sábado, 3 de outubro de 2009

O que vale são os três pontos

Mesmo sem jogar bem o Atlético-MG fez 2 a 1 no Barueri e entrou novamente no G-4, pelo menos até o final da rodada, neste domingo. O Galo chegou aos 47 pontos, na terceira colocação, e, de quebra, tem o novo artilheiro isolado do Brasileirão: Diego Tardelli, que marcou seu 14º gol na competição. A equipe de Celso Roth venceu quatro dos últimos cinco jogos e entrou de vez na briga pelo título. Muito em função dos reforços que chegaram, fundamentais nesse triunfo diante do caçula da Série A. O Barueri, por sua vez, segue fazendo campanha digna de quem integra a elite do futebol brasileiro pela primeira vez. Tem 36 pontos e está na 11ª posição. Somente uma tragédia faria com que o Abelha fosse rebaixado e a chance de conseguir uma vaga na Sul-Americana é bastante razoável.

Voltando a falar do Atlético, como já venho escrevendo aqui desde o início do camnpeonato, o grande problema de Roth era não contar com um elenco qualificado. Os 11 titulares eram bons, formavam uma boa equipe, mas bastava um deles sair, seja por lesão, suspensão ou qualquer outro motivo, e o time desandava. Talvez por isso, após liderar por 8 rodadas, o Galo deu uma oscilada e caiu na tabela. Quando muitos (inclusive eu!) o adjetivaram de paraguaio e descartaram a equipe da briga por título, eis que os atleticanos voltam com tudo. E essa arrancada vem no momento certo, já que nos aproximamos da reta final.

A chave para a retomada é simples: boas contratações. Dos 13 jogadores que entraram em campo nesta vitória diante do Barueri, seis chegaram no decorrer do campeonato. Quatro deles foram titulares: o goleiro Carini, que defendeu um penalti, o zagueiro Jorge Luiz, rebaixado com o Vasco ano passado, mas que vem jogando muito bem no Galo, o volante/meia Corrêa, que fez um belo gol de falta, e o meia Evandro. Renteria e Ricardinho entraram na segunda etapa. Isso sem contar outros jogadores que ficam no banco e têm qualidade, casos de Coelho, Renan, Junior, Wellington Saci, Alessandro, Pedro Oldoni. Ou seja, Celso Roth tem opções para mexer na equipe quando tem necessidade. E isso, num campeonato de pontos corridos, faz a diferença.

Por isso o Atlético está mais do que nunca na disputa pelo bicampeonato brasileiro. E com o apoio da fanática massa atleticana, maior média de público do Brasileirão, a equipe é ainda mais forte. Mas mesmo que o time não consiga ser campeão e até mesmo não se classifique para a Libertadores, só o fato do Galo voltar a figurar entre os primeiros da tabela já é uma ótima notícia para a torcida. Esta campanha é disparada a melhor do clube na história dos pontos corridos (desde 2003). Confira abaixo o desempenho do Atlético nos anos anteriores após 27 rodadas:

2008 - 34 pontos
2007 - 32 pontos
2006 - estava na Série B
2005 - 29 pontos
2004 - 30 pontos
2003 - 40 pontos

- O xará paranaense do Galo também está em recuperação e cada vez mais longe do risco de rebaixamento. O Atlético-PR derrotou o Corinthians com autoridade por 3 a 1 , no Pacaembu, e chegou aos 34 pontos, oito a frente do Náutico, o clube que abre o Z-4. Paulo Baier faz a diferença no meio-campo e a dupla W (Wallyson e Wesley), com muita habilidade e velocidade, dá muito trabalho no ataque. Destaque também para o volante colombiano Valencia e para o zagueiro Manoel. Méritos para Antônio Lopes, que assumiu o Furacão quando o time estava muito mal, na zona de rebaixamento, e agora já coloca o Rubro-Negro na briga por vaga na Sul-Americana. Já o Timão completou seu quarto jogo sem vitória e deu adeus definitivo à briga pelo título. Agora resta ao Corinthians se arrumar para 2010, ano de seu centenário e que disputará a Libertadores. E preparar também o Ronaldo, que está mais gordo do que nunca.

