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domingo, 28 de junho de 2009

BI-CAMPEÃO



O Flamengo é o primeiro campeão do Novo Basquete Brasil (NBB). Neste domingo, com a HSBC Arena lotada por 15.430 pessoas, o campeão da Liga Sul-Americana e tetracampeão carioca venceu o Universo/Brasília por 76 a 68 (42 a 36 no primeiro tempo) e fechou o playoff final (melhor de cinco) por três a dois, repetindo o título nacional da temporada passada. O ala/armador rubro-negro Marcelinho Machado foi o cestinha do jogo com 27 pontos, enquanto o ala Diego foi o principal pontuador do time candango com 21 pontos. O capitão Rubro-Negro também foi o acestinha da competição com 1047 pontos. A primeira edição da NBB foi um sucesso. Com bons jogos e uma organização necessária, o basquete nacional passou a ser mais respeitado e com isso ficou mais atraente. O público total das finais foi de 63.847 torcedores. Uma média de 13 mil torcedores por partida. Que continue assim.


PLAYOFF FINAL

Jogo 1 - Universo/BRB/Financeira Brasília 74 x 81 Flamengo

Jogo 2 - Flamengo 71 x 81 Universo/BRB/Financeira Brasília

Jogo 3 - Flamengo 99 x 78 Universo/BRB/Financeira Brasília

Jogo 4 - Universo/BRB/Financeira Brasília 82 x 78 Flamengo

Jogo 5 - Flamengo 76 x 68 Universo/BRB/Financeira Brasília

sábado, 20 de junho de 2009

EXCLUSIVO: LULA FERREIRA, TÉCNICO DO BRASÍLIA/UNIVERSO



Olá blogueiros, o Blog Passando a Bola continua acompanhado os preparativos para o quarto jogo da série melhor de cinco das finais do Novo Basquete Brasil (NBB), que ocorre neste domingo ao meio-dia no estádio Nilson Nelson em Brasília. Depois de bater um papo com o técnico do Flamengo, Paulo Chupeta, conversamos hoje com o técnico Lula Ferreira do Brasília. Venha conferir mais uma entrevista exclusiva do Passando a Bola.


PASSANDO A BOLA: Em um confronto tão equilibrado, o que pode fazer a diferença?

LULA FERREIRA: Quem conseguir um plus vai ganhar, mas é uma tarefa difícil. A gente vai tentar fazer a diferença na defesa, tem que marcar bem os três melhores do time do Flamengo (Marcelinho, Duda e Baby). Assim a gente consegue uma vitoria.

PB: No jogo três jogadores experientes como Alex e Ratto não se encontraram em quadra. O que aconteceu? A pressão da torcida do Flamengo interferiu?

LF: Meus jogadores não perderam o controle, o árbitro perdeu o controle. O Alex apanhou e levou uma técnica com dois minutos de jogo. A TV mostra uma cotovelada na cara dele, ele reclamou e levou uma técnica. Como capitão da equipe ele não pode falar com o árbitro? Ele não se descontrolou.

PB: Você acredita que o fato da torcida do Flamengo comparecer em massa também em Brasília é uma desvantagem no quesito pressão?

LF: Não tem problema nenhum. A torcida não ganha jogo, se ganhasse o Flamengo não perderia um jogo no futebol.

PB: A defesa do Brasília é um ponto muito forte da equipe. O título vem por esse fundamento?

LF: Sem dúvida é nosso ponto forte. Quando você marca bem, você alivia o ataque e mantém uma pontuação baixa da equipe adversária. Se a gente conseguir que o Flamengo não passe de 70 pontos, será um belo passo para a vitória.

PB: Você roda muito a equipe do Brasília, utilizando muitos jogadores do banco. Já o seu adversário não roda tanto o time do Flamengo. Isso pode fazer diferença?

LF: Eu acho que é um fator positivo. Nosso banco fez 45% dos pontos no terceiro jogo, contra 23% dos pontos do banco do Flamengo. Para ganhar você tem que ter pelo menos oitos jogadores jogando e não cinco.

