sábado, 20 de junho de 2009

Sai Muricy, entra Ricardo Gomes

A terceira eliminação seguida de Muricy Ramalho a frente do São Paulo na Libertadores foi o último ato do treinador no comando do Tricolor. Na noite desta sexta-feira foi oficializada a saída de Muricy, demitido pela diretoria do clube paulista. Apesar do tricampeonato brasileiro, que deu ao São Paulo a soberania nacional, os dirigentes nunca esconderam que o grande objetivo sempre foi a competição sul-americana. E nisso, Muricy falhou.

Ano passado, após a derrota para o Fluminense nas quartas de final da Libertadores, a demissão de Muricy Ramalho já havia sido cogitada. Mas o bom relacionamento dele com o elenco e a confiança de que aquilo tinha sido apenas um acidente de percurso fizeram com que o treinador fosse mantido. Escolha certa, já que no final do ano ele conquistou novamente o Campeonato Brasileiro. Mesmo assim, depois de três anos e meio, era natural que a relação técnico/clube ficasse desgastada. Como em 2009 o São Paulo ainda não convenceu e decepcionou nas duas competições que disputou, a mudança no comando tornou-se inevitável.

Acho que é uma boa para todos. O clube tenta recomeçar, botar ordem na casa, de olho, mais uma vez, no Brasileirão. E Muricy, mesmo com a eliminação, sai por cima, com muito espaço no mercado. Podem ter certeza de que o celular dele deve estar tocando sem parar desde ontem. Além do mais, sua relação com o elenco já não era a mesma, pelo que se ouviu em sua entrevista à Rádio Jovem Pan, da capital paulista. Muricy falou em falta de humildade e comprometimento de alguns jogadores. Ou seja, era a hora de sair.

Com a demissão, duas questões foram imediatamente levantadas. Para onde vai Muricy e quem, assumirá o São Paulo. O treinador disse que pretende dar uma descansada, mas do jeito que ele é (obssecado pelo trabalho), não duvido que em breve já esteja assumindo uma nova equipe, aqui no Brasil ou até no exterior. A segunda questão foi respondida na manhã deste sábado.

O São Paulo já oficializou a contratação de Ricardo Gomes, que deve assumir já na segunda-feira. O treinador já teve passagens por diversos clubes brasileiros, como Flamengo, Fluminense, Sport e Guarani. Não se destacou. Fracassou no comando da Seleção Brasileira Sub-23, quando não conseguiu classificar a equipe que tinha Diego e Robinho para a Olimpíada de Atenas, em 2004. Nos últimos dois anos treinou o Monaco, da França, pelo qual não foi bem na temporada 2008/2009, terminando na 11ª colocação.

Não é um nome que me agrada, mas o São Paulo não tem muitas opções no mercado. Veremos no que vai dar. No clássico deste domingo diante do Corinthians o auxiliar Milton Cruz comandará a equipe.

Fim de uma era e início de outra, será?

Chegou ao fim a era Muricy Ramalho (foto) no São Paulo. Depois de três anos e meio e três títulos brasileiros, o comandante foi demitido nesta sexta-feira, um dia após ser eliminado da Libertadores pelo Cruzeiro. As eliminações no Campeonato Paulista e na Libertadores desgastaram o relacionamento do técnico com os dirigentes e com o grupo de jogadores. A solução da diretoria foi rápida: Ricardo Gomes foi anunciado pelo presidente Juvenal Juvêncio na manhã deste sábado, menos de 24 horas depois da demissão de Muricy. Será que a escolha do ex-zagueiro da Seleção foi acertada?

Ricardo Gomes tem uma carreira consolidada na Europa, principalmente na França, onde começou em 96, dirigindo o PSG. Além do time da capital, o brasileiro trabalhou no Bordeaux e no Mônaco, este último até o fim desta temporada. No Brasil, Ricardo Gomes passou pelo Sport, Guarani, Juventude e Coritiba. Depois de realizar bons trabalhos no Juventude e no Coritiba ele foi convidado para comandar o projeto Olímpico da Seleção. Assumiu em 2002 na preparação para o Pré-Olímpico, mas fracassou e não levou a Seleção Brasileira para os jogos Olímpicos de Atenas/2004. Ricardo ficou marcado por não ter controlado os jovens da Seleção (Robinho, Diego e Cia.). Ainda comandou a dupla Fla-Flu, sem muito brilho, é verdade.

