quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Tropeço

Quando eu era mais novo, por um breve período, andei de skate. Não era lá muito bom, mas achava legal andar em altas velocidades em cima daquela pranchinha. O único problema era quando havia algum obstáculo no meio da rua. Aí era desviar ou tropeçar e cair. Foi o que aconteceu com o Vasco ontem. Se não caiu, pelo menos deu uma bela cambaleada contra o América-RN, no empate por 2x2, nesta terça, no Machadão.

O Vasco vinha em alta velocidade, jogando bem, e tinha a chance de alcançar a liderança. Não contava com um daqueles jogos atípicos. Afinal, não é comum Fernando Prass falhar, quanto mais duas vezes. Nem é nada comum Carlos Alberto jogar tão mal, a ponto de ser substituído e o time melhorar. Também é raro Dorival mexer tão mal no time.O jogo foi tão atípico que Adriano não perdeu gol. Ainda bem, visto que foi o do empate do Vasco, quando a esperança já começava a pensar em como iria para casa. Pontos positivos? Élton, o artilheiro trapalhão, marcou um belo gol. E Alex Teixeira jogou muito bem mais uma vez. E a belíssima torcida vascaína, que dividiu o Machadão, mostrando mais uma vez sua força no Nordeste. Agora é hora de se recuperar do tropeço, voltar para cima do skate e pegar velocidade de novo.

FICHA TÉCNICA: AMÉRICA-RN 2 X 2 VASCO
Estádio: Machadão, Natal (RN)
Data/hora: 11/8/2009 - 21h (horário de Brasília)
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (SP)
Renda e público: Não disponíveis
Cartões amarelos: Edson Rocha, Vanderley, Somália, Tita (AME); Ramon, Adriano (VAS).
GOLS: Somália, 8'/1ºT (1-0); Elton, 33'/1ºT (1-1); Lúcio, 6'/2ºT (2-1); Adriano, 26'/2ºT (2-2)AMÉRICA-RN: Wéverton, Vanderley, Adalberto e Edson Rocha (Ramires - 22'/2°T); Thony, Somália (Everton César - 32'/2º), Ricardo Oliveira, Fábio Neves e Tita; Tiago Silvy (Rafael - 37'/2ºT) e Lúcio. Técnico: Roberto Fonseca
VASCO: Fernando Prass, Vilson, Amaral (Aloísio - 15'/2ºT) e Gian; Alex Teixeira, Souza, Nilton (Dedé - Intervalo), Enrico e Ramon; Carlos Alberto (Adriano - 22'/2ºT) e Elton. Técnico: Dorival Júnior.

Por Thiago Teixeira (Acompanhando o Vasco)

terça-feira, 11 de agosto de 2009

BRASIL ARGENTINO

De alguns anos para cá vem aumentando consideravelmente o número de jogadores argentinos no Brasil. Com o real valendo praticamente o dobro do peso, a Argentina passou a ser um mercado atraente para os clubes da Série A. Salvo algumas raras exceções, em geral os jogadores argentinos alcançam sucesso atuando no Brasil. A técnica, o bom toque de bola e principalmente a vontade acima do normal encantam os torcedores.

Entre os jogadores argentinos que fazem sucesso no Brasil atualmente, todos, além da nacionalidade, tem algo em comum. Nunca foram unanimidade em seu país de origem. Vejamos caso a caso.

O Internacional conta em suas fileiras com D’Alessandro, jogador talentoso mas que após um início vitorioso no River Plate, perambulou por clubes medianos da Europa (Wolfsburg, Portsmouth e Zaragoza). Após uma passagem questionada pelo San Lorenzo reencontrou o bom futebol no Beira-Rio. Outro colorado, o raçudo Guiñazú, na Argentina não passava de um jogador comum do Independiente.

No Grêmio os torcedores vibram com os gols de Maxi López. Outro talento saído das categorias de base do River Plate. Depois de encantar a torcida millonária, Maxi foi contratado pelo Barcelona. Na Espanha, a promessa não vingou. Após passar pelo Mallorca foi viver um exílio forçado na Rússia, onde defendeu o FC Moscou. O Grêmio foi lá e o salvou das temperaturas negativas e do esquecimento. Mas na Argentina, Maxi López é muito mais conhecido por ser o marido da modelo sensual Wanda Nara.

