domingo, 7 de junho de 2009

ACABOU!!!

Depois da sétima corrida do ano, realizada em Istambul, na Turquia, continua tudo igual na Fórmula 1. Ferrari e McLaren se arrastando e Jenson Button vencendo as corridas. O inglês largou na segunda posição, atrás do alemão Sebastian Vettel. Mas assumiu ainda na primeira volta a liderança, depois de um vacilo do piloto da Red Bull. Foi a primeira vez desde 2005 (ano de estreia do circuito na F-1) que o poleposition não confirma a vitória. Button fez uma corrida sem sustos e chegou tranquilamente a sua sexta vitória na temporada. O australiano Marc Webber ficou em segundo. Vettel terminou na terceira posição. O melhor brasileiro foi Felipe Massa. Ele chegou no sexto lugar. Rubens Barrichello teve problemas no câmbio e acabou abandonando a prova. Com isso, Jenson Button abriu 26 pontos para Barrichello na classificação.


Classificação do Mundial de Pilotos:
1 Jenson Button (Brawn-Mercedes) - 61
2 Rubens Barrichello (Brawn-Mercedes) - 35
3 Sebastian Vettel (RBR-Renault) - 29
4 Mark Webber (RBR-Renault) - 27,5



OPINIÃO:
Na minha opinião acabou a disputa da Fórmula 1. Com seis vitórias em sete corridas, não vejo como o inglês perder esse título. Os carros mais tradicionais não vão se recuperar, isso está provado. Ferrari e McLaren estão patinando. A equipe mais próxima da Brawn é a Red Bull, mas não vejo como uma ameaça. O vice-líder, Ruben Barrichello, que possui um equipamento semelhante, não pressiona e ainda abandonou a prova de hoje. Na próxima etapa o circo sobre rodas vai para a Inglaterra, casa do líder Button e da equipe Brawn GP. Alguém tem dúvida do resultado? Com tudo isso, eu declaro o inglês Jenson Button como o campeão da temporada 2009.

Joel é uma figura única

Ah, que saudade do técnico Joel Santana... Eu confesso que não gostava do estilo Joel. Achava ele limitado e sem preparo para ser um técnico de ponta. Isso tem uns cinco anos, mas de lá pra cá o Papai Joel me convenceu e provou ser um técnico autêntico e de muito valor. Acredito que fui tomado por certo preconceito, uma resistência ao estilo informal do treinador. Pura idiotice de minha parte. Graças a Deus eu mudei de idéia. Joel é original! Em tempos de técnicos com ar de professor e com vocabulário rebuscado, Joel Santana não tenta vestir um terno para se enquadrar e nem leva um laptop para a beira do campo. Ele usa a velha prancheta. Para ser mais original só falta resgatar o pomposo bigode do início dos anos 90. Esse profissional está trabalhando na Seleção da África do Sul e melhor, vai disputar uma Copa do Mundo dirigindo o país anfitrião. Tem muito “professor” pelo Brasil morrendo de inveja do contestado Joel.

O último trabalho no Flamengo foi muito bom. Joel deixou de lado aquele carimbo de retranqueiro e montou um time ofensivo e equilibrado na defesa. O Flamengo saiu da zona de rebaixamento para se classificar em terceiro lugar no Brasileirão de 2007. No ano seguinte, foi campeão carioca vencendo os dois jogos finais contra o Botafogo. Na base do bom papo e do respeito com os atletas, Joel recuperou jogadores como Toró e Obina (marcou três gols nos dois jogos da final do carioca 2008). Revelou o volante/zagueiro Airton, entre outros feitos.

A Seleção da África do Sul venceu hoje o amistoso com a Polônia por 1 a 0 no Orlando Stadium, em Johanesburgo. Esse foi o último teste antes da Copa das Confederações (grupo da África do Sul). Joel deixou de fora algumas estrelas e está apostando em jovens jogadores. O destaque dos Bafana Bafana é o meia do Everton, da Inglaterra, Steven Pienaar. Depois da partida, durante a coletiva, Joel Santana mostrou toda sua originalidade. O “Mr” surpreendeu todo mundo e respondeu as perguntas dos jornalistas em inglês. Lógico que não foi um inglês perfeito, na verdade nem básico foi, mas ele mostrou esforço e dedicação. Acredito que esse simples ato vai conquistar ainda mais o respeito dos seus comandados. Estou apostando na classificação dos Bafana para as oitavas de final da Copa das Confederações.

Vamos conferir um trecho da coletiva do Papai Joel:



Fonte: Globoesporte.com

sábado, 6 de junho de 2009

Resultado histórico!!

Trinta e três anos é tempo pra caramba!! Esse era o número de anos que a Seleção Brasileira não vencia em terras uruguaias. Nossa última vitória foi no longínquo ano de 1976. A Seleção venceu o Uruguai por 2 a 1, gols de Nelinho e Zico. Nesse período o Brasil produziu um número gigantesco de craques. Jogadores como Falcão, Junior, Leandro, Careca, Roberto Dinamite, Renato Gaúcho, Bebeto, Romário, Rivaldo, Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho. E mesmo com essas feras o tabu continuava.

