sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Até que enfim

O título traduz bem o sentimento de todos os alvinegros nesta sexta-feira. Já era do Botafogo ter uma atuação convincente no Brasileirão jogando em casa. Aliás, já era do time ganhar no Engenhão, o que não acontecia desde 01/08, no 2 a 1 contra o Barueri, quando Ney Franco ainda era o treinador e Estevam Soares dirigia o time paulista.

Estevam, aliás, parece ter encontrado a formação ideal com dois zagueiros, dois volantes e quase três atacantes; isto porque Reinaldo varia entre a função de quarto homem de meio-campo e o ataque. O time ficou mais leve, mais veloz, muito também em função da entrada do garoto Jobson. Recém-chegado ao clube, o menino de 21 anos é habilidoso, rápido e o melhor, não tem medo de partir pra cima dos adversários. Jogando pelas pontas, criou inúmeras jogadas de perigo e lembrou bastante Maicosuel em alguns momentos.

Resumindo, o 3 a 1 sobre o Atlético-MG foi a melhor atuação do Botafogo no campeonato, coroada com a saída da zona de rebaixamento depois de 8 rodadas. O time agora é o 16º, com 31 pontos, 2 a frente do Santo André, que abre o Z4. Segunda-feira, o Alvinegro tem boas chances de se distanciar ainda mais da Série B, pois joga em casa novamente, desta vez contra o Avaí. A equipe catarinense é perigosa, mas em boa fase o Bota tem tudo para se impor e vencer a terceira consecutiva. Alô, torcida alvinegra! Vamos encher o Engenhão!

Já o Atlético-MG sentiu a falta de Éder Luis e, principalmente, Diego Tardelli. O time quase não ameaçou e foi batido até com certa facilidade. Conseguiu se manter no G4 graças ao rival Cruzeiro, que venceu o Goiás por 3 a 0, no Mineirão. Agora, os rivais fazem o clássico estadual segunda-feira. Nova derrota do Galo complica a vida de Celso Roth na disputa por vaga na Libertadores, porque os times que estão abaixo se aproximam cada vez mais. O Cruzeiro é um deles, pois caso vença, chegará a 42 pontos e será mais um na briga.

- Uma prova do quanto o Avaí é perigoso foi dada ontem, quando os catarinenses conseguiram um empate com o líder Palmeiras, no Palestra Itália, e ainda tiveram boas chances de vencer. Os visitantes abriram 2 a 0, perderam duas oportunidades inacreditáveis e foram castigados com o empate alviverde. Para o Palmeiras foi ruim mais pelo fato de que o time poderia abrir 7 pontos na liderança. Mas como o São Paulo também havia empatado quarta-feira por 2 a 2 com o Coritiba, a diferença de 5 pontos foi mantida.

- Uma rápida passada pelos jogos de quarta-feira, já que não tive tempo de escrever sobre. O Inter voltou a ganhar na partida de estreia de Mário Sérgio no comando da equipe, mesmo sem jogar bem. Mas o 3 a 1 recolocou o Colorado no G4 e isso que interessa. O Flamengo, por sua vez, jogou bem mais uma vez e arrancou um empate contra o Vitória no finalzinho em uma partida muito difícil. Manteve a sexta colocação e encara o São Paulo, no Maracanã, sábado. Se vencer, entra de vez na briga pela Libertadores. Mas é jogo duríssimo. E o Fluminense praticamente decretou seu rebaixamento ao empatar em casa com o Corinthians. A última chance de continuar respirando é o confronto direto e decisivo com o Santo André, neste sábado, fora de casa. Vencendo ganha sobrevida. Se perder ou até mesmo empatar, adeus.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

QUE JOGÃO!

