segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Rapidinhas de Domingo - Inter voando

Após as vitórias no Beira-Rio sobre Goiás e Atlético-MG, muitos ainda questionaram o Internacional sob o argumento de que queriam ver uma vitória convincente fora de casa, sobre um adversário gabaritado, o que não acontecia desde a 3ª rodada, diante do Goiás (depois disso o Colorado venceu longe da sua torcida apenas Náutico e Santo André, o que, convenhamos, não diz muito coisa). Pois bem, o Inter derrotou o Avaí, que não perdia na Ressacada há 5 jogos, por 2 a 0 e chegou ao terceiro triunfo consecutivo, permanecendo na cola do líder Palmeiras com 43 pontos. E mais. É a única equipe que está entre os quatro primeiros desde a primeira rodada.

Mais do que a vitória, o fato do Colorado ter jogado bem é o que mais importa. Neste campeonato, por vezes, o time de Tite mostrou-se irregular, alternando boas e más exibições. Ontem não. Fez 1 a 0 na primeira etapa com Fabiano Eller e, mesmo perdendo Índio expulso antes do intervalo, continuou em cima do Avaí no segundo tempo até marcar o segundo, com Magrão. Depois Bolívar também levou cartão vermelho e apesar de ter dois jogadores a menos, a equipe gaúcha segurou o resultado com propriedade. Está claro que o Inter é candidatíssimo ao título (é a minha aposta, inclusive) e que a briga pelo Brasileiro já está definida entre três clubes. Além do Colorado, Palmeiras e São Paulo.

O Avaí parece ter voltado ao normal. Não jogou mal contra o Internacional, é apenas inferior. Após ter ficado 11 jogos invicto, fo a segunda derrota seguida do time de Silas. O técnico avaiano, aliás, nunca se deslumbrou com a sequência de invencibilidade e sempre afimou que o objetivo de sua equipe era permanecer na Série A. Mas eu acho que o Avaí deve conseguir uma vaguinha na Sul-Americana, o que será como um título para o clube catarinense, que não jogava a Primeira Divisão desde 1979.

- Assim como o Inter, o São Paulo também tem na força do seu elenco o grande trunfo na briga pelo tetracampeonato. E ontem isso ficou claro, na vitória sobre o Cruzeiro, de virada, no Mineirão. No primeiro tempo, o time celeste fez 1 a 0 com gol de Diego Renan e poderia ter feito até mais. Mas aí entrou a mão de Ricardo Gomes e as ótimas opções de banco do Tricolor. Aos 16 minutos, Marlos entrou no lugar de Hugo e aos 19 empatou o jogo. Aos 35, Borges substituiu Washington e no minuto seguinte virou o placar. Marlos e Borges seriam titulares na maioria das equipes brasileiras. Isso sem contar que o São Paulo não teve Miranda, na Seleção, e Hernanes, machucado. Esse já é o sétimo campeonato por pontos corridos e foram poucos os clubes que "descobriram" que para se dar bem neste tipo de competição é preciso ter várias opções no elenco e não apenas 11 titulares. O Tricolor sabe disso há tempos e por isso sempre entra no Brasileirão como favorito.

O Cruzeiro tem um bom elenco também, mas não tão bom quanto o adversário de ontem. Adílson Batista teve desfalques importantes, é verdade, principalmente Kléber. O vice-campeão da Libertadores está me decepcionando. Apostei no Passando a Bola Mesa Redonda que o time celeste brigaria por vaga na maior competição sul-americana do ano que vem, mas a cada rodada vai ficando mais claro que me equivoquei. O Cruzeiro não vence há três jogos e sua distância para o G4 já é de 10 pontos (é o 13º, com 29 pontos). Para piorar, na próxima rodada encara o embalado Inter, no Beira-Rio.

