sexta-feira, 18 de junho de 2010

Au Revoir, Le Bleus

O fracasso francês nesse Copa estava desenhado desde as Eliminatórias, quando os Bleus conseguiram a classificação em lance irregular de Thierry Henry. Depois, uma convocação muito criticada pela imprensa, com direito a Benzema fora, e uma preparação com tropeços, como a derrota para a China. Claro que a França, pela história recente que construiu, poderia muito bem chegar na África do Sul e deixar essas incertezas de lado, pois até tem jogadores pra isso. Mas não foi o que aconteceu.

Se na primeira rodada houve empate sem graça com o Uruguai, ontem foi a vez da equipe de Raymond Domenech cair diante do México, por 2 a 0. E poderia ter sido até mais, tamanha a superioridade dos mexicanos. A campanha da França lembra muito a da Copa de 2002, quando o time foi eliminado na primeira fase, sem marcar gols. Para igualar o péssimo desempenho de 8 anos atrás, falta só um jogo, contra a África do Sul.

Teoricamente os franceses não estão eliminados, mas precisam vencer (e bem) os anfitriões e torcer para que não haja empate entre México e Uruguai. O mesmo raciocínio vale para a seleção de Parreira. Mexicanos e uruguaios poderiam muito bem fazer um autêntico jogo de compadres e ficar naquele 0 a 0, que garantiria os dois. Mas não acredito que isso vá acontecer, já que quem ficar com a segunda vaga (e com um empate seria o México) enfrentará a Argentina nas oitavas de final.

O México terá dois desfalques importantes na última rodada. Carlos Vela sofreu uma lesão muscular ainda no primeiro tempo e está fora do jogo. Corre risco de ficar até fora da Copa. O outro é Juárez, suspenso. No lugar desse deve entrar Javier Hernández, autor do gol que abriu o placar diante da França. O garoto, aliás, vem tendo sua titularidade pedida pela imprensa do país e essa partida pode ser importante para que ele garanta sua vaga entre os 11 iniciais.

Artilheiro desencanta e Argentina goleia

Época de Copa do Mundo é realmente muito boa. Hoje, por exemplo, acordei e liguei a TV para ver o jogo da Argentina. Quinta-feira de manhã e sou brindado com um belo jogo de futebol. Até melhora o resto dia. Pois bem, acreditava que o time coreano fosse oferecer mais resistência aos argentinos do que os nigerianos na primeira rodada, mas não foi bem isso que aconteceu. O domínio da seleção de Maradona pode ser explicado através dos números. Foram 57% de posse bola contra 43%; 22 chutes contra 13; e 6 escanteios contra 2 da Coreia do Sul.

Higuaín, muito criticado pela estreia, mostrou que não foi artilheiro do Real Madrid na temporada por acaso. Marcou 3 vezes e assumiu a artilharia da Copa. Messi e Tevez jogaram bem mais uma vez, e Aguero, que substituiu justamente o atacante do Manchester City, foi outro que teve participação efetiva no resultado. Ao contrário do primeiro jogo, Di Maria teve boa atuação, saindo em velocidade pelo lado esquerdo e isso tornou a Argentina ainda mais envolvente no ataque. Maradona também teu seus méritos pela exibição da equipe. Teve peito para sacar Verón - muito lento e num esquema 4-3-3 os homens de meio-campo têm que marcar - e colocar Maxi Rodríguez no time titular, o que aumentou a velocidade da saída de bola.

A defesa, porém, ainda é um ponto fraco. O gol da Coreia surgiu de uma falha individual grotesca de Demichelis e no início da segunda etapa os asiáticos criaram algumas chances. Jonas Gutierrez segue deixando espaços na direita, mas a opção por Burdisso na lateral deve ser deixada de lado pelo menos por enquanto, já que Samuel saiu contundido ainda no primeiro tempo e, provavelmente, não estará em campo contra a Grécia. Mesmo assim acredito que o ataque poderoso pode dar o título à Argentina.