Abro o post com essa reflexão para dimensionar a importância do resultado de hoje. Como adiantei na prévia do clássico, os desfalques da Celeste foram fatais para o desenvolvimento do jogo uruguaio. A defesa ficou perdida sem a presença do enérgico Lugano e o meio-campo perdeu muita criatividade com o desfalque do meia Cristian Rodriguez. O atacante Diego Forlán foi figura nula durante a partida. O artilheiro da Europa sentiu a ausência do meia.

DESTAQUES DO JOGO:

Que ótima atuação do lateral Daniel Alves. Além de marcar o primeiro gol do Brasil, ele também salvou duas bolas em cima da linha. Luis Fabiano também jogou bem, marcou o sétimo gol nas Eliminatórias, mas foi expulso injustamente. Essa expulsão até que foi um bom negócio para o Brasil. O atacante cumpre suspensão nesta quarta, contra o Paraguai, em Recife, e fica liberado para enfrentar a Argentina, na próxima rodada, em setembro.

Outro destaque foi o volante Felipe Mello. Que raça, que disposição do camisa 5. Dunga vai moldando seus volantes (Gilberto Silva e F.Mello) ao estilo Dunga/Mauro Silva em 94.

Agora o mais engraçado. Mesmo com um placar de 4 a 0, o melhor jogador do Brasil foi o goleiro Júlio Cesar. Com pelo menos seis defesas espetaculares, ele garantiu o zero no placar canarinho. Nas últimas cinco partidas em que a defesa foi formada por Julio Cesar, Juan e Lúcio, a Seleção não levou gols. Fica o alerta, pois o Uruguai mesmo perdido teve algumas chances de marcar o gol.

CAMISA 9:

Na ausência de Luis Fabiano, uma vaga no ataque se abre no ataque. Quem vai ganhar a camisa 9 da Seleção: Nilmar ou Pato?

Na minha opinião o técnico Dunga vai escalar Nilmar. Mesmo sendo um calouro no grupo da Seleção, o atacante do Internacional deve ganhar essa vaga ao lado de Robinho. Alexandre Pato está a mais tempo no grupo, mas na cabeça de Dunga o atacante do Milan é reserva do camisa 11 Robinho. Até discordo do Dunga, mas vai ser bom testar o Nilmar. Jogando no Brasil, diante de um público festivo e mais afim de curtir a Seleção do que vaiar e pressionar, Nilmar pode ter o clima ideal para mostrar seu futebol e marcar pontos com o comandante.

RESULTADOS DE HOJE:

Confira os Resultados de hoje; Uruguai 0x4 Brasil, Bolívia 0x1 Venezuela, Argentina 1x0 Colômbia, Paraguai 0x2 Chile. Amanhã tem Peru e Equador fechando a décima terceira rodada das Eliminatórias.

Argentina vence, mas não convence

No Monumental de Nuñez, a Argentina sofreu para vencer a Colômbia por 1 a 0, gol de Daniel Díaz. A vitória levou o time de Maradona aos 22 pontos, na quarta colocação, cinco pontos na frente do Uruguai. Esta diferença faz com que praticamente possamos afirmar que as quatro vagas diretas da América do Sul para o Mundial estão garantidas com Brasil, Paraguai, Chile e Argentina. Pela quinta vaga, na repescagem, brigam Uruguai, Venezuela, Equador e Colômbia.

O jogo em Buenos Aires foi fraco tecnicamente, ao contrário do que todos esperavam. Afinal, Maradona escalou a Argentina num 3-4-3, com Messi, Aguero e Tevez no ataque. Mas quem tomou conta do primeiro tempo foi a Colômbia, que explorava o lado esquerdo com os avanços de Armero e Marín. As melhores chances (das poucas) da primeira etapa foram colombianas. Nada, porém, que assustasse Andújar. De importante mesmo, só os dois penaltis, um para cada lado, que o árbitro Rene Ortube não marcou.

No segundo tempo, Maradona mudou. Percebeu a facilidade que o adversário encontrava no lado direito de sua defesa e colocou o experiente Zanetti em campo, no lugar de Fernando Gago. A partir daí a Argentina melhorou, mas mesmo assim tinha dificuldades no ataque. Só chegava em bolas paradas. Messi acertou o travessão em cobrança de falta e, logo depois, Daniel Díaz aproveitou escanteio para escorar de primeira para marcar o único gol do jogo. Depois disso os argentinos recuaram e a Colômbia cresceu, mas também em muito sucesso.

No final das contas, o resultado foi justo pela competência hermana em colocar a bola para dentro. Mas tem que melhorar se quiser almejar coisa maior no futuro.

Tabu quebrado com estilo

Foi mais tranquilo do que se esperava. Jogando bem e com a ajuda (mais uma vez) do goleiro Júlio César, o Brasil atropelou o Uruguai, em Montevidéu, por 4 a 0 e pôs fim a um tabu de 33 anos sem vitória na capital uruguaia. Daniel Alves, Juan, Luis Fabiano e Kaká marcaram para a Seleção.

