quarta-feira, 24 de junho de 2009

Inimigo íntimo

Mais uma quarta-feira quente para o futebol brasileiro. Hoje, às 21h50, no Mineirão, tem o primeiro jogo das semifinais entre Cruzeiro e Grêmio. As duas equipes estão fazendo uma ótima Libertadores e chegam credenciadas para a conquista do maior título do continente. No banco de reservas, os dois times contam com conhecedores profundos do adversário. O comandante cruzeirense, Adilson Batista, foi campeão da Libertadores em 95 pelo Grêmio. Adilson era o capitão daquela equipe, que ganhou o bicampeonato dos gaúchos. Já o professor Paulo Autuori também conquistou um bicampeonato da Libertadores, mas pelo Cruzeiro e como treinador, em 97. Os dois gozam de muito respeito por parte dos torcedores gremistas e cruzeirenses, respectivamente. Adilson foi um grande ídolo do Grêmio nos anos 90. É conhecido até hoje como Capitão América.

Logo mais o Cruzeiro recebe o Grêmio com a missão de repetir o aproveitamento da fase anterior contra o São Paulo (venceu no Mineirão por 2 a 1). A missão de hoje é um pouco mais complicada, o Tricolor Gaúcho é mais forte que o Tricolor Paulista. Os gaúchos têm bons números jogando fora de casa. O Grêmio sempre marcou pelo menos um gol nos jogos fora de casa nesta Libertadores. Já os mineiros só levaram um gol em casa: foi na fase anterior contra o São Paulo. Além disso, a Raposa venceu todos seus jogos na fase de mata-mata.

Acredito que a entrada do técnico Paulo Autuori quebrou um pouco o ritmo do time gaúcho. O técnico assumiu a equipe nas quartas-de-final contra o Caracas, da Venezuela. O Grêmio empatou as duas partidas e pior, ficou no zero a zero em pleno estádio Olímpico. Autuori acabou modificando o jeito de o time jogar. Sacou o zagueiro Rafael Marques (acabando com os três zagueiros) e escalou o volante Túlio, que vai jogar mais fixo a frente dos zagueiros na noite de hoje. No ataque, Alex Mineiro terá mais uma chance ao lado do argentino Maxi Lopez.

Nos lados da Pampulha, o técnico Adilson Batista conseguiu que o time entrasse muito mais competitivo na fase de mata-mata. Como falei no parágrafo anterior, a Raposa venceu os dois jogos nas oitavas (Univ. de Chile 1x2 Cruzeiro/ Cruzeiro 1x0 Univ. de Chile) e nas quartas-de-final (Cruzeiro 2x1 São Paulo/São Paulo 0x2 Cruzeiro). O Capitão America tem alguns problemas para escalar a equipe nesta noite. O volante Fabrício continua vetado. Elicarlos, que vem substituindo o volante, segue no time. Na zaga, Léo Fortunato está sentindo uma lesão e vai fazer um teste no vestiário, caso não tenha condições de jogo, Thiago Heleno entra na vaga. Não acredito que esses problemas vão dificultar a vida do Cruzeiro. Até acredito que a ausência do zagueiro Léo Fortunato seria um reforço para o time mineiro. Lá na frente, o Gladiador Kléber é a grande esperança celeste. Estou apostando na classificação do Cruzeiro. Palpitão: 2x0 Cruzeiro


Cruzeiro: Fábio, Jonathan, Léo Fortunato (Thiago Heleno), Léo Silva e Gerson Magrão; Elicarlos, Marquinhos Paraná, Henrique e Wagner; Kleber e Wellington Paulista. Técnico: Adilson Batista.

Grêmio: Marcelo Grohe, Ruy, Léo, Réver e Fábio Santos; Túlio, Adilson, Tcheco e Souza; Maxi López e Alex Mineiro. Técnico: Paulo Autuori.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Abra o olho, Botafogo

Sete rodadas se passaram no Campeonato Brasileiro e, apesar de estarmos longe até da metade da competição, já podemos identificar candidatos ao título, à Libertadores e ao rebaixamento. E uma dessas equipes que se encaixa neste último e temido grupo é o Botafogo. O time de Ney Franco somou apenas 6 pontos até agora e ocupa a 18ª colocação. Venceu somente um jogo, diante do Santos. E as perspectivas não são nada animadoras.

