"Dunga, quando o Felipe Melo foi expulso após pisar de forma burra e covarde o Robben, você se arrependeu de escalá-lo como titular ou até mesmo de te-lo convocado para a Copa?"domingo, 4 de julho de 2010
Dunga pagou pela própria teimosia
"Dunga, quando o Felipe Melo foi expulso após pisar de forma burra e covarde o Robben, você se arrependeu de escalá-lo como titular ou até mesmo de te-lo convocado para a Copa?"domingo, 27 de junho de 2010
Gana avança e Copa comemora
Nada contra a seleção americana, de quem até gosto de ver jogar, pela organização tática que mostra, mas eu torci por Gana. E acho que a maioria das pessoas também fez o mesmo. Afinal, uma Copa com um significado tão importante, disputada pela primeira vez no continente mais pobre do planeta, não poderia ficar sem ao menos um representante da África entre os oito melhores. A vitória sobre os Estados Unidos foi sofrida, na prorrogação, mas merecida. Não foi um bom jogo tecnicamente, foi sim emocionante e benéfico para a competição já que a esperança africana se mantém viva.sábado, 26 de junho de 2010
Após 40 anos, a Celeste está de volta
Como é bom acordar de manhã, ligar a TV e ser premiado com uma bela partida de futebol. Isso é Copa do Mundo. E as oitavas de final começaram nesse sábado com um jogo muito agradável de se ver. Melhor para o Uruguai, que derrotou a Coreia do Sul e está nas quartas de final, feito que não alcançava desde 1970. E prova de que a América do Sul está muito forte na competição, com boas chances de termos 4 representantes na próxima fase. Méritos para o técnico Oscar Tabárez e para os bravos jogadores uruguaios, que, se não demonstram um futebol bonito e técnico, compensam com uma garra e disposição que contagiam.sexta-feira, 25 de junho de 2010
Confirmação do óbvio
Quando Dunga anunciou a convocação para a Copa do Mundo logo criou-se dúvidas na torcida e na imprensa em relação às opções de banco da Seleção Brasileira. O time titular ninguém discute, apesar de um ou outro nome que agrade mais ou menos. Mas nesse caso é mais uma questão de opinião do que convicção. O que preocupava os brasileiros era justamente o fato de que se algum titular se machucasse ou estivesse suspenso, não teríamos ninguém "confiável" para entrar e manter o nível. Até mesmo no caso de uma partida complicada, a escassez de talento no grupo brasileiro impediria uma mudança capaz de mudar os rumos do jogo.quarta-feira, 23 de junho de 2010
Primeiros confrontos definidos
Antes da partida entre Uruguai e México houve um temor de que pudesse ser um "jogo de cumpadres" já que o empate classificaria as duas equipes. Porém, bastou começar e as dúvidas quanto à vontade de ambos os times de ganhar caíram por terra. Uruguaios e mexicanos fizeram um bom jogo de futebol, com chances para os dois lados e quem levou a melhor foi a Celeste Olímpica, que com a vitória classificou-se em primeiro lugar do Grupo A. Uma campanha que condiz com a tradição do futebol daquele país, mas que há muitos anos não se via. O destaque da equipe de Oscar Tabárez é o conjunto. O time é bastante organizado defensivamente (tanto é que não levou gols na primeira fase) e sai em velocidade para o ataque, utilizando a qualidade do trio Forlán/Cavani/Suárez. A garra e a disposição dos jogadores também contagiam e podem levar o Uruguai mais longe do que o mais fanático dos torcedores da Celeste poderiam imaginar.
Isso porque o adversário nas oitavas de final é a Coreia do Sul, que conseguiu a classificação de forma dramática. Os coreanos empataram com a Nigéria em 2 a 2, mas só não perderam porque os africanos abusaram do direito de perder gols. Yakubu, inclusive, protagonizou um dos lances mais inacreditáveis da história das Copas ao perder um gol debaixo da trave, sem goleiro. Mas voltando à Coreia, é um time limitado, que depende do talento de Park Ji-Sung, meia do Manchester United, para conseguir boas jogadas de ataque. O outro Park, o Chu-Young, meia do Monaco, também é peça importante no esquema do técnico Huh Jung-Moo. Os coreanos jogam basicamente atrás, tentando aproveitar a velocidade para sair em contra-ataques e sua principal arma está nas bolas paradas. Três dos cinco gols marcados pela Coreia do Sul saíram dessa forma. Uruguai x Coreia do Sul - Palpite: Uruguai
No outro confronto, a Argentina, 100% na primeira fase, encara o México. Praticamente classificada, Diego Maradona escalou um time misto para o jogo contra os gregos. Apenas 4 titulares foram a campo e um deles marcou o gol: Demichelis. O outro foi marcado por Martin Palermo, que entrara no segundo tempo. O técnico argentino quis poupar alguns jogadores que estavam pendurados, como Heinze, e dar ritmo de jogo para os reservas. E como o adversário era a inofensiva Grécia, nada mais apropriado. A retranca dos europeus demorou a ser furada, mas o domínio foi todo sul-americano. A classificação em primeiro lugar, com 9 pontos, dá moral à Argentina, que desempenhou muito bem o seu papel de favorita, algo que não muito comum nesta Copa do Mundo. O tão aclamado ataque vem correspondendo e a defesa, motivo de preocupação nos hermanos, até agora mostrou-se segura.