- Já o rival cruzeirense voltou a vencer depois de seis jogos. O Atlético-MG suou bastante para virar o jogo diante do frágil Santo André, no Bruno José Daniel, mas o importante foi a vitória. Assim, além de diminuir a pressão sobre o time e Celso Roth, o Galo subiu uma posição e está mais próximo do G4 (5º, com 37 pontos). Diego Tardelli e Éder Luis marcaram e ambos têm 10 gols no campeonato, vice-artilheiros, o que coloca a dupla como uma das melhores do Brasileirão. Não acredito que a equipe atleticana vá ficar com uma das vagas na Libertadores, pois como já disse, o time titular é bom, mas o elenco não. De qualquer forma, é uma campanha digna das tradições do Galo.

O Santo André bem que esboçou uma reação ao vencer dois jogos seguidos, mas voltou a perder nas últimas duas rodadas e seu destino deve ser mesmo a Série B. Além do time ser fraco, o clube vive uma crise de poderes. Depois de Sérgio Guedes, foi a vez de Gallo pedir demissão durante a semana passada por divergências com a diretoria, que supostamente queria intereferir na escalação dos jogadores. Assim fica difícil.

- O Goiás marcou bobeira e perdeu a chance de encostar no líder Palmeiras. Começou perdendo por 1 a 0 para o Coritiba, virou o jogo, mas deixou o Coxa empatar e o 2 a 2 fez o Esmeraldino cair para a 4ª posição, com 39 pontos. A partida foi muito movimentada e teve belos gols. Felipe, de falta, fez seu décimo gol no campeonato e Léo Lima, em ótimo chute de canhota, fez o segundo. Mas o grande gol do jogo e talvez um dos mais bonitos do Brasileirão foi de Ariel, de bicicleta. Simplesmente espetacular, matando no peito e pegando a bola lá em cima. O Coritiba permanece próximo da zona de rebaixamento, mas a melhora com Ney Franco é visível e a equipe deve brigar por vaga na Sul-Americana.

- Rápida passada pelos jogos de sábado. O Palmeiras fez o dever de casa e venceu o Barueri por 2 a 1, mesmo sem jogar bem. Contou com o ótimo reforço de Vágner Love, que estreou marcando gol, mas sentiu a falta da marcação de Pierre no meio-campo. Muricy precisa resolver isso. O Botafogo não consegue ganhar sob o comando de Estevam Soares. Já são sete jogos com o novo técnico (seis pelo Brasileiro e um pela Sul-Americana) com cinco empates e duas derrotas. Sábado o Alvinegro perdeu pro Sport, na Ilha do Retiro, por 2 a 1 e sua situação vai se complicando cada vez no campeonato. A equipe permanece na 18ª posição, com 23 pontos e se não acordar o rebaixamento vai se tornar uma realidade. O Leão, por sua vez, dá sinais de recuperação. Foi o terceiro jogo sem derrota e a distância para o Náutico, primeiro time fora do grupos dos quatro últimos, é de cinco pontos. O Grêmio marcou bobeira e quase perdeu a invencibilidade no Olímpico, que após o empate em 1 a 1 com o Vitória vai completar um ano (a última derrota foi para o Goiás, dia 13/09/2008). O resultado deixa o Tricolor mais distante do G4. O ponto positivo foi Jonas, que com o gol marcado chegou a 11 no campeonato, artilheiro. O Rubro-Negro baiano segue no meio da tabela e por ali deve permanecer até o final.

domingo, 6 de setembro de 2009

Dupla Fla-Flu proporciona show de horrores

Antes de mais nada, peço desculpas por não ter escrito nada sobre as partidas de sábado do Brasileirão, como sempre faço. Não foi desleixo e sim pura falta de tempo, já que meu ritmo no trabalho está bastante puxado. Por isso não pude acompanhar nenhum dos três jogos, o que me deixou "seco" por um futebolzinho no domingo. No próximo post eu falo um pouquinho sobre o dia de ontem.

Pois bem, como ia dizendo, estava doido para ver uns joguinhos e dei preferência aos times cariocas. Me enganei redondamente. Assisti a autênticas peladas! Repetindo o termo do título, dois verdadeiros shows de horrores! Tanto o Flamengo quanto o Fluminense não jogaram nada e os empates de ambos foram justos pelas regras do futebol. Porque se desse, o justo mesmo seria que Fla, Flu, Atlético-PR e Náutico saíssem derrotados. Vamos aos fatos.