- O Santo André, depois de cinco jogos, venceu o Vitória por 1 a 0, gol de Nunes logo aos 33 segundos de jogo. Com o resultado, o Time do ABC deixa a zona do rebaixamento após quatro rodadas e se garante fora pelo menos até a próxima rodada. Já o Vitória, que vinha de três triunfos consecutivos e cinco partidas invicto, perdeu boa chance de se aproximar do G-4. Deve ficar por ali, entre os 10 primeiros do campeonato. Uma posição honrosa para o Leão.

Um recado rápido para esses aí da foto (e aos outros que integram o comitê de organização da Olimpíada 2016):

ESSA É A ÚLTIMA CHANCE DE FAZERMOS DO BRASIL UM PAÍS MELHOR EM TODOS OS SENTIDOS. VOCÊS TERÃO DINHEIRO E TEMPO SUFICIENTE PARA TRANSFORMAR O RIO DE JANEIRO NUMA CIDADE DE PRIMEIRO MUNDO. CUMPRAM AS PROMESSAS:

- DESPOLUAM AS LAGOAS E A BAÍA DE GUANABARA;
- AMPLIEM A LINHA DO METRÔ E CRIEM FAIXAS EXCLUSIVAS PARA ÔNIBUS (O TRÂNSITO AGRADECE);
- MELHOREM OS HOSPITAIS PÚBLICOS E NOSSAS ESCOLAS;
- DEEM OPORTUNIDADES PARA QUE NOSSAS CRIANÇAS POSSAM SER CIDADÃOS MELHORES;
- DIMINUAM OS NÚMEROS ATERRORIZANTES DA VIOLÊNCIA;

NÃO DESTRUAM O ORGULHO E A ESPERANÇA QUE O POVO CARIOCA E BRASILEIRO ESTÁ SENTINDO NO MOMENTO.
Obrigado. O Rio de Janeiro agradece.

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Batalha dos Aflitos II

Antes de mais nada, eu sei que não fui nem um pouco original em meu título. Afinal, devem ter milhares de textos, matérias e colunas falando sobre o jogo entre Náutico e São Paulo, ontem, com esse mesmo título. Mas não estou nem aí, até porque não encontrei algo melhor e mais apropriado do que isso. Os próprios jogadores são-paulinos definiram assim o triunfo heroico na casa do Timbu, depois de estar perdendo o jogo e de ter ficado, em dado momento, com dois jogadores a menos em campo. De quebra, o Tricolor quebrou um jejum que durava 14 anos. A última vez que o time havia vencido o Náutico, no Recife, foi em 1995, pela Copa do Brasil (4 x 1). Pelo Brasileirão da Série A o tempo era ainda maior: 1982 (também 4 x 1).

Foi um jogaço nos Aflitos, um dos melhores deste campeonato, com certeza. O Náutico, jogando diante de sua torcida, precisava da vitória desesperadamente para abrir distância da zona de rebaixamento. O time pernambucano não vencia há quatro rodadas (sendo duas delas em casa) e só não tinha entrado no chamado Z-4 porque seus rivais na parte de baixo da tabela são ainda mais incompetentes. O São Paulo, por sua vez, vinha de dois empates consecutivos e, cinco pontos atrás do líder Palmeiras, também precisava vencer para não ver o rival abrir ainda mais vantagem na primeira colocação.