Por isso, diante do México, o favoritismo é argentino. Apesar dos mexicanos terem um bom time, muito veloz no ataque, não acredito que consigam fazer frente aos comandados de Maradona. Porém, acho que será uma boa partida de futebol, já que a equipe de Javier Aguirre não costuma se fechar na defesa. Portanto, tem tudo para ser um jogo franco, do jeito que todos gostamos.Argentina x México - Palpite: Argentina
Antes de terminar, queria dar os parabéns ao técnico Parreira e à seleção da África do Sul, que fizeram uma campanha honrosa na Copa e só não se classificaram no saldo de gols. A vitória sobre a França foi muito justa e poderia ter sido por mais gols de diferença, tamanha a superioridade dos Bafana-Bafana. Agora resta a Federação do país continuar o trabalho, para que os sul-africanos continuem evoluindo. Já a França... é melhor deixar pra lá. Outro vexame que teve como imagem final a falta de educação de Raymond Domenech ao negar-se a cumprimentar Parreira após a partida. Lamentável.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Espanha vence, mas ainda não encanta
Não foi a grande exibição e a goleada que se esperava da Espanha sobre Honduras, mas a Fúria teve boa atuação, do jeito que estamos acostumados a ver. Muita posse de bola, toques precisos tentando encontrar espaços na defesa adversária para marcar gols. Várias oportunidades foram criadas, mas, a exemplo da estreia diante da Suíça, os espanhois cansaram de perder gols, inclusive um penalti. Muito em função do excesso de preciosismo dos campeões europeus, que às vezes parecem só querer fazer gols bonitos e acabam desperdiçando chances. Contra Honduras não houve problemas, até porque o time da América Central é bem fraco. Contra os suíços, no entanto, fez falta. Portanto cabe ao técnico Vicente Del Bosque tentar colocar na cabeça de seus comandados que quando há chance é melhor matar o jogo para não correr riscos. Até porque nas oitavas de final o adversário será ou Brasil ou Portugal.segunda-feira, 21 de junho de 2010
Brasil jogou como Brasil
No post referente à vitória sobre a Coreia do Norte afirmei que poderíamos esperar uma atuação bem melhor da Seleção Brasileira nas partidas seguintes, já que o Brasil costuma jogar mais diante de adversários mais qualificados, principalmente porque estes não ficam o tempo todo atrás, buscando apenas se defender. Pois bem, foi o que aconteceu ontem no Soccer City.O primeiro tempo começou com a Costa do Marfim em cima, marcando pressão os principais jogadores brasileiros e mantendo a posse de bola. Nenhuma oportunidade, no entanto, foi criada. A zaga do Brasil mostrou a conhecida competência de sempre, especialmente Lúcio, que colou em Didier Drogba e não deixou o atacante do Chelsea jogar. Mesmo mal, os comandados de Dunga chegaram ao gol justamente no que tinham de diferente em relação aos marfinenses: o talento. Bastou o trio Robinho/Kaká/Luis Fabiano acertar uma tabela para o placar ser aberto em um petardo do jogador do Sevilla.

A partir daí até o intervalo pouco se viu. O jogo continuou parelho, com os dois times sem criar muitas chances. Na segunda etapa, porém, a postura brasileira foi outra. Desde o início a Seleção assumiu o controle do jogo e partiu pra cima em busca do segundo gol. E ai mais uma vez brilhou a estrela do artilheiro. Julio Cesar bateu tiro de meta para um isolado Luis Fabiano. O atacante brigou na raça com os enormes zagueiros africanos, chapelou dois e bateu de canhota sem chances para Barry. Golaço. O Fabuloso teve o auxílio do braço para matar a bola, mas, como disse meu amigo Camilo Pinheiro, o ato irregular foi uma licença poética depois da pintura que ele tinha acabado de realizar. Foi um golaço e ponto final.
O terceiro saiu logo depois, com Elano aproveitando cruzamento de Kaká. O craque do Real Madrid, aliás, jogou bem, sendo decisivo em dois gols. Quase deixou o dele, mas o goleiro Barry impediu. Com 3 a 0 no placar, a zaga brasileira acabou cochilando e com Drogba isso nunca
fica impune. O atacante marfinense diminuiu a desvantagem para 3 a 1 numa bela cabeçada. Antes do final do jogo ainda teve tempo para uma bobeira de Kaká. Ele se deixou levar pela violência da Costa do Marfim, envolveu-se em confusão com Keita e acabou expulso. A sorte é que a classificação já está garantida, mas o jogo diante de Portugal definirá quem será o primeiro do grupo e a ausência do camisa 10 pode prejudicar planos futuros do Brasil. Agora o foco se volta para saber quem será o substituto: Daniel Alves, Julio Baptista, Ramires ou Robinho recuado para a entrada de Nilmar na frente. Fico com a segunda opção, já que o meia da Roma é o substituto natural da posição. Mas como cabeça de treinador é difícil de entender, ainda mais do técnico brasileiro, é melhor esperar.Também vale uma cornetada nos africanos. Esperava bem mais da equipe de Eriksson (aliás, esperava bem mais de todas as seleções africanas), mas o que vi foi um time muito forte fisicamente, até bem distribuído em campo, só que com pouca técnica, pouca criatividade. E que apelou para entradas duras e maldosas. Elano, inclusive, teve que ser substituído depois de quase ter a perna arrancada em uma dividida. Se ao invés de bater tivessem apenas se preocupado em jogar futebol, talvez a Costa do Marfim não estivesse praticamente eliminada da Copa do Mundo.