Começando pela partida da Arena da Baixada, onde o Flamengo entrou em campo tentando acabar com um tabu histórico e outro mais recente. O Rubro-Negro só havia derrotado o Furacão fora de casa em Campeonatos Brasileiros uma vez, no longínquo ano de 1974. Desde então foram 14 jogos, com 11 derrotas e 3 empates. Na Arena da Baixada o time carioca nunca tinha vencido, desde a inauguração do estádio, em 1999. De lá pra cá foram nove confrontos, com oito vitórias atleticanas e uma igualdade.

Porém, não foi desta vez que o Flamengo conseguiu deixar a capital paranaense com os três pontos. Isto porque Andrade, a meu ver, escalou mal o time. Preocupou-se mais em não perder do que em ganhar, quando pôs em campo três volantes (Airton, Maldonado e Willians) e não deu liberdade para Léo Moura e Everton subirem. As esperanças caíram em cima de Petkovic, que não jogou nada, e Zé Roberto, que voltou a ser o jogador apagado de toda a temporada. Denis Marques, coitado, ficou isolado na frente e como a equipe não conseguiu trocar um passe sequer, correu de um lado para o outro sem objetividade. Antônio Lopes até que armou o Atlético de forma mais ofensiva, mas como o Furacão tem um time fraquíssimo, o jogo não poderia ter sido pior.

Uma pelada tão chata, que em certos momentos chegou a dar raiva. Só não troquei de canal porque não gosto de deixar de assistir a uma partida no meio. Azar o meu, pois a absoluta falta de qualidade e inspiração de ambos os times continuou durante os 90 minutos. A única chance foi no primeiro tempo, com Alex Mineiro batendo livre para boa defesa de Bruno. Nada mais. Sobraram passes errados, escorregões, chutões pra frente e lançamentos na área sem objetivo. Tanto é que as únicas coisas que chamaram a atenção foram as expulsões. Willians, sempre ele, recebeu vermelho após dar uma cotovelada em Márcio Azevedo. É impressionante o quanto este rapaz não tem cabeça. Sabe jogar, desarma bem, mas é inconsequente. Ás vezes parecer ter sérias dificuldades para pensar. E Antônio Lopes prestou papel de ridículo ao relembrar seus tempos de delegado tentando dar voz de prisão ao assistente Altemir Hausmann. Uma cena patética.

Patética como foi o jogo. O placar zerado foi injusto. O certo seria -5 a -5. E o tabus continuam...


No Maracanã o jogo foi tão ruim quanto, mas pelo menos tiveram dois gols. A torcida do Fluminense fez a sua parte e compareceu em bom número. Apoiou o time e os jogadores se esforçaram. Mas não é de apoio e disposição que o Tricolor precisa. Falta técnica, qualidade, organização dentro e fora de campo. Um exemplo na partida contra o Náutico mostrou isso claramente. Paulo César estreou na lateral esquerda, sendo que o jogador não atuava na posição há anos. Na França ele jogava no meio-campo e às vezes na lateral direita. Ficou evidente a sua dificuldade na hora de chegar na linha de fundo, sempre tendo que se entortar todo para fazer o cruzamento.

O 1 a 1 com o Náutico deixou o Flu cada vez mais perto da Série B. O Tricolor tem apenas 17 pontos, na última colocação, e o Sport, vice-lanterna, já abriu três pontos (tem 20). A distância para o primeiro time fora da zona de rebaixamento - o próprio Timbu - continua sendo de 8 pontos. O estrago só não foi maior, porque o Santo André levou uma virada do Atlético-MG e permaneceu com 24 pontos. O time carioca está entre os quatro últimos desde a décima rodada e sua campanha é a segunda pior da Era dos Pontos Corridos (desde 2003) . É a pior campanha da história do clube em Campeonatos Brasileiros; nem nos anos de 1996 e 1997, quando foi rebaixado, o aproveitamento foi tão baixo. Segundo o site Infobola, o Fluminense tem 95% de chances de disputar a Segunda Divisão em 2010. Na próxima rodada encara o Botafogo, num clássico que mais do que nunca deve ser considerado como "dos desesperados". Que fase!

