terça-feira, 8 de setembro de 2009

NO LLORES ARGENTINA

Na Argentina, quando se refere a uma derrota incontestável, a palavra utilizada para descrevê-la é “batacazo”. Pois foi justamente isso que o Brasil impôs à seleção albiceleste. Realmente Dunga deu uma aula tática a Maradona. A equipe verde-amarela jogou com inteligência, sem afobação, explorando os espaços deixados pela defesa argentina, e olha que estes não foram poucos.

Mas como aqui o espaço é dedicado ao futebol argentino, vamos analisar os erros cometidos por Maradona. A começar pela convocação: por que a presença de Sebá Dominguez, Schiavi e Palermo? No caso do atacante do Boca não questiono sua qualidade como goleador, mas sim o fato de sequer ter ficado no banco contra o Brasil. Por que então chamá-lo? Só serviu para desfalcar o Xeneize na rodada do Torneio Apertura.

Depois, a armação da equipe no Gigante de Arroyito: um só volante de contenção, que era Mascherano. Uma defesa formada por Sebá Dominguez e Otamendi, apoiada por um lateral-esquerdo ineficiente, que é Heinze. O resultado não poderia ser outro.

Do meio para frente: Verón é um cracaço, mas já não tem pernas para comandar a seleção. Mais uma vez ficou provado que o time está órfão de Riquelme. Messi, sozinho, tentava desesperadamente furar o bloqueio brasileiro, mas sem efeito. Foi um jogador perdido em campo. Ao menos Dátolo mostrou personalidade, marcou um golaço de fora da área. No ataque Tévez e Aguero foram figuras decorativas.

Para o jogo contra o Paraguai mais um desastre pode ser previsto. Maradona pretende sacar Sebá para colocar Schiavi na defesa. Ainda neste setor, o treinador vai sacar Otamendi e escalará Heinze. Justamente o jogador ineficiente que falamos agora há pouco. Isso sem falar na troca de goleiros. Sai Andújar, que a meu ver não teve culpa alguma na derrota, e entra Romero. No meio, Maxi Rodrígues, lesionado, dará lugar a Gago. No ataque com a saída de Tévez, Milito, Lisandro López e Palermo brigam pela vaga. Sinceramente, Maradona está fazendo uma força tremenda para tirar a Argentina da Copa do Mundo.

Por Raphael Martins

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Evolução, título e esperança

O Brasil coroou sua ótima campanha na Copa América de Basquete com o título da competição ao vencer Porto Rico, que sempre foi nossa pedra no sapato, na casa deles, por 61 a 60. A Seleção Brasileira jogou muito bem os três primeiros quartos, mas no último começou a errar muito, viu os porto-riquenhos crescerem e quase virarem o placar, mas o resultado final foi mais do que justo.

Mais do que o título, fica a sensação de que o Brasil finalmente tem tudo para reviver seus grandes momentos no basquete mundial. O técnico Moncho Monsalve conseguiu mudar o estilo de jogo histórico brasileiro, que sempre se notabilizou pela correria, individualismo e precipitação. Os contra-ataques continuam sendo a maior arma ofensiva da Seleção, mas a posse de bola agora é muito mais bem trabalhada, explorando bem o tempo de 24 segundos. A grande evolução, no entanto, foi a defesa. Como o Brasil defendeu bem! Nas 10 partidas que fez na competição, apenas em uma sofreu mais do que 70 pontos - justamente contra Porto Rico, 86 a 82, na única derrota na competição, em uma partida que não valia muita coisa. E no basquete moderno, a defesa ganha o jogo muito mais do que o ataque. Méritos para Moncho, que com seu estilo sisudo, de poucos sorrisos, mas muito trabalho, conseguiu dar padrão à equipe e, acima de tudo, transformá-la em equipe, sem picuinhas, vaidades ou divisões no grupo.

Claro que ainda há o que melhorar, afinal o Mundial do ano que vem terá um nível muito mais alto. Mas aos poucos a Seleção vai evoluindo e se estiver completa (com a entrada de jogadores como Nenê, Paulão e Murilo) tem tudo para fazer uma ótima campanha na Turquia em 2010. Moncho tem contrato até novembro e não sabe se vai continuar. A CBB tem a obrigação de renovar com o treinador para continuar o trabalho que está sendo desenvolvido. Não pode se dar por satisfeita com o título da Copa América, pois este foi apenas o primeiro passo para colocar o Brasil de volta entre as potências do basquete.

