terça-feira, 30 de março de 2010

UN DIA DE PERROS

“Um dia de cão”. Foi assim que o Diário Olé descreveu o ataque sofrido por Maradona de um de seus cães de estimação. O treinador foi internado num hospital de Buenos Aires, onde faria uma micro-cirurgia nos lábios. Não há muitas informações, apenas o fato de que ele teria sido mordido no rosto.

Mas um dia de cão também viveram os jogadores do Boca, depois de sofrerem a humilhante goleada de 4 a 1 para o Chacarita Juniors. Uma derrota humilhante e histórica. Para culminar o show de horror, ainda houve uma discussão à beira do gramado entre o atacante Palermo e o técnico Abel Alves. O Otimista do Gol não gostou do fato de ser substituído aos 26 do segundo tempo, quando Boca perdia por 2 a 1.

O clima não anda bem. Curiosamente isso foi comprovado logo após uma vitória no Super Clássico da Bombonera. Na ocasião, o Boca venceu por 2 a 0 com autoridade, jogando bem. Dois gols de Gary Medel, um com assistência fenomenal de Riquelme. A defesa se portou bem, com Luis Alberto fazendo uma grande partida ao lado do colombiano Bonilla. Tudo parecia caminhar para uma recuperação dentro do Torneio Clausura. Só parecia. Veio o Chacarita e mostrou a realidade como ela é.

Com a derrota, o Boca caiu para 18°, sua pior colocação na História desde que os campeonatos passaram a ser disputados dessa maneira. Nesse ritmo, o Xeneize pode igualar o recorde negativo de seu rival, o River Plate, que chegou a ser último no Apertura 2008.

Mesmo com a péssima campanha, os dirigentes resolveram manter Abel Alves. Enquanto isso, Boca é uma bomba relógio, prestes a explodir a qualquer momento.

La B se acerca

O que parecia impossível de acontecer já é uma probabilidade. O River Plate já tem que se preocupar com sua média de pontos, muito ruim devido aos péssimos resultados nos últimos campeonatos. Nesta segunda-feira, jogando no Monumental, mais uma derrota. Desta vez o carrasco foi o Argentinos Juniors, que venceu por 1 a 0.

A torcida Millonária protestou mais uma vez. Mas nada parece mudar o panorama dessa equipe. Não é atitude o que falta, mas sim futebol. Os jogadores são limitados e o técnico Leonardo Astrada não pode fazer muita coisa.

Puntero Rojo

Quem não tem nada a ver com as crises de Boca e River é o Independiente. O time de Avellaneda empatou com o Colón, no último fim de semana, em 1 a 1, e soma 24 pontos, três a mais que o vice-líder, Godoy Cruz. Não creio no sucesso dos mendocinos. Vejo o Independiente com pinta de campeão, tendo como principais concorrentes o Estudiantes e o Vélez Sarsfield. Mas como esses dois estão com as atenções voltadas para a Libertadores, o Diablo passa a ser a minha aposta.

Resultados Fecha 11: Estudiantes 2 x 1 Godoy Cruz; Rosario Central 0 x 2 Huracán; Racing 1 x 0 Newell’s; Tigre 0 x 1 Lanús; Banfield 3 x 2 Gimnasia; Chacarita 4 x 1 Boca; Colón 1 x 1 Independiente; Vélez 1 x 0 Atlético Tucumán; Arsenal 1 x 0 San Lorenzo; River 0 x 1 Argentinos

Classificação: Independiente 24, Godoy Cruz 21; Estudiantes 20; Vélez 19; Argentinos 19; Banfield 18; Arsenal 17; Tigre 15; Huracán 15; Colón 15; Newell’s 14; Lanús 14; Chacarita 13; Gimnasia 13; Racing 13; River 12; San Lorenzo 11; Boca 11; Rosario Central 8; Atlético Tucumán 5.

