quarta-feira, 10 de junho de 2009

Quem joga?

Dunga tem apenas um problema (que não é tão problema assim) para o jogo desta quarta-feira diante do Paraguai, no Recife. O atacante Luís Fabiano foi expulso na goleada sobre o Uruguai e desfalcará a equipe. Digo que o problema não é dos maiores, não pela ausência do camisa 9 - que é o titular da Seleção com justiça -, mas porque o técnico brasileiro tem dois jogadores de muita qualidade para escalar: Nilmar e Alexandre Pato.

A meu ver, nenhum dos dois tem características semelhantes ao Luís Fabiano. Ambos têm faro de gol, mas jogam mais soltos, movimentam-se mais pelo ataque do que o atacante do sevilha. Gosto tanto do Nilmar, quanto do Pato, mas optaria pelo segundo. Pato está mais acostumado a jogar como centroavante, mais fixo na área. Foi assim que ele atuou em alguns jogos nesta última temporada no Milan e teve muito sucesso, marcando 15 gols no Campeonato Italiano. Por vezes foi escalado por Carlo Ancelotti como único atacante. Já Nilmar, no Inter, troca bastante de posição com Taison, seu companheiro de linha de frente no Colorado. Tanto um, quanto o outro sai bastante da área e cai pelas pontas, explorando a velocidade e habilidade que tem. Outro fator a favor de Pato é a sua maior experiência internacional e na Seleção, apesar de ser mais novo. Ele é constantemente convocado e isso tem que ser levado em conta.

Acredito que Dunga vá optar por Pato. Um indício dessa escolha foi o treinamento de segunda-feira, no qual o jogador do Milan começou como titular, fez gol e deu assistência, enquanto Nilmar teve atuação apagada. Porém, foi o atacante do Inter que foi relacionado para o jogo na capital uruguaia. Nesta terça, Dunga despistou, portanto a decisão ficará para amanhã, provavelmente momentos antes da partida. Seja qual for a escolha, é certo de que o Brasil está bem servido e os dois jogadores têm condições de substituir Luís Fabiano à altura.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Passando a Bola - Mesa Redonda

Está no ar a segunda edição do nosso programa. O Passando a Bola - Mesa Redonda chega para debater a semana da Seleção Brasileira, a venda do meia-atacante Kaká e, lógico, os destaques da Série A do Brasileirão. Tivemos alguns problemas com o áudio, mas nada que atrapalhe. Aproveitem!







segunda-feira, 8 de junho de 2009

Podcast - Entrevista do Leandrinho


Olá blogueiros, nesta segunda-feira, nós do Passando a Bola, trazemos para vocês uma entrevista com o brasileiro Leandrinho, do Phoenix Suns. Ele falou sobre Seleção e NBA. Vamos conferir os melhores momentos da ótimas entrevista.

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LA MUERTE DEL BUEN FÚTBOL

Não foi a apresentação que esperávamos. A seleção argentina mais uma vez decepcionou, mesmo tendo derrotado a Colômbia no Monumental. O 1 a 0 foi suficiente para somar mais três pontos, colocar a blanquiceleste mais próxima do Mundial e dar um pouco mais de tranquilidade para os jogadores e comissão técnica. Ok, concordo com tudo isso, mas faltou futebol. Messi, Aguero e Tevez ainda não encantaram, ainda não mostraram com a camisa da Argentina o potencial que têm. A defesa ainda vacila e o goleiro Andújar, mais um a ser testado, mostra o quanto é séria a fragilidade dos arqueiros argentinos.

Lembram daquela resposta do Maradona numa coletiva, quando foi perguntado qual era diferença entre ele e Dunga? Pois o Pibe respondeu que “Dunga dava botinadas e eu fugia delas”. Pois neste fim de semana parecia que o treinador brasileiro dirigia a Argentina e o argentino comandava o Brasil. O futebol dos verde-amarelos foi de Maradona. Já o da blanquiceleste foi futebol no estilo Dunga.

Até numa das alterações, Diego mostrou dotes “dunguísticos”. Tirou Tevez e colocou Burdisso!!!! Como entender uma alteração dessas? Tudo para segurar o magro placar de 1 a 0 conseguido no início da segunda etapa. No mais, sobraram botinadas e chutões do xerifão Mascherano. Enquanto isso, do outro lado del Plata, em Montevidéu, o Brasil esbanjou futebol “maradoniano”. Vamos ver como se sairá agora a Argentina contra o Equador, em Quito. Maradona deve ficar preocupado, pois o time rival tem do seu lado o jogador mais temido pelos argentinos nos últimos tempos: altitude.