- O grupo todo está de parabéns e foi importante, cada um com sua participação, mas o grande destaque individual da Seleção foi Leandrinho. É impressionante o quanto joga e como sua presença em quadra faz a diferença. Nos momentos mais difíceis ele chama a responsabilidade e os outros jogadores sabem que podem dar a bola nele, porque o camisa 10 resolve. Foi o cestinha do Brasil e o segundo maior pontuador do campeonato.

- Outro que se destacou bastante foi Anderson Varejão. Em números foi o quinto maior reboteiro (8,4 por jogo), o líder em tocos (1,9 por jogo) e o sexto que mais roubou bolas (1,9 por jogo), além de ter feito double-doubles em quatro jogos. Porém, não é apenas com números que se pode analisar a contribuição de um jogador a equipe. Varejão impressiona na marcação (como é chato, no bom sentido) e na entrega e disposição que demonstra em quadra, contagiando os companheiros.

- Além dos dois jogadores da NBA, Tiago Splitter também foi presença importante no garrafão e Marcelinho Huertas segurou a barra de ser o único armador de origem do grupo. Jogou muito bem a Copa América e provou porque é o titular. Mas Moncho precisa convocar alguém para ser o seu reserva, senão Huertas não aguenta. Tiveram jogos em que ele simplesmente não saiu em momento algum.

- Para terminar vale ressaltar o espírito coletivo de Guilherme e Marcelinho Machado. Os dois já foram titulares absolutos da Seleção, o segundo inclusive é o capitão, e ficaram na reserva durante toda a competição. Mesmo assim em nenhum momento mostraram insatisfação, pelo contrário, exerceram o papel de líderes e passaram sua experiência aos mais jovens. Palmas para eles.

- Luis Scola, da Argentina, foi eleito o melhor jogador da Copa América com justiça. Foi o maior pontuador, com média de 23,3 pontos por jogo. Como joga o superpivô do Houston Rockets! Dá gosto vê-lo em quadra. Ótimo na defesa e ótimo no ataque. E a seleção argentina, mesmo bastante desfalcada, deu trabalho e completa é uma das favoritas ao Mundial.

- Dica do Passando a Bola: começa nesta segunda-feira o Campeonato Europeu, disputado na Polônia, que vai classificar seis nações para o Mundial - a Turquia já está garantida, por ser sede. Grandes seleções estão presentes, como Espanha, França, Lituânia, Grécia, Rússia e a própria Turquia, além de outras que podem surpreender, como Alemanha, Croácia e a Sérvia, que vem com um time muito jovem, baseado na seleção campeã mundial juvenil em 2007. Promessas de excelentes jogos e o canal Bandsports transmite desde o começo. O Sportv começa a transmitir o torneio a partir das quartas-de-final. Vale conferir. Prometo fazer alguns posts informando sobre a situação no chamado Eurobasket.

Passando a Bola Mesa Redonda volta semana que vem

Amigos, só para informar que, em função do feriado de 7 de setembro, a PUC, onde gravamos o Passando a Bola Mesa Redonda, não abriu e por isso esta semana não teremos programa. Mas semana que vem voltaremos ao normal, sempre com muita informação e opinião.

Vocês podem ver a análise da 23ª rodada do Brasileirão lendo os posts abaixo.

Rapidinhas de Domingo - Inter voando

Após as vitórias no Beira-Rio sobre Goiás e Atlético-MG, muitos ainda questionaram o Internacional sob o argumento de que queriam ver uma vitória convincente fora de casa, sobre um adversário gabaritado, o que não acontecia desde a 3ª rodada, diante do Goiás (depois disso o Colorado venceu longe da sua torcida apenas Náutico e Santo André, o que, convenhamos, não diz muito coisa). Pois bem, o Inter derrotou o Avaí, que não perdia na Ressacada há 5 jogos, por 2 a 0 e chegou ao terceiro triunfo consecutivo, permanecendo na cola do líder Palmeiras com 43 pontos. E mais. É a única equipe que está entre os quatro primeiros desde a primeira rodada.