Talvez por isso a partida tenha começado em um ritmo frenético, principalmente por parte dos donos da casa. O Timbu foi pra cima desde o início e só não abriu o placar antes dos 10 minutos porque Bruno Mineiro bateu muito mal o penalti que Patrick sofreu. Bosco também teve mérito por ter acertado o canto e defendido a cobrança. Porém, o Alvirrubro não sentiu e continuou em busca do gol, que saiu aos 12, com o próprio Bruno Mineiro aproveitando bate-rebate na zaga tricolor. A partir daí o jogo ficou aberto, com os dois times tentando o gol a todo momento. Até que Junior César sofreu falta de Patrick, reclamou acintosamente com o árbitro Francisco Carlos Nascimento, recebeu o segundo amarelo e acabou expulso. A tarefa do Náutico pareceu que seria facilitada, mas o São Paulo conseguiu se segurar até o intervalo.

Quem esperava que a equipe de Ricardo Gomes voltaria cautelosa se enganou. Mesmo com 10 em campo, o Tricolor foi pra cima tentando o empate e a partida ficou lá-e-cá, com os dois times alternando ataques perigosos. Bosco e Glédson se destacavam com boas defesas, até que Hernanes cobrou falta da entrada da área, a bola desviou na zaga e enganou o goleiro alvirrubro: 1 a 1. Aí Richarlysson tratou de tentar estragar a reação tricolor ao cometer falta boba no meio-campo e ser expulso. Com dois a mais, o Náutico foi com tudo para o ataque. Geninho colocou quatro atacantes em campo, mas esqueceu da defesa e o Timbu ficou exposto aos contra-ataques são-paulinos, sempre assustando. O time pernambucano cansou de perder gols e, como se diz há anos no futebol, quem não faz, leva. Em contra-ataque, Oscar rolou para Hugo encher o pé, de primeira, um golaço! Antes disso Claudio Luiz tinha sido expulso e depois foi a vez de Michel também levar cartão vermelho.

Final de jogo e muita comemoração (merecida) do São Paulo. O Tricolor "roubou" a vice-liderança do Goiás e diminuiu a diferença para o Palmeiras para 2 pontos, pelo menos até o final de semana.

Já o Timbu vai ter que depender da incompetência dos rivais para permanecer fora da zona de rebaixamento, mas precisa reagir logo, pois foi a quinta partida sem vitória. Apenas torcer contra não é suficiente para salvar alguém da degola.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

LECCIÓN DE ESTUDIANTES

Sem dúvida o Estudiantes é o melhor time argentino no momento. O ano de 2009 foi a prova disso. O clube pode fechar o ano com mais uma conquista, desta vez a nível nacional. No primeiro semestre, a equipe comandada por Alejandro Sabella priorizou a Libertadores da América e levou o troféu de volta para La Plata, quebrando um jejum de 39 anos. Àquela altura, o Torneio Clausura foi deixado de lado e o Estudiantes fez uma campanha ruim, mas quem se importava? Agora, no segundo semestre, Verón e sua trupe têm grande chance de ganhar o Torneio Apertura. Jogando sem pressões, uma vez que a equipe já está classificada para a próxima Libertadores e não está na Copa Sul-Americana, os pincharatas podem se dedicar exclusivamente ao Campeonato Argentino. Ganham porque mostram ambição. A sede pela vitória os move.

No último fim de semana, o Pincha derrotou sem fazer muito esforço a um debilitado Boca Juniors por 2 a 1. Eu digo sem esforço porque se o Estudiantes jogasse como jogou a final da Libertadores o placar seria maior. Calderón e Enzo Pérez(foto) anotaram para o conjunto de La Plata, enquanto o incansável Palermo deixou mais um a favor do Xeneize, que mais uma vez não contou com Riquelme. O 10 ainda sente uma lesão no tornozelo esquerdo e também vai desfalcar o Boca na próxima rodada frente o Vélez, na Bombonera.