Digo isso porque Portugal tirou a barriga da miséria e sapecou 7 a 0 na Coreia do Norte, a maior goleada da competição até agora. A boa exibição portuguesa tem o dedo do técnico Carlos Queiroz, que fez modificações na equipe que empatou na estreia. Deco deu lugar a Tiago, que marcou duas vezes; Simão, que também deixou o dele, entrou na vaga de Danny; e Hugo Almeida, outro que fez gol, começou de titular no lugar de Liédson. O brasileiro naturalizado, no entanto, entrou no segundo tempo e também deixou sua marca. Raul Meireles e Cristiano Ronaldo completaram o placar. O curioso dessa partida foi o fato de que o primeiro tempo terminou com 1 a 0 para o time luso, com os coreanos assustando o gol de Eduardo, especialmente em chutes de longe. Talvez isso, por incrível que pareça, tenha atrapalhado a equipe asiática, pois após o intervalo a Coreia do Norte se abriu e foi para o ataque em busca do empate. E ai a infinita maior qualidade de Portugal fez com que o placar fosse dilatado.
A classificação portuguesa para as oitavas de final está bem encaminhada em função do saldo de gols. Somente um milagre marfinense tira Cristiano Ronaldo e Cia da Copa, o que tira um pouco do peso do jogo da próxima sexta-feira. Porém, Brasil e Portugal decidem quem será o primeiro colocado e isso pode significar fugir da Espanha. Portanto, a promessa é de que teremos um jogaço no final desta semana.
Antes de terminar o post, uma rápida passada pelo Grupo F, que teve seus dois jogos também no domingo. O Paraguai fez o que dele se esperava e venceu a Eslováquia com tranquilidade, por 2 a 0. A situação dos sul-americanos é muito tranquila, já que uma vitória diante da Nova Zelândia na última rodada garante ao time de Gerardo Martino a primeira colocação do grupo. Já a Itália não saiu de um empate com a frágil seleção neozelandesa e soma dois pontos. A situação não é das mais difíceis, já que uma vitória simples sobre os eslovacos já serve. Mas com a bolinha que os comandados de Marcelo Lippi estão jogando, periga mais uma zebra passear pelos gramados sul-africanos.
domingo, 20 de junho de 2010
O primeiro classificado e o primeiro eliminado
O sábado foi de definição para duas seleções do mesmo grupo, o E. A Holanda venceu outra e se garantiu nas oitavas de final, enquanto Camarões foi o primeiro time a dar adeus ao Mundial. No caso dos holandeses a campanha 100% já poderia ser prevista, já que o desempenho da equipe desde as eliminatórias é impressionante. A atuação, no entanto, não foi das melhores. Esperava-se que a seleção de Van Marwijk derrotasse o Japão com certa facilidade, haja visto a disparidade entre as duas equipes, mas o que vimos foi uma Holanda ainda presa, sem demonstrar seu principal diferencial que é a movimentação. A ausência de Robben contribui para isso, porém, nos amistosos pré-Copa, os holandeses, sem a presença do craque do Bayern de Munique, conseguiram ótimas exibições. Talvez seja o peso da competição.De qualquer maneira, o objetivo foi alcançado. Classificação garantida e oportunidade de acertar alguns defeitos no time, especialmente na defesa, que de vez em quando dá algumas bobeiras. Mais tempo também para a recuperação de Robben, que pode dar o toque que está faltando à equipe holandesa. Por enquanto só Sneijder correspondeu às expectativas. Mas dá pra reclamar da Holanda? Não, não dá.
Já de Camarões dá pra reclamar, e muito. Os Leões Indomáveis são minha primeira decepção dessa Copa. Apostava bastante no time de Eto`o, especialmente porque o achava melhor do que os outros adversários de grupo, Dinamarca e Japão. A campanha, no entanto, foi pífia. Derrota para o Japão no primeiro jogo, sem conseguir ameaçar muito o gol japonês, numa partida em que estava tudo errado, a começar pelo posicionamento da equipe, que deixava muitos espaços. Isso sem contar que Samuel Eto`o fora escalado na ponta-direita. Diante dos escandinavos a atuação melhorou, principalmente porque algumas alterações foram feitas - dizem que os jogadores impuseram isso ao técnico Paul Le Guen. A mais importante foi a escalação do atacante do Inter de Milão em sua real posição.
