sábado, 17 de julho de 2010

VA EMPEZAR, VA EMPEZAR…

Depois de curada a ressaca pela eliminação nas quartas-de-final da Copa do Mundo e ainda vivendo a indefinição sobre a permanência ou não de Diego Maradona no comando técnico da Seleção, a AFA deu a conhecer como será a primeira rodada do Torneio Apertura 2010.

A competição terá início no dia 06/08, uma sexta-feira. Os demais jogos vão ser disputados no sábado e no domingo. A tabela marca também o Super-Clássico entre Boca e River para o dia 07/11, no Monumental de Núñez.


As novidades da temporada 2010/2011 são os retornos de All Boys, Olimpo e Quilmes à Primeira A. Eles entram na vaga de Atlético Tucumán, Chacarita e Rosario Central, que caíram na temporada passada para a B Nacional. Destaque especial para o All Boys. Los Albos, como é conhecido o clube do bairro de Floresta, em Buenos Aires, volta à categoria máxima do futebol argentino depois de 30 anos nas divisões inferiores

Por Raphael Martins

domingo, 4 de julho de 2010

Dunga pagou pela própria teimosia

"Dunga, quando o Felipe Melo foi expulso após pisar de forma burra e covarde o Robben, você se arrependeu de escalá-lo como titular ou até mesmo de te-lo convocado para a Copa?"

"Dunga, quando a Holanda virou o jogo, você olhou pro banco e viu Grafite, Julio Baptista, Kleberson, Nilmar e outros, bateu um arrependimento de ter sido tão teimoso ao insistir com esses jogadores?"

"Dunga, duas perguntas em uma. Você sempre se disse homem, sempre encheu a boca para falar de sua hombridade. Por que, quando acabou o jogo, você saiu de fininho, sem cumprimentar o treinador adversário ou consolar seus próprios jogadores, como se estivesse fugindo? Isso te um cagão de merda?"

"Dunga, você trancou a seleção num regime autoritário e o resultado foi o mesmo da Copa de 2006, quando os jogadores tinham liberdade. O problema era esse mesmo?"

Essas são as perguntas que eu gostaria de ter ouvido na coletiva do nosso "técnico" após a eliminação diante da Holanda e do fiasco na Copa. Infelizmente a imprensa presente foi chapa branca e perdeu uma ótima oportunidade de questionar as opiniões quase sempre burras do agora ex-treinador (Graças a Deus!) da Seleção Brasileira.

terça-feira, 29 de junho de 2010

ESTAMOS EN CUARTOS!


Não foi uma grande exibição da Argentina, mas foi o suficiente para derrotar a limitada seleção mexicana e se classificar para as quartas-de-final da Copa do Mundo. Ok, a Argentina foi beneficiada no primeiro gol de Tevez. Mas mesmo assim, a blanquiceleste mereceu a vitória.

O segundo gol, anotado por Higuain, deixou visível a falta de qualidade da defesa mexicana. O erro do zagueiro Osório foi ridículo. Então, já dominando a partida a Argentina chegou ao terceiro com Tevez.

O gol mexicano não chegou a assustar, mas a defesa argentina sim. Mais uma vez mostrou algumas falhas individuais, principalmente de Demichelis. O time argentino não marca bem, dá muitos espaços. O que pode ser fatal frente o próximo adversário, a Alemanha, que diante da Inglaterra mostrou uma força incrível nos contra-ataques.

Messi não esteve tão bem como nos jogos anteriores, mas tentou, correu, lutou. Mais uma vez o chute mais perigoso que deu a gol foi defendido pelo goleiro adversário. Posso estar enganado, mas acho que o gol de Messi sairá na hora certa, quando a Argentina mais precisar dele.

Não considero a Argentina favorita nas quartas-de-final. Acho que os alemães tem mais possibilidades de chegar à semifinal, mas o trabalho de Maradona, tão contestado durante as Eliminatórias, merece ser aplaudido. O Pibe é um espetáculo a parte, dentro de campo se aquecendo com seus jogadores, vibrando com os gols ou então nas bem humoradas entrevistas coletivas. É um showman. Ele sabe disso, e encarna bem o seu personagem. Vamos Argentina!