Se o Estudiantes é um aluno aplicado, o mesmo não pode-se dizer do Boca. A equipe faz a sua pior campanha na História. Isso mesmo! Desde que o profissionalismo foi implantado na Argentina, em 1930, o Boca Juniors nunca teve um ano tão ruim como 2009. Até aqui o Boca conquistou apenas 36% dos pontos em disputa. Isso somando o aproveitamento atual com o do Clausura. Em 25 jogos disputados em torneios locais foram sete vitórias, seis empates e 12 derrotas. O time ainda não conseguiu vencer duas partidas consecutivas, uma lástima. Com isso, o técnico Alfio Basile fica cada vez mais isolado. Já perdeu o apoio da direção do clube e um resultado que não seja a vitória frente ao Vélez pode lhe custar o cargo.
Se jugó la fecha

A sexta rodada teve um momento de rara beleza. O golaço de Cristaldo, do Vélez. Uma bicicleta perfeita para marcar o segundo gol na vitória de 2 a 0 do Fortín sobre o Huracán, no José Amalfitani. O clube de Liniers segue na disputa com dois pontos a menos em relação ao Estudiantes. Já o Globo sente muito a ausência de seus jogadores negociados, Defederico e Pastore. O clube de Parque Patrício marcou apenas um ponto em seis rodadas e é o lanterna. Desta maneira a classificação para a próxima Libertadores fica ameaçada.

O River bem que tentou e quase venceu. Depois de estar vencendo por 2 a 0, com gols de Villalba e Buonanotte, o Millonário deixou o Gimnasia empatar a partida. Os gols do Tripero foram de Ormeño e Cuevas. Isso em pleno Monumental de Núñez. No clássico de Avellaneda, vitória do Independiente sobre o Racing, 2 a 1. E como último destaque, o triunfo do San Lorenzo, fora de casa, sobre o Tigre por 3 a 2. Detalhe que o técnico do Ciclón, Simeone, escalou nove jogadores da base. A prioridade nos lados do Bajo Flores é a Copa Sul-Americana.
Demais jogos: Godoy Cruz 2 x 4 Argentinos, Banfield 2 x 1 Newell’s, Chacarita 1 x 0 Arsenal, Rosário Central 0 x 1 Colón, Atlético Tucumán 2 x 2 Lanús.

Classificação: Estudiantes 16, Vélez 14, Banfield 14, Rosário Central 13, Argentinos 12, Colón 11, Independiente 10, San Lorenzo 10, Newell’s 10, Godoy Cruz 8, Atlético Tucumán 7, Arsenal 7, Boca 5, River 5, Lanús 5, Gimnasia 5, Racing 4, Chacarita 3, Tigre 3 e Huracán 1.

Pontuação para a Libertadores: Colón 45; Lanús 43; Huracán 39; Rosário Central 38; Banfield 37**Os três primeiros nesta classificação vão para a Libertadores, juntamente com Estudiantes e Vélez Sarsfield, já classificados, e o campeão do atual Torneio Apertura.

Es solo fútbol!
“Tomara que caia um temporal e o avião não chegue”. A frase foi dita pelo técnico do Cienciano, Marcelo Trobbiani, sobre o confronto com o San Lorenzo, pela Copa Sul-Americana, na próxima quinta-feira. Na primeira partida, o time argentino venceu por 3 a 0. Os peruanos precisam marcar pelo menos quatro gols de diferença para se classificar de maneira direta.

Por Raphael Martins

terça-feira, 29 de setembro de 2009

FARRA DO BOI NA TERRA DO PATINHO FEIO

Olá blogueiros. Ontem na décima sétima edição do Passando a Bola – Mesa Redonda, o nosso amigo, Felipe Vasconcellos, deu um toque final espetacular. Felipe tratou de se posicionar de forma dura e objetiva contra a candidatura do Rio de Janeiro para os Jogos Olímpicos de 2016 (3ª bloco do Passando a Bola – Mesa Redonda). Vale lembrar que o anúncio da cidade vencedora acontece nesta sexta-feira, em Copenhague, na Dinamarca.

O toque final do Felipe me motivou! Já venho há algum tempo amadurecendo um posicionamento contrário à candidatura carioca. Principalmente depois da farra do boi que virou a administração do dinheiro público. Se a gente não tem a capacidade de cumprir os encargos Pan-Americanos, como vamos cumprir as exigências olímpicas? Com isso, o que me faz pensar que agora tudo será diferente? Por isso sou contra!