Já a Coreia do Sul mostrou que está em um nível abaixo das principais seleções do mundo. Teve algumas oportunidades, mas não ameaçou a vitória argentina. De qualquer maneira, o time entra na última rodada podendo até empatar com a Nigéria (acho muito difícil que a Grécia tire pontos da Argentina) para se classificar. Como o time africano é fraco, o mais provável é que os coreanos fiquem com a segunda vaga.

Falando rapidamente sobre o outro jogo do grupo, a Nigéria teve a chance de ficar dependendo do próprio resultado para se classificar, mas perdeu pra Grécia, a seleção mais limitada do grupo B. O pior é que foi de virada e com a colaboração de duas falhas individuais. Primeiro de Kaita, que, quando o placar marcava 1 a 0 para os nigerianos, agrediu o adversário e foi expulso ainda no primeiro tempo. Com um a mais em campo, os gregos foram pra cima e pressionaram muito até conseguir virar, com Torosidis, aproveitando falha do goleiro Enyeama. Aliás, uma pena, já que o goleiro africano estava agarrando muito, salvando a equipe, assim como fizera diante da Argentina. Com o resultado, a Nigéria precisa ganhar da Coreia por 2 gols de diferença e torcer pros argentinos vencerem a Grécia. Pelo que vi até agora, acho pouco provável.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Tristeza sul-africana

A boa atuação diante do México somada ao apoio da torcida fez com que os sul-africanos acreditassem numa vitória diante do Uruguai. Mas não houve a menor chance. A Ceslete foi superior o jogo todo, dominou as ações e venceu com justiça, encerrando um jejum histórico em Copas do Mundo. Desde 1990 que os uruguaios não venciam na competição.

O triunfo deve-se muito à ousadia do técnico Oscar Tabárez, que modificou o esquema tático depois da péssima exibição diante da França do 3-5-2 para o 4-4-2. Saiu o zagueiro Victorino para a entrada do atacante Edinson Cavani. Com isso, Forlán foi recuado para o meio-campo, jogando do jeito que ele gosta: vindo de trás, recebendo as bolas de frente pra meta. E foi assim que surgiu o primeiro gol, numa bomba de fora da área. Isso sem contar que o time sul-americano ficou mais leve em campo e melhorou na criação.

Na segunda etapa a vitória se confirmou especialmente após a marcação do penalti, que resultou na expulsão do goleiro sul-africano Khune. Forlán bateu bem e fez o segundo. Nos acréscimos Álvaro Rios marcou o terceiro. O Uruguai colocou um pé nas oitavas-de-final e quem enfrentá-lo terá trabalho.

Já a África do Sul mostrou suas limitações. No jogo de estreia, talvez por toda a atmosfera criada, elas foram superadas pela vontade dos Bafana-Bafana. Mas os principais jogadores da equipe de Parreira estavam apagados e o sonho da classificação ficou muito difícil. Um empate entre França e México ajuda bastante, pois ai bastaria uma vitória diante dos franceses e que os mexicanos não vencessem o Uruguai na última rodada. Mesmo assim é complicado e não acredito que na ressurreição sul-africana. Uma pena.

Suíça sossega a Fúria

Amigos do Passando a Bola, desculpem o atraso no texto sobre o grupo H, mas a carga de trabalho está intenso, então fica difícil arrumar tempo. Mas vamos lá.

A estreia da Espanha foi daquelas partidas que fazem o futebol ser esse esporte tão apaixonante. A Fúria jogou bem, aliás, ouso dizer que teve uma das melhores apresentações da primeira rodada da Copa, mas como o que vale é bola na rede, não foi capaz de vazar a defesa suíça e, de quebra, ainda levou um gol em lance isolado, de Gelson Fernandes. Para se ter noção da superioridade espanhola, basta ver os números da partida. Os campeões europeus ficaram 63% do tempo com a posse de bola contra 37%; foram 24 chutes da Espanha contra apenas 8 da Suíça; 12 escanteios contra 3. E por aí vai.