Olá blogueiros. Que espetáculo o jogo (3x3) desta quarta-feira entre Vitória e Flamengo. Uma partida que valia muito na briga por uma vaga na Libertadores. Baianos e cariocas entraram em campo com fome de jogo e com um só objetivo: a vitória. Com isso, as duas equipes proporcionaram um início de primeiro tempo eletrizante. Foram quatro gols em sete minutos (Dênis Marques, Roger, Petkovic (foto) e Ramon). Ainda na primeira etapa o Vitória virou em um contra-ataque puxado pelo Gláucio, que rolou para o gol do meia Ramon. Mesmo com o abatimento da virada baiana, o Rubro-Negro carioca se acalmou no jogo, tocou a bola e recuperou o controle do jogo.

O técnico Andrade mexeu bem na equipe. Juan, Bruno Mezenga e Maxi entraram nas vagas de Willians, Dênis Marques e Petkovic, respectivamente. E toda essa ousadia do Tromba surtiu efeito. Nos acréscimos Mezenga lançou o lateral Juan na grande área, que rolou para Zé Roberto empatar a partida. Um pontinho importante para o Flamengo na briga por uma vaga no G-4.

Queria destacar os dois veteranos da partida de ontem. Ramon (37) e Petkovic (37) jogaram muito! O meia do Rubro-Negro baiano fez dois gols, o primeiro de falta, lindíssimo. Pet marcou um, também de falta, mas quase fez três. O gringo chegou perto de marca mais dois, em duas cobranças de faltas bem defendidas pelo goleiro Greguer. É impressionante como o sérvio ta jogando bem e com saúde.

Outro destaque do Flamengo foi Zé Roberto. O camisa 26 fez o gol do empate, deu o passe para o primeiro gol do Denis Marques e ainda sofreu a falta que o Pet converteu. A boa fase do Zé se mistura com a seqüência de sete jogos sem perder da equipe (3 empates e 4 vitória). Nesse período Zé Roberto marcou três gols (Santo André, Sport e Vitória), além de ter participado de alguns gols dando passes ou sofrendo faltas. Indiscutivelmente essa virada teve o dedo do técnico que nunca deixou de apoiar o meia.

Sábado tem Flamengo x São Paulo, no Maracanã, pela 29ª rodada. Expectativa de mais um recorde de público e renda da Série A. Para Flamengo e São Paulo é vencer e vencer. Que jogão!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

SUPER PALERMO

Afinal de que planeta vem Palermo? Faço essa pergunta não pelo fato dele ser um jogador excepcional, mas pelo fato dele ser um goleador como poucos e que leva em sua figura uma dose de simpatia, folclore e amor ao que faz e ao clube que defende. Palermo parece ser um jogador de outra época.

No último domingo, na vitória sobre o Vélez Sarsfield por 3 a 2, Palermo colocou mais um momento ímpar em sua galeria. O gol de cabeça do meio da rua, uma distância de 35 metros, já entrou para o Guinness Book. A vitória, de virada e sobre um rival de peso, trouxe um pouco de paz para a Casa Amarilla. A prova disso não foi que o Boca Juniors jogou bem, pelo contrário, mostrou mais uma vez sua fragilidade defensiva, mas algumas imagens provaram que os medalhões estão imbuídos na causa de melhorar a imagem do clube em 2009.

A classificação para a próxima Libertadores só deve ocorrer se o Boca Juniors conseguir uma arrancada milagrosa. O Xeneize é 11º, com oito pontos em seis partidas. Está há oito pontos do líder Estudiantes. Mas não custa nada colocar o clube numa situação mais digna ao fim do campeonato. Battaglia (el generalísimo), Riquelme (que golaço!) e Palermo (gol histórico) levaram à loucura a Bombonera, como nos velhos tempos. Outro fato a ser destacado, o abraço de Riquelme a Palermo na comemoração do terceiro gol. Uma mostra de que neste momento todas as diferenças internas estão superadas em nome do azul y oro. Que venha o Racing!

