domingo, 20 de junho de 2010

O primeiro classificado e o primeiro eliminado

O sábado foi de definição para duas seleções do mesmo grupo, o E. A Holanda venceu outra e se garantiu nas oitavas de final, enquanto Camarões foi o primeiro time a dar adeus ao Mundial. No caso dos holandeses a campanha 100% já poderia ser prevista, já que o desempenho da equipe desde as eliminatórias é impressionante. A atuação, no entanto, não foi das melhores. Esperava-se que a seleção de Van Marwijk derrotasse o Japão com certa facilidade, haja visto a disparidade entre as duas equipes, mas o que vimos foi uma Holanda ainda presa, sem demonstrar seu principal diferencial que é a movimentação. A ausência de Robben contribui para isso, porém, nos amistosos pré-Copa, os holandeses, sem a presença do craque do Bayern de Munique, conseguiram ótimas exibições. Talvez seja o peso da competição.

De qualquer maneira, o objetivo foi alcançado. Classificação garantida e oportunidade de acertar alguns defeitos no time, especialmente na defesa, que de vez em quando dá algumas bobeiras. Mais tempo também para a recuperação de Robben, que pode dar o toque que está faltando à equipe holandesa. Por enquanto só Sneijder correspondeu às expectativas. Mas dá pra reclamar da Holanda? Não, não dá.

Já de Camarões dá pra reclamar, e muito. Os Leões Indomáveis são minha primeira decepção dessa Copa. Apostava bastante no time de Eto`o, especialmente porque o achava melhor do que os outros adversários de grupo, Dinamarca e Japão. A campanha, no entanto, foi pífia. Derrota para o Japão no primeiro jogo, sem conseguir ameaçar muito o gol japonês, numa partida em que estava tudo errado, a começar pelo posicionamento da equipe, que deixava muitos espaços. Isso sem contar que Samuel Eto`o fora escalado na ponta-direita. Diante dos escandinavos a atuação melhorou, principalmente porque algumas alterações foram feitas - dizem que os jogadores impuseram isso ao técnico Paul Le Guen. A mais importante foi a escalação do atacante do Inter de Milão em sua real posição.

As mudanças surtiram efeito tanto em termos técnicos, quanto em disposição, mas os camaroneses não contavam com uma excelente atuação do adversário. O resultado foi o melhor jogo da Copa até agora. Camarões e Dinamarca jogaram pra frente o tempo todo, meio que despreocupados com a marcação, e inúmeras chances de gol foram criadas. Os escandinavos foram mais competentes nas finalizações e ganharam por 2 a 1, de virada. Agora disputam em confronto direto com o Japão a segunda vaga do grupo, com grandes chances de passar, já que acho a equipe europeia superior à asiática. Já os camaroneses se despedem de forma melancólica da Copa da África, mostrando que os Leões já não são tão indomáveis assim.

No outro jogo do dia, Gana perdeu grande oportunidade de praticamente se garantir na próxima fase. Empatou com a Austrália mesmo jogando com um a mais desde os 24 do primeiro tempo e agora corre risco de ficar fora das oitavas. Isso porque, apesar de estar na liderança do grupo com 4 pontos, os africanos encaram a Alemanha na última rodada, enquanto a Sérvia enfrenta os australianos. Um empate classifica os ganeses, mas uma derrota aliada à vitória sérvia na outra partida tira a equipe da Copa do Mundo.

sábado, 19 de junho de 2010

Sexta-feira listrada em preto e branco

A Copa já tinha proporcionado algumas zebras, mas ontem foi, sem dúvida, o dia em que mais resultados surpreendentes aconteceram. Milhares de pessoas arruinaram suas chances no bolão e quem foi ousado nos palpites provavelmente embolsou uma graninha. Os comentaristas também sofreram e nessa classe eu me incluo. Simplesmente errei todos os resultados da sexta-feira e o saldo só não foi pior porque os Estados Unidos conseguiram empate heroico (e quase viraram) em cima da Eslovênia.

