terça-feira, 26 de maio de 2009

Chegou a hora!

Quando Barcelona e Manchester United pisarem no estádio Olímpico de Roma, o mundo inteiro estará colado em um televisor pronto para assistir, provavelmente, o jogo mais aguardado dos últimos anos. Talvez aguardado seja pouco quando na verdade esse é o jogo mais desejado pelos amantes do futebol. Se o Chelsea se classificasse ante o Barça, com certeza faria uma final bastante interessante contra os Diabos Vermelhos, mas (como já citei em outro post) os deuses do futebol foram bondosos em nos dar um jogo tão recheado de história e de números tão impressionantes que só nos resta reverenciar a atuação dos 22 craques que estarão em campo, nesta quarta-feira, com muita atenção. Até mesmo o palco do espetáculo será o ideal já que o Olímpico de Roma já sediou finais de Copa do Mundo, Olimpíadas e quatro finais de Liga dos Campeões, além de ter grandes dimensões, fator interessante para que dois times tão ofensivos tenham bastante espaço para brilhar.

Além do fato de os dois times contarem com os dois maiores jogares do planeta, Barcelona e Manchester terão muito mais do que somente a Taça de campeão europeu em jogo. O Barça, dono de dois títulos da Liga, chega a sua sexta final com a melhor média de gol marcados por um finalista nos últimos dez anos, 30 em 12 jogos. Seu técnico, Pep Guardiola, terá a chance de entrar para um seleto grupo, que inclui Cruyff, Carlo Ancelotti e Rijkaard, de ex-jogadores que venceram também como treinador. O time catalão poderá ainda conquistar a tríplice coroa, depois de garantir o título do Campeonato Espanhol e da Taça do Rei, feito nunca atingido por um clube espanhol.


Do outro lado, o time de Sir Alex Ferguson tentará a sua quarta Liga dos Campeões, a terceira sob o comando do mesmo treinador. Atual campeão do torneio, poderá se tornar o primeiro time a conquistá-lo por dois anos consecutivos desde que passou a se chamar Champions League, e a sétima vez na história. Depois de uma fase de grupos com atuações fracas, porém invicto, o Manchester chegou à final com uma facilidade assustadora ao vencer o Arsenal duas vezes, com um placar agregado de 4 a 1.


Nem sequer citei os números individuais dos dois times, já que para isso precisaria de mais uns três post, mas acreditem que também impressionam. Com tudo isso, a única certeza que podemos ter é que emoções não vão faltar na tarde desta quarta-feira. Pelo lado do Barça, seus dois laterais não estarão em campo, já que Abidal e Daniel Alves estão suspensos. Mas o ataque, o que realmente importa, está completo, com Messi, Eto'o e Henry sendo assistidos por Iniesta e Xavi.


O Manchester não deve ter muitas alterações do time que bateu o Arsenal, a única mudança deverá ser a entrada de Fletcher, que volta de lesão. Tevez deverá mesmo começar no banco. Vai entender a cabeça do Ferguson! Rooney e Cristiano Ronaldo, para alegria dos fãs, estarão em plena forma em campo.


Enfim, não perca!


ATÉ QUANDO?


Vendo as imagens da confusão que aconteceu nas Laranjeiras hoje à tarde, quando alguns marginais (torcedores organizados) entraram no gramado e um deles agrediu o jogador Diguinho, eu paro para pensar: até quando isso vai continuar?

Esse tipo de manifestação é recorrente nos clubes brasileiros, principalmente nas grandes equipes. Umas conseguem blindar mais outras menos, mas todos sofrem com esses bandidos. Não vou perder tempo escrevendo sobre esses vagabundos. Quero atacar os dirigentes. A cartolagem nos momentos de disputa política se prostitui por apoio ou para provocar uma pressão no adversário político. Eles dão moral e dinheiro para esse pessoal e acabam virando refém deles.

Como essa gente entra no clube e chega às vias de fato com um atleta? Ano passado caso semelhante aconteceu na Gávea. Um bando entrou na sede do Flamengo e paralisou o treino jogando bombas no gramado. Como pode!!! Se eu me juntar com uns amigos e protestar contra um político no Aeroporto durante o desembarque, a policia vai me retirar na hora e ainda vou levar uns tapas.