As mudanças surtiram efeito tanto em termos técnicos, quanto em disposição, mas os camaroneses não contavam com uma excelente atuação do adversário. O resultado foi o melhor jogo da Copa até agora. Camarões e Dinamarca jogaram pra frente o tempo todo, meio que despreocupados com a marcação, e inúmeras chances de gol foram criadas. Os escandinavos foram mais competentes nas finalizações e ganharam por 2 a 1, de virada. Agora disputam em confronto direto com o Japão a segunda vaga do grupo, com grandes chances de passar, já que acho a equipe europeia superior à asiática. Já os camaroneses se despedem de forma melancólica da Copa da África, mostrando que os Leões já não são tão indomáveis assim.
sábado, 19 de junho de 2010
Sexta-feira listrada em preto e branco
A Copa já tinha proporcionado algumas zebras, mas ontem foi, sem dúvida, o dia em que mais resultados surpreendentes aconteceram. Milhares de pessoas arruinaram suas chances no bolão e quem foi ousado nos palpites provavelmente embolsou uma graninha. Os comentaristas também sofreram e nessa classe eu me incluo. Simplesmente errei todos os resultados da sexta-feira e o saldo só não foi pior porque os Estados Unidos conseguiram empate heroico (e quase viraram) em cima da Eslovênia.
A melhor partida do dia, no entanto, foi a que menos podia-se esperar alguma coisa. Estados Unidos e Eslovênia fizeram um jogo bastante movimentado, com direito a empate heroico e gol mal anulado no finalzinho, que daria uma virada espetacular aos americanos. Os europeus abriram 2 a 0 ainda na primeira etapa, jogando no erro do adversário e aproveitando-se da falta de pontaria dos comandados de Bob Bradley. No segundo tempo, porém, desde o início os Estados Unidos adotaram uma postura mais agressiva e chegaram ao empate merecido. Depois ainda conseguiram marcar o terceiro, com Eddu, mas o árbitro malinês Koman Coulibaly anulou estranhamente. O 2 a 2 não foi ruim para as duas seleções, que entram na última rodada dependendo dos próprios resultados. Os americanos precisam derrotar a Argélia e os eslovenos apenas empatar com a Inglaterra. sexta-feira, 18 de junho de 2010
Au Revoir, Le Bleus
O fracasso francês nesse Copa estava desenhado desde as Eliminatórias, quando os Bleus conseguiram a classificação em lance irregular de Thierry Henry. Depois, uma convocação muito criticada pela imprensa, com direito a Benzema fora, e uma preparação com tropeços, como a derrota para a China. Claro que a França, pela história recente que construiu, poderia muito bem chegar na África do Sul e deixar essas incertezas de lado, pois até tem jogadores pra isso. Mas não foi o que aconteceu.Artilheiro desencanta e Argentina goleia
Época de Copa do Mundo é realmente muito boa. Hoje, por exemplo, acordei e liguei a TV para ver o jogo da Argentina. Quinta-feira de manhã e sou brindado com um belo jogo de futebol. Até melhora o resto dia. Pois bem, acreditava que o time coreano fosse oferecer mais resistência aos argentinos do que os nigerianos na primeira rodada, mas não foi bem isso que aconteceu. O domínio da seleção de Maradona pode ser explicado através dos números. Foram 57% de posse bola contra 43%; 22 chutes contra 13; e 6 escanteios contra 2 da Coreia do Sul.
Higuaín, muito criticado pela estreia, mostrou que não foi artilheiro do Real Madrid na temporada por acaso. Marcou 3 vezes e assumiu a artilharia da Copa. Messi e Tevez jogaram bem mais uma vez, e Aguero, que substituiu justamente o atacante do Manchester City, foi outro que teve participação efetiva no resultado. Ao contrário do primeiro jogo, Di Maria teve boa atuação, saindo em velocidade pelo lado esquerdo e isso tornou a Argentina ainda mais envolvente no ataque. Maradona também teu seus méritos pela exibição da equipe. Teve peito para sacar Verón - muito lento e num esquema 4-3-3 os homens de meio-campo têm que marcar - e colocar Maxi Rodríguez no time titular, o que aumentou a velocidade da saída de bola. A defesa, porém, ainda é um ponto fraco. O gol da Coreia surgiu de uma falha individual grotesca de Demichelis e no início da segunda etapa os asiáticos criaram algumas chances. Jonas Gutierrez segue deixando espaços na direita, mas a opção por Burdisso na lateral deve ser deixada de lado
pelo menos por enquanto, já que Samuel saiu contundido ainda no primeiro tempo e, provavelmente, não estará em campo contra a Grécia. Mesmo assim acredito que o ataque poderoso pode dar o título à Argentina.Já a Coreia do Sul mostrou que está em um nível abaixo das principais seleções do mundo. Teve algumas oportunidades, mas não ameaçou a vitória argentina. De qualquer maneira, o time entra na última rodada podendo até empatar com a Nigéria (acho muito difícil que a Grécia tire pontos da Argentina) para se classificar. Como o time africano é fraco, o mais provável é que os coreanos fiquem com a segunda vaga.