O primeiro jogo do dia não foi aquela zebraça, até porque a Sérvia chegou na África do Sul com moral, depois de vencer seu grupo nas Eliminatórias e jogar a França pra repescagem. Mas pelo que vi na primeira rodada, especialmente dos alemães, esperava que os tricampeões mundiais fossem ganhar mais uma. Ledo engano. O time de Joachim Low jogou bem novamente, criou inúmeras chances - inclusive um penalti desperdiçado por Podolski -, mas foi derrotado por 1 a 0 em um belo jogo de futebol. Os germânicos foram prejudicados pela expulsão (justa) de Klose ainda na primeira etapa. O resultado é ruim, claro, mas a meu ver nao preocupa a classificação da Alemanha, que é bem superior à Gana, seu terceiro adversário. Porém, como a Copa do Mundo está muito louca, não vou me surpreender se alguns favoritos caírem.

Já a Sérvia ganhou sobrevida e, mais que isso, boas chances de avançar. Isso porque na última rodada encara a Austrália, o time mais fraco do grupo, e deve vencer. Vejam bem, deve. Mas não boto minha mao no fogo.

Outro favorito que tropeçou, esse sim um tropeção, foi a Inglaterra. Diante da Argélia, uma das piores seleções da competição, o time jogou muito mal, criou pouquíssimas oportunidades e não saiu do zero no placar. O segundo empate em 2 jogos, muito pouco para quem chegou com tanta moral no campeonato. O time inglês tem grandes nomes como Lampard, Gerrard e Rooney, mas até agora nenhum mostrou o que estamos acostumados a ver em seus clubes. O companheiro do atacante do Manchester United no ataque é o limitadíssimo Heskey. Se olhar pro banco, a opção não é melhor: Peter Crouch. Então os ingleses não tem têm muito o que comemorar, pelo contrário, as atuações da equipe de Fabio Capello preocupam, até porque o adversário na última rodada é a maior supresa do grupo, a Eslovênia, que tem 4 pontos e joga pelo empate. Tarefa complicada para a Inglaterra, ainda mais com esse futebolzinho...

A melhor partida do dia, no entanto, foi a que menos podia-se esperar alguma coisa. Estados Unidos e Eslovênia fizeram um jogo bastante movimentado, com direito a empate heroico e gol mal anulado no finalzinho, que daria uma virada espetacular aos americanos. Os europeus abriram 2 a 0 ainda na primeira etapa, jogando no erro do adversário e aproveitando-se da falta de pontaria dos comandados de Bob Bradley. No segundo tempo, porém, desde o início os Estados Unidos adotaram uma postura mais agressiva e chegaram ao empate merecido. Depois ainda conseguiram marcar o terceiro, com Eddu, mas o árbitro malinês Koman Coulibaly anulou estranhamente. O 2 a 2 não foi ruim para as duas seleções, que entram na última rodada dependendo dos próprios resultados. Os americanos precisam derrotar a Argélia e os eslovenos apenas empatar com a Inglaterra.

FAVORITA?

A Argentina goleou a Coreia do Sul por 4 a 1. Observando o placar, a sensação é que a seleção fez uma partida sensacional. Porém não foi bem assim. O time ainda não teve sua defesa testada nesta Copa, e esse setor ainda mostra fragilidade. A prova disso foi a falha do zagueiro Demichellis no gol sul-coreano.

No primeiro tempo, a Argentina chegou aos seus dois gols com o que mostrou de afinado: A bola aérea. No primeiro, contou com a sorte e a canela de um asiático. No segundo, Higuain não cabeceou forte, mas o desvio foi suficiente para a bola morrer nas redes.

Mesmo com a falha de Demichellis, a Argentina foi para o intervalo com a sensação e que poderia fazer mais. No entanto, a segunda etapa começou com os sul-coreanos mais ao ataque. Os jogadores da Coreia do Sul abusavam da velocidade e se favoreciam do fato da defesa argentina ser lenta e pesada. Mas por outro lado, isso começou a servir espaços cada vez maiores para os jogadores argentinos explorarem a velocidade de seus atacantes, ainda mais de Messi.

