segunda-feira, 1 de junho de 2009

MOMENTOS DECISIVOS

O Torneio Clausura chega aos seus momentos decisivos. Após a décima sexta rodada, três times se colocam na luta pelo título. Faltam apenas mais três jogos para se conhecer mais um campeão argentino. O outro campeão desta temporada foi o Boca Juniors, que não tem mais chances neste torneio.

Aliás, o Xeneize esteve em grande estilo na Bombonera. Jogando sem compromisso, o time não teve dificuldades em derrotar o San Martín de Tucumán por 3 a 0. E ficou bem entendido que San Martín só existe um, de sobrenome Palermo. O “Optmista del Gol” anotou duas vezes e está cada vez mais perto de quebrar o recorde de Roberto Cherro como maior artilheiro de todos os tempos do Boca Juniors. O outro gol foi de Palacio. A preocupação agora pelos lados de La Boca é terminar a temporada de maneira honrosa e já pensar no futuro, quem quer que seja o treinador.

O líder continua sendo o Lanús. O Granate conseguiu uma boa vitória sobre o San Lorenzo, por 2 a 1, em seus domínios. A equipe de Zubeldía mostra muita consistência e frieza dentro de campo. O mesmo pode-se dizer do Vélez, de Gareca, que com uma cabeçada fulminante de Cristaldo conseguiu o 1 a 0, como visitante, sobre o Gimnasia de Jujuy. Os norteños, aliás, já estão rebaixados para a B Nacional. A diferença entre eles é de apenas um ponto.

Já o time do futebol bonito, o Huracán, segue encantando. Bolatti e Toranzo deram a vitória aos de Parque Patrício por 2 a 1 sobre o Banfield. Um triunfo importante para o Globo continuar a sonhar com o título.

Destaque também para a excelente apresentação do Independiente, que vinha muito mal, mas que desta vez conseguiu, no sábado, vencer o Rosario Central por 3 a 1, com três gols de Montenegro, que agora é o artilheiro do Clausura, com 12 gols. Com a derrota, o Canalla parece estar fadado à Zona Promoción. A vitória do Rojo favoreceu o seu rival Racing, que ficou no 0 a 0 com o Gimnasia de La Plata, fora de casa, e assim vai cada vez mais se salvando do rebaixamento. Foi um confronto nervoso, onde o resultado era chave para os dois times. O Tripero, assim como o Rosario, está em situação delicadíssima.

Por falar em 0 a 0, o River outra vez apresentou um futebol ineficaz contra o Argentinos Juniors e não soube furar a retranca do Bichito. Qué incomodo!!!!!


Classificação: Lanús 34, Vélez 33 e Huracán 32

Rebaixamento: Racing 1,189; Rosario Central 1,144; Gimnasia La Plata 1,126; San Martín 1,057 e Gimnasia de Jujuy 1,018


B Nacional


Enquanto isso, na Segundona, os dois times que se garantirão na Primeira Divisão da próxima temporada estão perto de serem conhecidos. O Chacarita Juniors continua líder, com 65 pontos, após a vitória de 1 a 0 sobre o Olimpo. O outro time que pode conseguir o acesso direto é uma surpresa: o Atlético de Tucumán. O Decano, que na temporada passada ascendeu do Torneio Argentino A, é uma das sensações do momento. Na Zona Promoción (vão enfrentar os times que obtiverem a 17ª e 18ª médias de pontos) estão dois times de Córdoba. O Belgrano, que venceu o Atlético Rafaela por 2 a 1, está perto de conseguir uma das vagas. A outra vaga neste playoff está sendo disputada pelo Instituto de Córdoba e pelo Aldosivi, de Mar del Plata.


Yo había dicho...


Escrevi aqui na semana passada que a Libertadores não seria favas contadas para os brasileiros. O Nacional já deu o primeiro susto no Palmeiras. Pelo futebol apresentado no Palestra, o Bolso tem totais condições de, literalmente, meter a vaga nas semifinais no bolso dentro do Centenário. Acho que o Nacional vai passar e fará a semifinal contra o Estudiantes. O Pincha aprendeu com a lição do Bombonerazo e com a vantagem de 1 a 0 conseguida no Uruguai tem tudo para chegar às semifinais. Já do outro lado vai dar Brasil mesmo na final. Os meu favoritos são Grêmio ou Cruzeiro.
Por Raphael Martins

Que fase do futebol paranaense!

Chegamos ao final da quarta rodada do Brasileirão e, apesar de estarmos apenas no início, um fato chama a atenção. Os dois últimos colocados, com apenas um ponto ganho, são representantes do estado do Paraná: o Atlético é o 19º e o Coritiba o último, ambos separados somente pelo saldo de gols. Curiosamente, os dois são, respectivamente, o campeão e o vice do Campeonato Paranaense deste ano. Para completar, a terceira força do estado, o Paraná Clube, é 15º na Série B.