Ainda na Região Sul, um dos principais atacantes do Coritiba é argentino. Menos badalado é verdade. Seu nome é Ariel Nahuelpan, ou simplesmente Ariel. Pois bem. Antes de defender o Coxa, o jogador foi artilheiro da B Nacional Argentina defendendo o possante Nueva Chicago.

No Rio de Janeiro, Dario Conca é o destaque do meio-de-campo do Fluminense. Embora o tricolor venha fazendo má campanha na Série A, a culpa não pode ser colocada sobre os ombros do argentino. Pelo menos ele tenta, e com muita técnica. Mais um revelado pelo River Plate. Mas no seu caso, Dario parece não ter despertado grande interesse. Naquele período o River revelava muitos bons jogadores, e Conca parecia ser apenas mais um habilidoso, como tantos outros que passaram pelas canteras de Núñez. Logo que se tornou profissional foi emprestado à Universidad Católica, do Chile. Chamou a atenção dos brasileiros após eliminar o Fluminense nas Quartas-de-final da Copa Sul-Americana de 2005. Logo Conca estaria jogando no Vasco. Ao final de seu empréstimo, o jogador retornou à Argentina, onde não seria aproveitado pelo River. Foi então que o Fluminense o contratou.

Como a receita vem dando certo, porque não repeti-la. O próprio Fluminense já fala em mais dois nomes. O meia Romagnoli, que se desvinculou do Sporting de Portugal e que também interessa ao San Lorenzo, clube que o revelou. Outro na lista tricolor é o atacante Lucas Castromán, que está no Racing e teve passagens pelo futebol italiano, jogando na Udinese e na Lazio.

O Corinthians por sua vez sonha alto. Pensa em Riquelme para a Libertadores de 2010. Mas a negociação parece ser difícil, como já falamos aqui. A segunda opção, a meu ver parece mais acertada e realista. O Timão pode contratar o jovem De Federico, de apenas 20 anos e que encantou a Argentina defendendo o Huracán no último Torneio Clausura. Tem tudo para dar certo e cair nas graças da Fiel. Que venham mais argentinos para o futebol brasileiro.


Por Raphael Martins

PASSANDO A BOLA - MESA REDONDA

Amigos do Passando a Bola, está no ar mais uma Mesa Redonda, seu encontro com a informação e a opinião. Neste programa falaremos bastante da 18ª rodada do Brasileirão, escolheremos o gol mais bonito, o craque do final de semana e daremos, é claro, nosso toque final. Aproveitem!

Neste primeiro bloco, os destaques da 18ª rodada do Brasileirão:



No segundo bloco, uma análise da crise do Botafogo:



No terceiro bloco, vamos escolher o gol da rodada, o craque e o nosso toque final:

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Rapidinhas de Domingo - Segurem o São Paulo!

Já está ficando repetitivo. Meus últimos posts sobre as rodadas do Brasileirão têm sempre uma mensagem para se abrir o olho para o São Paulo. Primeiro era de que o time tinha se reerguido e parecia ter se reencontrado. Depois que a equipe tinha voltado a ganhar fora de casa após meses. Aí o Tricolor engatou uma sequência de vitórias. Logo a torcida começou a gritar que o campeão tinha voltado e pronto. Não é que o tricampeão já está no G-4, depois de passar pelo Goiás, por 3 a 1, no Morumbi.

Impressionante essa recuperação do São Paulo. O time estava totalmente desacreditado, não jogava nada, seus principais jogadores eram sombra do ano passado, o Muricy foi demitido... Chegou o Ricardo Gomes, sob muita desconfiança (inclusive a minha, admito), e, depois de uns tropecinhos aqui e acolá, o Tricolor entrou nos trilhos e de lá pra cá não sabe mais o que é perder. São 7 jogos de invencibilidade (6 vitórias e 1 empate), sendo que 5 triunfos consecutivos. Desse modo a equipe paulista chegou aos 30 pontos, na quarta colocação e está de vez na briga pelo tetra.

Ricardo Gomes atingiu um desempenho respeitável no comando do clube: 69,7% de aproveitamento (7 vitórias, 2 empates e 2 derrotas), Hernanes e Richarlyson voltaram a comandar o meio-campo, Dagoberto e Washington desencantaram, Borges continua fazendo seus gols, Jorge Wagner continua colocando a bola na cabeça de seus companheiros (e marcando ele próprio), a defesa se acertou... E ainda falta o Rogério Ceni voltar. Será o capitão a cereja que está faltando no bolo tricolor?