O melhor jogador do mundo não marcou gols, mas com suas arrancadas e dribles foi fundamental para a marcação dos outros dois gols da Argentina, todos anotados por Higuain, agora artilheiro do Mundial.

Os dribles de Messi, as jogadas de Tevez, e depois de Aguero, que substituiu o jogador do Manchester City muito bem, dão esperança ao torcedor argentino de que, depois de 24 anos, a taça do mundo possa voltar a Buenos Aires. Mas a defesa ainda causa calafrios. Não dá para apontar ainda a Argentina como favorita ao título, porém essa seleção mostra muita evolução em relação àquela que se classificou com dificuldade nas Eliminatórias.
Por Raphael Martins

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Au Revoir, Le Bleus

O fracasso francês nesse Copa estava desenhado desde as Eliminatórias, quando os Bleus conseguiram a classificação em lance irregular de Thierry Henry. Depois, uma convocação muito criticada pela imprensa, com direito a Benzema fora, e uma preparação com tropeços, como a derrota para a China. Claro que a França, pela história recente que construiu, poderia muito bem chegar na África do Sul e deixar essas incertezas de lado, pois até tem jogadores pra isso. Mas não foi o que aconteceu.

Se na primeira rodada houve empate sem graça com o Uruguai, ontem foi a vez da equipe de Raymond Domenech cair diante do México, por 2 a 0. E poderia ter sido até mais, tamanha a superioridade dos mexicanos. A campanha da França lembra muito a da Copa de 2002, quando o time foi eliminado na primeira fase, sem marcar gols. Para igualar o péssimo desempenho de 8 anos atrás, falta só um jogo, contra a África do Sul.

Teoricamente os franceses não estão eliminados, mas precisam vencer (e bem) os anfitriões e torcer para que não haja empate entre México e Uruguai. O mesmo raciocínio vale para a seleção de Parreira. Mexicanos e uruguaios poderiam muito bem fazer um autêntico jogo de compadres e ficar naquele 0 a 0, que garantiria os dois. Mas não acredito que isso vá acontecer, já que quem ficar com a segunda vaga (e com um empate seria o México) enfrentará a Argentina nas oitavas de final.

O México terá dois desfalques importantes na última rodada. Carlos Vela sofreu uma lesão muscular ainda no primeiro tempo e está fora do jogo. Corre risco de ficar até fora da Copa. O outro é Juárez, suspenso. No lugar desse deve entrar Javier Hernández, autor do gol que abriu o placar diante da França. O garoto, aliás, vem tendo sua titularidade pedida pela imprensa do país e essa partida pode ser importante para que ele garanta sua vaga entre os 11 iniciais.

Artilheiro desencanta e Argentina goleia

Época de Copa do Mundo é realmente muito boa. Hoje, por exemplo, acordei e liguei a TV para ver o jogo da Argentina. Quinta-feira de manhã e sou brindado com um belo jogo de futebol. Até melhora o resto dia. Pois bem, acreditava que o time coreano fosse oferecer mais resistência aos argentinos do que os nigerianos na primeira rodada, mas não foi bem isso que aconteceu. O domínio da seleção de Maradona pode ser explicado através dos números. Foram 57% de posse bola contra 43%; 22 chutes contra 13; e 6 escanteios contra 2 da Coreia do Sul.

Higuaín, muito criticado pela estreia, mostrou que não foi artilheiro do Real Madrid na temporada por acaso. Marcou 3 vezes e assumiu a artilharia da Copa. Messi e Tevez jogaram bem mais uma vez, e Aguero, que substituiu justamente o atacante do Manchester City, foi outro que teve participação efetiva no resultado. Ao contrário do primeiro jogo, Di Maria teve boa atuação, saindo em velocidade pelo lado esquerdo e isso tornou a Argentina ainda mais envolvente no ataque. Maradona também teu seus méritos pela exibição da equipe. Teve peito para sacar Verón - muito lento e num esquema 4-3-3 os homens de meio-campo têm que marcar - e colocar Maxi Rodríguez no time titular, o que aumentou a velocidade da saída de bola.