Na minha opinião Ricardo Gomes (foto) ainda tem que provar o seu valor em terras brasileiras. Na França ele trabalhou em grandes equipes e fez até um bom trabalho. Seu melhor momento foi na temporada 2005/06, quando foi vice-campeão francês pelo Bordeaux. No Brasil fez bons trabalhos em equipes medianas, mas quando recebeu a oportunidade de trabalhar em uma grande equipe (Fla/Flu) não correspondeu.

O São Paulo pode ser um ótimo lugar para essa confirmação. Com estrutura e uma seriedade acima da média dos clubes brasileiros, o Tricolor Paulista pode ser um ponto de partida. Mas como nem tudo são flores, o técnico recebe um elenco cheio de problemas. Muricy Ramalho, em entrevista após se despedir do clube, afirmou que falta humildade ao elenco, apontou focos de vaidade entre os jogadores e concluiu que esse grupo do São Paulo não deu liga. Pois bem, Ricardo Gomes terá que avaliar muito bem esse plantel, cortar alguns jogadores e contratar outros de sua confiança. Enfim, montar na medida do possível um novo elenco para a disputa da Série A do Brasileirão. Eu vou esperar para ver...

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Pela primeira vez na história, F1 se enfraquece e vê nascer outro campeonato

O que era só ameaças tornou-se uma triste realidade. Pela primeira vez em 60 anos, a Fórmula 1 será dividida em duas, e terá um campeonato paralelo ao seu, graças ao autoritarismo, orgulho e petulância de Max Mosley(foto) , presidente da FIA(Federação Internacional de Automobilismo).



A FOTA(Associação dos Times da Fórmula Um), não encontrou um denominador comum junto a FIA, e rompeu relações com esta entidade. Em 2010, a FOTA organizará um outro campeonato com as equipes Ferrari, McLaren, BMW, Renault, Toyota, Red Bull, Toro Rosso e Brawn, que não concordaram com a imposição do teto orçamentário estimado em £ 40 milhões de libras esterlinas, cerca de R$130 milhões de reais.


A FIA até havia cedido as reclamações da FOTA e colocaria essa sifra na casa de £ 100 milhões de libras, mas voltou atrás e se mostrou teimosa a não atender as recomendações das equipes citadas à cima. Semelhante ao que aconteceu em 1996 com a IRL, em que Tony George não queria ver outra categoria associada ao nome Indy, por ele ser dono do Indianápolis Motor Speedway, a categoria também se dividiu em duas. O que há tempos atrás era inimaginável, infelizmente aconteceu. Como será essa nova Fórmula 1 sem a tradicionalíssima Ferrari? A mídia especializada daria um bom tratamento na cobertura dela? Teria audiência na TV? E a aceitação junto ao público? Os times que não foram incluidos na lista do dia 12 de Junho vão ser agregados, afim de apagar a má imagem da FIA junto ao mundo? A idéia de Max Mosley era de certo modo até boa, se pensarmos que o inglês faria a principal categoria do automobilismo mundial, voltar a alinhar 26 carros no grid desde 1995, se não fosse a controversa história do teto orçamentário.


Das duas uma, ou oito ou oitenta! Ele,(Max Mosley) atendia as reivindicações dos times rebeldes, elevando os custos da categoria a quantias astronômicas em plena crise mundial, ou baixava os gastos a fim de facilitar a entrada de escuderias modestas. Graças a idéias estapafúrdias, carregadas de um certo ar de arrogância e intolerância, Mosley conseguiu destruir para sempre a imagem da F1.


Queimei a língua!

Confesso que substimei o Cruzeiro. E quando falamos de um time da tradição celeste, isto é um erro imperdoável. A equipe de Adílson Batista foi até o Morumbi e venceu com sobras o São Paulo por 2 a 0, garantindo a classificação para a semifinal da Libertadores. Agora, encara o Grêmio por uma vaga na decisão. O primeiro jogo será dia 24, no Mineirão, e a partida de volta dia 2 de julho, no Olímpico. A vantagem é dos gaúchos pela melhor campanha na fase de grupos.