É notório que o elenco alvinegro é fraco. A perda de Maicosuel foi extremamente prejudicial, pois o antigo camisa 10 vinha fazendo a diferença, com sua velocidade e habilidade. Lucio Flavio voltou com a missão de substituí-lo e não vem nada bem. Suas atuações estão abaixo do esperado e a alcunha de Maestro, que ganhou em sua primeira passagem pelo clube, não pode mais ser aplicada. A saída de Maicosuel, porém, não é o único problema do time. Antes fosse. Reinaldo, titular e parceiro de ataque de Victor Simões nos melhores momentos da equipe no ano, continua lesionado e sem previsão de volta. Do trio que encantou a torcida no Estadual, só restou Victor e ele também não está em sua melhor forma. Talvez pela falta de qualidade de seus companheiros. Tony, Laio, Jean Coral, nenhum deles conseguiu repetir o sucesso de Reinaldo. E, sinceramente, não acredito que tenham capacidade para tal. Mas os problemas de Ney não param no ataque.

No gol, Renan tem futuro, mas justamente por isso (pouca idade) ainda é muito irregular. Alterna grandes atuações com falhas, como aconteceu na partida contra o Vitória. A zaga não passa segurança com Juninho e Emerson. O capitão, aliás, é muito mais efetivo cobrando faltas e chutando de longa distância do que na sua própria função, que é defender. Na lateral-direita, Alessandro está longe de ser unanimidade e na esquerda o treinador espera ansiosamente pela estreia de Michael. No meio-campo, apenas Leandro Guerreiro e Batista se destacam e, convenhamos, quando estes jogadores são os melhores do time, é sinal de que a coisa está realmente feia.

Portanto, é hora da diretoria do Botafogo agir. Tem que reforçar o elenco com bons nomes urgentemente, senão sua torcida sofrerá até as últimas rodadas. E os números comprovam isto. Este início de campeonato é pior do que no ano de 2002, em que o Alvinegro foi parar na Segunda Divisão.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Passando a Bola - Mesa Redonda

Está no ar a quarta edição do nosso programa. O Passando a Bola - Mesa Redonda chega para debater o chocolate da Seleção Brasileira em cima da Itália (3 a 0) na Copa das Confederações, o jogaço entre Cruzeiro e Grêmio pelas semifinais da Libertadores e, lógico, os destaques da sétima rodada da Série A do Brasileirão. Tudo isso com um novo cenário e uma novidade: dividido em três partes para facilitar na hora de carregar o vídeo. Aproveitem!











QUIEN DARÁ LA VUELTA?

Apenas duas equipes poderão conquistar o título do Torneio Clausura. Vélez Sarsfield e Huracán(foto) estão no páreo. O Lanús abandonou a disputa neste fim de semana. Agora a decisão ficará para a última rodada. O Vélez recebe em seus domínios justamente o Huracán. O Globo precisa de um empate para comemorar um título que não lhe chega há 36 anos. Ao Fortín resta apenas a vitória para alcançar o seu sétimo título argentino.

Quem será o campeão? É difícil traçar um prognóstico. O futebol eficiente do Vélez, que no último domingo empatou fora de casa com o Lanús em 1 a 1? Ou o futebol-arte do Huracán, que atropelou em seus domínios o Arsenal de Sarandí por 3 a 0?

Mesmo apresentando melhor futebol, sabemos que neste esporte nem sempre aquele que joga com mais habilidade vence. Numa final, como será este jogo, pesará a camisa, a experiência em decisões, o jogo frio e cauteloso, e nisto o Vélez sai na frente. Porém, não se pode descartar a vontade de vencer de uma equipe que quer fazer História.

E é neste fator “fazer História” que o técnico Angel Cappa deve incutir em seus comandados. Em cada treinamento, em cada conversa, o técnico deve lembrar-los da importância que eles representam para o Huracán e seus torcedores neste momento. Bolatti, Toranzo e Defederico podem escrever seus nomes ao lado dos de Brindisi, Babington e Houseman, que mais tarde seriam campeões mundiais em 78 com a Argentina. Na época todos eram comandados por César Luis Menotti, que aplicava o mesmo estilo de jogo que Angel Cappa adota ao Huracán versão 2009.