Já o Goiás perdeu, após emendar 6 vitórias seguidas. Nada para se preocupar. O Esmeraldino ainda é o vice-líder, com 32 pontos, e aguarda ansiosamente a estreia do reforço Fernandão. Lembrando que a tabela de classificação está toda estranha, com várias equipes com menos partidas. Duas delas brigam lá em cima: o Atlético-MG tem dois jogos a menos e o Inter, três. O Colorado joga nesta noite, contra o lanterninha Sport, em casa.

- No Maracanã, 50 mil pessoas viram o Flamengo derrotar o desfigurado Corinthians, por 1 a 0, gol de Adriano. O Imperador, aliás, é o novo artilheiro do campeonato, com 10 gols. Se tivesse feito metade dos gols que perdeu, poderia estar com 12, 13, mas o que vale é que o gol da vitória foi marcado por ele. O Rubro-Negro foi melhor o jogo todo e mereceu sair com os três pontos. O zagueiro David estreou bem, apesar de ainda estar fora de ritmo e entrosamento com seus companheiros. Nada, porém, que o tempo não vá melhorar. A nota emocionante foi a entrevista de Emerson após o jogo. O atacante deve estar se transferindo para o futebol árabe (tem uma proposta milionária nas mãos), mas ontem chorou ao ouvir a torcida gritar em uníssono para ele ficar. Nessas horas o amor vale mais do que o dinheiro. Se ele sair vai fazer falta, pois a dupla com Adriano encaixou.

O Timão perdeu o aumentativo que encantou o Brasil no primeiro semestre. A saída de jogadores importantes somada a ausências por lesões e suspensões deixaram o Corinthians com um time comum, cheio de garotos e jogadores de qualidade duvidosa. São 5 jogos sem vitória e na entrevista coletiva pós-jogo, Mano Menezes jogou a toalha e disse que não briga pelo título. Então, torcedor corintiano, esqueça o ano de 2009, pois para vocês futebol só vai valer alguma coisa em 2010.

- O Fluminense segue mostrando evolução. Ontem, poderia ter saído com uma vitória no Barradão se o goleiro Gléguer não estivesse em noite tão inspirada. As duas defesas nos minutos finais foram de cinema, há muito tempo não via um milagre desses como no chute de Roni. Mas o que interessa para o Flu é que mais uma vez a equipe somou pontos. Depois de vencer o lanterna Sport, um empate contra o Vitória fora de casa pode ser considerado um bom resultado, especialmente porque os baianos somaram grande parte dos seus pontos atuando em seus domínios. O que deixa um gostinho amargo na boca dos tricolores é o fato do gol de empate rubro-negro ter saído dos pés de dois jogadores dispensados pelo Flu este ano: chute de Leandro Domingues e conclusão de Roger.

- Quem não consegue decolar de jeito algum é o Grêmio. O Tricolor Gaúcho tem uma boa equipe, mas não vence fora de casa. Ontem foi derrotado mais uma vez, agora para o Barueri, por 1 a 0. Em 9 partidas, foram apenas 2 empates. Por isso a equipe de Paulo Autuori está em 9º, com 25 pontos. Se o desempenho longe do Olímpico fosse um pouquinho melhor, provavelmente estaria no G-4 ou perto dele. Boa notícia é que a próxima partida é em casa, mas o adversário é bom: o Flamengo. Promessa de jogão! O Barueri, que parecia ter perdido o encanto, venceu a segunda seguida em casa e está em 5º, com 28 pontos. Fernandinho (para mim, a revelação do campeonato) fez um bonito gol e a Abelha segue incomodando os zangões do Brasileirão.

- O Cruzeiro conseguiu uma boa vitória diante do Coritiba fora de casa, por 3 a 1. Com isso, deixou a zona de rebaixamento. É o 14º, com 20 pontos, e tem um jogo a menos. Desta vez o time celeste não teve jogadores expulsos e não se complicou. O Coxa, por sua vez, vive uma crise! São 7 jogos sem vencer e o técnico Renê Simões foi demitido. O elenco é fraco e os salários atrasados começam a afetar o desempenho no ano do centenário do clube. O time paranaense está na 18º colocação, com 18 pontos e é um sério candidato ao descenso. Na próxima rodada tem jogo de vida ou morte contra o Fluminense, no Maracanã. Vai ser complicado!

domingo, 9 de agosto de 2009

Para o alto e avante!