A defesa, porém, ainda é um ponto fraco. O gol da Coreia surgiu de uma falha individual grotesca de Demichelis e no início da segunda etapa os asiáticos criaram algumas chances. Jonas Gutierrez segue deixando espaços na direita, mas a opção por Burdisso na lateral deve ser deixada de lado pelo menos por enquanto, já que Samuel saiu contundido ainda no primeiro tempo e, provavelmente, não estará em campo contra a Grécia. Mesmo assim acredito que o ataque poderoso pode dar o título à Argentina.

Já a Coreia do Sul mostrou que está em um nível abaixo das principais seleções do mundo. Teve algumas oportunidades, mas não ameaçou a vitória argentina. De qualquer maneira, o time entra na última rodada podendo até empatar com a Nigéria (acho muito difícil que a Grécia tire pontos da Argentina) para se classificar. Como o time africano é fraco, o mais provável é que os coreanos fiquem com a segunda vaga.

Falando rapidamente sobre o outro jogo do grupo, a Nigéria teve a chance de ficar dependendo do próprio resultado para se classificar, mas perdeu pra Grécia, a seleção mais limitada do grupo B. O pior é que foi de virada e com a colaboração de duas falhas individuais. Primeiro de Kaita, que, quando o placar marcava 1 a 0 para os nigerianos, agrediu o adversário e foi expulso ainda no primeiro tempo. Com um a mais em campo, os gregos foram pra cima e pressionaram muito até conseguir virar, com Torosidis, aproveitando falha do goleiro Enyeama. Aliás, uma pena, já que o goleiro africano estava agarrando muito, salvando a equipe, assim como fizera diante da Argentina. Com o resultado, a Nigéria precisa ganhar da Coreia por 2 gols de diferença e torcer pros argentinos vencerem a Grécia. Pelo que vi até agora, acho pouco provável.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Tristeza sul-africana

A boa atuação diante do México somada ao apoio da torcida fez com que os sul-africanos acreditassem numa vitória diante do Uruguai. Mas não houve a menor chance. A Ceslete foi superior o jogo todo, dominou as ações e venceu com justiça, encerrando um jejum histórico em Copas do Mundo. Desde 1990 que os uruguaios não venciam na competição.

O triunfo deve-se muito à ousadia do técnico Oscar Tabárez, que modificou o esquema tático depois da péssima exibição diante da França do 3-5-2 para o 4-4-2. Saiu o zagueiro Victorino para a entrada do atacante Edinson Cavani. Com isso, Forlán foi recuado para o meio-campo, jogando do jeito que ele gosta: vindo de trás, recebendo as bolas de frente pra meta. E foi assim que surgiu o primeiro gol, numa bomba de fora da área. Isso sem contar que o time sul-americano ficou mais leve em campo e melhorou na criação.

Na segunda etapa a vitória se confirmou especialmente após a marcação do penalti, que resultou na expulsão do goleiro sul-africano Khune. Forlán bateu bem e fez o segundo. Nos acréscimos Álvaro Rios marcou o terceiro. O Uruguai colocou um pé nas oitavas-de-final e quem enfrentá-lo terá trabalho.

Já a África do Sul mostrou suas limitações. No jogo de estreia, talvez por toda a atmosfera criada, elas foram superadas pela vontade dos Bafana-Bafana. Mas os principais jogadores da equipe de Parreira estavam apagados e o sonho da classificação ficou muito difícil. Um empate entre França e México ajuda bastante, pois ai bastaria uma vitória diante dos franceses e que os mexicanos não vencessem o Uruguai na última rodada. Mesmo assim é complicado e não acredito que na ressurreição sul-africana. Uma pena.

Suíça sossega a Fúria

Amigos do Passando a Bola, desculpem o atraso no texto sobre o grupo H, mas a carga de trabalho está intenso, então fica difícil arrumar tempo. Mas vamos lá.