No futebol brasileiro é diferente. Essa gente tem plenos poderes para agir. O que me deixou mais revoltado neste caso envolvendo o Fluminense é que alguns dirigentes afirmaram saber da manifestação e até por isso teriam contratado um segurança particular, que por sinal deu tiros para cima durante a confusão. Se os dirigentes já sabiam, porque permitiram que os “torcedores” adentrassem o clube? Outra pergunta. Porque contratar um segurança armado e não chamar a policia? Essas perguntas só vão ser respondidas quando casos como o de hoje não ocorrerem mais.

Vasco ou Corinthians: quem perde mais com os desfalques?

Vasco e Corinthians se enfrentam nesta quarta-feira no Maracanã na primeira partida da semifinal da Copa do Brasil. Mas os dois times têm problemas. As duas "estrelas" de cada equipe não poderão atuar: Carlos Alberto está suspenso pelo cartão que levou no jogo contra o Vitória, enquanto Ronaldo está vetado em função de uma contratura na panturrilha esquerda. Quem perde mais com as ausências?

Carlos Alberto tem me surpreendido este ano. Deixou de vez o estigma de jogador-problema para se tornar o grande líder deste grupo vascaíno. É o capitão e tem atuado bem. Fará falta, não só pela liderança que exerce em campo, como também pela qualidade do seu futebol, que pode definir uma partida a qualquer momento. Mas, se formos analisar os números, veremos que a ausência do camisa 19 não prejudicou o time carioca até aqui. Pelo contrário. O desempenho é ótimo. Nas 8 vezes que o Vasco atuou no ano sem o meia, foram 7 vitórias e 1 empate. Claro que uma análise não pode se basear apenas na frieza dos números, mas eles também não podem ser ignorados.


Para o lugar de Carlos Alberto, Dorival Junior tem três opções: Jéferson, Enrico ou Mateus. Nos treinos desta semana, o técnico escalou o primeiro, antigo titular da equipe. Se for o escolhido, Jéferson finalmente atuará em sua posição original: quarto homem de meio-campo, posição na qual se destacou no Santo André na Série B do ano passado. Porém, o jogador está fora de ritmo e será difícil aguentar os 90 minutos, já que não joga há um mês e meio, desde a semifinal da Taça Rio. Mesmo assim, para mim é a melhor opção. Enrico não empolga e Mateus, volante, faria com que a equipe ficasse recuada demais, apenas com Léo Lima na armação.


Já o Corinthians perde mais com a ausência de Ronaldo. Apesar do "jejum" de três jogos, o camisa 9 é bem superior ao seu substituto imediato, Souza. Tanto o é, que Mano pode não escalar o ex-jogador do Flamengo e optar pela entrada de Morais, ao lado de Dentinho e Jorge Henrique, deixando o ataque bem mais leve. Esta seria uma escolha interessante, já que o Maracanã é um campo de grandes dimensões, que propicia os contra-ataques. No entanto, mudaria o estilo de jogo dos paulistas, acostumados a jogar com uma linha de três armadores atrás de um atacante fixo.


Seja qual forem as escolhas, é certo de que a partida desta quarta será muito disputada e que o estádio estará lotado. Prenúncio de jogão!

ROLETA-RUSSA !!

Assim foi a passagem do atacante baiano Manuel de Brito Lima, o Obina, na história do Flamengo. Uma verdadeira ROLETA-RUSSA. O caminho do centroavante na Gávea começou da forma que terminou, com muita hostilidade e críticas da torcida.

Obina chega em 2005 ao Flamengo para ser o homem-gol do time. Já naquela época o ataque é um problema. Depois de uma temporada inativa no mundo árabe, o baiano entra muito mal nas partidas e vira piada. Mas algo estava guardado para ele. Com uma campanha ridícula no Campeonato Brasileiro, o Flamengo, depois da chegada do técnico Joel Santana, chegou precisando da vitória na última partida para não cair de divisão. Os rubro-negros enfrentaram o Paraná, em Curitiba, adversário complicado historicamente. O Fla conquistou a vitória por 1 a 0 com um gol do Obina no fim da partida. Nascia ali o Anjo Negro da Gávea. A ROLETA estava favorável.