E tem mais, não posso ser a favor de uma candidatura que apenas para preparar a divulgação (publicidade), dossiê (700 kg) para apresentação, viagens para Europa, banquetes e bajulação para políticos, dirigentes e membros do COI, gasta um valor de 100 milhões de Reais. 80% desse valor está saindo dos cofres públicos por intermédio do Ministério dos Esportes. É bizarro ver um bando de políticos e dirigentes sendo bancados em hotéis de luxo e restaurantes cinco estrelas. Enquanto isso, na Cidade Maravilhosa, um sequestrador ameaça refém por algumas horas e tem que ser abatido com um tiro na cabeça.

Outro ponto que me deixa muito (P) da vida! É o desperdício do dinheiro, do nosso dinheiro. Há dois anos esse mesmo Comitê Organizador (dirigido pelo secretário Carlos Roberto Osório) gastou 610 milhões de reais com os equipamentos olímpicos (estrutura física onde se realiza os eventos esportivos) incluindo a Vila Pan-Americana. Com exceção do Estádio Olímpico João Havelange, todas as praças (Parque Aquático Maria Lenk, Velódromo, Hípica de Deodoro, complexo do Maracanã e Riocentro) vão receber investimentos para ampliação e melhoria para os Jogos 2016, caso o Rio seja escolhido. Os milhões gastos em 2007 serviram para que?

Infelizmente não para por aí. A Vila Pan-Americana, construída para o Pan de 2007, não será reaproveitada para uma possível Olimpíada. O equipamento que teve um orçamento de 267 milhões de Reais está largado. A promessa de se tornar um condomínio moderno e familiar caiu por terra. A empreiteira responsável não finalizou as obras POR FALTA DE PAGAMENTO e as poucas famílias que vivem lá lutam na justiça, até hoje, por uma solução. Mas está tudo bem, o programa olímpico prevê uma gigantesca Vila Olímpica nas proximidades do Riocentro. Com direito a praia particular para os atletas e outros requintes.

Fica a pergunta: Por que não construir uma Vila para o Pan, que pudesse ser aproveitada para os Jogos Olímpicos?

O investimento para os equipamentos olímpicos estão na casa dos 1,3 bilhões de Reais. Ao meu ver, parece um aporte financeiro para uma cidade que não possui nenhuma estrutura esportiva. Nem parece que o Rio sediou um Pan-Americano há dois anos. Por isso que eu, o Felipe e mais um monte de gente não torce por essa vitória em Copenhague. Como eu vou ser a favor de colocar toda essa grana (cerca de 30 bilhões de Reais) nas mesmas mãos que superfaturaram o orçamento do Pan em 1000%? E essas mãos são de Carlos Arthur Nuzman - Presidente do COB e do Comitê Organizador -, Ruy Cezar - Secretário para Rio 2016 da Prefeitura - e Carlos Roberto Osório - Secretário geral do Comitê Rio 2016.

Como todos sabem o anúncio da sede será feito em Copenhague na Dinamarca. Vocês sabem quem é o maior ídolo da cidade? É o escritor Hans Christian Andersen (1805-1875). Andersen foi o criador da fábula "O Patinho Feio". A história do sofrimento do filhote de cisne que, por ser diferente da ninhada de patos com que havia sido criado, era marginalizado e chamado de “patinho feio” comoveu gerações. Na história o filhote cresce e se torna um lindo Cisne.