Talvez fosse só questão de tempo. Mas a verdade é que demorou até a 17ª rodada para o Vasco vencer com autoridade, facilidade e bom futebol. Ah sim, e uma certa dose de desdém. A vitória por 3x0 sobre o Campinense, em São Januário, mostra um time maduro, que sabe o que quer e que se aplica para conseguir seus objetivos.

Mesmo com um futebol meio preguiçoso no primeiro tempo - talvez pelo calor do inverno carioca, menos rigoroso que avó com neto único - o Vasco praticamente treinou, e poderia ter feito mais gols caso a pontaria e a vontade ajudassem. Carlos Alberto, de pênalti, Élton - meio atrapalhado, sempre eficiente - e Gian, de falta, ficou bem barato para o Campinense, o pior time da Série B pelo que eu pude ver até agora.Verdade que eu acho que o árbitro Renato Cardoso da Conceição, de Minas Gerais, deixou de dar dois pênaltis. Vai ver ele tem a prerrogativa de marcar apenas um por jogo.

No fim das contas, torcida feliz (os que conseguiram entrar, claro), time no topo da tabela, confiança lá em cima. É o Vasco dando uma de Super-homem, e indo para o alto e avante.

FICHA TÉCNICA VASCO 3 X 0 CAMPINENSE
Estádio: São Januário, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 08/08/2009 - 16h10
Árbitro: Renato Cardoso da Conceição (MG)
Auxiliares: Helberth Costa Andrade (MG) e Janette Mara Arcanjo (MG)
Renda/público: R$ 322.234,00 / 15.280 pagantes e 17.998 presentes
Cartões amarelos: Adriano 15'/1ºT (VAS) Henrique 10'/1ºT, Márcio Paraíba 11'/1T, Charles Vagner 35/1ºT, Márcio Bahia 2'/2ºT, Almir 16'/2ºT, Fábio Santana 36'/2ºT(CMP)
Cartões vermelhos: -
GOLS: Carlos Alberto 12'/1ºT (1-0), Elton 4'/2ºT (2-0), Gian 26'/2ºT (3-0)
VASCO: Fernando Prass, Vilson, Amaral e Gian; Alex Teixeira (Matheus 37'/2ºT), Souza, Enrico, Carlos Alberto e Ramon, Adriano (Aloísio, intervalo) e Elton (Phillipe Coutinho 26'/2ºT) Técnico: Dorival Júnior.
CAMPINENSE: Fabiano, Fábio Santana, Márcio Bahia, Márcio Paraíba (Nino 7'/2ºT) e Buick (Almir, intervalo); Charles Vagner, Henrique, Giuliano (Edmundo 23'/2ºT), Fernandes e Washington; Anderson Oliveira. Técnico: Freitas Nascimento.

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Em tempo: belíssima a homenagem aos campeões de 1974. Muito legal ver Andrada (tirei uma foto com ele, ídolo total), Dinamite, Fidélis, Amarildo e o ex-presidente Aghartino. Essa gente fez o Vasco e merece todo o nosso respeito.

Por Thiago Teixeira (Acompanhando o Vasco)

Rapidinhas de sábado, com atraso

E não é que o Avaí continua surpreendendo?! O time de Silas enfrentou o Santos, na Vila Belmiro, levou 2 a 0 e eu, assistindo o jogo, pensei: "É, lá se vai a sequência invicta de sete jogos deles". Ledo engano. Os catarinenses reagiram, empataram a partida e tiveram chances até de virar. Foi um belo jogo na Vila Famosa, com muitas oportunidades. O primeiro tempo foi todo santista, com Kléber Pereira abusando de perder gols, para despespero da torcida. Na segunda etapa o camisa 9 desencantou (ele não marcava desde 12 de julho) e, com dois gols de vantagem, a vitória parecia consolidada. Mas aí o Avaí cresceu, o Santos se encolheu e William e Emerson trataram de deixar tudo igual.

Com o resultado, o time catarinense completou 8 jogos sem perder (6 vitórias e 2 empates) e chegou aos 27 pontos, na quinta posição. O Santos, por sua vez, segue com campanha irregular, em 11º, com 24 pontos, mas tem um jogo a menos.

