terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Sai Estevam, entra Joel

É muito difícil um técnico resistir a uma goleada de 6 a 0 diante de um rival, ainda mais dentro de casa. Mas o resultado catastrófico sofrido para o Vasco não foi o principal motivo da demissão de Estevam Soares do Botafogo. Foi apenas a gota d'água. Seu trabalho vinha sendo muito questionado pela torcida e dentro do próprio clube. E, convenhamos, o desempenho do agora ex-treinador alvinegro era pífio. Ele assumiu o Bota na rodada 19 do Brasileirão do ano passado e só conquistou sua primeira vitória no campeonato nacional 8 partidas depois. Pegou o clube em 15 lugar e terminou exatamente na mesma posição, livrando-se do rebaixamento apenas na última rodada numa vitória suada diante do Palmeiras. Ao todo foram 30 jogos, com 11 vitórias, 8 empates e 11 derrotas.

Além dos maus resultados em campo, suas escolhas e insistências com alguns jogadores também irritavam os torcedores. Como escrevi na análise da partida, atletas como Alessandro, Fahel e Lucio Flavio não têm mais condições de vestir a camisa alvinegra. Para mim são símbolos de épocas fracassadas do Botafogo, precisam sair. E tem gente no elenco para entrar na vaga destes. Weelington Junior foi um dos destaques da base, disputou o Mundial Sub-20 pela Seleção Brasileira e constantemente seu desempenho nos treinamentos como lateral-direito é elogiado. Por que então não tem uma oportunidade? Fahel é volante que não consegue acertar um passe de 2 metros. Mas permanece com vaga cativa no meio-campo. O recém-contratado Somália já mostrou que merece uma chance entre os titulares. E Renato Cajá, também recém-chegado, provou na Ponte Preta que é um meia de qualidade, que assim como Lucio Flavio, tem facilidade com as bolas paradas e poderia muito bem substituir o camisa 10.

Com os fatos apresentados acima, acho que a demissão de Estevam foi correta. O problema é que a comissão técnica será mudada logo no começo do ano. Melhor seria já iniciar 2010 com outro treinador, já que o antigo já não gozava de tanto prestígio assim. Perdeu-se tempo, que pode parecer pouco, mas num futebol onde o calendário é cada vez mais apertado, um mês signifca bastante.

Joel chega

Pelo menos a diretoria agiu rápido e anunciou Joel Santana como o novo comandante. Trata-se de um bom nome, experiente e muito acostumado ao futebol carioca e ao próprio Botafogo. Não podemos esquecer que o mercado também não apresenta tantas outras opções. Joel foi campeão estadual em 1997 e chega para tentar botar ordem na casa, mais ou menos como fez com o Flamengo em 2007. Ele tem um estilo agregador, de criar um sentimento de união entre todos. Prefiro esperar para ver os resultados e analisar se foi bom ou não. Mas só de haver mudanças já é um bom sinal.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Passeio vascaíno

Há muito tempo não via uma equipe ser tão superior a outra em um clássico regional. E, principalmente, transformar essa superioridade em gols, construindo um placar de 6 a 0, dentro da casa do rival. Foi assim a maiúscula vitória do Vasco sobre o Botafogo no Engenhão. Uma vitória para encher o time de Vágner Mancini de moral e para deixar a torcida cruzmaltina eufórica.

Tudo deu certo para o Vasco. Abriu o placar com Dodô logo aos 3 minutos e aos 11 ficou com um jogador a mais, quando Eduardo foi expulso em lance infantil. A partir daí a tarefa ficou fácil. O Botafogo, completamente perdido em campo, tinha somente em Herrera algum foco de lucidez. E com isso o time da Colina foi pra cima, marcando mais duas vezes antes do intervalo, novamente com Dodô. Muito legal ver o atacante de volta, marcando gols e mostrando toda a sua qualidade. Curioso é que esse real retorno, apoteótico, foi logo em cima do ex-clube, onde Dodô brilhou durante anos. O mundo dá voltas.

Na segunda etapa o baile vascaíno continuou. Magno entrou no lugar de Carlos Alberto, lesionado, e foi muito bem. Rápido, atrevido, partiu pra cima e buscou o jogo a todo momento, em parceria com Phillipe Coutinho. O menino, aliás, mostra a cada partida que tem muito valor. Marcou seus dois primeiros gols pelo time profissional, com muita tranquilidade. Pena que em julho irá embora para a Inter de Milão. Léo Gago marcou o outro gol do Vasco. Todo o time cruzmaltino foi bem. Mas destaco, além de Dodô e Phillipe Coutinho, Magno e Souza. Este último, aliás, acho um belíssimo jogador. Volante clássico, de porte, passadas largas, visão de jogo... Tem muito potencial realmente e com certeza se firmou entre os titulares após a partida de hoje.