Veja o gol histórico de Martín Palermo:




Sin comando


Nestor Gorosito não resistiu à derrota no clássico para o San Lorenzo por 2 a 1, no Nuevo Gasómetro. Foi a quarta derrota do Millonário neste Torneio Apertura. A equipe venceu apenas uma partida e está na 16ª colocação. O nome mais forte para substituir a Pipo é Leonardo Astrada, ex-jogador e também treinador do River Plate. Na época em que deixou o comando do Millo, o clube era o segundo na média de pontos, atualmente é o 12º.

Outros jogos: Independiente 2 x 1 Tigre; Colón 0 x 0 Banfield; Huracán 3 x 1 Racing; Argentinos 1 x 0 Estudiantes; Arsenal 1 x 0 Rosario Central; Newell’s 3 x 0 Atlético Tucumán; Gimnasia 2 x 0 Chacarita; Lanús 1 x 0 Godoy Cruz.

Classificação: Estudiantes 16, Argentinos 15, Banfield 15, Vélez 14, Newell’s 13, Independiente 13, San Lorenzo 13, Rosário Central 13, Colón 12, Arsenal 10, Boca 8, Godoy Cruz 8, Gimnasia 8, Lanús 8, Atlético 7, River 5, Racing 4, Huracán 4, Chacarita 3 e Tigre 3.

Média de 2009: Colón 1,769; Lanús 1,769; Huracán 1,620; Rosario Central e Banfield 1,461. (Os três com melhores médias em 2009 vão para a próxima Libertadores, junto com Vélez, campeão do Clausura 2009, Estudiantes, campeão da Libertadores 2008 e o campeão do Apertura 2009).


Por Raphael Martins



terça-feira, 6 de outubro de 2009

PASSANDO A BOLA - MESA REDONDA

Amigos, está no ar, com um certo atraso, mais um Passando a Bola Mesa Redonda. Neste programa destacaremos a 27ª rodada do Brasileirão, debateremos a escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016 e escolheremos o craque e o gol mais bonito da rodada, além do Troféu Hélio dos Anjos e do nosso toque final. Vejam!

Neste primeiro bloco, os destaques da 27ª rodada do Brasileirão:



Neste segundo bloco, um debate sobre a escolha do Rio de Janeiro como sede da Olimpíada de 2016:



Neste terceiro bloco, a escolha do craque e do gol mais bonito da 27ª rodada, além do Troféu Hélio dos Anjos e de nosso toque final:

EXCLUSIVO - SABELLA: SINTO QUE ESTOU NO OLIMPO DESTE CLUBE

RAPHAEL MARTINS: Como o senhor está vivenciado o fato de ser um treinador campeão da América?

ALEJANDRO SABELLA: É uma alegria muito grande e uma responsabilidade enorme. Sei que entrei para a História, assim como esse elenco do Estudiantes. Para o nosso clube foi muito importante. E a forma como ganhou também foi marcante, pois jogamos um grande futebol e ganhamos de uma grande equipe, o Cruzeiro.

RM: O senhor foi auxiliar do Daniel Passarella no Corinthians e na seleção uruguaia. O que você pôde aprender com ele?

AS: Nós temos personalidades diferente mas pensamos o futebol de uma maneira parecida, com disciplina tática. Nesse sentido somos muito parecidos. Porém no tocante ao trato com os jogadores somos diferentes. Ele é mais linha-dura. Eu sou mais liberal. Mas dentro do campo sempre buscamos um time solidário e aguerrido. Tanto na hora de defender quanto na hora de atacar.
RM: Por essa análise pode-se dizer que o ponto forte desse time do Estudiantes é o jogo coletivo?

AS: Sim, o jogo coletivo e o caráter. O jogo coletivo e a técnica devem andar de mãos dadas. Uma coisa se alimenta da outra. O ponto forte desse Estudiantes é o jogo de equipe e a solidariedade. Tentamos jogar sem desespero, sempre pensando na vitória. Mesmo quando estamos perdendo procuramos não nos desesperar. Eu sempre digo que o futebol é jogado com os pés e com a cabeça.
RM: E dentro de campo essa “cabeça” da equipe é Verón?