Apesar do placar elástico, não acho que foi uma exibição de gala do Brasil. O time jogou bem, sempre seguro e quando foi ameaçado contou com a bela fase do seu camisa 1. A boa notícia é que os dois principais jogadores (Kaká e Robinho) estiveram apagados em campo e, mesmo assim, as jogadas foram criadas, os gols saíram e Dunga vai se consolidando como treinador. Não concordo com algumas escolhas dele, mas é inegável que seu trabalho até agora beira a perfeição em termos de resultado.

Os destaques do jogo foram, além de Julio César, Juan, Felipe Mello e Daniel Alves. Só por curiosidade, os três primeiros revelados pelo Flamengo e integrantes de grupos que livraram o Rubro-Negro do rebaixamento apenas nas últimas rodadas de Campeonatos Brasileiros. O mundo dá voltas...

Com a vitória, o Brasil alcançou a liderança das Eliminatórias com 24 pontos, mesmo número do Paraguai, mas a frente em função do saldo de gols. Os paraguaios ajudaram, perdendo em casa para o Chile por 2 a 0. A classificação brasileira para a Copa está praticamente assegurada.

URUGUAI X BRASIL - ANÁLISE E PALPITÃO

Brasil e Uruguai se enfrentam em Montevidéu pelas Eliminatórias para a Copa da África em 2010. Do lado brasileiro, um enorme tabu de 33 anos sem vitória no estádio Centenário. Além do tabu, a Seleção enfrenta um Uruguai desfalcado, mas muito forte e comandado pelo chuteira de ouro da Europa, Diego Forlán. A Celeste não conta com o capitão Diego Lugano e com o meia Cristian Rodriguez, que fez uma ótima campanha com o Porto, sendo campeão português. Rodriguez também foi o destaque da equipe nos confrontos pelas quartas de final da Liga dos Campeões, apesar da eliminação. A Seleção Brasileira também tem seu desfalque. O titular Maicon continua se recuperando de lesão e não vai para o jogo. Daniel Alves, campeão europeu pelo Barça, será o titular.

Acredito que a Seleção vai acabar com esse tabu de mais de 30 anos. Os desfalques uruguaios são mais fatais do que o brasileiro. Cristian Rodriguez é um grande companheiro de Forlán e sua ausência vai facilitar a marcação brasileira. A zaga, quando formada por Lúcio e Juan, não leva gols há quatro jogos. O ímpeto dos uruguaios vai ajudar no surgimento de espaços na desfalcada defesa adversária. A chave da vitória está no lado direito de ataque do Brasil. Daniel Alves, Elano e principalmente Kaká gostam de jogar por esse setor. O uruguaio Cáceres, terceiro reserva do Barcelona, vai jogar na lateral esquerda do Uruguai. Acredito em vitória brasileira por 3x1.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Por um dia serei Tricolor!

Nesta quinta-feira, faleceu o Dr. Durval Valente, meu avô. Talvez os leitores deste blog não saibam quem ele foi, mas eu queria fazer uma homenagem para esse cara que eu admirava bastante e ao mesmo tempo trazer uma história interessante, ligada ao tema do nosso espaço virtual, o esporte.

Não precisei pensar muito, já que Durval foi médico do Fluminense durante alguns anos, trabalhando, inclusive, com Carlos Alberto Parreira, atual treinador do clube. E foi durante um Fluminense e Vasco, em pleno Maracanã lotado, que aconteceu a história que vou narrar, quando o craque do tricolor, Rivelino, recebeu uma entrada dura de um adversário e caiu no gramado.

O juiz da partida, ninguém menos que o famoso Arnaldo César Coelho, ignorou a entrada e deixou o astro lá, atirado no gramado, pensando não passar de uma bela cera. Foi então que o Dr. Durval invadiu o campo, ignorando a negação do juiz, e correu para atender Rivelino, ainda sentindo dor no chão. Foi ai que aconteceu uma das cenas mais inusitadas que o Maracanã já viu.

O Sr. Arnaldo não gostou da atitude do médico tricolor e sacou do bolso o instrumento que é utilizado exclusivamente para advertir os jogadores, um cartão vermelho. Foi ai que meu avô se tornou o único médico no Maracanã a ser expulso de campo, com direito a cartão e foto enviada por um fotografo do Jornal do Brasil. E talvez um dos poucos cartões dados não por uma falta violenta ou por um xingamente, mas por um ato de bravura, de quem tinha certeza de qual era o seu dever.

O doutor um dia foi flamenguista. Mas depois de passar alguns anos pelas Laranjeiras, passou a dizer com orgulho que era tricolor, negando inclusive que tivesse sido rubro-negro algum dia. Percebendo que ele realmente acreditava naquela mudança de time e que algo muito bom deve ter acontecido para ele durante sua passagem pelas Laranjeiras, em sua homenagem farei o mesmo caminho e, por um dia, direi com orgulho que sou torcedor do Fluminense.

Que Deus o tenha e obrigado por tudo, doutor. Sentiremos sua falta, por tudo de bom que fez por essa família e por todos que o cercaram.