A camisa dezoito vira talismã! Em 2006 o atacante começa mal. Mesmo assim marca gols em todos os jogos da fase final da Copa do Brasil. O Anjo Negro, mesmo saindo do banco, marcou gols importantes e o mais importante de todos: o primeiro gol da vitória por dois a zero sobre o Vasco na final da competição nacional(foto). Foi o ápice da relação jogador e torcida. Obina tinha virado um personagem para os torcedores. O que tinha começado como uma gozação com os adversários (um time tinha que ser ruim demais para levar um gol do Obina) se transformou em superstição, amuleto, pé de coelho e xodó. O camisa dezoito estava vivendo um conto de fadas, mas a ROLETA não perdoa e como sempre surpreende a vítima.

Durante a disputa da semifinal da Taça Guanabara de 2007, o centroavante rompeu os ligamentos do joelho durante a conclusão que resultou no primeiro gol da partida. Obina fica quatro meses parado e perde um ótimo contrato com o futebol RUSSO. Dos males o menor! O xodó volta antes do esperado (seis meses) e ainda marca uns golzinhos durante a incrível arrancada do Flamengo, que culminou com a terceira posição no Campeonato Brasileiro, garantindo uma vaga para a Libertadores do ano seguinte.

Seguindo sob a mira da ROLETA-RUSSA, o Anjo Negro vive seu momento mais sublime. Assim como em 2006, Obina sai do banco e marca três gols nos dois jogos da final do Carioca de 2008 contra o Botafogo. O humilhado de outrora era exaltado como o ILUMINADO. No Brasileiro do mesmo ano Obina marca alguns gols, mas não consegue uma regularidade e termina o ano em baixa mais uma vez. O baiano sentia na pele a incrível falta de memória da maioria do povo brasileiro. Chegou 2009... e com ele a bala fatal da ROLETA-RUSSA em que Obina vem brincando há quatro anos. Cinco meses e nenhum gol marcado, além de dois pênaltis perdidos.

Obina foi tricampeão esse ano, mas esteve longe de ser decisivo para a conquista do título. Participou do jogo decisivo contra o Inter no Beira-Rio pelas quartas-de-final da Copa do Brasil, competição que o projetou, mas nada fez e o Flamengo acabou eliminado da competição. Era o fim! BOMM!! A ROLETA-RUSSA fez mais uma vítima na guerra do futebol. E assim como na vida, Obina rompeu com essa realidade. O caminho do “Manel” chegou ao fim. A partir de hoje Obina é do Palmeiras. E a torcida? Não diz um obrigado e nem comparece ao enterro - perdão pela expressão –, cospe no prato que comeu! Independentemente de qualidade técnica (que ele não tem) Obina está na história do Flamengo e isso para um jogador do nível dele é glorioso. Eu respeito os feitos do ser humano. Eu respeito o Manuel “Obina” de Brito Lima.

Números do atacante na Gávea:

20 gols em Campeonatos Brasileiros (décimo jogador da história do clube em gols na Primeira Divisão)

7 títulos ( 3 Cariocas, 1 Copa do Brasil , 2 Taças Guanabara* e 1 Taça Rio*)


* Taça Guanabara e Taça Rio são turnos , mas por tradição são comemorados como um título.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Obina no Palmeiras: bom para quem?

A notícia desta segunda-feira foi a contratação de Obina pelo Palmeiras. O atacante vai reforçar o Alviverde até o final do ano, quando acaba seu empréstimo. Caso os paulistas queiram ficar permanentemente com o jogador, o Flamengo receberá R$ 4 milhões. Obina já deve reforçar seu novo clube nesta quinta-feira, diante do Nacional-URU, na primeira partida das quartas-de-final da Libertadores. Ele será inscrito na competição na vaga de Evandro, que foi para o Atlético-MG.