AS: Verón é um grande jogador. É o melhor de nosso time, é o jogador mais importante. Todos no grupo têm essa consciência.

RM: Sendo técnico de uma equipe principal há menos de um ano, a conquista da Libertadores e o sucesso que vem tendo à frente do Estudiantes é uma surpresa?

AS: Assumi no dia 15 de março e em julho já era campeão da Libertadores. Não acho que foi uma surpresa pelo que disse antes. Trabalho com o caráter da equipe, com a força interior dos jogadores. Gosto de lembrar sempre a eles sobre a História desse clube. Durante a Libertadores sempre falava nas preleções sobre as conquistas do Estudiantes em 68, 69, 70. Sem falar que conto com uma lenda viva do clube em campo, que é Verón, filho de outra lenda do Estudiantes.

RM: Depois de ter assumido o Estudiantes, ter sido campeão da Libertadores e agora lidera o Torneio Apertura, o que mudou em sua vida nesse período tão curto de tempo?

AS: Muitas coisas não mudaram. Não sou muito de sair de casa. Quando não estou na minha residência estou no clube, e vice-versa. Sou uma pessoa tímida. Mas é claro que o fato de ser campeão traz seus efeitos. Não consigo caminhar pela rua por exemplo sem que apareça uma pessoa que queira tirar uma foto, pegar um autógrafo. Às vezes levo alguns sustos quando estou dirigindo porque as pessoas param ou emparelham seus carros ao lado do meu e começam a buzinar. Mas eu tenho noção de que agora ocupo um lugar importante na História do clube. Conquistei dois títulos argentinos com o Estudiantes como jogador, e agora ganhei um título continental. Sinto que estou no Olimpo de este clube.

RM: Como você vê a rivalidade entre os torcedores argentinos de uma maneira em geral? Entre Gimnasia e Estudiantes, por exemplo?

AS: La Plata não é uma cidade muito grande, mas também não é uma cidade pequena. O que eu acho é que a rivalidade aqui é muito violenta, o que é algo ruim. Em comparação com o Brasil, por exemplo, eu acho que as torcidas brasileiras são mais tranqüilas.

RM: Mas aqui no Brasil o Estudiantes teve apoio da torcida do Atlético, rival do Cruzeiro. Os cruzeirenses pressionaram muito o time do Estudiantes?

AS: Não. Foi tudo muito tranqüilo. Todos nos trataram muito bem. E sobre as rivalidades, isso é coisa do futebol. Mas é lógico que ficamos muito agradecidos pelo apoio nos dado pela torcida do Atlético Mineiro.

RM: Sobre o Torneio Apertura. Parece que o Estudiantes, mesmo já estando na próxima Copa Libertadores e tendo que disputar um Mundial em Dezembro, não se desligou do torneio local. Qual é a tática para manter a equipe focada no campeonato nacional?

AS: Isso não é uma coisa fácil de se conseguir. Sobre isso falo individualmente. Converso com cada jogador. Digo que o que está em jogo é a camisa do Estudiantes e lembro que existem vários jogadores das categorias de base dispostos a ganhar um lugar no time principal. Lógico que quanto mais se aproxima do Mundial a ansiedade tende a aumentar. É natural. Mas penso também que se chegarmos nos Emirados Árabes levando na bagagem uma boa sequência de vitórias e até mesmo um título, isso vai nos ajudar. Porque o grupo vai estar com o moral elevado. Por isso que até mesmo tratar o Torneio Apertura com seriedade pode nos ajudar a conquistar o Mundial.

RM: E o que podemos esperar desse time do Estudiantes no Mundial?

AS: Creio que a preparação vai começar, a sério, cerca de um mês antes. Aí poderemos ter noção da condição física de cada jogador após um campeonato desgastante.

RM: Enfrentar o Barcelona lhe assusta?

AS: Antes teremos um confronto com uma outra equipe. Se passarmos aí temos grandes chances de enfrentar ao Barcelona, que também terá de vencer o seu jogo. Porém acho que nesse caso vou ter de pedir à FIFA para entrar em campo com 14 jogadores. Só para tentar parar Messi.