O esquema adotado por Vicente Del Bosque foi o tradicional 4-3-3 na hora de atacar, com muito controle da bola, troca de passes e viradas de jogo, tentando encontrar um espaço na retranca adversária. E o ferrolho suíço foi complicado de ser furado. Em função de não estar na condição física ideal, Fernando Torres começou no banco. O time titular tinha Bousquets e Xabi Alonso como volantes, Xavi um pouco mais a frente, comandando o meio-campo. Na frente, Iniesta abria pela esquerda e David Silva pela direita, com Villa centralizado. Para tentar confundir a marcação, Iniesta e Silva trocaram bastante de posição e chances foram criadas, mas o excesso de preciosismo espanhol atrapalhou. É bonito de se ver a Fúria jogar, mas às vezes tenho a impressão de que para eles só vale golaço. Sempre tem que ter um toque a mais, um drible, uma jogada de efeito. E diante de um time como a Suíça, que tradicionalmente se defende muito bem (ontem completou 5 jogos de Copa do Mundo sem levar gol - 4 em 2006, na Alemanha) e dá poucas oportunidades ao ataque adversário, isso é um pecado.

David Villa não estava num dia inspirado, se movimentando pouco e errando alguns passes, e Silva idem. Tanto é que, ainda no início da segunda etapa, depois que sofreu o gol, Del Bosque colocou Jesus Navas pela direita, um jogador mais agudo, que deu mais velocidade ao ataque espanhol. Depois foi a vez de Torres entrar no lugar de Bousquets, mas a falta de ritmo ficou visível no atacante do Liverpool, que pouco fez. No desespero, Pedro foi colocado em campo, deixando a Fúria com praticamente 4 atacantes, mas não deu certo. A zebra já era uma realidade. A derrota não tira a Espanha do grupo dos favoritos, mas estrear perdendo, é claro, não é boa. Agora há obrigação de vitória diante de Honduras e Chile, o que acredito que não será problema, já que as duas seleções não vão se defender tão bem. Porém, futebol é futebol e prega muitas peças.

Já a Suíça é aquilo ali que foi mostrado ontem. Claro que como o adversário era a Espanha, infinitamente superior, o objetivo era mesmo somente se defender e, se desse, aproveitar alguma oportunidade no ataque. Por isso não deu pra avaliar muito a equipe de Ottmar Hitzfeld. A defesa é ótima, ficou provado, mas a parte ofensiva deixa a desejar. A dupla de atacantes (Nkufo/Derdiyok) é fraca e falta criatividade ao meio-campo. No entanto, como o adversário mais complicado do grupo foi batido, a classificação suíça está encaminhada.

Encaminhada, mas não garantida, pois o Chile mostrou um ótimo futebol contra Honduras. Claro que o adversário não é dos melhores e que o placar foi magro, mas traduziu o que foi o jogo. Desde o início os sul-americanos foram pra cima, jogando um futebol ofensivo, especialmente com o trio Valdivia/Beausejour/Sanchez. O último, aliás, foi o melhor em campo, muito rápido e atrevido, sempre partindo pra cima dos marcadores. Nas finalizações, porém, pecou bastante. Se o artilheiro David Suazo estivesse jogando (ele está se recuperando de problemas musculares), provavelmente o resultado seria mais elástico. Olho no time de Bielsa, que ele pode complicar.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Estreia ruim, mas que não assusta

É claro que todo brasileiro está um pouco decepcionado com a atuação da Seleção. Diante da frágil Coreia do Norte, houve quem esperasse goleada, show de bola; eu, inclusive, apostei 4 a 0 no bolão. O que se viu, no entanto, está longe disso. Mas ao analisarmos friamente, o resultado de 2 a 1 não foi tão surpreendente, por vários fatores. O primeiro é clássico e notório: a ansiedade pela estreia. Nove dos 14 jogadores que entraram em campo disputam sua primeira Copa do Mundo.