Mais do que a vitória, o fato do Colorado ter jogado bem é o que mais importa. Neste campeonato, por vezes, o time de Tite mostrou-se irregular, alternando boas e más exibições. Ontem não. Fez 1 a 0 na primeira etapa com Fabiano Eller e, mesmo perdendo Índio expulso antes do intervalo, continuou em cima do Avaí no segundo tempo até marcar o segundo, com Magrão. Depois Bolívar também levou cartão vermelho e apesar de ter dois jogadores a menos, a equipe gaúcha segurou o resultado com propriedade. Está claro que o Inter é candidatíssimo ao título (é a minha aposta, inclusive) e que a briga pelo Brasileiro já está definida entre três clubes. Além do Colorado, Palmeiras e São Paulo.

O Avaí parece ter voltado ao normal. Não jogou mal contra o Internacional, é apenas inferior. Após ter ficado 11 jogos invicto, fo a segunda derrota seguida do time de Silas. O técnico avaiano, aliás, nunca se deslumbrou com a sequência de invencibilidade e sempre afimou que o objetivo de sua equipe era permanecer na Série A. Mas eu acho que o Avaí deve conseguir uma vaguinha na Sul-Americana, o que será como um título para o clube catarinense, que não jogava a Primeira Divisão desde 1979.

- Assim como o Inter, o São Paulo também tem na força do seu elenco o grande trunfo na briga pelo tetracampeonato. E ontem isso ficou claro, na vitória sobre o Cruzeiro, de virada, no Mineirão. No primeiro tempo, o time celeste fez 1 a 0 com gol de Diego Renan e poderia ter feito até mais. Mas aí entrou a mão de Ricardo Gomes e as ótimas opções de banco do Tricolor. Aos 16 minutos, Marlos entrou no lugar de Hugo e aos 19 empatou o jogo. Aos 35, Borges substituiu Washington e no minuto seguinte virou o placar. Marlos e Borges seriam titulares na maioria das equipes brasileiras. Isso sem contar que o São Paulo não teve Miranda, na Seleção, e Hernanes, machucado. Esse já é o sétimo campeonato por pontos corridos e foram poucos os clubes que "descobriram" que para se dar bem neste tipo de competição é preciso ter várias opções no elenco e não apenas 11 titulares. O Tricolor sabe disso há tempos e por isso sempre entra no Brasileirão como favorito.

O Cruzeiro tem um bom elenco também, mas não tão bom quanto o adversário de ontem. Adílson Batista teve desfalques importantes, é verdade, principalmente Kléber. O vice-campeão da Libertadores está me decepcionando. Apostei no Passando a Bola Mesa Redonda que o time celeste brigaria por vaga na maior competição sul-americana do ano que vem, mas a cada rodada vai ficando mais claro que me equivoquei. O Cruzeiro não vence há três jogos e sua distância para o G4 já é de 10 pontos (é o 13º, com 29 pontos). Para piorar, na próxima rodada encara o embalado Inter, no Beira-Rio.

- Já o rival cruzeirense voltou a vencer depois de seis jogos. O Atlético-MG suou bastante para virar o jogo diante do frágil Santo André, no Bruno José Daniel, mas o importante foi a vitória. Assim, além de diminuir a pressão sobre o time e Celso Roth, o Galo subiu uma posição e está mais próximo do G4 (5º, com 37 pontos). Diego Tardelli e Éder Luis marcaram e ambos têm 10 gols no campeonato, vice-artilheiros, o que coloca a dupla como uma das melhores do Brasileirão. Não acredito que a equipe atleticana vá ficar com uma das vagas na Libertadores, pois como já disse, o time titular é bom, mas o elenco não. De qualquer forma, é uma campanha digna das tradições do Galo.

O Santo André bem que esboçou uma reação ao vencer dois jogos seguidos, mas voltou a perder nas últimas duas rodadas e seu destino deve ser mesmo a Série B. Além do time ser fraco, o clube vive uma crise de poderes. Depois de Sérgio Guedes, foi a vez de Gallo pedir demissão durante a semana passada por divergências com a diretoria, que supostamente queria intereferir na escalação dos jogadores. Assim fica difícil.

- O Goiás marcou bobeira e perdeu a chance de encostar no líder Palmeiras. Começou perdendo por 1 a 0 para o Coritiba, virou o jogo, mas deixou o Coxa empatar e o 2 a 2 fez o Esmeraldino cair para a 4ª posição, com 39 pontos. A partida foi muito movimentada e teve belos gols. Felipe, de falta, fez seu décimo gol no campeonato e Léo Lima, em ótimo chute de canhota, fez o segundo. Mas o grande gol do jogo e talvez um dos mais bonitos do Brasileirão foi de Ariel, de bicicleta. Simplesmente espetacular, matando no peito e pegando a bola lá em cima. O Coritiba permanece próximo da zona de rebaixamento, mas a melhora com Ney Franco é visível e a equipe deve brigar por vaga na Sul-Americana.