Fiesta blanquiceleste

No norte do país, em San Miguel de Tucumán, a festa teve as cores celeste e branco. Não foi a seleção o motivo de tanta comemoração, mas sim a volta do Atlético de Tucumán(foto) à Primeira Divisão. A última vez que isso ocorreu foi no ano de 1986. O Decano goleou o Talleres, em Córdoba, por 4 a 1 e garantiu a volta ao máximo campeonato do futebol argentino. E pensar que ano passado o time estava no Torneio Argentino A, que é o terceiro escalão para os clubes do interior do país. Já o Talleres está praticamente relegado para a divisão em que o Decano estava na temporada passada. O Chacarita Juniors está a uma vitória de voltar à Primeira.

Explicaciones

Para quem não sabe, a Terceira, Quarta e Quinta Divisões são divididas da seguinte maneira: os times da Grande Buenos Aires, La Plata e Rosário caem da B Nacional para a Primeira B, daí existe a Primeira C e Primeira D. Já os das demais regiões da Argentina caem para o Torneio Argentino A, daí existem o Argentino B e Argentino C. Meio confuso, mas com o tempo você consegue entender.

Logo, sempre caem para o terceiro escalão um time da Zona Metropolitana e um do Interior (os dois com piores médias). Já os penúltimos na média de pontos jogam uma repescagem, chamada Promoción, com um time de cada zona. Da Primeira B para a Primeira C, por exemplo, cai diretamente o time de pior média. O de segunda pior média joga a Promoción com outro vindo da Primeira C.

Para exemplificar, os promédios para rebaixamento na B Nacional estão assim: 17º CAI 1,189; Los Andes 1,139; Almagro 1,107 e Talleres 1,090.


A CAI (ou Comisión de Actividades Infantiles, que é o nome da abreviação), por ser de Comodoro Rivadávia, jogaria a Promoción com um time do Argentino A; já o Los Andes, que é de Lomas de Zamora, na Grande Buenos Aires, jogaria a Promo com um time da Primeira B. O Almagro, que é da Capital Federal, cairia direto para a Primeira B, enquanto o Talleres, de Córdoba, cairia diretamente para o Torneio Argentino A.

Deu para entender?
por Raphael Martins

A diferença que o craque faz

Fui trabalhar neste domingo empolgado com o jogo que iria fazer. Fluminense e Botafogo, além de ser um clássico tradicional, jogado num belíssimo estádio (o que para mim é mais um atrativo), tinha tudo para ser um jogo aberto, tenso, disputado até os últimos minutos, já que as duas equipes precisavam da vitória para afastar a crise que as rondava. Ledo engano. Que jogo ruim no Maracanã! Os dois times erraram muitos passes, quase não criaram jogadas e irritaram bastante os (poucos) torcedores presentes. Não fosse o golaço de Fred no final da partida e o jogo terminaria num 0 a 0 sem graça, mas justo. De boa notícia para o Flu, além da vitória, é claro, foi a volta de Leandro Amaral, que nos 20 minutos em que ficou em campo foi bem, sendo, inclusive, o autor da assistência para Fred.

O primeiro tempo foi horroroso. Tirando um chute de Lucio Flavio, que tirou tinta da trave de Ricardo Berna logo no início, e uma boa jogada de Thiago Neves, que Renan conseguiu fechar o ângulo, o resto foi de dar dó. No Fluminense apenas Fred e Conca conseguiam dar sequência às jogadas. Thiago Neves estava muito apagado e chegou a ser até vaiado pelos tricolores. Já o Botafogo... Confesso que tenho uma certa pena do Ney Franco. Já tinha escrito isto aqui, mas é impossível não voltar ao tema. Ele é um bom treinador, porém não faz milagres. O time alvinegro é muito fraco, não tem criação alguma. O único que se destacou ontem foi Eduardo. Para vocês verem o drama: um zagueiro, que no decorrer da partida foi jogar no meio-campo.

Mesmo com suas limitações, o Botafogo foi um pouco melhor (ou menos pior) nos 90 minutos. Mas, como num jogo como este apenas um lampejo de um craque poderia tirar o zero do placar, o Alvinegro foi castigado no fim. Leandro Amaral lançou Fred, que deu um chapéu em Renan e tocou de cabeça para o gol.