RM: Como última pergunta, o senhor crê que a Argentina vai conseguir uma vaga para o Mundial?

AS: Temos bons jogadores, que são talentosos e atuam em clubes importantes. Mas a nossa situação está muito difícil. Mas eu creio que iremos ao Mundial e digo mais: O Brasil ganhou a Copa do Mundo em 1970 e só veio a ganhar outra no Pós-Pelé em 1994, ou seja, 24 anos depois. A última vez que a Argentina foi campeã do mundo foi em 1986, ou seja, em 2010 fará 24 anos do Pós-Maradona. É claro que são coincidências, mas tenho confiança de que a Argentina irá se classificar e que poderemos fazer um bom papel na África do Sul.

Por Raphael Martins

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Rapidinhas de Domingo - Bota respira em Goiânia

O Botafogo conseguiu o que muitos consideravam impossível. Após 11 rodadas sem vitória, na 18ª colocação, o Alvinegro foi até o Serra Dourada e derrotou o Goiás, quarto colocado, por 3 a 1, com justiça. Para se ter noção do tamanho do feito botafoguense, o Esmeraldino não perdia em casa desde a 11ª rodada (quando caiu diante do Avaí, por 2 a 0) e o último triunfo do time carioca sobre o Goiás, fora de casa, havia sido em 1995, ano em que o clube foi campeão brasileiro. De quebra, os três pontos aliviam a pressão em cima do técnico Estevam Soares, que conquistou sua primeira vitória no comando do Bota no Brasileirão, e do vice de futebol, André Silva, e do gerente de futebol, Anderson Barros, que tiveram suas demissões requisitadas pelo Conselho Deliberativo. Nesta segunda, uma reunião será realizada em General Severiano para lavar a roupa suja e definir todas essas situações. Mas em função do ótimo resultado em Goiânia, acredito que nada vá mudar.

Porém, apesar de finalmente ter conseguido vencer, o Botafogo não deixou a zona de rebaixamento. É o 17º, com 28 pontos, mesma pontuação do 16º, Santo André, mas perde no número de vitórias (7 a 5). Como lembrou o companheiro Victor Valente, quando comentávamos sobre a rodada, o Alvinegro teve inúmeras oportunidades de deixar o chamado Z-4 e não conseguia vencer. Quando o fez, não saiu das últimas posições. Agora vai ter que engatar uma sequência para se distanciar do perigo. E tem uma boa chance para isso, afinal tem dois jogos consecutivos em casa: Atlético-MG e Avaí. O problema é que o Bota tem a pior campanha como mandante do Brasileirão, com apenas 3 vitórias em 14 jogos (6 empates e 5 derrotas) - 35,7%. Está na hora da torcida gloriosa apoiar a equipe e fazer do Engenhão uma arma.

O Goiás, talvez desgastado pelo jogasso do meio de semana diante do Cerro Porteño, foi presa fácil. O Esmeraldino caiu da 2ª para a 4ª colocação e começa a se preocupar com os rivais que estão abaixo na briga pela Libertadores. E o Hélio dos Anjos mais uma vez reclamou. Que mala!

- O Grêmio marcou bobeira e empatou com o vice-lanterna Sport, no Olímpico, por 3 a 3, depois de estar três vezes na frente no placar. O Tricolor perdeu a chance de encostar ainda mais no G4. Jonas fez um belo gol e chegou aos 14 no campeonato, vice-artilheiro ao lado de Diego Tardelli. Maxi López marcou os outros dois. Pelo Sport, Vandinho, Paulinho e Fininho foram os autores dos gols. Foi o segundo empate nos últimos 3 jogos que o Grêmio fez em casa, o que é péssimo para uma equipe que tem a melhor campanha como mandante (10 vitórias, 4 empates e 0 derrota).