Descenso: Rosario Central 1,132; Gimnasia 1,104; Chacarita 1,067; Atlético 0,900


Por Raphael Martins

sábado, 27 de março de 2010

CLÁSSICO DE IGUAIS

Olá blogueiros. Voltei! Nesse retorno ao blog gostaria de escrever um pouco sobre o Campeonato Paulista, mas especificamente, sobre o clássico deste domingo entre Corinthians e São Paulo, que acontece às 16h no Pacaembu. E que clássico esse entre dois grandes times da atualidade, mas que ainda não confirmaram as enormes expectativas de suas grandes torcidas. Ambas as equipes contrataram uma enormidade de jogadores renomados e rechearam seus elencos com estrelas e até agora fazem campanhas medianas na temporada. Grande momento para mostrar força e competitividade.

O Corinthians vem de duas derrotas e com um futebolzinho acomodado e desorganizado. Tudo bem na Libertadores, competição mais importante do ano, a equipe está tranqüila com 7 pontos, mas ainda não mostrou futebol para chegar ao título depois da Copa do Mundo. Mano Menezes ainda não se definiu e nem sei se vai se definir pelo time ideal. Parece que ele já percebeu que no meio campo a melhor formação passa pela escalação de Ralf, Jucilei e Elias. Mas esse quarto homem de meio campo ou um terceiro atacante pelo lado esquerdo é a grande dúvida do técnico.
Tcheco e Defederico já foram testados, mas não agradaram. Amanhã, o comandante alvinegro vai escalar Danilo nessa posição. O camisa 10 pode jogar como esse armador e ainda gosta de cair pelo flanco esquerdo fazendo a função de Jorge Henrique. Dentinho completa o setor ofensivo ao lado de Ronaldo, vale lembrar que o goleiro Felipe está fora do clássico vetado pelo departamento médico do clube. Para encerrar o assunto Corinthians, Ronaldo tem a grande chance para se redimir das últimas polêmicas marcando gols no São Paulo.

Saindo da marginal e chegando ao Morumbi, os problemas são os mesmos. Muitas opções, rodízio de jogadores, muitos testes e nenhum padrão de jogo e nem equipe definida. Esse é o panorama do São Paulo que enfrenta o Corinthians no Pacaembu. Ricardo Gomes tem um elenco cheio de opções nas mãos, mas não se define pelo esquema tático preferido. O técnico são paulino poderia até mudar a equipe de acordo com o adversário ou competição, mas acho importante que se defina um esquema tático. No São Paulo a equipe joga com linha de quatro, depois volta com os três zagueiros. Assim fica difícil o time responder e os talentos mostrarem serviço.
Para o jogo desse domingo, o tricolor paulista vai ter que superar dois tabus de uma vez só. A equipe não vence o Corinthians desde 2007, são 3 anos de tabu contra o maior rival e nesse ano ainda não venceu nenhum clássico. Perdeu para o Santos e para o Palmeiras. Por outro lado, sempre que entrou em campo com a dupla de zaga formada por Alex Silva e Miranda(foto) a equipe não saiu derrotada. A dupla de zaga tricolor atuou em cinco partidas na temporada. E o desempenho é excelente. Foram quatro vitórias, um empate e apenas um gol sofrido, o que dá um aproveitamento de 86,6%. O desempenho é um dos fatores da equipe do Morumbi ter a defesa menos vazada do Campeonato Paulista, com 14 gols sofridos em 16 partidas disputadas. Se a defesa mantiver essa média e o Washington estiver em um dia bom dá para quebrar esse tabu. As equipes vão a campo com:

Corinthians: Rafael Santos (Julio Cesar), Moacir, Paulo André, William e Roberto Carlos; Ralf, Jucilei, Elias e Danilo; Dentinho e Ronaldo.

São Paulo: Rogério Ceni, Cicinho, Alex Silva, Miranda e Júnior César; Richarlyson, Jean, Hernanes e Cléber Santana; Dagoberto e Washington.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Era hora de mudar

Antes de mais nada, quero deixar claro que sou contra a demissão de treinador, ainda mais em pouco mais de 3 meses de trabalho. Parece que é uma solução simplista para resolver todos os problemas de um time, colocando a culpa em apenas uma pessoa. Mas no caso do Vasco, que ontem demitiu Vágner Mancini, não parecia haver outra medida mais cabível do que esta. A equipe, desde a derrota para o Botafogo na final da Taça Guanabara, não vinha rendendo bem. A torcida já perdera a paciência há muito tempo e o presidente do clube, Roberto Dinamite, também já mostrara sinais de descontentamento, inclusive publicamente. Porém, os últimos resultados que foram determinantes para Mancini deixar o comando cruzmaltino. Ontem o Vasco completou 4 jogos sem vitória. A sequência começou com uma derrota para o Flamengo, quando a equipe nem jogou mal, mas caiu diante do maior rival. A tragédia, no entanto, veio depois. Primeiro um empate sofrido com o ASA, pela Copa do Brasil e, principalmente, as duas derrotas consecutivas para times pequenos no Carioca, algo que só o clube da Colina "conseguiu" no Estadual.