- Rápida passada pelos jogos de sábado. O Palmeiras fez o dever de casa e venceu o Barueri por 2 a 1, mesmo sem jogar bem. Contou com o ótimo reforço de Vágner Love, que estreou marcando gol, mas sentiu a falta da marcação de Pierre no meio-campo. Muricy precisa resolver isso. O Botafogo não consegue ganhar sob o comando de Estevam Soares. Já são sete jogos com o novo técnico (seis pelo Brasileiro e um pela Sul-Americana) com cinco empates e duas derrotas. Sábado o Alvinegro perdeu pro Sport, na Ilha do Retiro, por 2 a 1 e sua situação vai se complicando cada vez no campeonato. A equipe permanece na 18ª posição, com 23 pontos e se não acordar o rebaixamento vai se tornar uma realidade. O Leão, por sua vez, dá sinais de recuperação. Foi o terceiro jogo sem derrota e a distância para o Náutico, primeiro time fora do grupos dos quatro últimos, é de cinco pontos. O Grêmio marcou bobeira e quase perdeu a invencibilidade no Olímpico, que após o empate em 1 a 1 com o Vitória vai completar um ano (a última derrota foi para o Goiás, dia 13/09/2008). O resultado deixa o Tricolor mais distante do G4. O ponto positivo foi Jonas, que com o gol marcado chegou a 11 no campeonato, artilheiro. O Rubro-Negro baiano segue no meio da tabela e por ali deve permanecer até o final.

domingo, 6 de setembro de 2009

Dupla Fla-Flu proporciona show de horrores

Antes de mais nada, peço desculpas por não ter escrito nada sobre as partidas de sábado do Brasileirão, como sempre faço. Não foi desleixo e sim pura falta de tempo, já que meu ritmo no trabalho está bastante puxado. Por isso não pude acompanhar nenhum dos três jogos, o que me deixou "seco" por um futebolzinho no domingo. No próximo post eu falo um pouquinho sobre o dia de ontem.

Pois bem, como ia dizendo, estava doido para ver uns joguinhos e dei preferência aos times cariocas. Me enganei redondamente. Assisti a autênticas peladas! Repetindo o termo do título, dois verdadeiros shows de horrores! Tanto o Flamengo quanto o Fluminense não jogaram nada e os empates de ambos foram justos pelas regras do futebol. Porque se desse, o justo mesmo seria que Fla, Flu, Atlético-PR e Náutico saíssem derrotados. Vamos aos fatos.

Começando pela partida da Arena da Baixada, onde o Flamengo entrou em campo tentando acabar com um tabu histórico e outro mais recente. O Rubro-Negro só havia derrotado o Furacão fora de casa em Campeonatos Brasileiros uma vez, no longínquo ano de 1974. Desde então foram 14 jogos, com 11 derrotas e 3 empates. Na Arena da Baixada o time carioca nunca tinha vencido, desde a inauguração do estádio, em 1999. De lá pra cá foram nove confrontos, com oito vitórias atleticanas e uma igualdade.

Porém, não foi desta vez que o Flamengo conseguiu deixar a capital paranaense com os três pontos. Isto porque Andrade, a meu ver, escalou mal o time. Preocupou-se mais em não perder do que em ganhar, quando pôs em campo três volantes (Airton, Maldonado e Willians) e não deu liberdade para Léo Moura e Everton subirem. As esperanças caíram em cima de Petkovic, que não jogou nada, e Zé Roberto, que voltou a ser o jogador apagado de toda a temporada. Denis Marques, coitado, ficou isolado na frente e como a equipe não conseguiu trocar um passe sequer, correu de um lado para o outro sem objetividade. Antônio Lopes até que armou o Atlético de forma mais ofensiva, mas como o Furacão tem um time fraquíssimo, o jogo não poderia ter sido pior.

