segunda-feira, 12 de abril de 2010

Em 2008, Fla passou por situação parecida

Quarta-feira o Flamengo faz sua primeira decisão na Libertadores desse ano. A partida diante do Universidad Catolica, em Santiago, ganhou ares emocionantes após o empate com sabor de derrota quinta passada contra o Universidad do Chile, no Maracanã. É um jogo difícil, a situação no grupo não é das mais confortáveis, mas longe de ser uma novidade. Pelo contrário. Metade do time que entrará em campo no Estádio San Carlos de Apoquindo estava presente no duelo tão ou até mais decisivo diante do Cienciano, do Peru, na Libertadores de 2008. E as coincidências não ficam apenas nas escalações.

Bruno, Léo Moura, Angelim, Juan, Toró e Kleberson participaram do heroico 3 a 0, na altitude de mais de 3000 metros de Cuzco. Naquela ocasião, o Flamengo também corria riscos de eliminação na primeira fase. Assim como este ano, em 2008 o duelo foi válido pela penúltima rodada da fase de grupos. O Rubro-Negro também somava 7 pontos, mas estava na terceira posição, com saldo inferior (0 a 1) ao time peruano. O Nacional-URU liderava com 9 e um jogo a mais. Portanto, uma derrota significaria praticamente a saída da competição de forma precoce. Porém, o time carioca teve forças para superar todas as dificuldades, vencer fora de casa e, após a última rodada, classificar-se na primeira posição com 13 pontos.

Quero, com essa lembrança, dizer que não é nem de perto um absurdo ganhar do Catolica fora de casa. Inspiração existe, inclusive da parte desses jogadores que estiveram em Cuzco. Técnica também. Veremos se vai haver disposição e, especialmente, atenção. Esta, aliás, tem faltado bastante aos zagueiros rubro-negros. Mas acredito no Flamengo.


sábado, 10 de abril de 2010

SU NOMBRE ES POMPEI

Tito Pompei será quem vai dirigir o Boca Juniors até o término do Torneio Clausura. Será ele, técnico de divisões inferiores do clube, o homem que irá conduzir o navio à deriva que é atualmente o Xeneize. Pior campanha de sua História, Boca amarga uma 19ª colocação após mais uma derrota vexatória. Desta vez por 3 a 0 para o Colón, em Santa Fé.

A coisa começou errada desde o início para Abel Alves e explodiu no vestiário antes mesmo do jogo frente o Sabalero. O ex-comandante havia dito na concentração que só iria anunciar seu 11 titular no vestiário. Aí explodiu o problema. Tão logo disse que Ayala seria o goleiro titular, Garcia partiu para cima de Alves. A temperatura subiu e o arqueiro foi acalmado pelos companheiros. Mais à frente quem explodiu foi Mouche, quando soube que não seria titular.

Dentro de campo, Boca foi uma piada. À saída das tribunas, o presidente Jorge Ameal repetia que daquela maneira as coisas não poderiam continuar. Foi assim que Abel Alves viu seu curto e desastroso período como técnico do Boca Juniors acabar.

Na próxima terça-feira, os dirigentes devem anunciar o nome do novo treinador. Guillermo Barros Schelloto, que está nos Estados Unidos, é o nome mais forte. Mas as alternativas já começam a aparecer. Os nomes de Julio Falcioni, técnico do Banfield, Diego Cagna, ex-treinador do Tigre, e Miguel Angel Russo, atualmente dirigindo o Racing, são as opções.

Além disso, os dirigentes têm que resolver o problema envolvendo as duas maiores referências do plantel. O que fazer com Riquelme e Palermo em junho, quando acabam seus contratos?

O meia já possui o interesse do Fluminense, e com a atual fase do Boca e dependendo de quem vá assumir o lugar de técnico, pode realmente pintar em terras cariocas. Já Palermo faz silêncio sobre seu futuro. Pode encerrar a carreira em La Boca como lenda ou voltar a seu clube de origem, ao qual é assumido torcedor, o Estudiantes. O certo é que o Boca Juniors é hoje terra arrasada.

Resultados da 13ª rodada

Tigre 3 x 1 Atlético Tucumán; Arsenal 0 x 1 Huracán; Chacarita 1 x 2 Lanús; Gimnasia 2 x 1 Independiente; River 0 x 1 Newell’s; Banfield 2 x 0 San Lorenzo; Vélez 0 x 1 Estudiantes; Colón 3 x 0 Boca; Rosario Central 0 x 1 Argentinos; Racing 0 x 0 Godoy Cruz

Classificação

Independiente 27; Godoy Cruz e Argentinos 25; Estudiantes 24; Banfield 22; Tigre 21; Lanús 20; Vélez, Colón, Gimnasia e Huracán 19; Newell’s e Arsenal 17; Racing 14; Chacarita 13; River 12; San Lorenzo, Rosario Central e Boca 11; Atlético Tucumán 5

Descenso: Racing 1,149; Gimnasia e Rosario Central 1,138; Chacarita 1,000; Atlético Tucumán 0,871

Classificação para a Copa Sul-Americana: Banfield 63, Independiente 61, Argentinos 57, Newell’s 56, Estudiantes 55 e Vélez 53.
Por Raphael Martins

OLHA A NEUROSE!