A grande questão é: quem sai ganhando com essa negociação: Obina, Flamengo ou Palmeiras? Na minha opinião, os dois primeiros. Antes de mais nada, não podemos deixar de reconhecer a importância que o atacante tem para a torcida e para o clube. Mesmo sendo muito mais uma figura folclórica (claro que ele nunca foi melhor do que o Eto'o), Obina foi responsável direto por dois títulos do Rubro-Negro: Copa do Brasil em 2006, marcando gol nas oitavas, nas quartas, na semi e na final da competição, e bicampeonato carioca em 2008, quando fez três gols nos dois jogos finais. Apesar disso, seus números não são dos melhores: 180 jogos e 47 gols.


Hoje, porém, a realidade é diferente. Obina não tem mais clima no clube. Foi mal em todas as partidas este ano. Não fez NENHUM gol. E olha que não faltaram oportunidades. Cuca lhe deu inúmeras chances, até o deixando bater duas penalidades. Nem assim adiantou. O ex-xodó perdeu as duas. Por isso acho que o Flamengo fez um bom negócio. Vai se livrar de um jogador que não era mais necessário e recebia um alto salário.

Para Obina também foi. Sem clima no Flamengo, ele terá uma chance de se recuperar em outra cidade, outro clube, outro tipo de cobrança. Vai jogar em um dos grandes clubes brasileiros, entrando direto na Libertadores. Mas terá que driblar a desconfiança da torcida e da imprensa paulista, que já zomba da mais nova contratação alviverde.

Quem sai perdendo nessa história toda é o Palmeiras. A equipe tem problemas no ataque, já que Keirrison, até bem pouco tempo atrás novo ídolo da torcida e candidato a Seleção Brasileira, não está jogando nada. A torcida agora já pega no seu pé e o apelidou de Pipokeirrison. Além disso, Lenny e Ortigoza não empolgam ninguém. Não acredito que Obina vá ser a salvação. Pelo contrário. Se o baiano jogar do jeito que estava no Flamengo, será mais um problema para Luxemburgo.

EN LAS MANOS DEL VIRREY

Após a derrota para o Defensor, um furacão passou por La Boca. Falou-se abertamente que Carlos Ischia já havia cumprido seu ciclo a frente do Boca Juniors. Após o jogo, Palermo declarou que algumas coisas precisavam ser mudadas. Mas então quem assumiria o comando da equipe?

Dois nomes surgiram logo depois da queda para o clube uruguaio: Alfio Basile e Carlos Bianchi. Com a eliminação precoce, o Boca deixou de faturar 2,6 milhões de dólares tidos como certos pela contabilidade xeneize. Sem essa grana, o balanço do clube na temporada 2008/2009 vai fechar no vermelho. Logo, a contratação de um nome como Alfio Basile foi descartada. O presidente Jorge Amor Ameal se reuniu com Ischia e Bianchi. Ficou decidido que o Pelado ficaria no comando até o fim do Torneio Clausura, ou seja, dirigiria o time em mais cinco partidas. Depois, Bianchi acumularia os cargos de treinador e manager, com total autonomia para contratar reforços. Assim como Sir Alex Ferguson, no Manchester United, teríamos a versão portenha do escocês. Seria Mr. Bianchi ou Sir Charles? Mas parece que o Virrey não quer mais ser treinador.


Bianchi deve ter refletido como seria difícil acalmar um grupo convulsionado, equilibrar as ações em meio à divisão existente no plantel, e manter a equipe no nível competitivo que os dirigentes e torcedores se acostumaram a ver. Realidade, aliás, criada pelo próprio Bianchi. Mas o senhor de cabelos grisalhos parece pensar estar velho demais para tudo isso. Tanto que quando foi chamado para ser manager, obrigou Ameal a incluir em seu contrato a cláusula de que não poderia assumir o comando do Boca após a demissão de Ischia. Agora, e com razão, Bianchi se fia nesta cláusula para não virar o treinador após o fim do Clausura. Todavia, será do Virrey a indicação para o próximo técnico do Boca. E quem seria esse nome? O próprio Coco Basile continua na lista. Outro nome especulado é o de José Pekerman, atualmente no Toluca, do México. A aposta também poderia vir da nova geração de técnicos argentinos: o ex-jogador do Boca, Diego Cagna, que fez um bom trabalho no último Torneio Apertura, comandando o pequeno Tigre à terceira colocação.