Uma pelada tão chata, que em certos momentos chegou a dar raiva. Só não troquei de canal porque não gosto de deixar de assistir a uma partida no meio. Azar o meu, pois a absoluta falta de qualidade e inspiração de ambos os times continuou durante os 90 minutos. A única chance foi no primeiro tempo, com Alex Mineiro batendo livre para boa defesa de Bruno. Nada mais. Sobraram passes errados, escorregões, chutões pra frente e lançamentos na área sem objetivo. Tanto é que as únicas coisas que chamaram a atenção foram as expulsões. Willians, sempre ele, recebeu vermelho após dar uma cotovelada em Márcio Azevedo. É impressionante o quanto este rapaz não tem cabeça. Sabe jogar, desarma bem, mas é inconsequente. Ás vezes parecer ter sérias dificuldades para pensar. E Antônio Lopes prestou papel de ridículo ao relembrar seus tempos de delegado tentando dar voz de prisão ao assistente Altemir Hausmann. Uma cena patética.

Patética como foi o jogo. O placar zerado foi injusto. O certo seria -5 a -5. E o tabus continuam...


No Maracanã o jogo foi tão ruim quanto, mas pelo menos tiveram dois gols. A torcida do Fluminense fez a sua parte e compareceu em bom número. Apoiou o time e os jogadores se esforçaram. Mas não é de apoio e disposição que o Tricolor precisa. Falta técnica, qualidade, organização dentro e fora de campo. Um exemplo na partida contra o Náutico mostrou isso claramente. Paulo César estreou na lateral esquerda, sendo que o jogador não atuava na posição há anos. Na França ele jogava no meio-campo e às vezes na lateral direita. Ficou evidente a sua dificuldade na hora de chegar na linha de fundo, sempre tendo que se entortar todo para fazer o cruzamento.

O 1 a 1 com o Náutico deixou o Flu cada vez mais perto da Série B. O Tricolor tem apenas 17 pontos, na última colocação, e o Sport, vice-lanterna, já abriu três pontos (tem 20). A distância para o primeiro time fora da zona de rebaixamento - o próprio Timbu - continua sendo de 8 pontos. O estrago só não foi maior, porque o Santo André levou uma virada do Atlético-MG e permaneceu com 24 pontos. O time carioca está entre os quatro últimos desde a décima rodada e sua campanha é a segunda pior da Era dos Pontos Corridos (desde 2003) . É a pior campanha da história do clube em Campeonatos Brasileiros; nem nos anos de 1996 e 1997, quando foi rebaixado, o aproveitamento foi tão baixo. Segundo o site Infobola, o Fluminense tem 95% de chances de disputar a Segunda Divisão em 2010. Na próxima rodada encara o Botafogo, num clássico que mais do que nunca deve ser considerado como "dos desesperados". Que fase!

Se o empate foi péssimo para o Tricolor, o Náutico tem o que comemorar. O pontinho fez com a equipe chegasse aos 25 pontos e deixasse a zona de rebaixamento depois de 15 rodadas. A equipe de Geninho é limitada, mas vai brigar para não cair. E eu, sinceramente, torço para que o Timbu permaneça, pois é um clube simpático e de muita tradição, que merece estar na Série A.

PASSEIO EM ROSÁRIO

Olá blogueiros! Que vitória foi essa do Brasil em cima da Argentina? E não foi uma vitória qualquer. A seleção venceu por 3 a 1, e, com sobras, garantiu a primeira vaga da América do Sul para a Copa de 2010. O time do técnico Dunga passeou em Rosário e deu aula de objetividade. Luis Fabiano e Kaká jogaram demais e já fazem parte das grandes duplas da história da Seleção. O camisa 10 nem preciso comentar. Já o camisa 9 foi muito questionado quando recebeu essa nova oportunidade com a amarelinha. Todos na época, sem exceção, afirmavam que ele estava esquentando a vaga para Ronaldo e Adriano. Dela pra cá, o Fabuloso conquistou uma regularidade impressionante. Com os dois gols de hoje ele assumiu a ponta da artilharia das Eliminatórias (9 gols em 10 jogos). E não para por aí! Na era Dunga, marcou 19 gols em 21 jogos (média de 0,9 por partida).