Se o empate foi péssimo para o Tricolor, o Náutico tem o que comemorar. O pontinho fez com a equipe chegasse aos 25 pontos e deixasse a zona de rebaixamento depois de 15 rodadas. A equipe de Geninho é limitada, mas vai brigar para não cair. E eu, sinceramente, torço para que o Timbu permaneça, pois é um clube simpático e de muita tradição, que merece estar na Série A.

PASSEIO EM ROSÁRIO

Olá blogueiros! Que vitória foi essa do Brasil em cima da Argentina? E não foi uma vitória qualquer. A seleção venceu por 3 a 1, e, com sobras, garantiu a primeira vaga da América do Sul para a Copa de 2010. O time do técnico Dunga passeou em Rosário e deu aula de objetividade. Luis Fabiano e Kaká jogaram demais e já fazem parte das grandes duplas da história da Seleção. O camisa 10 nem preciso comentar. Já o camisa 9 foi muito questionado quando recebeu essa nova oportunidade com a amarelinha. Todos na época, sem exceção, afirmavam que ele estava esquentando a vaga para Ronaldo e Adriano. Dela pra cá, o Fabuloso conquistou uma regularidade impressionante. Com os dois gols de hoje ele assumiu a ponta da artilharia das Eliminatórias (9 gols em 10 jogos). E não para por aí! Na era Dunga, marcou 19 gols em 21 jogos (média de 0,9 por partida).

Mais uma vez o goleiro Julio César foi perfeito. Evitou pelo menos uns dois gols feitos na pequena área. O camisa 1 vive fase tão favorável, que até nas vitórias fácies, como a de hoje, ele se destaca com grandes defesas. No geral todo o grupo esteve muito bem, principalmente o comandante Dunga. Como tem estrela esse gaúcho! O cara foi o símbolo da derrota na Copa de 90 e na Copa seguinte (94), foi o capitão do Tetra nos Estados Unidos. Agora como treinador, assumiu o cargo mais cobiçado no mundo do futebol sem nunca ter dirigido nem time de pelada. As críticas chegavam como uma avalanche depois de cada empate com seleções medíocres e das poucas derrotas durante a campanha. No fim do ano passado, mesmo depois da conquista da Copa América – 07, a cabeça do técnico era servida em praticamente todas as mesas dos bares do Brasil. Mas nesta temporada, a estrela do capitão do Tetra começou a brilhar. Dunga assumiu a liderança das Eliminatórias, se classificando com três partidas de antecedência e conquistando a Copa das Confederações (dando um baile na Itália).

Além da eficiência na execução de todas as missões até hoje, essa seleção fica marcada como uma destruidora de tabus. Em junho, a seleção brasileira quebrou o tabu de 33 anos sem vitória sobre o Uruguai em Montevidéu ao golear os uruguaios por 4 a 0 (dois de Luis Fabiano - foto) no Estádio Centenário. Neste sábado, foi a vez de Dunga acabar com outra marca idêntica: após 33 anos sem vitórias em jogos oficiais na Argentina, o Brasil bateu o time de Diego Maradona (novamente com dois do Fabuloso) e garantiu a classificação para a Copa do Mundo de 2010. A última vez que a seleção havia derrotado a Argentina em uma partida oficial no país foi em 27 de junho de 76: 2 a 1, com gols de Lula, Zico e Mário Kempes, no estádio Monumental de Nuñez, pela Taça do Atlântico. Depois disso, o Brasil venceu um amistoso em 95 por 1 a 0, com gol de Donizete.

O Brasil é a oitava seleção que garante presença na Copa da África do Sul. As outras são: África do Sul (país-sede), Coreia do Sul, Coreia do Norte, Austrália, Japão e Gana, além da Holanda, único país europeu garantido no Mundial.