Outros resultados: Newell’s 0 x 1 San Martin; Argentinos 1 x 1 Banfield; Independiente 0 x 1 San Lorenzo; Gimnasia (J) 0 x 2 Racing; Tigre 0 x 1 Rosario; Estudiantes 1 x 3 Colón; Godoy Cruz 1 x 0 River; Boca 1 x 2 Gimnasia

Hagan su juego, señores

Além da luta pelo título, entre Huracán e Vélez, outras brigas movimentam a última rodada do Campeonato Argentino. No descenso, o Gimnasia La Plata só depende de si para ir à Promoción. Caso perca fora de casa para o seu xará de Jujuy (já rebaixado), e o San Martín vença em Tucumán o Lanús, o time de La Plata será rebaixado direto e o Santo irá jogar a salvação na Primeira Divisão contra o Atlético Rafaela (4º lugar na B Nacional). O Rosário Central não tem mais chances de escapar da Promoción, mesmo após vencer o Tigre. Isso porque o Racing venceu o Gimnasia de Jujuy e mais uma vez se salvou. O Central pagará o Belgrano de Córdoba (3º colocado na Segundona).

A outra disputa é pelas duas vagas restantes na próxima Copa Sul-Americana. Boca e River já estão por convite, Lanús e Vélez também já se garantiram. Os demais lugares estão entre San Lorenzo (60 pontos no total da temporada), Tigre (59), Huracán (58) e Colón (57).

Es Navidad en Avellaneda

Como bom seguidor do General Juan Domingo Perón, Néstor Kirchner é torcedor do Racing. Após a vitória sobre o Boca, na semana passada, o ex-presidente argentino aterrissou no Cilindro de Avellaneda de helicóptero. E tal qual o Papai Noel do Maracanã trouxe presentes para suas crianças. Os jogadores do Racing receberam três TVs de plasma, para serem sorteadas entre o plantel. Os regalitos não param. Como escaparam do descenso, o técnico Caruso Lombardi vai comprar um carro para também para ser sorteado pelo elenco.

Boca Unido

Enquanto o Xeneize passa por uma crise interna, com demissão do técnico Carlos Ischia e campanha ridícula no Clausura, a torcida do Boca faz festa. Mas não é o Boca Juniors, e sim o Boca Unidos, de Corrientes, campeão do Torneio Argentino A, e que vai jogar a B Nacional na próxima temporada. O título veio após vitória por 1 a 0, em casa, sobre o Patronato. Como repetiu o placar do jogo de ida, a definição foi para os pênaltis. E deu Boca, 4 a 2. É a primeira vez que os correntinos jogarão a Segunda Divisão. Já o time de Entre Rios jogará a Promo contra a CAI, de Comodoro Rivadávia. Na outra Promoción por um lugar na B Nacional se enfrentam Los Andes e Deportivo de Merlo.


Por Raphael Martins

domingo, 21 de junho de 2009

Caçulas paulistas têm início surpreendente

Quando um Campeonato Brasileiro está para começar, é natural apontarmos favoritos ao título, Libertadores e rebaixamento. E também é natural que figurem na lista de possíveis rebaixados as equipes recém-promovidas à Série A (com pouquíssimas exceções, especialmente os clubes grandes). Indo nesta linha, Santo André, Barueri e Avaí seriam candidatos ao descenso. Continuam sendo, mas é inegável que o começo da dupla paulista é animador.

Curiosamente as equipes estão praticamente idênticas no campeonato. O estreante na Primeira Divisão, Barueri, é o 7º, com 10 pontos, mesma pontuação do time do ABC paulista, que está em 8º. Os dois perderam apenas uma vez em sete rodadas (justamente na 3ª), têm duas vitórias e quatro empates. A única diferença está no ataque: enquanto o Barueri marcou 13 gols, o Santo André fez 12.