Com o resultado o Fluminense subiu para a sétima posição. No entanto, não pode se iludir. O time precisa melhorar e muito. A situação do Botafogo é preocupante, mesmo no início do campeonato. O time ainda não venceu, está em 18º e, se Ney Franco não receber reforços, corre sérios riscos de rebaixamento.

Rapidinhas da rodada:


- Bolívar merece pegar um belo gancho para aprender que não se faz o que ele fez com um colega de profissão. O mesmo se aplica a Nílton, do Vasco, no jogo contra o São Caetano na Série B. Se Juan pegou 30 dias e depois 10 jogos por ameaçar Maicosuel...
- Aliás, que jogo violento no Mineirão! Logo numa partida que envolveu dois candidatos ao título. Sobraram pontapés e faltaram boas jogadas;
- Os clubes paranaenses seguem muito mal. Geninho não aguentou e pediu demissão. O Atlético precisa abrir o olho o mais rápido possível, pois o time é muito fraco. O mesmo serve para o Coritiba. Este, pelo menos, tem Marcelinho Paraíba, que pode desequilibrar;
- Celso Roth, mais uma vez, mostra que sua fama não é justa. Está invicto no comando do Atlético-MG. São 6 jogos, com 4 vitórias e 2 empates. No Brasileiro, o Galo é o vice-líder, com 11 pontos, dois a menos do que o Inter. Lembra o Grêmio do ano passado. Será que tem o mesmo fôlego?
- O que houve com o Flamengo? Quatro gols em menos de 10 minutos... Não é normal. Aliás, uma partida em que Ronaldo Angelim falha três vezes nunca será normal.

Timão excluído do Mundial Sub-18


O confronto deste domingo, pelas quartas de final do Mundial de clubes Sub-18, entre Real Madrid e Corinthians, acabou em pancadaria generalizada. O Real venceu por três a zero, os jovens corintianos não souberam perder e partiram para a provocação. Os madrilistas caíram na pilha e a pancadaria começou.

A confusão teve início depois do apito final. O Madrid encerrou o jogo marcando o terceiro gol de falta. Os brasileiros, que terminaram com nove em campo, partiram para cima dos espanhóis com socos, chutes e voadoras, que foram revidados pelos madrilistas. Segundo a organização do torneio, o Corinthians está suspenso por cinco anos do Mundial Sub-18.

O dia D...

Hoje é o dia D! Nesta segunda-feira, Milan e Real Madrid vão anunciar a transferência de Kaká (180 milhões de reais), a segunda maior transação do futebol mundial, perdendo para a transferência do francês Zinedine Zidane (200 milhões de reais) da Juventus para o Real. Mesmo com a falsa negativa de Silvio Berlusconi, que afirmou neste fim de semana que nada estava acertado com o clube espanhol, está claro que o mandatário italiano só estava esperando passar as eleições para o parlamento italiano para anunciar a venda do Bambino D´Oro, o que vai ocorrer hoje. Para reforçar ainda mais essa informação, o chefe do departamento médico do clube espanhol, Juan Carlos Hernández, está no Recife e vai fazer os exames no jogador em uma clínica na capital pernambucana. Depois do procedimento deve acontecer uma coletiva para Kaká falar sobre a transferência. O meia-atacante não fala com a imprensa desde que chegou ao Brasil para se apresentar na Granja Comary.

Projeto "Floren Team":




Neste domingo o jornal Marca (foto) revelou a espinha dorsal que o presidente Florentino Perez vai montar no Real Madrid. A equipe, que já recebeu o apelido de “Floren Team”, será formada por dois vencedores do prêmio de melhor do mundo da FIFA (Kaká e C.Ronaldo) e três campeões da Eurocopa com a Espanha (David Villa-Valência; David Silva-Valencia e Xabi Alonso-Liverpool), além do craque francês, Franck Ribéry, do Bayer de Munique. Na matéria também é feita uma pergunta para os leitores e internautas: O "Floren Team" será capaz de derrotar o "Pep Team"(Barcelona)? Eu acredito que na Liga dos Campeões, em setembro, o time deve entrar muito forte. Passados alguns meses a equipe deve ter alguma organização. Mas o Barcelona tem um ano na frente de preparação e entrosamento, e isso conta muito. É melhor esperar para ver. Agora é com vocês amigos.