Se ser derrotado para o Olaria já era difícil de engolir, os 3 a 2 sofridos para o Americano, um dos piores times do campeonato, em São Januário, foram a gota d'água. Mais uma vez o Vasco jogou mal, foi envolvido e só ameaçou o gol adversário em jogadas esporádicas. Como desgraça pouca é bobagem, permanece em terceiro lugar no Grupo B da Taça Rio e tem sua classificação para as semifinais seriamente ameaçada, o que seria um desastre de proporções homéricas. O próximo jogo é contra o Fluminense, que vem em boa fase, e novo revés pode desencadear uma crise difícil de ser estancada na Colina.

Para o lugar de Mancini, os nomes de Tite e Celso Roth são os mais cotados. São bons treinadores, mas longe de serem milagreiros. Que a diretoria vascaína não se iluda. A troca no comando era necessária, pois o time não vinha rendendo. O problema, porém, é muito maior e envolve reforços para o elenco, que é bastante limitado. A Série B já passou, esse ano é Série A e o buraco é bem mais embaixo. Acorda, Vasco!

Quanto mais falam...

Não vou entrar numa discussão jornalística sobre o que deve ou não ser publicado sobre vida pessoal de atletas. Acho que muito coisa que saiu deveria ter saído, mas também vi muita palhaçada, com o perdão do termo, estampar capas e páginas de jornais e sites. Mas não deixa de ser curioso como Adriano, Vágner Love e o Flamengo não deixam instalar uma suposta crise que tentam implantar na Gávea.

A cada jogo os dois atacantes mostram que os "problemas" extracampo dizem respeito somente a eles e não influenciam seus desempenhos futebolísticos. A resposta vem em gols. Love tem 11 e Adriano tem 10 no Carioca, os dois artilheiros da competição. No ano são 24 gols da dupla dos 44 que o Rubro-Negro marcou. Parece que os dois ficam cada vez mais motivados com tantas coisas que saem na imprensa. Portanto, continuem criando factóides, que a torcida do Flamengo agradece.

domingo, 21 de março de 2010

O clássico do 2 a 2

É impressionante como Flamengo e Botafogo, quando se enfrentam ultimamente, fazem bons jogos. O deste domingo foi mais um deles. Apesar do público baixíssimo (menos de 10 mil presentes), as duas equipes jogaram bem, buscando o ataque e o 2 a 2 foi justo. E emocionante. Adriano empatou a partida aos 48 da segunda etapa, no último lance da partida.

Diferentemente da semifinal da Taça Guanabara, quando, mesmo vencendo, foi dominado pelo Flamengo, o Botafogo jogou de igual pra igual desde o início. Talvez pela ausência de Loco Abreu, que fez com que o time de Joel tivesse que mudar sua característica, passando a jogar mais com a bola no chão. O ataque Caio e Herrera foi bem, os dois muito rápidos e insistentes, deram trabalho à zaga rubro-negra, que por sua vez não teve bom desempenho, como vem acontecendo em 2010. O segundo gol botafoguense saiu em uma falha primária, com o argentino escorando cruzamento, livre, entre Álvaro e Fabrício. Andrade precisa corrigir isto antes que as competições cheguem às suas fases decisivas. A insegurança é constante.