Falando rapidamente sobre o outro jogo do grupo, a Nigéria teve a chance de ficar dependendo do próprio resultado para se classificar, mas perdeu pra Grécia, a seleção mais limitada do grupo B. O pior é que foi de virada e com a colaboração de duas falhas individuais. Primeiro de Kaita, que, quando o placar marcava 1 a 0 para os nigerianos, agrediu o adversário e foi expulso ainda no primeiro tempo. Com um a mais em campo, os gregos foram pra cima e pressionaram muito até conseguir virar, com Torosidis, aproveitando falha do goleiro Enyeama. Aliás, uma pena, já que o goleiro africano estava agarrando muito, salvando a equipe, assim como fizera diante da Argentina. Com o resultado, a Nigéria precisa ganhar da Coreia por 2 gols de diferença e torcer pros argentinos vencerem a Grécia. Pelo que vi até agora, acho pouco provável. quinta-feira, 17 de junho de 2010
Tristeza sul-africana
A boa atuação diante do México somada ao apoio da torcida fez com que os sul-africanos acreditassem numa vitória diante do Uruguai. Mas não houve a menor chance. A Ceslete foi superior o jogo todo, dominou as ações e venceu com justiça, encerrando um jejum histórico em Copas do Mundo. Desde 1990 que os uruguaios não venciam na competição.
Suíça sossega a Fúria
A estreia da Espanha foi daquelas partidas que fazem o futebol ser esse esporte tão apaixonante. A Fúria jogou bem, aliás, ouso dizer que teve uma das melhores apresentações da primeira rodada da Copa, mas como o que vale é bola na rede, não foi capaz de vazar a defesa suíça e, de quebra, ainda levou um gol em lance isolado, de Gelson Fernandes. Para se ter noção da superioridade espanhola, basta ver os números da partida. Os campeões europeus ficaram 63% do tempo com a posse de bola contra 37%; foram 24 chutes da Espanha contra apenas 8 da Suíça; 12 escanteios contra 3. E por aí vai.O esquema adotado por Vicente Del Bosque foi o tradicional 4-3-3 na hora de atacar, com muito controle da bola, troca de passes e viradas de jogo, tentando encontrar um espaço na retranca adversária. E o ferrolho suíço foi complicado de ser furado. Em função de não estar na condição física ideal, Fernando Torres começou no banco. O time titular tinha Bousquets e Xabi Alonso como volantes, Xavi um pouco mais a frente, comandando o meio-campo. Na frente, Iniesta abria pela esquerda e David Silva pela direita, com Villa centralizado. Para tentar confundir a marcação, Iniesta e Silva trocaram bastante de posição e chances foram criadas, mas o excesso de preciosismo espanhol atrapalhou. É bonito de se ver a Fúria jogar, mas às vezes tenho a impressão de que para eles só vale golaço. Sempre tem que ter um toque a mais, um drible, uma jogada de efeito. E diante de um time como a Suíça, que tradicionalmente se defende muito bem (ontem completou 5 jogos de Copa do Mundo sem levar gol - 4 em 2006, na Alemanha) e dá poucas oportunidades ao ataque adversário, isso é um pecado.
David Villa não estava num dia inspirado, se movimentando pouco e errando alg
uns passes, e Silva idem. Tanto é que, ainda no início da segunda etapa, depois que sofreu o gol, Del Bosque colocou Jesus Navas pela direita, um jogador mais agudo, que deu mais velocidade ao ataque espanhol. Depois foi a vez de Torres entrar no lugar de Bousquets, mas a falta de ritmo ficou visível no atacante do Liverpool, que pouco fez. No desespero, Pedro foi colocado em campo, deixando a Fúria com praticamente 4 atacantes, mas não deu certo. A zebra já era uma realidade. A derrota não tira a Espanha do grupo dos favoritos, mas estrear perdendo, é claro, não é boa. Agora há obrigação de vitória diante de Honduras e Chile, o que acredito que não será problema, já que as duas seleções não vão se defender tão bem. Porém, futebol é futebol e prega muitas peças.
Já a Suíça é aquilo ali que foi mostrado ontem. Claro que como o adversário era a Espanha, infinitamente superior, o objetivo era mesmo somente se defender e, se desse, aproveitar alguma oportunidade no ataque. Por isso não deu pra avaliar muito a equipe de Ottmar Hitzfeld. A defesa é ótima, ficou provado, mas a parte ofensiva deixa a desejar. A dupla de atacantes (Nkufo/Derdiyok) é fraca e falta criatividade ao meio-campo. No entanto, como o adversário mais complicado do grupo foi batido, a classificação suíça está encaminhada.Encaminhada, mas não garantida, pois o Chile mostrou um ótimo futebol contra Honduras. Claro que o adversário não é dos melhores e que o placar foi magro, mas traduziu o que foi o jogo. Desde o início os sul-americanos foram pra cima, jogando um futebol ofensivo, especialmente com o trio Valdivia/Beausejour/Sanchez. O último, aliás, foi o melhor em campo, muito rápido e atrevido, sempre partindo pra cima dos marcadores. Nas finalizações, porém, pecou bastante. Se o artilheiro David Suazo estivesse jogando (ele está se recuperando de problemas musculares), provavelmente o resultado seria mais elástico. Olho no time de Bielsa, que ele pode complicar.
quarta-feira, 16 de junho de 2010
Estreia ruim, mas que não assusta
de jogar diante de um adversário mais preocupado em se defender faz com que a equipe tenha mais posse de bola e isso ficou provado em números nessa estreia: o Brasil teve 67% de posse contra 37% dos coreanos. Mas faltou qualidade ao meio-campo e movimentação na frente, especialmente de Kaká e Luis Fabiano, e poucas chances foram criadas na primeira etapa, apenas em chutes de longe.