Capítulo 15
Ainda de ressaca após a eliminação precoce na Libertadores, o Boca perdeu mais uma no Torneio Clausura. Jogando muito mal, foi presa fácil para o Vélez Sarsfield, que aplicou 2 a 0 sem maiores dificuldades. O clima no José Amalfitani foi mesmo de fim de festa no lado azul y oro. Jogadores e o técnico Carlos Ischia (que está com prazo de validade acertado), não mostraram nenhum interesse em campo. De maneira melancólica, o Boca se acomodou na 17ª colocação. Já o Vélez segue na corrida pelo título.
Enquanto isso, a alegria voltou a Núñez. O River Plate venceu jogando bem. No Monumental o Millonário bateu o tíbio Independiente por 2 a 0, gols de Falcao García, que ainda perdeu um penal, e Barrado. Foi a melhor exibição do River em 2009 e está em sexto. Já o Rojo continua fazendo péssima campanha, 16º colocado, e há 10 anos não sabe o que é vencer um clássico contra o River.
O ponteiro continua sendo o Lanús, que venceu o chamado Clásico del Sur, contra o Banfield. O Granate venceu por 1 a 0, gol do artilheiro Sand, na casa do Taladro. Juntinho a Vélez e ao Lanús, está o Huracán. O grande azarão do campeonato ganhou mais uma. De novo esbanjando excelente futebol, o Globo venceu o combalido Rosário Central, fora de casa, por 2 a 1. Dois gols do sensacional atacante Pastore. A derrota foi péssima para o Canalla, que cada vez mais se enamora com o rebaixamento. Em contrapartida, o Racing foi favorecido com esse resultado e arrancou um empate heróico em 0 a 0 contra o Colón, em Santa Fé. Bom resultado para a manutenção da Academia na Primeira Divisão. Agora faltam apenas quatro rodadas e muita coisa ainda pode acontecer. Lanús, Vélez e Huracán lutam cabeça a cabeça pelo título. Acho que vai dar Vélez, mas estou torcendo abertamente pelo Huracán.
Classificação: Lanús 31, Vélez 30, Huracán 29, Colón 25 Descenso: Racing 1,191; Rosário Central 1,155; Gimnasia La Plata 1,127; San Martín 1,088 e Gimnasia de Jujuy 1,027.


Ojo!!!!!

Com a péssima campanha que faz neste Clausura, o Boca Juniors se vê obrigado a conquistar o título do próximo Apertura se quiser estar na Libertadores de 2010. Isso porque as cinco vagas argentinas para o torneio são distribuídas da seguinte maneira: Uma para o campeão do Clausura e outra para o campeão do Apertura imediatamente anteriores ao torneio continental, ou seja, este Clausura e o próximo Apertura. As demais três vagas são distribuídas entre as equipes com melhores médias de pontos no ano. Com esse campeonato pífio é difícil imaginar que o Boca alcance uma boa média. O mesmo raciocínio serve para o River Plate. Está em sexto e tem que fazer uma campanha excelente para se garantir na próxima Libertadores. Só que as coisas estão “mais fáceis” para o Millonário. Não tem a obrigação de ser campeão, mas provavelmente será obrigado a terminar entre os três primeiros colocados. Enfim, a Libertadores de 2010, muito provavelmente, não vai ter a dupla mais famosa do futebol argentino.
Pero no mucho...
Acho exagerada a esfuziante comemoração de jornalistas, dirigentes, treinadores e jogadores dos clubes brasileiros envolvidos na Copa Libertadores, pela eliminação do Boca. Lendo as declarações, parece que um verdadeiro demônio foi exorcizado do caminho dos brasileiros. Parece que a Libertadores agora é apenas uma formalidade para Grêmio, Cruzeiro, São Paulo e Palmeiras. Pois eu não vejo tanta certeza num título verde-amarelo. É claro que pelo menos um time brasileiro vai estar na final. Até porque o Grêmio pega o adversário mais fácil nesta fase, o Caracas, e depois vai encarar São Paulo ou Cruzeiro. Mas do outro lado da chave, o irregular Palmeiras pode cair frente o Nacional. O Estudiantes, que aos poucos vai se acertando, também pode ser um adversário fortíssimo numa decisão. Isso sem falar no Defensor, “o exorcista da Bombonera”. É um time que joga um futebol acertadinho e pode vir a ser um novo Once Caldas. Y porque no???
Por Raphael Martins

Presente do futebol argentino é triste, mas o passado........