Por Raphael Martins

domingo, 27 de junho de 2010

Gana avança e Copa comemora

Nada contra a seleção americana, de quem até gosto de ver jogar, pela organização tática que mostra, mas eu torci por Gana. E acho que a maioria das pessoas também fez o mesmo. Afinal, uma Copa com um significado tão importante, disputada pela primeira vez no continente mais pobre do planeta, não poderia ficar sem ao menos um representante da África entre os oito melhores. A vitória sobre os Estados Unidos foi sofrida, na prorrogação, mas merecida. Não foi um bom jogo tecnicamente, foi sim emocionante e benéfico para a competição já que a esperança africana se mantém viva.

E o caminho pode levar Gana até a semifinal, já que não vejo favoritos no confronto contra o Uruguai. Apesar de achar que os uruguaios têm jogado melhor, passado mais confiança, a equipe africana também tem suas armas. É um time muito rápido, forte fisicamente e bastante organizado. Não tem muitos talentos individuais, o melhor deles é Asamoah Gyan, único atacante do esquema 4-5-1 adotado pelo sérvio Milovan Rajevac. E conta ainda com essa áurea positiva do solo africano.

A chave para o Uruguai será partir pra cima e tomar conta do jogo, assim como fez no primeiro tempo diante da Coreia do Sul. Na partida contra os americanos, Gana mostrou deficiências defensivas quando atacada e os sul-americanos têm mais qualidade no ataque, especialmente com o trio Forlán/Cavani/Suárez. Se recuar e chamar o adversário, como também fez no início da segunda etapa nas oitavas, periga se complicar, já que os ganeses são mais capacitados do que os coreanos. A única certeza é que será um jogo disputado de forma intensa, já que as duas seleções demonstram muita disposição e estarão perto de fazer ainda mais história. Vale lembrar que Gana é apenas a segunda nação africana a chegar nas quartas de final da Copa do Mundo (a primeira foi Camarões, em 1990) e que o Uruguai não atingia fase tão aguda num Mundial há 40 anos.

sábado, 26 de junho de 2010

Após 40 anos, a Celeste está de volta

Como é bom acordar de manhã, ligar a TV e ser premiado com uma bela partida de futebol. Isso é Copa do Mundo. E as oitavas de final começaram nesse sábado com um jogo muito agradável de se ver. Melhor para o Uruguai, que derrotou a Coreia do Sul e está nas quartas de final, feito que não alcançava desde 1970. E prova de que a América do Sul está muito forte na competição, com boas chances de termos 4 representantes na próxima fase. Méritos para o técnico Oscar Tabárez e para os bravos jogadores uruguaios, que, se não demonstram um futebol bonito e técnico, compensam com uma garra e disposição que contagiam.

Um time que chegou desacreditado à África do Sul, depois de se classificar apenas na repescagem contra a Costa Rica, e que foi, ao longo do Mundial, quebrando tabus. O primeiro veio na vitória sobre os anfitriões por 3 a 0, triunfo este que não vinha em Copas do Mundo desde 1990 (quando, curiosamente, o treinador também era Tabárez). Depois na classificação, que também não chegava há 20 anos. E olha que o Uruguai passou com autoridade, na primeira posição do grupo e sem levar gols.

Diante da Coreia do Sul, no primeiro tempo os uruguaios foram bem superiores. Tirando uma bola na trave de Park Chu-Young em cobrança de falta logo no início, no resto só deu Celeste. Muita marcação pressão, posse de bola e velocidade no ataque, principalmente no trio ofensivo Forlán/Cavani/Suárez. A escalação desse trio, aliás, também é mérito de Tabárez, já que no primeiro jogo da Copa, contra a França, o esquema usado foi o 3-5-2. O treinador tirou um dos zagueiros (Victorino), recuou Forlán e o colocou pelo lado esquerdo, deixou Cavani pela direita, com Suárez centralizado. Os dois primeiros, além de atacar, voltam para auxiliar na marcação e buscar a bola. O gol que abriu o placar saiu dessa maneira, com participação dos três citados.

No segundo tempo, porém, o Uruguai se encolheu, chamou os coreanos para o seu campo, tentando um contra-ataque, que não saiu. Com isso os asiáticos cresceram e passaram a criar chance atrás de chance. O gol de empate tornou-se algo inevitável e saiu em falha de Muslera, que Lee Chung Young completou de cabeça. Depois disso, finalmente os uruguaios acordaram e o jogo ficou parelho, lá e cá. Suárez desperdiçou duas oportunidades por excesso de individualismo, mas mostrou qualidade ao acertar um chutaço da entrada da área no cantinho do goleiro Jung Sung Ryong: 2 a 1. Chung Young ainda teve uma última chance, mas chutou em cima do goleiro celeste.