PB: Qual setor ou jogador pode ser a chave da vitória neste domingo?

LF: Acho difícil um jogador decidir a série. Um fator isolado não ganha, por mais que o Alex e o Marcelinho joguem muito, não dá para vencer. Minha chave para a vitória é a equipe.

PB: No caso de uma derrota, você acredita em debandada dos principais jogadores ou até em uma reavaliação do projeto por parte da diretoria?

LF: A diretoria é quem vai decidir. Ninguém está preocupado com quem sai ou quem entra. Não acredito que um segundo vice-campeonato destrua essa nossa estrutura. Nós vencemos a Liga das Américas e chegamos em todas as competições.

terça-feira, 16 de junho de 2009

EXCLUSIVO: PAULO CHUPETA - TÉCNICO DO TIME DE BASQUETE DO FLAMENGO


Domingo tem o quarto jogo da série melhor de cinco das finais do Novo Basquete Brasil (NBB). Flamengo e Brasília se enfrentam no ginásio Nilson Nelson na capital brasileira. O Rubro-Negro está na frente com 2-1 na série e precisa apenas de mais uma vitória em dois jogos para conquistar o bicampeonato brasileiro. O Blog Passando a Bola bateu um papo com o comandante do Flamengo, Paulo Chupeta. No clube desde 2005, Chupeta coleciona títulos (4 estaduais, 1 brasileiro e 1 sul americano). Confiram:

PASSANDO A BOLA: Esses sete dias de pausa na série podem fazer bem para o Flamengo ou acabar esfriando a equipe?

PAULO CHUPETA: Acho que vai ajudar, porque após cada vitória a empolgação domina o ser humano e com isso você perde um pouco o foco. Por isso que veio a calhar. Já treinamos hoje e queremos chegar com tudo em Brasília.

PB: Você está preocupado com o baixo rendimento do pivô Baby nas duas últimas partidas?

PC: São momentos. No primeiro jogo no Rio ninguém foi bem e no segundo jogo o Baby estava muito bem, mas levou uma técnica e esfriou. Acabou voltando bem na marcação no terceiro quarto.

PB: O que aconteceu com o time do Flamengo no início das duas partidas no Rio de Janeiro?

PC: Nossos arremessos não estavam felizes, a bola não entrava, mas a equipe ficou em cima o tempo todo. Acredito que foi um mau momento do jogo.

PB: Eu estive na Arena HSBC no domingo e fiquei muito admirado com o ambiente formado para o jogo. Você imaginava participar de um jogo com aquele cenário aqui no Brasil?

PC: Olha, não... Porque no Brasil não temos essa estrutura. O show foi bem promovido e isso chama a torcida que gosta desse entretenimento. Isso faz a diferença. O Maracanãzinho também tem uma boa estrutura. Seria ótimo que todos os clubes tivessem essa estrutura.

PB: Eu fiquei muito impressionado com a química entre o Duda e a torcida do Flamengo. Mesmo com toda importância do Marcelinho é o Duda que tem uma música especial, cantada durante os jogos. Como você pode definir essa relação?

PC: O Duda é uma pimenta! Ele joga com felicidade, ele contagia o grupo todo, ele joga focado. Desde pequeno ele é assim. Eu vi esse menino crescer, o acompanho desde pequeno no Fluminense. A química com a torcida se transfere para o grupo todo.

PB: Qual a melhor tática para vencer o quarto jogo da série no estádio Nilson Nelson?

PC: Vamos entrar com a mesma atitude do terceiro quarto de domingo. Temos que jogar com a segurança de ter duas chances para ser campeão, mas com a atitude para vencer já neste domingo em Brasília.

PB: Pensando no futuro, o Flamengo vai buscar reforços para o banco da equipe? Já que a média de pontos vindos do banco não é boa.

PC: O primeiro pensamento é ganhar a final. Depois vamos avaliar os pontos técnico, clínicos e físicos. O banco é importante e eu me preocupo com isso desde que assumi em 2005. Tivemos problemas de contusão, mas o Fred entrou bem e ajudou. O banco faz o papel dele sim, mas às vezes a bola não cai.