvida do comandante é em qual setor Ernani jogará. A tendência seria a entrada no lugar de Amaral, suspenso. No entanto, Dorival vem demonstrando insatisfação com as últimas atuações de Ramon e não será surpresa ver o ex-jogador do Americano na lateral esquerda.

"Eu quero jogar, prefiro não escolher a posição. Venho buscando minha titularidade com muito trabalho e estou preparado", disse Ernani.

O jogador elogiu a postura e o método de trabalho do comandante do Gigante da Colina.

"A postura dele é importante para o grupo. Ele não deixa o jogador ficar desanimado, sempre procura colocar todos para jogar. O Dorival ressalta que o importante é o Vasco ter um grupo e não somente 11 titulares", contou.

Por Leandro Amaral

sábado, 18 de julho de 2009

Novidade: Thiago Teixeira escreve sobre o Vasco

Amigos do Passando a Bola, a partir de hoje temos uma novidade no blog. Nosso companheiro Thiago Teixeira fará sobre os jogos e novidades do Vasco da Gama. Ele também tem um blog, especializado no Gigante da Colina, o Acompanhando o Vasco. Seja bem-vindo Thiago!

Impressionante o futebol

A esta hora, semana passada, quando o Vasco preparava-se para enfrentar a Ponte Preta, estava em oitavo lugar na tabela da Série B e não ganhava há sete jogos. Hoje, após a vitória sobre o ABC por 3x0, em São Januário, o time está na vice-liderança da competição e não sairá do G4 nesta rodada.

Nesta sexta-feira o Vasco jogou com autoridade a maior parte do tempo. Fez um gol quase-relâmpago, relaxou - chegou a levar um início de pressão da equipe potiguar - e decidiu quando teve oportunidade. Souza e Adriano marcaram seus primeiros gols pelo clube. Curiosamente, o meia habilidoso com o oportunismo de um atacante; e o centroavante com a habilidade de um grande meio-campista. E Élton mostrou mais uma vez que, com um pouquinho de paciência, pode ser bastante útil.

Não falo mais sobre a defesa. Sem contar acréscimos, são 720 minutos sem levar gols em São Januário. Certo, vou falar. Fernando Prass a cada dia enche mais os olhos, Vílson mudou da água para o vinho e Titi voltou a jogar com seriedade e autoridade. As falhas existem e o time não é nenhuma maravilha. Mas até aqui o Vasco não foi assustado na Série B. Apenas se assustou por um tempo. Uma semana, três vitórias. É por isso que eu considero o futebol a melhor metáfora para a vida. Em questão de pouco tempo, ambos mudam. E te surpreendem.

FICHA TÉCNICA
VASCO 3 X 0 ABC-RN

Estádio: São Januário, Rio de Janeiro (RJ)Data/hora: 17/7/2009 - 21h
Árbitro: Luiz Alberto Bites (GO)Auxiliares: Marcos Antonio Moreira Collodetti (ES) e Jose Ricardo Maciel Linhares (ES)
Renda/público: R$ 172.920,00 / 17.360 presentes
Cartões amarelos: Bosco, Rogério, Sandro, Alex Oliveira e Erandir (ABC); Elton, Amaral e Philippe Coutinho (VAS)Cartão vermelho: Rogério, 9'/2°T (ABC)
GOLS: Souza, 1'/2°T (1-0); Adriano, 5'/2°T (2-0); Elton, 36'/2°T (3-0)
VASCO: Fernando Prass, Paulo Sérgio, Vilson, Titi e Ramon; Amaral, Nilton, Souza (Philippe Coutinho, 22'/2°T) e Alex Teixeira (Enrico, intervalo); Magno (Adriano, intervalo) e Elton. Técnico: Dorival Júnior.
ABC-RN: Tiago Cardoso, Fabiano, Ben-Hur (Audálio, 16'/1ºT) e Leonardo; Bosco, Rogério, Erandir, Marquinhos (Chiquinho, 25'/2°T), Alex Oliveira e Sandro; Ivan (Fábio Saci, 28'/2°T). Técnico: Flávio Lopes.

Por Thiago Teixeira