Aliás, o grande nome do time baruerense está na linha de frente. É Pedrão, que com os dois gols marcados na vitória de 4 a 2 sobre o Cruzeiro, chegou aos 6 no Brasileirão e assumiu a artilharia. Ele já havia se destacado no Paulista deste ano, quando também foi o artilheiro, com 16 gols. Seu companheiro de ataque, Fernandinho, também tem feito ótimas partidas, com muita habilidade e velocidade nas jogadas pelas pontas. O triunfo no Mineirão foi ainda mais importante, pois representou a queda de uma invencibilidade da equipe celeste no estádio. Desde 14 de setembro do ano passado que o Cruzeiro não perdia em casa. Motivo de sobra para a comemoração do Barueri, apesar dos mineiros terem atuado com um time misto.

O Santo André, em sua segunda participação na elite do futebol brasileiro (a primeira foi em 1984), também tem seu homem-gol. É Nunes, que já balançou as redes adversárias três vezes neste Brasileirão. Os muito experientes Marcelinho Carioca e Fernando dão a cadência necessária no meio-campo da equipe do ABC, que voltou a vencer neste sábado: 2 a 1 no Sport, com um gol aos 48 do segundo tempo, do zagueiro Marcel. E o treinador Sérgio Guedes vem mostrando qualidade no trabalho, ele que já havia levado a Ponte Preta ao vice-campeonato paulista em 2008.

Apesar de ainda estarmos no início do campeonato, chama a atenção a campanha destas equipes, que por enquanto deixam rivais muito mais tradicionais, como Botafogo e São Paulo, para trás. Resta saber se serão apenas fogo de palha ou se terão fôlego para continuar neste ritmo e sonhar até com uma vaguinha na Sul-Americana.

Rapidinhas da Rodada:

- Djalma Beltrami se supera a cada jogo. Desta vez ele encerrou a partida Santos 2 x 3 Atlético-MG por duas vezes. Depois de dar 4 minutos de acréscimo, ele acabou o jogo aos 47. Os santistas reclamaram e ele, simplesmente, reiniciou o confronto. Aos 50 (não eram 4 minutos???), Molina marcou o gol de empate, mas Beltrami anulou, marcando uma falta de Kléber Pereira que só ele viu. E esse tipo de árbitro ainda é escalado. Palmas para a Comissão de Arbitragem.

- O Galo, aliás, segue firme na liderança. Virou o jogo na Vila, com mais uma grande atuação de Diego Tardelli, e chegou aos 17 pontos, três a mais do que o Inter.

- O Colorado, com time misto, tomou uma sapatada do Flamengo no Maracanã. O Rubro-Negro voltou a jogar bem, dominou a partida e contou com belíssima atuação de Adriano, que fez três, sendo os dois primeiros com muita categoria.

- Outro erro grotesco de arbitragem: anularam um gol lindo, de voleio, de Obina, na partida do Palmeiras contra o Atlético-PR, sábado, na Arena da Baixada. Como pode alguém marcar impedimento em lance tão fácil de se enxergar? E logo do simpático atacante baiano...

- Um dado curioso: das 6 partidas do sábado, 5 tiveram seus resultados definidos após os 44 minutos do segundo tempo. Quanta emoção!

- Que chute acertou o Léo Gago! Me.. Me... Meu Deus!

Seleção atropela Itália em 45 minutos


Trinta e nove anos se passaram, mas a Seleção Brasileira continua confirmando sua superioridade em cima dos italianos. No dia do trigésimo nono aniversário da conquista do Tri em 70, o Brasil, assim como no passado, atropelou a Itália e venceu por 3 a 0, com dois gols de Luis Fabiano e Dossena, contra. Tudo isso ainda no primeiro tempo. Com a goleada, a Itália está eliminada da Copa das Confederações. A Azzurra ficou fora no saldo de gols, depois da goleada dos Estados Unidos em cima do Egito também por 3 a 0, que classificou os norte-americanos para as semifinais. A Espanha encara os americanos na quarta-feira às 15h30. O Brasil enfrenta a dona da casa, África do Sul, na quinta-feira, também às 15h30.