Olá blogueiros. Queria colocar minha colher no assunto Flamengo. Depois do empate frustrante na partida contra a perigosa “La U”, a imprensa caiu em cima do time Rubro-Negro com uma pressão desnecessária, na minha opinião. Acusações sobre corpo mole de alguns jogadores e descomprometi mento de outros rechearam as colunas e matérias do pós-jogo sul americana.

A lombalgia do Imperador é uma contusão de atleta! Falar que tal desconforto pode ser resultado das farrinhas do monarca é neurose. A folga de Páscoa também não interferiu na performance do time. Na primeira etapa, a equipe não tinha força de ataque, dominava as ações da partida, mas não atacava. Já no segundo tempo, o time foi para cima e jogou com muita garra, entrega e disposição.

Atribuo esse resultado a qualidade do adversário e aos acasos do futebol, que já favoreceram e muito o clube da Gávea. Uma hora acontece contra, quantas vezes você não viu o Flamengo ganhando seu time no finalzinho dos jogos. Os botafoguenses e vascaínos sabem muito bem do que eu estou falando.

Enfim, sem PANICO! Como estampou o jornal Lance! em sua capa desta sexta-feira. Nada de pedir cabeça do treinador e nem de jogadores. Está tudo normal. Quarta-feira,contra a Universidaded Católica, o técnico Andrade e seus jogadores têm que fazer o básico. Andrade não pode brigar com os fatos, tem que barrar o Kleberson e dar um tempo no Pacheco. Está claro que o camisa 22 deu uma caída de produção. Será mais útil entrando no segundo tempo. A entrada do Pet ou do Michael é necessária... Maldonado, tem que entrar na vaga do pentacampeão Kleberson. Essa formação pode começar jogando o clássico deste domingo, contra o Vasco pelas semifinais da Taça Rio. Será um bom teste para a decisão do meio de semana em Santiago.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Aonde Messi chegará?

Confesso que já cansei um pouco de elogiar as atuações do craque argentino no Barcelona. Mas depois da partida que Messi fez na terça-feira contra o Arsenal, onde anotou quatro gols, se torna inevitável que se fale dele mais uma vez. O problema nessa história é que o incrível talento de Messi é mais do que reconhecido, se não for unânime, entre os torcedores. Então qual é o próximo passo dele na escala dos grandes jogadores? Fênomeno? Craque? Gênio?

Desde que Pelé parou de jogar que os torcedores esperam surgir um novo jogador que se torne igual ou ainda maior. Há quem defenda que Maradona foi um deles e que, no mínimo, tenha alcançado o mesmo nível do Rei. Foi assim com Romário, Zidane, Ronaldo e tantos outros que passaram pelo mundo da bola. Não quero dizer que Messi será o novo Pelé, ainda está longe disso. Mas diante do que o jovem de apenas 22 anos vem fazendo, vale sim a especulação de até aonde ele pode chegar.

Dos meus 25 anos vividos, vi grandes jogadores atuarem, principalmente nas décadas de 90 e 2000. Por exemplo os três que citei acima, e provavelmente os três que mais vi jogar, acrescentando ainda o Ronaldinho Gaúcho. Mas o que eu vejo Messi fazendo com a bola nos pés eu nunca vi nenhum outro jogador fazer. Confesso que me incomoda um pouco fazer elogios tão grandes a um garoto tão novo, mas, ao mesmo tempo, cada dia fico mais impressionado com o que Messi é capaz.

Sempre terão aqueles que defendem que sem uma Copa do Mundo um jogador não pode ser colocado entre os melhores. Ai é que mora o perigo. Messi tem pelo menos mais três pela frente e ganhar pelo menos uma não acho nenhum absurdo. Quando torcedores discutem quem foi melhor entre Pelé e Maradona, todos concordam que ambos são gênios pois estavam muito à frente de seu tempo. Se levarmos isso em conta, não vejo hoje mais de três jogadores que joguem metade do que joga esse argentino. Então vale a reflexão, aonde Messi chegará?