Parece um capricho do destino que a cidade onde será anunciada a sede dos Jogos seja exatamente a cidade onde nasceu o Patinho Feio. Fazendo uma metáfora, o Rio seria esse patinho feio entre os finalistas. Das quatro cidades que disputam os jogos o Rio, é a menos preparada. Uma cidade de um país de terceiro mundo, com alto índice de criminalidade, corrupção, pobreza, etc. Concorrendo com grandes cidades de três potências (Espanha, Japão e Estados Unidos). Na mídia especializada, Rio e Chicago polarizam a disputa. Mais uma vez o Rio é o patinho feio. Chicago é a cidade onde o Presidente Barack Obama fez sua carreira politica e onde conheceu sua esposa Michelle. É a casa do homem do momento no mundo.

Seria o palco perfeito para o Rio vencer e mais uma vez a metáfora do escritor dinamarquês se tornar realidade na vida real. Mas amigos, se o Rio se tornar sede dos Jogos 2016 esse conto não será de fadas e sim do vigário.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

PASSANDO A BOLA - MESA REDONDA

Amigos do Passando a Bola, está no ar mais uma Mesa Redonda, seu encontro com a informação e a opinião. Neste programa falaremos bastante da 26ª rodada do Brasileirão, vamos fazer uma análise da segunda rodada da Liga dos Campeões, que começa nesta terça, escolheremos o gol mais bonito, o craque do final de semana e daremos, é claro, nosso toque final. Além do troféu Hélio dos Anjos. Aproveitem!


Neste primeiro bloco, os destaques da 26ª rodada do Brasileirão:




Neste segundo bloco, uma análise sobre a segunda rodada da Liga dos Campeões da UEFA:



Neste último bloco, vamos escolher o gol mais bonito, o craque da rodada e dar nosso toque final, além do troféu Hélio dos Anjos:

domingo, 27 de setembro de 2009

O que tirar da 26ª rodada?

A rodada deste fim de semana, como todas as outras até agora, serviu para mudar coisas na tabela e provar que nada no atual Campeonato Brasileiro é definitivo. Talvez só o Palmeiras tenha mantido uma certa lógica na sua campanha e agora mantém a ponta com bons cinco pontos de vantagem.

Mas mesmo o Verdão terá uma dura missão até a última rodada e já mostrou que não está lidando muito bem contra times motivados, ou seja, todos a partir de agora. Venceu o Atlético-PR, mas a defesa teve que suar para parar a enchurrada de chutes a gol.

Ainda é cedo para afirmar, mas o Goiás e Atlético-MG parecem tomar o lugar de São Paulo e Internacional como concorrentes do atual líder pelo título. Muitos vão dizer que no caso do time goiano falta camisa, mas já faz tempo que estão provando que podem fazer muito mais do que esperam dele. Que o digam Léo Lima, Iarley e cia.

O Galo também já foi muito criticado pela incostância, mas também vem mostrando uma evolução bastante interessante e um time que toca muito bem a bola e conta com um atacante inspirado. A chegada do Ricardinho pode dar ainda mais toque de bola à equipe.

O Inter não deu para medir na rodada, jogou Polo Aquático contra o Fla, mas o time parece em decadencia em relação aos concorrentes. Do 6º ao 13º lugar, a zona da pasmaceira, quem ganha espaço é o Grêmio, que ainda não vence fora o que complica bastante, e o Flamengo, que parece se ajeitar mas te uma missão muito complicada daqui pela frente e sem o Imperador em alguns jogos.

Com a vitória do Coxa, cinco times se juntam e parecem que lutarão pela única vaga que resta para eles no Brasileirão do ano que vem. O Bota, que muitos consideram não ter time para estar aonde estar, já extrapolou o limite de chances desperdiçadas, mais de dez. E para complicar, Flu e Sport resolveram vencer e embolar ainda mais a briga.

Fluminense, esse será um capítulo interessante de acompanhar nas próximas rodadas. Se perdesse, passava a ter 98% de chances de cair. Mas venceu e agora está "apenas" cinco pontos para sair da zona. A missão ainda é iglória, mas se acende uma luz no fim do túnel. Uma vitória contra o Maior rival na próxima ropdada pode dar novos rumos ao time das Laranjeiras.

Campeonato estranho esse!