Os melhores momentos do grande clássico:


Fonte: Globoesporte.com

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

PERFIL: EZEQUIEL GONZÁLEZ, NOVO REFORÇO DO FLU

Ezequiel González, ou simplesmente Equi, é mais um argentino que chegou a jogar no futebol brasileiro. Mas ao contrário do badalado Defederico, contratado pelo Corinthians, Equi tem uma folha mais modesta. Chegando a um Fluminense que agoniza no Campeonato Brasileiro, o meia não será capaz de sozinho mudar as coisas. Até porque no Tricolor os problemas estão além das quatro linhas.

Com 29 anos, 1,78 metros, Equi é um jogador habilidoso, mas nada fenomenal. Já passou por outros cinco clubes na carreira. Apareceu em 1997 no Rosario Central, sendo considerado uma grande promessa. Em 2001, após ter sido um dos protagonistas da campanha do time rosarino na Copa Libertadores, onde foi semifinalista, foi contratado pela Fiorentina por cinco milhões de dólares. Mas na Itália, o futebol de Ezequiel González desapareceu. Foram apenas 19 partidas e um gol marcado na temporada 2001/2002.

Depois de passar seis meses encostado na Fiorentina, o técnico Carlos Bianchi resolveu apostar em seu futebol e o levou para o Boca Juniors em um contrato de empréstimo por seis meses. Ainda assim, pelos Xeneizes não manteve regularidade, mas esteve no grupo que conquistou a Libertadores de 2003. Foi re-emprestado ao Rosario Central, onde esteve por mais seis meses. Mais uma vez com a camiseta do Canalla fez boas exibições e o Central terminou o Torneio Apertura de 2003 em quarto.

Em janeiro de 2004 foi contratado pelo Panathinaikos, da Grécia. Ganhou a Copa da Grécia e um Campeonato Grego. Ao todo foram cinco temporadas pelo time de Atenas. Foram 72 partidas disputadas e 14 gols. Em 2006 teve uma grave lesão nos ligamentos cruzados e ficou impedido de jogar por nove meses. Até que em julho de 2008, após terminar seu vínculo com os gregos, resolveu voltar à Argentina para jogar no Rosario Central. Nesta terceira passagem pelo clube jogou 30 jogos e marcou três gols. Na última temporada do futebol argentino, o Rosario Central escapou de ser rebaixado após jogar a Promoción contra o Belgrano de Córdoba. Mas ao que tudo indica, dificilmente Equi González escapará de um rebaixamento agora no Brasil pelo Fluminense.

Por Raphael Martins

Inter vice-líder e campeão do primeiro turno

Finalmente a tabela do Brasileirão está correta e, no meio da 23ª rodada, o campeão do primeiro turno foi conhecido. É o Internacional, que ao bater o Atlético-MG por 3 a 0, no Beira-Rio, atingiu 37 pontos na metade inicial do campeonato igualando-se ao Palmeiras, mas com uma vitória a mais (11 a 10). Na competição completa, porém, o Alviverde tem 41 pontos e está na liderança, com o Colorado, depois da partida desta quarta, na segunda posição, com 40. O título do primeiro turno não vale nada oficialmente, mas os números mostram que ele é sim muito importante. Isto porque desde que o Brasileiro passou a ser disputado em pontos corridos (2003), em todos os anos, com exceção do ano passado, o time que ostentou tal título simbólico sagrou-se campeão no final.

Mas o Inter tem mais o que comemorar. Mais uma vez jogou bem e goleou, assim como tinha feito no final de semana, nos 4 a 0 diante do Goiás. O Atlético até que foi melhor no primeiro tempo, aproveitando-se da desorganização do 3-5-2 colorado para explorar os contra-ataques. Diego Tardelli e Renteria são muito rápidos e Corrêa estreou bem no meio-campo, auxiliando o jovem Renan Oliveira na transição entre defesa e ataque. Após o intervalo Tite viu que teria que mudar e pôs D'Alessandro na vaga de Danilo Silva, mudando a tática para o 4-4-2. O argentino, que estava em baixa, jogou muito bem, deu outra cara ao time, que abriu o placar com Edu, de cabeça. D'Alessandro fez o segundo logo depois, em chute forte da marca do penalti e Edu, novamente ele e novamente de cabeça, fechou o placar.