Já o São Paulo segue sua sina de insucessos recentes diante de brasileiros na Libertadores. Nas últimas quatro edições, o Tricolor foi eliminado por conterrâneos: em 2006, na final, pelo Inter; em 2007, nas oitavas, pelo Grêmio; ano passado, nas quartas, pelo Fluminense; e este ano, também nas quartas, pelo Cruzeiro.

A vitória celeste foi incotestável. Apesar da pressão tricolor no começo, os comandados de Muricy não conseguiram criar oportunidades claras de gol, muito pela ótima marcação dos mineiros (jogaram com 3 volantes: Elicarlos, Henrique e Marquinhos Paraná), mas também pela falta de competência de seus jogadores. Tanto é que a melhor chance da primeira etapa foi dos visitantes, em chute de Kléber, que Dênis defendeu. Antes do intervalo o São Paulo ainda sofreu um baque. Eduardo Costa deu uma entrada criminosa em Jonathan na frente do juiz e foi expulso. É o preço que se paga por escalar um brucutu e deixar Hernanes no banco.

Na volta para o segundo tempo, Dagoberto entrou no lugar de Washington e Hernanes na vaga de Junior César, com Richarlyson indo atuar na lateral-esquerda. As mudanças não surtiram efeito e o Tricolor continuou sem assustar a meta de Fábio. O Cruzeiro começou a gostar da partida e aos 20 minutos abriu o placar com uma bomba de Henrique, no ângulo de Dênis. Que golaço! Depois de Kléber quase marcar outro, Bernardo recebeu na entrada da área e chutou. A bola bateu na mão de André Dias e o árbitro argentino Sergio Pezzota assinalou o penalti, além de expulsar o zagueiro. Kléber cobrou bem e sacramentou a classificação celeste.

Vitória merecida de um time que vem jogando um belíssimo futebol, seguro na defesa e saindo com muita velocidade e qualidade nos passes para os contra-ataques. E olha que jogou desfalcado de Ramires! Na semifinal aposto no Cruzeiro diante do Grêmio, apesar da vantagem tricolor de fazer o segundo jogo em casa. Não sei porque, mas o time gaúcho não me convence. É esperar para ver.

Ao São Paulo resta ter tranquilidade para conseguir se recuperar no Brasileiro. Aliás, nos últimos três anos os paulistas curaram a ressaca da Libertadores abocanhando títulos nacionais. Mas este ano terá que melhorar muito se quiser repetir a dose. O time de Muricy ainda não fez uma apresentação sequer este ano que mereceu aplausos.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Podcast - Brasil 3x0 EUA


Olá blogueiros! Está no ar mais uma edição do Podcast do Blog Passando a Bola. Nesta terça-feira vamos comentar a vitória por 3 a 0 da Seleção Brasileira em cima dos Estados Unidos, pela segunda rodada da Copa das Confederações. Clique e confira a resenha esportiva do nosso Blog.

Noite sem gols na Libertadores

Não foi, na Libertadores, a noite que todos esperavam. Os dois jogos (Grêmio x Caracas, Nacional x Palmeiras) até que foram razoáveis, mas ninguém teve competência para marcar. Sorte dos gremistas, azar dos palmeirenses, que mais uma vez ficaram pelo caminho. A expectativa de mais uma final brasileira fica para o ano que vem.

O Palmeiras jogou bem, teve oportunidades, mas esbarrou na falta de pontaria de seus homens de frente, especialmente Obina, que perdeu um gol incrível aos 39 do segundo tempo. Marcos foi mero espectador do confronto e o time alviverde não sentiu a pressão uruguaia. Buscou o resultado, teve penalti não marcado, mas não pode reclamar. A eliminação é fruto de sua própria incompetência. O Nacional encara na semifinal o vencedor do confronto entre Estudiantes e Defensor. Os argentinos venceram o primeiro jogo, fora de casa, por 1 a 0 e devem avançar.

Já o Grêmio decepcionou, apesar da classificação. Como time de melhor campanha da primeira fase, mostrou muito pouco para eliminar o Caracas com dois empates. O primeiro, na Venezuela, foi um bom resultado, visto que o Tricolor tomou pressão e o adversário tem uma equipe bem arrumada e difícil de ser batida, especialmente em seus domínios. Ontem, no Olímpico, porém, os gaúchos precisavam ser mais incisivos. Tiveram oportunidades, mas não apresentaram um bom futebol. Jogaram com o regulamento embaixo do braço, sem correr riscos e o placar sem gols classificou-os para a semifinal.