A segunda razão é que também é fato que diante de adversários menos qualificados o Brasil tem mais dificuldades e isso por um motivo muito simples. Eles vêm com todos os jogadores atrás da bola, bem organizados taticamente e guardando posição. Os coreanos, por exemplo, deixaram apenas o melhor do time deles, Tae Se, isolado na frente e tentavam escapar no contra-ataque, chamando a Seleção Brasileira para o seu campo. Contra Costa do Marfim e Portugal, times que com certeza adotarão postura mais ofensiva, a tendência é que haja uma melhora no Brasil, pois haverá mais espaço. Não custa lembrar que as melhores exibições de 2006 pra cá foram diante de rivais de porte, como Itália, Argentina e, inclusive, Portugal. A terceira e última razão é que nenhuma seleção até agora - exceto a Alemanha - fez uma apresentação convincente, por isso estamos na média.

Porém, ainda há alguns problemas para serem consertados. O fato de jogar diante de um adversário mais preocupado em se defender faz com que a equipe tenha mais posse de bola e isso ficou provado em números nessa estreia: o Brasil teve 67% de posse contra 37% dos coreanos. Mas faltou qualidade ao meio-campo e movimentação na frente, especialmente de Kaká e Luis Fabiano, e poucas chances foram criadas na primeira etapa, apenas em chutes de longe.

No segundo tempo a postura foi bem melhor. O Brasil ficou mais incisivo no ataque, impôs sua superioridade e abriu 2 a 0 aos 26 minutos com gols dos dois melhores jogadores em campo: Maicon e Elano. Nessa categoria também vale uma citação a Robinho, pela disposição e por ter rendido bem como meia. Kaká, por sua vez, não teve boa participação, visivelmente fora de ritmo. Tanto que acabou sendo substituído por Nilmar na metade final da segunda etapa. Sua melhora é fundamental para o sucesso da Seleção.

Outra coisa que vem me incomodando desde o jogo contra o Zimbábue (por incrível que pareça) é que estamos dando oportunidades demais para equipes fracas. Nos dois amistosos antes da estreia (contra o citado Zimbábue e contra a Tanzânia) nosso sistema defensivo já tinha deixado espaços, obrigando o goleiro Gomes a mostrar serviço. Diante da Coreia as chances adversárias diminuíram, é verdade, mas em diversas ocasiões os asiáticos tiveram chance de chutar, o que acabariam mais tarde conseguindo.

Mas mesmo com esses problemas, acredito que haverá melhoras significativas já para a partida de domingo, contra a Costa do Marfim. São oponentes bem mais qualificados técnica, física e taticamente, mas, como já escrevi, é nesses jogos que o Brasil cresce. E eu aposto nisso.


Aposto nisso porque os marfinenses não mostraram um bom futebol diante de Portugal e vice-versa. O jogo, aliás, foi bem chato de se ver e o placar zerado o traduziu com perfeição. Talvez por excesso de respeito de ambos os lados, não houve grandes oportunidades. Costa da Marfim foi um pouco melhor no geral, com mais volume e opções de jogo, mas nada que lhe fizesse merecer a vitória. O time de Sven-Goran Ericksson sentiu a falta de Drogba, que começou no banco e entrou no decorrer do segundo tempo. Mesmo em campo, o atacante do Chelsea parecia inseguro e quase não apareceu. Contra o Brasil sua condição será melhor e com certeza isso ajudará bastante os africanos.