No segundo tempo a postura foi bem melhor. O Brasil ficou mais incisivo no ataque, impôs sua superioridade e abriu 2 a 0 aos 26 minutos com gols dos dois melhores jogadores em campo: Maicon e Elano. Nessa categoria também vale uma citação a Robinho, pela disposição e por ter rendido bem como meia. Kaká, por sua vez, não teve boa participação, visivelmente fora de ritmo. Tanto que acabou sendo substituído por Nilmar na metade final da segunda etapa. Sua melhora é fundamental para o sucesso da Seleção. 
Já a equipe portuguesa precisa se acertar. A defesa é boa e mostrou segurança, mas do meio pra frente faltou, principalmente, organização. O quarteto ofensivo Danny/Deco/Cristiano Ronaldo/Liédson parecia confuso, errando muitos passes e não se achando em campo. A melhor oportunidade foi em lance individual de Ronaldo, num chutaço de fora da área. Também foi só isso que o craque do Real Madrid fez. No resto do jogo esteve apagado. Não sei não, mas levei mais fé na Costa do Marfim do que em Portugal. Veremos o que vai acontecer.
terça-feira, 15 de junho de 2010
Itália é sempre Itália
Criou-se muito expectativa em relação à estreia italiana diante do Paraguai. Time considerado velho, vivendo um momento ruim, diante de um adversário difícil, vice-campeão das eliminatórias sul-americanas. A partida foi complicada, é verdade, e o empate justo, diga-se de passagem. Mas a atuação da equipe de Marcelo Lippi me surpreendeu positivamente. A Itália foi melhor do que os paraguaios, nada demais, mas mostrou que em Copas do Mundo deve ser respeitada.
O time joga num 4-3-3 com algumas variações. No meio, dois volantes com bom passe (De Rossi e Marchisio) e um meia (Montolivo). Na frente, Simone Pepe, pra mim o melhor em campo, joga mais aberto pela esquerda, Iaquinta pela direita e Gilardino centralizado. O primeiro, quando a Itália se defende, volta e ajuda na marcação. O estilo de jogo italiano continua o mesmo de sempre. Foco numa defesa segura e um ataque econômico, que não cria muito, mas aproveita as oportunidades que tem.O empate na estreia contra o adversário mais complicado do grupo F coloca a Itália em boa situação, pois não acredito que Eslováquia e Nova Zelândia oferecerão grande resistência. Passando de fase, entrando no mata-mata, a tradição entra em campo e ai os italianos não podem nunca ser deixados de lado. A nota preocupante de ontem foi a saída de Buffon no intervalo, por um problema no nervo ciático. Vamos ver se o goleiro estará em condições de entrar em campo na próxima rodada.
O Paraguai, por sua vez, me decepcionou um pouco. Achei o time passivo, aceitando muito o jogo adversário. O peso de jogar contra uma tetracampeã mundial pesou e os comandados de Gerardo Martino se apequenaram. Mas, assim como falei sobre a Itália, não acredito que os paraguaios terão dificuldades para se classificar. O futebol apresentado, porém, precisa melhorar. segunda-feira, 14 de junho de 2010
Holanda joga para o gasto
Acordei cedo nesta segunda para ver a Holanda esperando uma grande exibição, mas me decepcionei um pouco. O time laranja não jogou bem, muito preso em suas posições, diferente da equipe de bastante movimentação que vimos nos amistosos pré-Copa. Claro que foi só o primeiro jogo, há aquela dificuldade a mais da estreia, Robben não jogou - e ele faz a diferença -, o adversário se preocupou somente em se defender, mas poderia ter sido melhor. Senti uma certa preguiça e alguma auto-suficiência, aquela velha história de achar que pode ganhar a qualquer. Diante da frágil Dinamarca isso funciona, mas contra uma seleção mais perigosa pode haver problemas com essa postura. O importante, porém, foi a vitória, sem correr riscos.O esquema holandês é idêntico ao da Alemanha. O técnico Bert
Van Marwijk escala sua equipe num 4-2-3-1, com dois volantes mais presos (De Jong e Van Bommel) e um quarteto de ataque, que costuma se movimentar bastante, sem guardar posição. Kuyt atua aberto pela direita, Sneijder pelo meio e Van der Vaart pela esquerda, com Van Persie mais a frente. Na próxima partida, contra o Japão, Robben deve estar recuperado e entrará na vaga de Van der Vaart, o que vai aumentar a velocidade na armação de jogadas, especialmente porque o jogador do Bayern de Munique é um autêntico ponta, diferentemente do seu substituto, que tem estilo mais cadenciado.