- Acabou o encanto do Botafogo. Depois de ser derrotado pelo São Paulo (terminando com uma sequência invicta de 7 jogos), o Glorioso voltou a perder, desta vez em casa, para o Atlético-PR, por 1 a 0. Se até pouco tempo atrás Ney Franco comemorava a melhora do elenco (realmente melhorou, mas não o suficiente) e sonhava com uma vaga na Libertadores, a realidade alvinegra agora aponta para a luta contra o rebaixamento. Para piorar, a partida de ontem deixou sequelas no elenco. Isto porque quando o placar estava 0 a 0, o time teve um penalti a seu favor. O batedor oficial é Lucio Flavio, mas André Lima pediu para bater e... acertou a trave. No final do jogo, Alessandro reclamou duramente, Lucio Flavio também e Ney idem. A torcida, então, nem se fala. O Botafogo é 0 14º, com 19 pontos, mas tem um jogo a menos. Não acho que vá cair, vai ficar nessa zona mesmo, brigando no máximo por uma vaga na Sul-Americana.

Já o Furacão dá bons sinais de recuperação. Depois de ficar 5 jogos sem vencer, conquistou sua terceira vitória consecutiva - a segunda fora de casa - e está em 13º, com 21 pontos. Antônio Lopes parece ter dado jeito na equipe. Venceu as duas partidas que fez no comando do time paranaense. Resta saber se é apenas aquela velha motivação que todo técnico novo leva ás equipes ou se o time melhorou mesmo.

- O Náutico também vai se recuperando. Ficou 13 rodadas sem vencer, estava afundado na lanterna, mas nos últimos três jogos somou pontos. Empatou com o Flamengo no Maracanã, derrotou o Corinthians nos Aflitos e ontem bateu o Santo André, por 2 a 1, em Caruaru. Pelo menos até hoje o Timbu saiu da zona de rebaixamento. Vai voltar, porque Cruzeiro e Coritiba se enfrentam, mas esta sequência invicta já serve de alento. O Santo André, no entanto, está ladeira abaixo. São 7 jogos sem vitória (15º, com 18 pontos). Acho que vai cair.

sábado, 8 de agosto de 2009

Ídolo na essência

Eu roubo imagens da internet. Não tenho vergonha de assumir. Quando digitei no google o nome do Pedrinho, a fim de pegar uma foto para este post, que era apenas para falar sobre o anúncio da aposentadoria do agora ex-atleta, tinha uma imagem específica na minha cabeça. Pedrinho, às lágrimas, lamentando o rebaixamento do Vasco. Guardo muitas más lembranças daquele que considero o pior dia da minha vida, mas aquela dói. Dói muito.

Em São Januário temos o hábito - e a felicidade - de poder acompanhar de perto o lapidar de novas joias das divisões de base cruzmaltina. Eu acompanho o Pedrinho desde o infantil. E como o irmão dele costumava se sentar ao nosso lado nas sociais do Vasco, tive a felicidade de conhecê-lo quando éramos ambos dois garotos. Gente fina, boa cabeça, de bola, então, nem preciso falar. Desde que estreou nos profissionais, em 1995, foi cumprindo tudo que prometera com a bola nos pés. Até aquele Vasco x Cruzeiro em 1998. Lembro bem daquele lance. O árbitro nem marcou falta, a princípio a dividida com o zagueiro Jean Elias não pareceu tão forte assim. Mas foi ali que os ligamentos do joelho de Pedrinho estouraram. Foi ali que a realidade virou uma promessa de volta. Infelizmente, promessa eterna.

Pedrinho foi um símbolo de tudo de bom que o Vasco já construiu na sua belíssima história. Veio da torcida, jogava para a torcida. Foi dono de um futebol elegante, belo, vibrante. Levou rasteiras de seus adversários. Nunca esmoreceu, sempre perseverou. E agora Pedrinho se aposentou. Aos 32 anos, resolveu não conviver mais com o desgaste psicológico que certamente sofria cada vez que entrava em campo. Dispensado do Vasco no início do ano, continua guardando carinho pelo clube que o revelou. Por tudo isso, e ao ver as várias fotos de Pedrinho comemorando gols, beijando a camisa do Vasco e sorrindo, resolvi mudar a foto do post. Tá aí Pedrinho comemorando mais um gol com a camisa do Vasco. Cena que, agora, espero rever. Mas com ele sentado em algum lugar de São Januário. Muito obrigado, Pedrinho. Ídolo na essência.

Por Thiago Teixeira (Acompanhando o Vasco)