A estreia da Espanha foi daquelas partidas que fazem o futebol ser esse esporte tão apaixonante. A Fúria jogou bem, aliás, ouso dizer que teve uma das melhores apresentações da primeira rodada da Copa, mas como o que vale é bola na rede, não foi capaz de vazar a defesa suíça e, de quebra, ainda levou um gol em lance isolado, de Gelson Fernandes. Para se ter noção da superioridade espanhola, basta ver os números da partida. Os campeões europeus ficaram 63% do tempo com a posse de bola contra 37%; foram 24 chutes da Espanha contra apenas 8 da Suíça; 12 escanteios contra 3. E por aí vai.

O esquema adotado por Vicente Del Bosque foi o tradicional 4-3-3 na hora de atacar, com muito controle da bola, troca de passes e viradas de jogo, tentando encontrar um espaço na retranca adversária. E o ferrolho suíço foi complicado de ser furado. Em função de não estar na condição física ideal, Fernando Torres começou no banco. O time titular tinha Bousquets e Xabi Alonso como volantes, Xavi um pouco mais a frente, comandando o meio-campo. Na frente, Iniesta abria pela esquerda e David Silva pela direita, com Villa centralizado. Para tentar confundir a marcação, Iniesta e Silva trocaram bastante de posição e chances foram criadas, mas o excesso de preciosismo espanhol atrapalhou. É bonito de se ver a Fúria jogar, mas às vezes tenho a impressão de que para eles só vale golaço. Sempre tem que ter um toque a mais, um drible, uma jogada de efeito. E diante de um time como a Suíça, que tradicionalmente se defende muito bem (ontem completou 5 jogos de Copa do Mundo sem levar gol - 4 em 2006, na Alemanha) e dá poucas oportunidades ao ataque adversário, isso é um pecado.

David Villa não estava num dia inspirado, se movimentando pouco e errando alguns passes, e Silva idem. Tanto é que, ainda no início da segunda etapa, depois que sofreu o gol, Del Bosque colocou Jesus Navas pela direita, um jogador mais agudo, que deu mais velocidade ao ataque espanhol. Depois foi a vez de Torres entrar no lugar de Bousquets, mas a falta de ritmo ficou visível no atacante do Liverpool, que pouco fez. No desespero, Pedro foi colocado em campo, deixando a Fúria com praticamente 4 atacantes, mas não deu certo. A zebra já era uma realidade. A derrota não tira a Espanha do grupo dos favoritos, mas estrear perdendo, é claro, não é boa. Agora há obrigação de vitória diante de Honduras e Chile, o que acredito que não será problema, já que as duas seleções não vão se defender tão bem. Porém, futebol é futebol e prega muitas peças.

Já a Suíça é aquilo ali que foi mostrado ontem. Claro que como o adversário era a Espanha, infinitamente superior, o objetivo era mesmo somente se defender e, se desse, aproveitar alguma oportunidade no ataque. Por isso não deu pra avaliar muito a equipe de Ottmar Hitzfeld. A defesa é ótima, ficou provado, mas a parte ofensiva deixa a desejar. A dupla de atacantes (Nkufo/Derdiyok) é fraca e falta criatividade ao meio-campo. No entanto, como o adversário mais complicado do grupo foi batido, a classificação suíça está encaminhada.

Encaminhada, mas não garantida, pois o Chile mostrou um ótimo futebol contra Honduras. Claro que o adversário não é dos melhores e que o placar foi magro, mas traduziu o que foi o jogo. Desde o início os sul-americanos foram pra cima, jogando um futebol ofensivo, especialmente com o trio Valdivia/Beausejour/Sanchez. O último, aliás, foi o melhor em campo, muito rápido e atrevido, sempre partindo pra cima dos marcadores. Nas finalizações, porém, pecou bastante. Se o artilheiro David Suazo estivesse jogando (ele está se recuperando de problemas musculares), provavelmente o resultado seria mais elástico. Olho no time de Bielsa, que ele pode complicar.