Diante da Dinamarca, essa cadência, não só de Van der Vaart, mas de todo o time holandês irritou, principalmente na primeira etapa. A falta de mobilidade fez com que os escandinavos conseguissem anular as peças ofensivas da Holanda com certa facilidade e até chegar ao ataque em algumas oportunidades, fazendo o goleiro Stekelenburg trabalhar. Depois do intervalo, os holandeses conseguiram um gol logo aos 30 segundos (contra, de Poulsen) e isso obrigou o adversário a sair mais para o jogo, deixando mais espaços na defesa. Van Marwijk percebeu isso e fez alterações que melhoraram o desempenho da equipe. Elia entrou no lugar de Van der Vaart e Afellay substituiu Van Persie. O segundo foi atuar no lado direito, enquanto Kuyt, que caía por ali, foi deslocado para o comando do ataque. E foi dele o segundo gol, pegando o rebote da trave em chute de Elia, depois de belo passe de Sneijder. Essa, aliás, foi a única jogada mais trabalhada criada pela Holanda na partida.De qualquer maneira, o resultado confirma o amplo favoritismo holandês nesse grupo E. Acredito que o time vença os dois jogos que restam, passando em primeiro lugar. Já a Dinamarca é fraca e seu principal jogador, Bendtner, atuou no sacrifício, além de ter tido o desfalque do Tomasson, o que complicou ainda mais. Mas pode ficar com a segunda vaga porque os outros adversários da chave são tão frágeis quanto.
O jogo entre Camarões e Japão foi uma pelada, um dos piores até agora. Já sabi
a que o time asiático era limitado, mas me surpreendeu o péssimo futebol apresentado pelos camaroneses. Esperava bem mais da seleção de Paul Le Guen, ainda mais atuando no continente africano. Mas o que vi em campo foi um time completamente desorganizado, errando muitos passes e sem criar jogadas. Quando tinham a bola, os Leões Indomáveis simplesmente davam chutão pra frente tentando arrumar alguma coisa, mas como os japoneses são muito disciplinados taticamente, a marcação foi facilitada.Outra coisa que me chamou a atenção foi o posicionamento de Samuel Eto'o. Não consegui entender a opção treinador em escalá-lo aberto na direita, com obrigação de voltar para buscar o jogo. Por vezes o atacante da Inter de Milão foi meia. Se existisse outro jogador de qualidade na frente, tudo bem, mas não é o caso. Os companheiros de Eto'o no trio ofensivo (Webo e Choupo-Moting) são fracos e o óbvio seria que o craque do time jogasse perto da área, pois trata-se de um excelente finalizador. Mas estranhamente Le Guen não concorda comigo. Outra escolha que me surpreendeu foi a não escalação de Alexandre Song, volante do Arsenal. Em um meio campo acéfalo como foi o de Camarões, com certeza a qualidade do passe de Song poderia ajudar. Agora a classificação para os camaroneses dependerá de um milagre, pois o time terá que vencer Dinamarca e Holanda. O primeiro é até possível, mas duvido que diante do time holandês os africanos tenham alguma chance.
Já o Japão conseguiu a vitória de maneira casual. Foi a campo claramente para não perder, com apenas um atacante e todos os jogadores atrás da linha da bola, tentando aproveitar alguma oportunidade isolada. E foi exatamante o que aconteceu. Em um cruzamento pra área, a zaga adversária falhou e Honda, o melhorzinho da equipe, completou pro gol. Muito pouco para um time que pretende se classificar. A disputa pela segunda vaga deve ficar com a Dinamarca, com favoritismo europeu. domingo, 13 de junho de 2010
A jovem Alemanha me impressionou
Confesso que nunca fui muito fã do futebol alemão, por causa do estilo muitas vezes pragmático de jogo, a famosa falta de "jogo-de-cintura". Por isso fui meio desconfiado ver esse jovem time da Alemanha. Esperava uma vitória em função da superioridade em relação ao time australiano, mas sem muito brilho. Ainda bem que eu estava completamente enganado. Os alemães fizeram uma grande partida, disparada a melhor apresentação da Copa até agora. Um time formado por vários garotos com alguns "intrusos"mais veteranos como Klose e Friedrich que conseguiu manter uma característica do futebol do país - a disciplina tática - e aliou a algo que há tempo não conseguia, o talento.O técnico Joachim Löw arma sua equipe num 4-2-3-1 que defende marcando em cima, sem dar espaços e toca bem a bola, sabe manter a posse e ir criando espaços aos poucos. Com isso tem o domínio do jogo. E foi o que aconteceu diante da Austrália. Schweinsteiger e Khedira formam a dupla de volantes que tem bom passe e, além de marcar, também participam das jogadas de ataque. Na linha de 3, Müller pela direita, Podolski pela esquerda e Özil, o melhor em campo, no centro, com Klose mais a frente.