Mais uma vez o goleiro Julio César foi perfeito. Evitou pelo menos uns dois gols feitos na pequena área. O camisa 1 vive fase tão favorável, que até nas vitórias fácies, como a de hoje, ele se destaca com grandes defesas. No geral todo o grupo esteve muito bem, principalmente o comandante Dunga. Como tem estrela esse gaúcho! O cara foi o símbolo da derrota na Copa de 90 e na Copa seguinte (94), foi o capitão do Tetra nos Estados Unidos. Agora como treinador, assumiu o cargo mais cobiçado no mundo do futebol sem nunca ter dirigido nem time de pelada. As críticas chegavam como uma avalanche depois de cada empate com seleções medíocres e das poucas derrotas durante a campanha. No fim do ano passado, mesmo depois da conquista da Copa América – 07, a cabeça do técnico era servida em praticamente todas as mesas dos bares do Brasil. Mas nesta temporada, a estrela do capitão do Tetra começou a brilhar. Dunga assumiu a liderança das Eliminatórias, se classificando com três partidas de antecedência e conquistando a Copa das Confederações (dando um baile na Itália).

Além da eficiência na execução de todas as missões até hoje, essa seleção fica marcada como uma destruidora de tabus. Em junho, a seleção brasileira quebrou o tabu de 33 anos sem vitória sobre o Uruguai em Montevidéu ao golear os uruguaios por 4 a 0 (dois de Luis Fabiano - foto) no Estádio Centenário. Neste sábado, foi a vez de Dunga acabar com outra marca idêntica: após 33 anos sem vitórias em jogos oficiais na Argentina, o Brasil bateu o time de Diego Maradona (novamente com dois do Fabuloso) e garantiu a classificação para a Copa do Mundo de 2010. A última vez que a seleção havia derrotado a Argentina em uma partida oficial no país foi em 27 de junho de 76: 2 a 1, com gols de Lula, Zico e Mário Kempes, no estádio Monumental de Nuñez, pela Taça do Atlântico. Depois disso, o Brasil venceu um amistoso em 95 por 1 a 0, com gol de Donizete.

O Brasil é a oitava seleção que garante presença na Copa da África do Sul. As outras são: África do Sul (país-sede), Coreia do Sul, Coreia do Norte, Austrália, Japão e Gana, além da Holanda, único país europeu garantido no Mundial.

Os melhores momentos do grande clássico:


Fonte: Globoesporte.com

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

PERFIL: EZEQUIEL GONZÁLEZ, NOVO REFORÇO DO FLU

Ezequiel González, ou simplesmente Equi, é mais um argentino que chegou a jogar no futebol brasileiro. Mas ao contrário do badalado Defederico, contratado pelo Corinthians, Equi tem uma folha mais modesta. Chegando a um Fluminense que agoniza no Campeonato Brasileiro, o meia não será capaz de sozinho mudar as coisas. Até porque no Tricolor os problemas estão além das quatro linhas.

Com 29 anos, 1,78 metros, Equi é um jogador habilidoso, mas nada fenomenal. Já passou por outros cinco clubes na carreira. Apareceu em 1997 no Rosario Central, sendo considerado uma grande promessa. Em 2001, após ter sido um dos protagonistas da campanha do time rosarino na Copa Libertadores, onde foi semifinalista, foi contratado pela Fiorentina por cinco milhões de dólares. Mas na Itália, o futebol de Ezequiel González desapareceu. Foram apenas 19 partidas e um gol marcado na temporada 2001/2002.

Depois de passar seis meses encostado na Fiorentina, o técnico Carlos Bianchi resolveu apostar em seu futebol e o levou para o Boca Juniors em um contrato de empréstimo por seis meses. Ainda assim, pelos Xeneizes não manteve regularidade, mas esteve no grupo que conquistou a Libertadores de 2003. Foi re-emprestado ao Rosario Central, onde esteve por mais seis meses. Mais uma vez com a camiseta do Canalla fez boas exibições e o Central terminou o Torneio Apertura de 2003 em quarto.

Em janeiro de 2004 foi contratado pelo Panathinaikos, da Grécia. Ganhou a Copa da Grécia e um Campeonato Grego. Ao todo foram cinco temporadas pelo time de Atenas. Foram 72 partidas disputadas e 14 gols. Em 2006 teve uma grave lesão nos ligamentos cruzados e ficou impedido de jogar por nove meses. Até que em julho de 2008, após terminar seu vínculo com os gregos, resolveu voltar à Argentina para jogar no Rosario Central. Nesta terceira passagem pelo clube jogou 30 jogos e marcou três gols. Na última temporada do futebol argentino, o Rosario Central escapou de ser rebaixado após jogar a Promoción contra o Belgrano de Córdoba. Mas ao que tudo indica, dificilmente Equi González escapará de um rebaixamento agora no Brasil pelo Fluminense.

Por Raphael Martins