Além dos "goleadores" da noite, outro destaque do vice-líder foi o lateral-esquerdo Kléber, que mais uma vez, assim como na vitória sobre o Goiás, foi muito bem. Foram dele os dois cruzamentos para os gols de Edu e no gol de D'Ale ele erra um chute, que acaba se transformando em passe para o hermano. Já era tempo de Kléber recuperar seu futebol, pois sua vaga na Seleção, que parecia certa há um tempo, hoje está ameaçada, haja visto que Dunga não o convocou depois do péssimo desempenho na Copa das Confederações.

O Internacional contratou bem, conseguiu repor o que perdeu e ainda se reforçou mais. É seríssimo candidato ao título. O Galo, por sua vez, mostra aquilo que venho falando há algum tempo. Não tem elenco para aguentar um campeonato tão longo e difícil quanto é o Brasileirão. A equipe titular é boa, mas as peças de reposição são de um nível abaixo e o time sente quando tem desfalques. Coitado do Roth, que mais uma vez vai ficar com a fama de técnico que sempre começa bem, mas perde o fôlego. Foi a sexta partida sem vitória atleticana, que caiu da quinta para a sétima colocação, com 34 pontos. Nessa toada, até a briga pela Libertadores vai ficar complicada.

- No outro jogo desta quarta, pelo Brasileirão, o Corinthians venceu o Santos de virada, no finalzinho, por 2 a 1, em partida antecipada da 23ª rodada. O Peixe abriu o placar em gol contra de Chicão, mas o Timão, merecidamente, chegou ao empate com Bill e virou com o próprio Chicão, para delírio da Fiel. Um presente de aniversário pelos 99 anos completados terça-feira pelo clube. Com o resultado, o Corinthians pulou para a quinta posição, com 36 pontos, a apenas 5 do Palmeiras. Ou seja, Mano Menezes, que depois da derrota para o Flamengo havia afirmado que tinha jogado a toalha para o título, já pode ir se abaixando e pegando a dita cuja, pois o troféu ainda está em jogo e os paulistas têm time para isso.

- A vida dos adversários do Palmeiras ficará um pouco mais tranquila, pois Pierre, campeão em desarmes do Brasileirão, rompeu totalmente os ligamentos do tornozelo esquerdo e está fora do campeonato. O volante só volta a atuar ano que vem. Prejuízo enorme para Muricy, que perde seu melhor marcador, um jogador que não tem no elenco e, além de tudo, um ídolo da torcida, que se identifica bastante com seu estilo aguerrido de jogar. É uma pena.

- Na Sul-Americana, os reservas do Botafogo conseguiram bom resultado empatando com os titulares do Atlético-PR, na Arena. O 0 a 0 faz com que o Alvinegro precisa de apenas uma vitória simples para se classificar e, além do mais, descansou os jogadores para o jogo diante do Sport, sábado, na Ilha do Retiro. Partida importantíssima pelo momento delicado botafoguense na tabela.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

MATADOR PALERMO

Foi a resposta bem dada, a resposta necessária. Após ser interpelado por um sócio que o chamou de mercenário durante um treinamento na Casa Amarilla, Martín Palermo mostrou mais uma vez que é um símbolo do Boca Juniors. O maior artilheiro da História Xeneize marcou o gol da vitória de 2 a 1 sobre o Lanús, aos 32 do segundo tempo. Um gol de cabeça após escanteio cobrado por Mouche. Palermo subiu e no melhor estilo goleador pôs no canto do goleiro Caranta.

O jogo era dificílimo, na casa do adversário e contra um rival que foi o maior pontuador da última temporada. Mas o Boca de Basile soube impor seu ritmo e mostrou que é um forte candidato ao título. O torcedor boquense pode ficar mais otimista pelo fato de Riquelme ainda não ter estreado. O meia não jogou na primeira rodada por uma expulsão na última rodada do Torneio Clausura passado, e não esteve em Lanús por conta de dores no joelho direito. Ou seja, o Boca Juniors pode melhorar ainda mais.