Já no lado botafoguense o desastre foi completo. A começar pela camisa de péssimo gosto que que o clube estreou. Depois a expulsão de Eduardo, que desorganizou o já desorganizado time do Botafogo. Não consigo entender Estevam Soares. Ano passado ele mesmo havia afastado o atleta da equipe, mas resolveu dar uma nova chance (mais uma!) a ele e se deu mal. Até que não acho Eduardo mau jogador, mas ele já mostrou que não tem cabeça. É bobagem atrás de bobagem. Dessa vez acho difícil que ele tenha outra oportunidade. Outra coisa que acho inacreditável em relação ao técnico alvinegro é sua capacidade de fazer escolhas equivocadas. A escalação de alguns jogadores não tem fundamento. Fahel, Alessandro, Lucio Flavio são jogadores que, na minha opinião, não têm mais condições de jogar pelo clube. Os 3 volantes que Estevam insiste em escalar também me incomodam. Apenas destroem, criar que é bom, nada. Enquanto isso, Renato Cajá e Somália permanecem no banco. Entraram na segunda etapa e foram bem, mas com 4 a 0 contra fica complicado de arrumar alguma coisa. Vamos ver se no próximo jogo o treinador promove algumas mudanças. Ah, também teve a estreia de Loco Abreu, mas o uruguaio foi pouco notado. Ou seja, uma noite para os botafoguenses esquecerem.

Em termos de classificação não acredito que vá influenciar alguma coisa na vida alvinegra, porque os times pequenos do Rio são fraquíssimos. Mas preocupa, já que este foi o primeiro teste verdadeiro da equipe em 2010. E o Botafogo foi reprovado. Acorda, Estevam!

Melhor impossível

Que ótima estreia de Vágner Love pelo Flamengo! Está certo de que o adversário era fraquíssimo, mas o atacante mostrou qualidade e oportunismo para marcar os dois gols da vitória por 2 a 1 sobre o Bangu. Mais do que isso, ficou claro de que a desconfiança em relação à sua parceria com Adriano não tem fundamento. Vágner voltou para buscar a bola, fez jogadas partindo da intermediária em direção ao gol e em vários momentos buscou o Imperador. Algumas tabelas deram certo (como no lance do segundo gol), outras não, mas o entrosamento virá com o tempo e só quem tem a ganhar é o Flamengo. Com essa dupla afiada em campo, as zagas adversárias terão bastante dor de cabeça.

Porém, Andrade ainda precisa ajustar o time. O jogo de ontem foi fraco tecnicamente e o segundo tempo terrível. O Bangu esteve perto do empate e o Rubro-Negro expôs algumas falhas defensivas. Aliás, nesses 3 primeiros jogos, foram 4 gols sofridos, um número alto se considerarmos que o Fla enfrentou equipes bem inferiores. O meio-campo também não está conseguindo produzir muito. Ontem o gramado do Engenhão atrapalhou bastante, mas mesmo assim os jogadores da meiúca não estavam em um bom dia. Vinícius Pacheco como homem de ligação não me convence. Ele até que não está jogando mal, contudo acho que o Flamengo precisa de um alguém mais regular e com mais qualidade para ser o substituto de Pet. Nas partidas mais complicadas tenho minhas dúvidas se Vinícius conseguirá render. Vamos ver.

Por enquanto o que fica mesmo é a esperança da torcida de que o time, quando completo e em forma física e técnica poderá dar muitas alegrias em 2010.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Acabou a palhaçada

Até que enfim os clubes do Rio e o governo do estado botaram a mão na consciência e viram que esta medida proibitiva de se comprar ingresso para o Maracanã nos dias das partidas era ridícula e descabível. Onde já se viu, do dia para a noite, tentar mudar algo que está enraizado na cultura do carioca desde que o Maraca foi construído. A tentativa de organizar o espetáculo é válida, não sou adepto da bagunça e acho que o Maior do Mundo tem um monte de defeitos. Mas não é proibindo o torcedor de comprar sua entrada no dia do jogo que isto vai mudar.

O resultado, é claro, foi desastroso. Flamengo x Duque de Caxias. Está certo de que o Rubro-Negro jogou com um time praticamente reserva, mas era a estreia do atual campeão brasileiro. Somente 16 mil pessoas compareceram e esse número não foi menor porque o Fla decidiu em cima da hora abrir as bilheterias. Ontem, Fluminense x Bangu, feriado, encontro da torcida tricolor com o time pela primeira vez no ano depois do épico final de 2009. 11 mil pagantes. Com certeza muito menos do que o esperado. Quem perdeu com isso? Todos. As equipes não tiveram tanto o apoio das arquibancadas, os clubes arrecadaram bem menos e, consequentemente, menos dinheiro foi para a Suderj.

Ainda bem que apenas esses dois exemplos foram o suficiente para perceberem que a ideia era pouco inteligente e voltarem ao normal. O torcedor carioca, o Maracanã e os clubes agradecem.