Ainda sobre o Botafogo, é de se destacar a boa partida de Lucio Flavio, como há tempos eu não via. Acertou passes, criou jogadas e, inclusive, mandou uma bola na trave. O ataque rubro-negro também teve desempenho razoável. Vágner Love se movimentou bem, fazendo bem o pivô. Adriano não foi tão ativo durante o jogo, mas na hora que precisou ele foi mais uma vez decisivo, marcando duas vezes, uma delas aos 48 da segunda etapa. Mesmo com todas as polêmicas e os supostos problemas com o peso, são 9 jogos e 9 gols este ano, uma média excelente. Ainda sinto falta, no entanto, de uma maior interação no chamado Império do Amor. Faltam tabelas entre os dois. A maior dificuldade é que ambos têm como característica justamente atuar como pivô, perto do gol. E às vezes a falta de alguém caindo pelas pontas acaba prejudicando. Talvez por isso tanto Love quanto Adriano, especialmente o primeiro, tenham atuado melhor individualmente quando o outro não estava em campo.

No mais, fica como destaque a reclamação infundada de Joel Santana com a arbitragem. O gol de empate foi totalmente legítimo. Houve falta de Danny Morais em Everton Silva e o cronômetro ainda marcava 47 minutos, dentro, portanto, dos 3 minutos de acréscimo prometidos por Wágner do Nascimento.

DIA DE SUPER

Começou o dia do Superclássico. Hoje, Boca e River vão se enfrentar mais uma vez pelo Torneio Clausura. Será um clássico diferente dos anos anteriores. Antes as equipes que entravam em campo lutando pelo título, agora não passam de coadjuvantes de luxo do futebol argentino.


De um lado estará um Boca Juniors convulsionado, de moral baixo e em crise. Um clube que igualou no último fim de semana a sua pior marca em torneios locais, a do Metropolitano de 1984. A derrota por 3 a 0 para o Tigre, no domingo passado, foi a terceira neste campeonato. Em nove rodadas, o Boca venceu apenas um jogo e empatou outros cinco. Amarga apenas a 17ª colocação.


Na Casa Amarilla já se fala em demissão do treinador Abel Alves em caso derrota no domingo. É bem provável que isso ocorre. Existem insatisfações internas, e dois dos insatisfeitos são Riquelme e Palermo. Alves conseguiu um milagre. Fazerm com que palermistas e riquelmistas se unissem em torno de uma causa: A sua queda.


O nome do substituto já está definido nos bastidores xeneizes. Vai ser Guillermo Cagna, ex-jogador do Boca e que treinou com êxito o Tigre nas últimas temporadas, levando inclusive o time de Victória a um vice-campeonato.


No outro corner, um River Plate igualmente debilitado. Que ainda se recupera do fato de ter sido último no Apertura 2008, e segue fazendo campanhas modestas. Como alento, o Millonário está um pouco melhor, ou menos pior, que o seu eterno rival. Ocupa uma discreta 11ª posição. Ganhou três jogos, empatou três e perdeu três. Mas continua às voltas com os seus problemas internos. Ortega continua faltando aos treinos sem dar explicações, continua sofrendo com o alcoolismo e o técnico Leonardo Astrada já não pensa em contar mais com o camisa 10. Este será realmente o clássico do roto contra o esfarrapado.

Y em Avellaneda



Alheio às crises em La Boca e Núñez, a felicidade reside na outra margem do Riachuelo. Em Avellaneda, a metade Roja da localidade aproveita a liderança do Torneio Clausura. O Independiente não apresenta um grande futebol, mas está vencendo e somando pontos importantes. A última vítima foi o Chacarita Junior. O Diablo venceu por 1 a 0, fora de casa. Gol do zagueiro Tuzzio, que era muito contestado no River Plate e fez parte da péssima campanha do Apertura 2008. O Rojo aproveita o momento de entressafra no futebol argentino para conquistar um título que não vem desde 2002. O Independiente prova que, atualmente, com um pouco de organização, qualquer equipe pode ser campeão na Argentina. O Banfield já havia mostra isso no torneio passado.