A linha defensiva tem Lahm, o capitão, na lateral direita; Mertesacker e Friedrich na zaga; e Badstuber na lateral-esquerda. O goleiro é Neuer. Falei do time todo porque a Alemanha é para se prestar atenção. Fez 4 a 0 e poderia ter feito mais, já que inúmeras oportunidades foram criadas. Quero ver como será o desempenho contra Sérvia e Gana, adversários mais gabaritados do que a Austrália.Um detalhe interessante sobre o grupo alemão é o fato de que todos os jogadores atuam na Bundesliga e a média de idade do time titular é baixa (24,8). Özil (foto) tem apenas 21 anos e, junto de Khedira (23) e Neuer (24), foi campeão europeu sub-21 em 2009. E ainda tem Müller, 20 anos, e Badstuber, 21, além do Marin, 21 anos, que entrou no
segundo tempo. O mais velho é Klose, 32, mas que provou que é artilheiro em Copas do Mundo. Com o gol que marcou, chegou aos 11 nas 3 Copas que disputou e se igualou a Klinsmann, ídolo do futebol alemão. E ele poderia ter feito mais, pois perdeu algumas boas oportunidades. Se ele fizer mais quatro gols se junta a Ronaldo como o maior artilheiro da história das Copas do Mundo. Também não posso deixar de citar o brasileiro Cacau (foto), que entrou na segunda etapa, e no seu primeiro toque na bola fez o gol. Mostrou que vive grande fase e que Löw pode contar com ele se precisar. E acho que o treinador sabe disso.
Em relação a Gana e Sérvia, foi um jogo monótono, em que o time africano conseguiu ser um pouco melhor na segunda etapa, quando criou algumas chances. Mesmo assim ganhou com um penalti bobo cometido por Kuzmanovic, que Gyan (foto) converteu. Os dois times precisam melhorar bastante para tentar fazer frente à Alemanha. A briga é pela segunda vaga mesmo e os ganeses podem praticamente se garantir na próxima fase se vencer a Austrália.
Empate entre os favoritos do Grupo C
Inglaterra e Estados Unidos jogaram ontem, mas esperei o segundo jogo do grupo C, entre Argélia x Eslovênia, para analisar os dois jogos e as quatro seleções. Na partida de ontem, ingleses e americanos fizeram um bom jogo. Esperava uma atuação melhor da equipe de Fabio Capello, mas, como foi uma estreia e diante do adversário mais forte da chave, ficou de bom tamanho. Não fosse o frangaço do goleiro Green e o time da Terra da Rainha teria saído com a vitória.O gol, aliás, é um mal que assola as seleções inglesas desde a Copa de 1970, quando o goleiro ainda era o lendário Gordon Banks. Os três arqueiros do elenco (Green, James e Hart) não inspiram confiança em ninguém, nem no próprio Capello que só decidiu pelo titular no dia do jogo. O companheiro de Rooney no ataque também não me convence. Por mais que Heskey tenha tido uma atuação razoável, inclusive dando o passe para o gol de Gerrard, não sou dos maiores fans desse jogador. O problema é que não há outro atacante de nível no grupo, apenas Peter Crouch, então tem que ir de Heskey mesmo. O próprio Rooney mostrou estar sem ritmo de jogo. A Inglaterra tem um bom time, que com certeza vai melhorar nas próximas duas partidas diante de adversários mais fracos.

Messi vai bem e Argentina joga o suficiente
Gostei do time da Argentina. Claro que esperava um placar mais dilatado (no Bolão apostei em 3 a 0) diante da seleção nigeriana, mas a equipe de Maradona conseguiu criar boas chances, teve uma atuação segura na defesa e não correu riscos. Foi 1 a 0 e poderia ter sido mais. Não posso esquecer de citar o goleiro Enyeama, autor de pelo menos 4 ótimas defesas. Até o Messi, na coletiva pós-jogo, elogiou o arqueiro adversário, a quem chamou de "fenômeno". O craque do Barcelona, aliás, jogou bem. Foi o melhor em campo e desde os primeiros minutos mostrou que estava afim de jogo. Deu passes, buscou jogo, arrancou com a bola e finalizou bastante, mas esbarrou em Enyeama. Para quem duvidava da capacidade de Messi com a camisa azul e branca, essa primeira partida foi uma prova de que pode não ser bem assim. Claro que o adversário não foi dos melhores, mas foi uma boa estreia.
Maradona, porém, ainda tem o que ajeitar. Não gostei de Jonas Gutierrez na lateral-direita. Houve espaços por ali e a Nigéria, nas poucas vezes que chegou com organização ao ataque, explorou as costas do meia improvisado. Diante de uma seleção mais forte (ou até mais rápida, como a Coreia do Sul) é provável que Don Diego opte por Nicolas Burdisso, substituição que, aliás, fez na partida de sábado. Também não gostei da participação do Veron, muito apagado. Maxi Rodriguez daria mais velocidade na saída de bola. Di Maria não foi o jogador incisivo que costuma ser e Higuain errou tudo que tentou. Mas nestes não mexeria.
Não consegui acompanhar todo o outro jogo do grupo entre Coreia do Sul e Grécia, somente o segundo tempo. Mas pelo que li e pelos melhores momentos vi que o domínio da seleção asiática foi grande. Os destaques foram o camisa 10 Park Chu-Young e o camisa 7 Park Ji-Sung, este último autor do segundo gol. O time coreano tem bons jogadores e é arrumadinho. Para mim é o favorito para a segunda vaga do grupo. A Grécia é a pior seleção do grupo e uma das mais fracas da Copa do Mundo. Se conquistar um ponto deve se dar por satisfeita.