Já o Sport segue, mesmo que lentamente, sua recuperação. Com 24 pontos, a distância para o Santo André, primeiro clube fora da zona de rebaixamento, é de 4 pontos. Neste segundo turno, o desempenho do Leão da Ilha melhorou muito. São 11 pontos em 8 partidas. Se cosiderarmos que na primeira metade do campeonato foram 13 pontos em 19 jogos, a torcida rubro-negra pode ter esperanças de escapar da Série B ano que vem.

- O Internacional realmente perdeu o rumo. Depois de ser eliminado no meio da semana pelo Universidad do Chile, na Sul-Americana, o Colorado foi derrotado novamente, desta vez para o Coritiba, por 2 a 0. Nos últimos 4 jogos, apenas um ponto somado. Foram três derrotas e um empate. No segundo turno, o Inter faz campanha pífia: apenas 7 pontos em 8 jogos, a terceira pior campanha nesta segunda metade do Brasileirão. Por causa dessa queda livre de desempenho, o Colorado deixou o G4 pela primeira vez no campeonato. Era o único time que permanecia entre os quatro primeiros em todas as rodadas. Tite está balançando e desta vez não é só a torcida que pega no pé. A diretoria também já mostrou insatisfação publicamente com as atuações da equipe. E elenco não falta. O que será que está acontecendo? Ficar fora da Libertadores será uma vergonha.

O Coritiba, por sua vez, praticamente deu adeus definitivo ao fantasma da Série B. Nas últimas 9 partidas, foram 5 vitórias, 2 empates e 2 derrotas. Apesar de estar na 15ª posição, são 5 pontos de vantagem em reação ao 16º colocado. E o Coxa não tem time para cair.

- Na Ressacada, o empate em 2 a 2 entre Avaí e Cruzeiro praticamente sepultou as chances de ambas as equipes de entrarem na briga pela Libertadores. Mas evidencia momentos distintos dos dois times. O Avaí, depois de um período impressionante, no qual ficou 11 partidas invicto, voltou ao "normal". Nos últimos 6 jogos, foram 4 derrotas, 1 empate e apenas 1 vitória. Aquela gordurinha acumulada agora faz a diferença e dificilmente o time catarinense vai correr riscos até o final do Brasilerão. O Cruzeiro, por sua vez, melhorou demais. Tem a quinta melhor campanha do returno, com 14 pontos, e o que mais chama a atenção é o desempenho fora de casa: são sete jogos como visitante sem perder (4 vitórias e 3 empates). Se no Mineirão a equipe fosse um pouquinho melhor, talvez estaria brigando mais em cima na tabela.

domingo, 4 de outubro de 2009

Os grandes vencedores do domingo

Das quatro equipes que venceram neste domingo, duas podem considerar a 27ª rodada como perfeita: Flamengo e Palmeiras. Não só porque venceram clássicos estaduais com autoridade, mas principalmente porque consolidaram suas aspirações no campeonato. O Rubro-Negro chegou as 41 pontos, na sexta posição (melhor colocação do clube na competição; na 4ª, na 7ª e na 9ª rodadas também esteve na mesma colocação), a apenas 4 pontos do G4. O Verdão foi para 53 pontos e voltou a abrir 5 pontos de vantagem para o vice-líder, São Paulo. O time de Muricy Ramalho completou 13 rodadas na liderança e caminha a passos largos rumo ao título. Mas vamos falar separadamente de cada jogo.

No Maracanã, recorde absoluto de público no Brasileirão: 78.409 pagantes, 82.566 presentes. Destes, mais de 80% eram flamenguistas, que viram a equipe de Andrade derrotar com autoridade o Fluminense por 2 a 0. Adriano, mais uma vez, foi o destaque da partida, marcando os dois gols e chegando aos 15 no campeonato, artilheiro isolado. Mas outros nomes também foram muito importantes na vitória, dentro e fora de campo. Zé Roberto voltou a jogar muito bem. Na primeira etapa, em que o Flamengo pouco criou, foi o mais lúcido em campo ao lado do Imperador. Na segunda etapa continuou se destacando e fez a jogada do primeiro gol, depois quase deixou o seu, mas Rafael fez ótima defesa. Willians também foi muito bem. O volante entrou depois do intervalo e atuou quase como um ponta direita, alternando jogadas por aquele lado com Léo Moura. Que pulmão tem esse rapaz! Além de atacar constantemente, também marcou muito, correu demais, desarmando vários ataques tricolores.