Resultados da 9ª Fecha

Vélez 1 x 0 Lanús; Godoy Cruz 2 x 1 Atlético Tucumán; Chacarita 0 x 1 Independiente; Estudiantes 2 x 0 Newell’s; Colón 1 x 1 Gimnasia; Banfield 0 x 0 Arsenal; River 2 x 0 Huracán; Rosario Central 1 x 0 San Lorenzo; Tigre 3 x 0 Boca; Racing 0 x 1 Argentinos

Classificação

Independiente 20; Godoy Cruz 18; Vélez e Banfield 15; Estudiantes, Tigre e Argentinos 14; Gimnasia e Colón 13; Newell’s e River 12; Arsenal 11; Chacarita, Racing e San Lorenzo 10; Huracán 9; Boca, Rosario Central e Lanús 8; Atlético 5

Descenso

Racing 1,144; Gimnasia 1,125; Chacarita 1,036; Atlético 0,964




Por Raphael Martins

domingo, 14 de março de 2010

CLÁSSICO DAS DIFERENÇAS



Olá blogueiros. Hoje tem Flamengo e Vasco, às 19h30min, no Maracanã. Exatamente depois de um ano (último confronto foi na Taça Rio de 2009, com vitória de 2 a 0 para o Vasco), as duas equipes se enfrentam em momentos bem distintos.

De um lado o Flamengo, campeão brasileiro e com um elenco recheado de estrelas e jogadores de seleção brasileira. Do outro o Vasco, campeão da série B e com uma equipe em reforma e apostando em vários jogadores. Enquanto o Rubro-Negro possui jogadores no auge de sua forma técnica, o cruzmaltino conta com jovens promessas ou veteranos no aguardo do último suspiro de genialidade, o que justifica a irregularidade da equipe.

Outra diferença que separa ambas as equipes é a pressão vinda das arquibancadas. No Flamengo, a derrota na semifinal da Taça Guanabara para o Botafogo, não colocou em xeque o trabalho da comissão técnica e os resultados voltaram a aparecer principalmente no maior objetivo do clube no ano: a Taça Libertadores. Já no Vasco, o vice-campeonato da Taça GB caiu feito uma bomba no “arrumadinho” time de Vagner Mancini e o trabalho quase que começou do zero na Taça Rio.

Para o clássico de hoje há noite eu aposto minhas fichas no Flamengo. Por tudo que contei a cima e pelo maior poder de decisão da equipe da Gávea. Mas como de praxe, se trata de um clássico e por isso eu posso muito bem quebrar a cara. O Flamengo entra em campo com sua força máxima, comandado pelo “Império do Amor”. Por sua vez, a equipe do técnico Vagner Mancini tem dois desfalques certos (Niltão e Souza) e a possibilidade de perder o capitão Carlos Alberto, com um problema na panturrilha esquerda.

Confira a escalação das equipes:

Flamengo – Bruno; Léo Moura, Álvaro, Fabrício e Juan; Toró, Willians, Kleberson e Petkovic; Adriano e Vagner Love.

Vasco – Fernando Prass; Gustavo, Fernando e Titi; Elder Granja, Paulinho, Rafael Carioca, Carlos Alberto (Dodô) e Márcio Careca; Philippe Coutinho e Rafael Coelho.

Palpitão: Flamengo (3x0)

quinta-feira, 11 de março de 2010

Convenceu

Foi uma boa vitória do Flamengo diante do Caracas. Não que o time tenha feito uma grande partida tecnicamente, mas a disposição tática e a raça demonstrada pelos jogadores deixaram uma boa impressão. Novamente o Rubro-Negro teve um a menos durante um bom período do jogo, porém soube controlar a situação e fazer os gols em contra-ataques. Houve uma certa pressão venezuelana, que acabou não dando resultado.

Com 6 pontos no grupo, a equipe de Andrade pode praticamente carimbar a passagem pra próxima fase se derrotar o Universidad do Chile, fora de casa. Isso porque o time chinelo tem 4 pontos e o seu rival, o Universidad Catolica, tem 1. Assim, o Flamengo abriria 5 pontos de vantagem sobre o segundo colocado, ainda com duas partidas por fazer em casa.

Mas apesar da vitória, alguns problemas ainda persistem no time carioca. Em especial, o excessivo número de cartões vermelhos. Mais uma vez um volante foi expulso e alguns jogadores foram "sacrificados", caso de Vagner Love, que novamente teve que, além de marcar os gols, se desdobrar na marcação. O Artilheiro do Amor, aliás, continua muito bem. Já caiu nas graças da torcida rubro-negra. O Fla parece estar no caminho certo. Domingo tem clássico contra o Vasco e é mais um teste para provar que o momento é realmente bom.