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Perigos da fama

Amigos do Passando a Bola, antes de escrever isto deixo claro que admiro o futebol praticado pelo Santos atualmente. Também acho válida toda essa fama criada em torno dos Meninos da Vila, do jeito muleque, irreverente de jogar e ser. Mas ao mesmo tempo temo que esta "onda" acabe prejudicando o próprio time santista. Sinto um certo nível de confiança, de superioridade em algumas atitudes. Digamos que um leve salto-alto. Isso sem contar que às vezes algumas brincadeiras podem ser interpretadas de uma maneira diferente pelos adversários e até motivá-los.

Mesmo concordando (e admirando) que o Santos é o melhor time do Brasil no momento, prefiro esperar as fases decisivas que estão por vir para afirmar isto com a maior certeza. Por enquanto permaneço apreciando o bom futebol, levemente desconfiado.

Cariocão ladeira abaixo!

O Campeonato Carioca chega a sua fase decisiva a partir do próximo fim de semana, quando os quatro grandes do estado começam a decidir quem enfrentará o Botafogo na grande final, caso o mesmo não vença o segundo turno.

Porém, o estadual do Rio, que ainda é considerado por muito como o mais charmoso do Brasil, inclusive por mim, foi, até agora, palco da mais medíocre competição dos últimos anos e, quisá, da década, se ignorarmos o caixão de 2002. Jogos desinteressantes, clubes pequenos realmente pequenos e com futebol de dar dó, grandes jogadores "se lixando" para o torneio e o que mais chamou atenção, a patética presença de público.

O mais incrível desta história é que não é de hoje que os estaduais estão esvaziados e sem prestígio, e, mesmo assim, os responsáveis pela federação carioca insistem em aumentar ainda mais o número de times participantes. Em um estadual com 16 times, em que nenhum, repito, nenhum time pequeno conseguiu chegar nem perto dos grandes, podemos concluir sem medo que se tirarmos metade dos times o campeonato ficaria mais interessante. E o que mais irrita nessa história toda é que tudo não passa de pura politicagem, "vocês me apoiam e arrumamos mais umas vaguinhas para os seus times".

Gosto do estadual e acho fundamental que eles existam, até mesmo pela tradição. Mas enquanto eles não virarem uma espécie de torneio de verão, com os times pequenos se enfrentando antes da entrada dos grandes em fase final, não vai ser implorando que os torcedores voltem nem diminuindo preço de ingresso que o público vai voltar ao estádio. Eu sou exemplo vivo dessa nova tendência. Nós últimos anos fui frequentador assíduo do Maracanã, mesmo nos piores jogos. Mas, convenhamos, paciência tem limite.

sábado, 3 de abril de 2010

Ao mestre com carinho

Depois de bastante tempo sem aparecer por aqui, além de minhas sinceras desculpas aos meus companheiros pela ausência, aproveito uma ocasião importante para fazer o meu retorno. E o motivo que me trás de volta ao nosso espaço virtual é quase o mesmo que me fez escolher pelo jornalismo como minha profissão. Vou explicar.

Nesta semana perdemos um dos maiores jornalistas esportivos que o Brasil já teve, Armando Nogueira. Lembro-me que quando cursava o segundo grau, adorava as colunas de Armando no jornal Lance e esperava ansiosamente por ela ao longo da semana. Adorava a forma como Armando via os fatos e o tom poético que imprimia em seus textos. A partir destas colunas e dos pequenos textos que comecei a me interessar por seus livros, e dai veio um de meus maiores incentivos para optar pela faculdade de jornalismo, esportivo, lógico.

Não tenho a mínima intenção de escrever um texto em homenagem a Armando Nogueira. Seria tão ridículo quanto compor uma música em homenagem a Michael Jackson ou jogar bola em homenagem a Garrincha. Não ousaria tentar utilizar aquilo que ele tinha de mais genial para mostrar como realmente era genial, seria no mínimo ridículo. Deixo aqui apenas a minha lembrança de um jornalista que tanto me incentivou.

Nunca conheci Armando pessoalmente, infelizmente, mas em uma vez troquei e-mails com ele e uma breve passagem de uma dessas mensagens me chamou muita atenção. Na oportunidade, pedia para ele que escrevesse um breve texto para que colocasse na comunidade criada em sua homenagem no Orkut. Armando, com toda classe, agradeceu, mas se negou a escrever porque não concordava com o nome da comunidade, que lhe chamava de gênio. O acreano, do alto de sua humildade, me respondeu:

Victor,

Obrigado pelo carinho, mas creia-me, gênio é Borges, Drummond, Nelson
Rodrigues, eu sou apenas um pobre Marquês de Xapuri. Um abraço do

Armando.


O mestre que me perdoe, mas pelo menos neste ponto teremos que discordar.

Descanse em paz!