Mas o elogio maior vai para o Andrade. A cada jogo o Tromba mostra seu valor, prova que não é o treinador por acaso. Ele mudou o esquema batido que o Flamengo usava desde 2007, implantou um 4-2-3-1, no qual o Rubro-Negro não só não leva gols, como joga bonito no ataque. São seis jogos sem sofrer gols e 11 gols marcados neste período. Só para se ter uma ideia, antes dessa sequência invicta, a zaga da equipe chegou a ser a terceira pior da competição. Hoje, seis partidas depois, é a quarta melhor ao lado do Atlético-MG (36 gols sofridos).

No clássico deste domingo, Andrade também teve papel fundamental. Tirou Denis Marques, que estava muito mal, no intervalo e colocou Willians aberto pela direita, fazendo função quase que de ponta, mas com obrigações defensivas. O mesmo fez Zé Roberto pela esquerda. Ou seja, o Tromba está cheio de moral e com merecimento. Mas nas próximas duas rodadas terá um desafio: armar o time sem Adriano, que estará com a Seleção Brasileira.

O Fluminense... Bem, sejamos francos. O time do Fluminense é muito fraco. Até teve chances esporádicas no primeiro tempo, mas em nenhum momento teve controle do jogo. Rafael e Conca são os únicos que se salvam e, claro, isso não é o suficiente. Se a torcida tricolor tinha alguma esperança de não cair, após essa derrota acho que fica muito, mas muito complicado do Flu não disputar a Série B ano que vem. São 7 pontos de diferença para o Santo André, primeiro clube fora da zona de rebaixamento. O site Infobola dá 97% de chances de cair. Só um milagre salva.


O Palmeiras está com cara de campeão. Saiu atrás no placar diante do Santos, na Vila Belmiro, mas teve calma para virar o jogo e vencer por 3 a 1. Foi a terceira vitória seguida do Alviverde, que, como escrevi, voltou a abrir 5 pontos de vantagem pra o segundo colocado. Diego Souza, Robert e Vágner Love marcaram para a equipe de Muricy Ramalho, que aumentou sua vantagem no confronto direto com Vanderlei Luxemburgo: em 20 partidas, foram 11 vitórias do palmeirense contra 6 do santista, além de 3 empates. A estrela de Muricy, aliás, brilha intensamente. O tricampeão brasileiro assumiu o Palmeiras na 15ª rodada e logo de cara se estabeleceu na liderança para não sair mais. São 13 rodadas na primeira posição e, curiosamente, a campanha tem a cara do treinador: esta vitória foi a primeira por mais de um gol de diferença com ele no comando a equipe. Os números do líder impressionam pela regularidade, tanto em casa quanto fora: é o melhor visitante do campeonato (6 vitórias, 4 empates e 4 derrotas -52,4% de aproveitamento) e o segundo melhor mandante (9 vitórias, 4 empates e 0 derrotas - 79,5% de aproveitamento), atrás apenas do Grêmio.

Diego Souza mais uma vez jogou muita bola, fez um gol e deu assistência para outro. Vai se firmando como o grande jogador deste Brasileirão. Porém, assim como Adriano, vai desfalcar a equipe nas próximas duas rodadas pois estará com a Seleção Brasileira. Ah, esse calendário!

O Santos, segundo o próprio Luxemburgo, tem que olhar para 2010. Neste Brasileiro não dá para fazer mais nada, a não ser continuar no meio da tabela, com um vaguinha na Sul-Americana.