El Viejo Ortega

Sem dúvida uma tarde de Déja Vu. Em Núñez, Ortega foi o maestro da primeira vitória do River Plate nesta temporada. Foi um jogão que terminou em 4 a 3 para o Millo sobre o Chacarita Juniors, que chegou a estar liderando placar por 3 a 2. Mas aí apareceu Ortega. Primeiro num passe fantástico para Villalba, que driblou o goleiro e empatou a partida. Depois, aos 42 do segundo tempo, a genialidade. Ortega percebeu Tauber adiantado e com um toque colocou por cima do arqueiro do Funebrero.

Mesmo com a grande atuação ofensiva, o River mostrou velhos problemas defensivos. Uma defesa lenta e estática formada por Ferrari, Cabral, Coronel e Villagra. Isso sem falar nas saídas atabalhoadas do goleiro Vega. Ainda falta muito para essa equipe de Nestor Gorosito se acertar.

Destacados

Outros destaques da segunda rodada do Torneio Apertura foram mais uma vitória do Newell’s Old Boys e do Rosario Central. A Lepra venceu o enfraquecido Huracán por 1 a 0. O Globo perdeu os dois jogos que fez pelo torneio. Já o Canalla, depois uma péssima temporada passada, segue 100% assim como seu rival após bater o Tigre, como visitante, por 2 a 1.

O campeão da América também venceu seus dois jogos. A vítima do Estudiantes agora foi o rival de cidade, o Gimnasia. O Pincha venceu o Clássico Platense por 3 a 0. Isso sem falar no Vélez, que também vem forte para defender seu título. O Fortín passou pelo Arsenal, em Liniers, por 3 a 1.

Outros resultados: Racing 1 x 1 Colón; Argentinos Jrs. 1 x 1 Banfield; Godoy Cruz 1 x 1 San Lorenzo; Atlético Tucumán 2 x 4 Independiente.

Dica

Para quem quiser assistir ao vivo os jogos do Campeonato Argentino uma dica: O site da TV Pública passa todos os jogos em direto. É só acessar http://www.tvpublica.com.ar/. A definição da imagem não é muito boa, mas dá para acompanhar as partidas.
Por Raphael Martins

VELÓRIO TRICOLOR

Olá blogueiros. Que ridícula essa atitude da diretoria do Fluminense. Depois de 12 partidas, Renato Gaúcho não dirige mais o Tricolor, Cuca assume a barca furada. Foram seis derrotas, cinco empates e apenas uma vitória. Tudo bem, os números são bem fracos. Mas será possível um clube ter cinco técnicos durante meia temporada e os resultados acontecerem? Acho que não! Nesse período a incompetente diretoria do Flu trocou e trocou de técnico e nada mudou. O Carioca foi perdido, a Copa do Brasil também. No brasileiro, as trocas vêm ocorrendo (já foram três) e o clube continua na zona de rebaixamento e agonizando.

Acho que não precisa ser nenhum gênio para perceber que o problema não é treinador e sim comando e organização. O próprio técnico Renato Gaúcho confirmou em uma entrevista coletiva que alguns jogadores recebem em dia e outros não. A patrocinadora queria Renato, a diretoria do clube não. Jogadores são anunciados, depois são dispensados... depois (ufa) são recontratados. O médico é demitido. Mas os culpados de fato continuam ali nas Laranjeiras, fazendo direitinho o dever de casa para o rebaixamento.

Agora é a vez do Cuca, mais uma vez o Cuca. Não foi ele que na temporada passada dirigiu o clube após a saída do Renato? Comandou a equipe durante 9 jogos (venceu dois, empatou cinco e perdeu duas) e foi demitido. Na ocasião o treinador saiu queimado com o elenco, fato que já virou rotina na carreira do técnico. Relembrando alguns números que o nosso companheiro Felipe Vasconcellos apresentou no seu post de domingo. O Fluminense tem 93% de chances de cair. Necessita de 29 pontos para atingir os 45 necessários para fugir da degola. Para chegar nesse número mágico precisa alcançar um aproveitamento de 60,4%, hoje o aproveitamento está na casa dos 20%. Amigos tricolores é bom rezar, porque torcer não será suficiente.