Já a equipe portuguesa precisa se acertar. A defesa é boa e mostrou segurança, mas do meio pra frente faltou, principalmente, organização. O quarteto ofensivo Danny/Deco/Cristiano Ronaldo/Liédson parecia confuso, errando muitos passes e não se achando em campo. A melhor oportunidade foi em lance individual de Ronaldo, num chutaço de fora da área. Também foi só isso que o craque do Real Madrid fez. No resto do jogo esteve apagado. Não sei não, mas levei mais fé na Costa do Marfim do que em Portugal. Veremos o que vai acontecer.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Itália é sempre Itália

Criou-se muito expectativa em relação à estreia italiana diante do Paraguai. Time considerado velho, vivendo um momento ruim, diante de um adversário difícil, vice-campeão das eliminatórias sul-americanas. A partida foi complicada, é verdade, e o empate justo, diga-se de passagem. Mas a atuação da equipe de Marcelo Lippi me surpreendeu positivamente. A Itália foi melhor do que os paraguaios, nada demais, mas mostrou que em Copas do Mundo deve ser respeitada.

O time joga num 4-3-3 com algumas variações. No meio, dois volantes com bom passe (De Rossi e Marchisio) e um meia (Montolivo). Na frente, Simone Pepe, pra mim o melhor em campo, joga mais aberto pela esquerda, Iaquinta pela direita e Gilardino centralizado. O primeiro, quando a Itália se defende, volta e ajuda na marcação. O estilo de jogo italiano continua o mesmo de sempre. Foco numa defesa segura e um ataque econômico, que não cria muito, mas aproveita as oportunidades que tem.

O empate na estreia contra o adversário mais complicado do grupo F coloca a Itália em boa situação, pois não acredito que Eslováquia e Nova Zelândia oferecerão grande resistência. Passando de fase, entrando no mata-mata, a tradição entra em campo e ai os italianos não podem nunca ser deixados de lado. A nota preocupante de ontem foi a saída de Buffon no intervalo, por um problema no nervo ciático. Vamos ver se o goleiro estará em condições de entrar em campo na próxima rodada.

O Paraguai, por sua vez, me decepcionou um pouco. Achei o time passivo, aceitando muito o jogo adversário. O peso de jogar contra uma tetracampeã mundial pesou e os comandados de Gerardo Martino se apequenaram. Mas, assim como falei sobre a Itália, não acredito que os paraguaios terão dificuldades para se classificar. O futebol apresentado, porém, precisa melhorar.

PIÉ DERECHO

A Argentina começou a sua campanha na Copa do Mundo da África do Sul com vitória. Não foi um bom jogo, não foi uma vitória categórica e muito menos a seleção treinada por Diego Maradona mostrou brilhantismo. Longe disso.

A defesa não foi testada, afinal a Nigéria mostrou ser um time sem poder ofensivo. O ataque, muito elogiado antes do Mundial, também deixou a desejar. Higuain mostrou uma capacidade impressionante de perder gols. Até mesmo Tevez perdeu boas chances de marcar. Di Maria então nem foi notado em campo. Milito tem deve ganhar uma vaga neste ataque.

Precisou o zagueiro Heinze, numa movimentação ensaiada na ocasião da cobrança de escanteio, marcar o gol único da partida. Aliás, o zagueiro que tem lá suas limitações, se mexeu muito bem para se livrar da marcação do jogador nigeriano. Achou o espaço e cabeceou livre.

Assim como em 2002, a Argentina derrotou a Nigéria por 1 a 0 na estréia. No entanto, os argentinos esperam que a campanha não seja igual. Daquela vez, a blanquiceleste foi eliminada na primeira fase. Dificilmente isso ocorrerá desta vez. O próximo adversário é a Coreia do Sul.

Os sul-coreanos até apresentaram melhor futebol que os argentinos em sua estréia, diante da fraca Grécia, a pior seleção desse Grupo B da Copa do Mundo. Não acredito em facilidade para o time de Maradona. Posso até ser ousado em dizer que o lento sistema defensivo da Argentina terá dificuldade contra os velozes asiáticos. Tem tudo para ser um bom teste.
Por Raphael Martins