OPINIÃO:
O técnico Dunga não foi cabeça-dura e escalou o lateral André Santos e o volante Ramires, que se destacaram na vitória em cima dos Estados Unidos na última quarta-feira. A etapa inicial foi dominada pelo Brasil, que teve 56% da posse de bola, chutou nove vezes, acertou duas na trave e marcou três vezes. A Itália não sofria três gols no primeiro tempo desde 1957, em uma partida contra a Iugoslávia. Com os dois gols, Luis Fabiano divide a artilharia com os espanhóis David Villa e Fernando Torres, todos com três gols marcados.
Mais uma vez o volante Ramires foi muito bem e ajudou muito o lado direito da Seleção, com boas tabelas e muita velocidade. André Santos também foi bem, ajudando principalmente na saída de jogo pelo flanco esquerdo. Parece que o ala-esquerdo do Corinthians ganhou a confiança do técnico Dunga e a vaga do lateral Kleber. Kaká, que enfrentou a Itália pela primeira vez, também foi muito bem, sendo o melhor da partida ao lado do atacante Luis Fabiano. Agora o mundo todo torce para ver o grande confronto entre Brasil e Espanha na final da Copa das Confederações. Mas nada está certo e a zebra pode pintar.

sábado, 20 de junho de 2009

EXCLUSIVO: LULA FERREIRA, TÉCNICO DO BRASÍLIA/UNIVERSO



Olá blogueiros, o Blog Passando a Bola continua acompanhado os preparativos para o quarto jogo da série melhor de cinco das finais do Novo Basquete Brasil (NBB), que ocorre neste domingo ao meio-dia no estádio Nilson Nelson em Brasília. Depois de bater um papo com o técnico do Flamengo, Paulo Chupeta, conversamos hoje com o técnico Lula Ferreira do Brasília. Venha conferir mais uma entrevista exclusiva do Passando a Bola.


PASSANDO A BOLA: Em um confronto tão equilibrado, o que pode fazer a diferença?

LULA FERREIRA: Quem conseguir um plus vai ganhar, mas é uma tarefa difícil. A gente vai tentar fazer a diferença na defesa, tem que marcar bem os três melhores do time do Flamengo (Marcelinho, Duda e Baby). Assim a gente consegue uma vitoria.

PB: No jogo três jogadores experientes como Alex e Ratto não se encontraram em quadra. O que aconteceu? A pressão da torcida do Flamengo interferiu?

LF: Meus jogadores não perderam o controle, o árbitro perdeu o controle. O Alex apanhou e levou uma técnica com dois minutos de jogo. A TV mostra uma cotovelada na cara dele, ele reclamou e levou uma técnica. Como capitão da equipe ele não pode falar com o árbitro? Ele não se descontrolou.

PB: Você acredita que o fato da torcida do Flamengo comparecer em massa também em Brasília é uma desvantagem no quesito pressão?

LF: Não tem problema nenhum. A torcida não ganha jogo, se ganhasse o Flamengo não perderia um jogo no futebol.

PB: A defesa do Brasília é um ponto muito forte da equipe. O título vem por esse fundamento?

LF: Sem dúvida é nosso ponto forte. Quando você marca bem, você alivia o ataque e mantém uma pontuação baixa da equipe adversária. Se a gente conseguir que o Flamengo não passe de 70 pontos, será um belo passo para a vitória.

PB: Você roda muito a equipe do Brasília, utilizando muitos jogadores do banco. Já o seu adversário não roda tanto o time do Flamengo. Isso pode fazer diferença?

LF: Eu acho que é um fator positivo. Nosso banco fez 45% dos pontos no terceiro jogo, contra 23% dos pontos do banco do Flamengo. Para ganhar você tem que ter pelo menos oitos jogadores jogando e não cinco.

PB: Qual setor ou jogador pode ser a chave da vitória neste domingo?

LF: Acho difícil um jogador decidir a série. Um fator isolado não ganha, por mais que o Alex e o Marcelinho joguem muito, não dá para vencer. Minha chave para a vitória é a equipe.

PB: No caso de uma derrota, você acredita em debandada dos principais jogadores ou até em uma reavaliação do projeto por parte da diretoria?

LF: A diretoria é quem vai decidir. Ninguém está preocupado com quem sai ou quem entra. Não acredito que um segundo vice-campeonato destrua essa nossa estrutura. Nós vencemos a Liga das Américas e chegamos em todas as competições.