Agora, o Uruguai espera o vencedor de Estados Unidos e Gana para saber quem será o adversário nas quartas de final. São duas equipes parecidas, mas acho os americanos mais organizados; de qualquer maneira o caminho da Celeste Olímpica dá possibilidade de sonhar com voos ainda mais altos. É bom ver o ressurgimento de um futebol tão tradicional.

LUXO E LIXO DA PRIMEIRA FASE

Olá blogueiros. Volto ao nosso espaço de análises para eleger meus destaques positivos e negativos da primeira fase do mundial. Na minha opinião, os jogadores fracassados da fase de grupos são esses:

Ribéry (chegou como grande expoente francês e não fez nada, assim com a seleção francesa), Di Maria (um dos jogadores mais decantados no período pré-Copa, não jogou bulhufas no meio campo argentino), Stankovic (destaque de seu país e campeão da Liga dos Campeões pela Inter de Milão, não foi nem sombra do líder que comandou a Sérvia nas Eliminatórias européias). Lampard (o meia do Chelsea – campeão inglês, não repetiu as atuações das Eliminatórias, sorte dele, que a Inglaterra passou de fase), Eto´o (mesmo jogando ao lado de jogadores mais fracos, o craque africano foi uma decepção como jogador e como o líder da equipe) e por fim Cannavaro (o capitão da azzurra foi o símbolo do fracasso italiano).

O destaque positivo da primeira fase foi sem duvida o “melhor do mundo 09” Messi. O argentino, mesmo sem marcar na primeira fase, foi o jogador que mais desequilibrou nos três jogos da equipe de Maradona na primeira fase. Uma menção honrosa para Lúcio, melhor zagueiro da primeira fase e Forlan e Suarez, melhor dupla de ataque da fase de grupos.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Confirmação do óbvio

Quando Dunga anunciou a convocação para a Copa do Mundo logo criou-se dúvidas na torcida e na imprensa em relação às opções de banco da Seleção Brasileira. O time titular ninguém discute, apesar de um ou outro nome que agrade mais ou menos. Mas nesse caso é mais uma questão de opinião do que convicção. O que preocupava os brasileiros era justamente o fato de que se algum titular se machucasse ou estivesse suspenso, não teríamos ninguém "confiável" para entrar e manter o nível. Até mesmo no caso de uma partida complicada, a escassez de talento no grupo brasileiro impediria uma mudança capaz de mudar os rumos do jogo.

Pois bem, a prova de que o temor era correto e pertinente (ao contrário do que o irritadiço Dunga sempre afirmou) veio na pelada diante de Portugal. Um jogo que deu raiva de assistir e que preocupa para o prosseguimento da Copa. Isso porque sem Kaká, suspenso, e Robinho, poupado, o time simplesmente não criou, não se movimentou e, principalmente, não soube explorar sua melhor arma, o contra-ataque. Julio Baptista e Daniel Alves no meio-campo não acertaram nada, erraram passes bobos e decepcionaram. Especialmente o jogador do Barcelona, de quem se esperava tabelas com Maicon pela direita, coisa que não aconteceu o jogo todo. No ataque, a bola pouco chegou a Luis Fabiano e, quando chegou, o Fabuloso quase deixou o dele. Nilmar também também teve apenas uma chance, mas esbarrou no goleiro Eduardo.

Dunga também bobeou. Primeiro por deixar Robinho no banco o jogo todo, mesmo com a falta de criatividade brasileira na segunda etapa, e também por não ter ousado. As substituições do técnico da Seleção foram sempre seis por meia dúzia. Quando tirou Felipe Mello (que parecia procurar um cartão vermelho) colocou Josué, ao invés de Ramires, que poderia dar mais velocidade ao time; quando saiu Julio Baptista, entrou justamente Ramires, numa função de meia de ligação que não é a dele; e quando tirou Luis Fabiano e colocou o inoperante Grafite, que errou dois domínios de bola e nada mais.

Para as oitavas de final felizmente teremos Robinho e Kaká de volta, e até Elano, que também fez falta. Então é torcer para que os dois melhores jogadores da Seleção permaneçam sãos e não sejam suspensos, porque senão vai ser difícil ganhar a Copa. E, sinceramente, jogando essa bolinha eu até prefiro que não ganhe mesmo.