Amigos do Passando a Bola. Voltei para abrir os olhos de vocês sobre esse futebolzinho medíocre que se pratica hoje em dia. Que coisa horrível essa fase dos clubes argentinos. Os gigantes, Boca e River, estão com times horrorosos. O River foi desclassificado na primeira fase da Libertadores e o Boca caiu nas oitavas para o Defensor, do Uruguai, em plena Bombonera. E não para por ai. No Campeonato Argentino as duas equipes não têm a menor chance de título. Para terminar e comprovar que a fase do futebol argentino é péssima, depois de 11 anos os cinco gigantes do país (Boca Jr, River Plate, Racing, Independiente e San Lorenzo) estão fora da disputa pelo Clausura. Bengala neles!!!!!


Ah! Que saudade dos anos 40 e 50, quando o futebol argentino vivia uma fase sensacional. O River tinha uma equipe fantástica, chamada de “La Máquina”, que era liderada pelo craque Di Stefano. Nos anos 80, o Boca Juniors foi campeão, comandado pelo gênio Diego Maradona. Vamos relembrar essas duas equipes históricas.


No final dos anos 40, o futebol argentino atravessou uma grave crise, assim como nos dias de hoje. Sentindo-se como verdadeira mercadoria nas mãos dos clubes, os jogadores decidiram sindicalizar-se para exigir mais respeito e direitos contratuais. O grande líder do movimento foi o craque Pedernera. Durante 5 meses fizeram greve e não houve futebol na Argentina. Vivia-se um período conturbado e muitos jogadores, os melhores, decidiram emigrar.


Foi a hora de Di Stefano começar a se impor na primeira equipe do River, com apenas 16 anos. Muitos viam nele capacidades para continuar a saga da Máquina. A sua carreira começara aos 12 anos, nas equipes jovens do modesto Los Cardenales, mas aos 15 foi descoberto pelo River Plate. Um ano depois já estava na sua famosa equipe dos anos 40, “La Maquina”, jogando como médio direito, e não como avançado, como ficou célebre. Ao lado dos míticos Labruna e Pedernera, foi campeão em 47, ameaçando construir a nova máquina, onde começou a ser conhecido como La Sieta Rúbia! Entre 45 e 49, La Sieta fez 49 gols pelo River e conquistou dois Campeonatos Argentinos, em 45 e 47.


Saindo do Bairro de Nuñes, região nobre de Buenos Aires, chegamos ao Birro do Caminito, na comunidade de “La Boca”, residência do gigante Boca Juniors. Vamos lembrar da passagem do Diez vestindo a mítica camisa azul e ouro.

Apesar de ter começado no Argentinos Juniors, foi na Bombonera que o mais famoso jogador argentino de todos os tempos assombrou pela primeira vez o mundo com a sua magia. Maradona ingressou no Boca no início de 81. Ele tinha apenas 20 anos. Com o Pibe, o Boca venceu o campeonato de 1981, com 17 gols de Maradona em 28 jogos. Foram tempos inesquecíveis.
A imagem que vem à cabeça de todos os torcedores quando se fala do Boca de 81 é a noite do dia 10 de abril. Foi em La Bombonera e contra o River, que contava com Passarella, Fillol, Tarantini, Kempes, Gallego e Alonso, base da seleção argentina, campeã mundial de 78. O Boca venceu o maior clássico do futebol argentino por 3 a 0, com dois gols de Brindisi e um de Maradona, no qual o camisa 10 passou por toda a defesa do River e pelo goleiro Fillol até fazer o gol. O detalhe é que até o fotógrafo atrás do gol caiu com a ginga do Pibe. Isso sim era futebol de verdade! Mas por hoje é só. Na próxima semana tem mais. Até lá!