Estádio Olímpico, gramado de várzea

A vitória do Botafogo sobre o Friburguense ficou em segundo plano nesta quinta. O que chamou a atenção foi o péssimo estado do gramado do Engenhão. Uma vergonha. Ontem, no jogo do Vasco, já deu pra perceber que a situiação era ruim, mas como choveu bastante, fiquei com a impressão de que a quantidade de água atrapalhou. Mas não. Hoje, seco, a situação ficou pior ainda. Inúmeros buracos, campo irregular... Um estádio que custou milhões aos cofres públicos, inaugurado há menos de 3 anos, não ter um gramado no mínimo decente e em condições de proporcionar um bom espetáculo é ridículo.

Agora me pergunto. Se hoje o campo está assim, coitado dos jogadores de Botafogo e Vasco, que se enfrentam domingo. Isto porque sábado, Bangu e Flamengo também se enfrentam no Engenhão. O mais curioso é que nessa história toda, quem se prejudica, pelo menos nas partidas contra os clubes menores, é o próprio Alvinegro, com atletas mais técnicos, mas que não conseguem colocar em prática suas qualidades por causa do gramado. Assim fica difícil de acreditar que o Engenhão conseguirá suprir a falta do Maracanã durante os longos mais de 2 anos que o Maior do Mundo estará fechado para reformas. Acorda Botafogo!

Ah, em relação ao jogo, o Alvinegro não jogou nada, mas venceu. Aliás, esta tem sido a lógica deste campeonato. Os clubes grandes, até por estarem em início de preparação, têm em sua maioria encontrado dificuldades para derrotar os adversários mais modestos, mas até agora os 4 têm 100%. Indício que o nível dos maiores subiu, mas principalmente de que essas equipes menores estão bem fraquinhas e são meras coadjuvantes. Os destaques da equipe de Estevam Soares foram o atacante Herrera e os reservas Renato Cajá e Caio. Este último mostrou muita habilidade nas jogadas pelo lado direito. Pode ser uma boa opção para este ano.

Muita chuva, pouco futebol

O Vasco voltou a encontrar dificuldades, mas derrotou o América por 2 a 1, no Engenhão. Além do péssimo estado do gramado, cheio de buracos e alagado pela forte chuva que caiu na noite desta quarta-feira, o time cruzmaltino não exibiu um bom futebol, errando muitos passes. Mesmo assim, pode-se destacar as atuações de Phillipe Coutinho, especialmente no primeiro tempo, Carlos Alberto, no segundo, e Nilton, no jogo todo. No mais, Wagner Mancini ainda terá muito trabalho para fazer com que esse time do Vasco renda o que a torcida espera.

A primeira etapa foi bem equilibrada, o que não é bom um sinal para o time de São Januário, pois o América é bem fraquinho. As duas equipes criaram chances de gols, mas esbarraram nas boas presenças dos goleiros Fernando Prass e Roberto. Após o intervalo, a entrada de Souza na vaga de Jumar deu outro ritmo ao Vasco, que passou a controlar a posse de bola e a criar boas oportunidades, especialmente pelo lado direito, onde o jovem meio-campo cruzmaltino passou a jogar. Assim, a vitória foi construída com gols de Nilton e Carlos Alberto, com Fágner marcando contra o tento americano.

Durante a transmissão da partida na Rede Globo, um internauta enviou uma questão interessante. Perguntou ele se Dodô estava em condições físicas de ser titular. Eu respondo. Não, falta ritmo, o que é normal para um jogador de 35 anos que ficou mais de 1 ano e meio parado. Mas Mancini não tem escolha. Tem que escalá-lo porque simplesmente não tem outras opções ofensivas. Robinho está machucado, Rafael Coelho não conseguiu entrar em forma e Élton ainda nem começou a treinar com o grupo. Ou seja, a torcida vascaína deve ter paciência com seus homens de frente neste começo de Estadual.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

O craque resolve

Até Petkovic entrar em campo, o Flamengo encontrava enorme dificuldade para criar jogadas apesar de estar vencendo o Volta Redonda por 2 a 1. Pois bem. O gringo entrou e 5 minutos depois marcou um belo gol, praticamente decretando o resultado positivo para o Rubro-Negro. Isso sem contar na maneira que o jogo começou a fluir depois de sua entrada. A qualidade do passe melhorou bastante, a equipe passou a dominar a partida e só não aumentou a vantagem por falta de pontaria. É por isso que Andrade não hesitou ao deixar o sérvio no banco de reservas. Disse o treinador ontem: "O Pet é importante mesmo que por pouco tempo". O Tromba tinha razão. A torcida agradece.

No mais, não foi um bom jogo do Flamengo, mas foi melhor do que a estreia diante do Duque de Caxias. Destaque para Vinícius Pacheco e Bruno Mezenga, que já haviam entrado e mudado o jogo anterior, e, dessa vez como titulares, voltaram a atuar bem. Mezenga, aliás, finalmente marcou seus primeiros gols com a camisa rubro-negra. Parece ter amadurecido e, se não será o craque que pintava ser nas categorias de base, mostra que poderá ser bastante útil este ano.

Sábado, diante do Bangu, Andrade deve ter Pet mais inteiro, Léo Moura e talvez a dupla Vágner Love/Adriano. Motivos de sobra para o torcedor rubro-negro lotar o Engenhão.