Inglaterra e Estados Unidos jogaram ontem, mas esperei o segundo jogo do grupo C, entre Argélia x Eslovênia, para analisar os dois jogos e as quatro seleções. Na partida de ontem, ingleses e americanos fizeram um bom jogo. Esperava uma atuação melhor da equipe de Fabio Capello, mas, como foi uma estreia e diante do adversário mais forte da chave, ficou de bom tamanho. Não fosse o frangaço do goleiro Green e o time da Terra da Rainha teria saído com a vitória.O gol, aliás, é um mal que assola as seleções inglesas desde a Copa de 1970, quando o goleiro ainda era o lendário Gordon Banks. Os três arqueiros do elenco (Green, James e Hart) não inspiram confiança em ninguém, nem no próprio Capello que só decidiu pelo titular no dia do jogo. O companheiro de Rooney no ataque também não me convence. Por mais que Heskey tenha tido uma atuação razoável, inclusive dando o passe para o gol de Gerrard, não sou dos maiores fans desse jogador. O problema é que não há outro atacante de nível no grupo, apenas Peter Crouch, então tem que ir de Heskey mesmo. O próprio Rooney mostrou estar sem ritmo de jogo. A Inglaterra tem um bom time, que com certeza vai melhorar nas próximas duas partidas diante de adversários mais fracos.

Os Estados Unidos também tiveram uma boa atuação. O potencial da seleção americana já pode ser conhecido na Copa das Confederações do ano passado, quando eles foram vice-campeões, dando um sufoco no Brasil na final. Daquele time o único desfalque é o atacante Davies, que sofreu um acidente sério de carro no início do ano e ficou fora da Copa. O destaque individual é Landon Donovan, meia rápido e habilidoso, que ontem foi novamente o principal criador das jogadas. O goleiro Howard, além de Altidore e Dempsey também se destacaram. Mas a grande força da equipe de Bob Bradley é o conjunto. Os americanos são muito organizados taticamente, marcam muito bem e saem em velocidade no contra-ataque. Com o empate de ontem vão brigar pela primeira posição do grupo com os ingleses e, dependendo do cruzamento nas oitavas, têm boas chances de conseguir ir mais longe no Mundial.
O outro jogo do grupo, na manhã deste domingo, foi horrível. Argélia e Eslovênia mostraram que são duas seleções fracas e que somente um milagre os classificará para a próxima fase. O resultado só não foi 0 a 0 porque o goleiro argelino, Chaouchi, engoliu um frango e proporcionou aos eslovenos a primeira vitória em Copas do Mundo. O gol foi de Robert Koren.

Maradona, porém, ainda tem o que ajeitar. Não gostei de Jonas Gutierrez na lateral-direita. Houve espaços por ali e a Nigéria, nas poucas vezes que chegou com organização ao ataque, explorou as costas do meia improvisado. Diante de uma seleção mais forte (ou até mais rápida, como a Coreia do Sul) é provável que Don Diego opte por Nicolas Burdisso, substituição que, aliás, fez na partida de sábado. Também não gostei da participação do Veron, muito apagado. Maxi Rodriguez daria mais velocidade na saída de bola. Di Maria não foi o jogador incisivo que costuma ser e Higuain errou tudo que tentou. Mas nestes não mexeria.