Agora o Grêmio espera a definição do confronto entre São Paulo e Cruzeiro. O segundo jogo é hoje, no Morumbi e o time da casa precisa de uma vitória simples para avançar. Tem tudo para ser um jogaço, já que são duas equipes que se equivalem. Mas, em função do fato de atuar em casa e ter mais experiência na competição, aposto na classificação do Tricolor e vou além: 1 a 0, gol de Borges.

Importante, mas não definitivo

Foi uma noite de bom futebol no Pacaembu. Corinthians e Inter fizeram um grande jogo, digno de uma final entre duas equipes de qualidade. Melhor para o Timão, que foi superior durante a partida e venceu por 2 a 0, gols de Jorge Henrique e Ronaldo. O camisa 9, aliás, encerrou jejum de 6 jogos sem marcar. Com o resultado, os paulistas abrem vantagem considerável, mas reversível para o Colorado. Para isso, o time de Tite terá que vencer por 3 gols de diferença para avançar ou aplicar o mesmo marcador deste primeiro confronto para levar a decisão para os penaltis.

Como eu havia escrito aqui na prévia do jogo, era de se esperar que o Corinthians fosse ter um domínio maior da partida. Afinal, além de atuar em casa, seu adversário não contava com quatro titulares, entre eles Nilmar e D'Alessandro. Sem André Santos, Mano optou pelo volante Marcelo Oliveira na lateral-esquerda. Incumbiu o jogador de atacar e marcar sob pressão Danilo Silva, auxiliado por Jorge Henrique, que também caía por aquele lado. E foi pelos pés dos dois que o Alvinegro abriu o placar. Depois de algumas chances, o camisa 23 recebeu a bola na intermediária, limpou o marcador e lançou Marcelo Oliveira, que passou com facilidade por Danilo Silva e cruzou para o próprio Jorge Herique completar.

Apesar do maior domínio corintiano, o Inter assustou, quase sempre explorando os contra-ataques e a velocidade de Taison e Andrezinho. Como joga Taison! É muito rápido, arisco, driblador... Deu enorme trabalho aos defensores. Mas o menino jogou praticamente sozinho. Somente Andrezinho ajudava e os gaúchos encontraram algumas dificuldades para penetrar na zaga do Corinthians. Alecssandro, substituto de Nilmar, não fez boa partida.

No segundo tempo, o Corinthians veio para cima tentando ampliar a vantagem. Martelou até conseguir, após bom passe de Elias para Ronaldo, na velocidade, do jeito que ele gosta. O Fenômeno tirou Índio da jogada e bateu de pé esquerdo. Fim de jejum e mais uma prova de que ele é bom nestes momentos decisivos. A partir daí, porém, o Timão recuou e o Inter tomou conta, querendo diminuir o prejuízo. Aí apareceu a estrela de Felipe. O goleiro pegou tudo e fez lindas defesas em um chute de Guiñazu, numa bola em que Taison entrou livre e em uma falta de Andrezinho, esta no cantinho. Foi ele que assegurou a vitória e a bela vantagem paulista para o próximo jogo, dia 1 de julho. Foi um resultado justo, pelo domínio que o Corinthians teve na partida. Destaques para Cristian, Elias, Jorge Henrique e Ronaldo. O melhor do jogo, no entanto, foi Taison. Infernizou a zaga adversária praticamente sozinho.

Mesmo com a vantagem, o Corinthians não pode relaxar, pois não há nada ganho. O Inter terá Nilmar, D'Alessandro e Kléber de volta e eles fazem a diferença. Além, é lógico, do apoio da apaixonada torcida colorada. Mais um jogão por aí!

Micos da noite:

Leandrão e Souza desempenharam papéis ridículos em campo. O primeiro entrou duas vezes na maldade em um adversário e levou dois amarelos em curto espaço de tempo. Foi expulso e prejudicou a reação do Inter. Já o corintiano conseguiu a proeza de entrar aos 45 do segundo tempo, tocar uma vez na bola e levar um amarelo. Resultado: Souza estava pendurado e, com a punição, fica fora da partida no Beira-Rio. Mano deve estar feliz da vida.