Como podemos ver, a fase do futebol paranaense é péssima. O Coritiba ainda tem o alento de estar disputando a semifinal da Copa do Brasil. Por isso, poupou alguns jogadores nestas quatro primeiras partidas e o desempenho foi horrível. É o pior começo do Coritiba desde 2003, com 3 derrotas e 1 empate. Nesta rodada, com o time praticamente completo, perdeu de forma inquestionável para o Goiás por 3 a 1, em casa, o que pode abalar o psicológico da equipe para o confronto de quarta-feira diante do Inter, valendo vaga na final da Copa do Brasil. Aliás, a tarefa do Coxa é bastante ingrata, já que precisa derrotar o grande bicho-papão brasileiro deste ano por dois gols de diferença.


O Atlético-PR, por sua vez, também está muito mal. Mesmo com um elenco limitado, conquistou o estadual e deu falsas esperanças a sua torcida, que agora sofre com o péssimo começo de campeonato. Parece que a diretoria do Furacão não aprendeu a lição de 2008. Ano passado, o Rubro-Negro só conseguiu escapar do rebaixamento na último rodada, quando venceu o Flamengo por 5 a 3. Este ano, se o técnico Geninho (foto) não ganhar reforços, a queda será uma realidade ainda mais próxima.


Nos últimos campeonatos, o Furacão sempre soube se aproveitar da Arena da Baixada para pontuar. Desta vez, no entanto, isto ainda não aconteceu. Foram duas derrotas nos dois jogos disputados em casa, contra adversários que não brigam no pelotão da frente: Vitória e Náutico. Contra o Flamengo, na estreia do Imperador, a equipe até que lutou, mas esbarrou em suas (inúmeras) limitações. É o pior começo de campeonato do Atlético desde 2005, quando perdeu os seis primeiros jogos e só foi vencer na 11ª rodada.

Portanto, abram o olho paranaenses, pois a situação de vocês já é preocupante!

Rapidinhas da rodada:

- Que estreia do Adriano! Para quem disse que não aguentaria 45 minutos, o Imperador superou as expectativas e jogou a partida inteira. Fez um gol, obrigou Vinícius a fazer uma bela defesa e criou algumas oportunidades, participando ativamente do jogo. Neste ritmo, será difícil segurá-lo.
- Mesmo jogando com um time misto em 3 dos 4 jogos, o Inter conseguiu manter os 100% de aproveitamento no campeonato. É o melhor começo do Internacional na história do Brasileirão com 4 vitórias consecutivas, igualando os anos de 1975 e 1978. Neste último, aliás, o Inter foi ainda melhor, chegando a 7 triunfos seguidos. Será que este recorde será quebrado?
- Depois da bela apresentação contra o Náutico, Ricardo Berna merece "roubar" a vaga de Fernando Henrique no gol do Fluminense. A torcida tricolor agradece.
- O Palmeiras chegou a estar vencendo o Barueri por 2 a 0, mas acabou cedendo o empate. De positivo, os gols marcados por Obina (o primeiro do ano) e Keirrison, que encerrou um jejum de 4 jogos. Eu avisei no sábado!
- Muricy barrou Hernanes e pôs Marlos no meio-campo do São Paulo. O time jogou bem, fez 3 a 0 no Cruzeiro e conseguiu sua primeira vitória no Brasileirão. E agora, Hernanes volta ou esquenta o banco?

domingo, 31 de maio de 2009

NBA chega às finais sem os brasileiros

Foi por pouco. Anderson Varejão e Nenê representaram muito bem o Brasil, foram às finais de conferência e encararam a missão de forma digna. As missões é que não eram tão fáceis. Enquanto Nenê teve que enfrentar Kobe Bryant e cia, Varejão, mesmo ao lado do MVP LeBron James, teve que marcar ninguém menos que Dwight Howard.

O Denver Nuggets tinha boas chances de vencer o Los Angeles Lakers, mas a lesão de Carmelo Anthony claramente atrapalhou a estrela principal do time do Colorado. Billups e Nenê fizeram o que puderam, mas o Lakers era mesmo superior. Achei que o Denver venceria em casa e o Lakers fecharia a série em LA, mas a diferença entre as duas equipes acabou ficando clara logo no sexto jogo e Kobe vai em busca do seu quarto título, o primeiro sem Shaq. Já o Lakers, segundo maior vencedor da liga, tentara o 15º título.

Na outra série, LeBron já tinha feito chover em partidas anteriores, com direito a cesta de três no último segundo para virar o jogo. Mas a missão era dura demais para um time sem coadjuvantes à altura da estrela maior. Para piorar, LeBron não estava em seus melhores dias e errou bolas estranhas, parecia desatento. Varejão até que fez um bom trabalho, mas jogar contra um time que tem uma legião de atiradores de três pontos e um monstro debaixo do garrafão, fica muito difícil. Howard, que desta vez foi acionado no último quarto, aliado a boa atuação de Turkoglu, Lewis e do reserva francês Pietrus, despacharam com facilidade o Cavs e chegam à segunda final do Orlando Magic, que nunca foi campeão, na história.

Nota triste para o Brasil:

Nenê fraturou o braço direito no quarto período do último jogo da série e poderá ser desfalque na seleção brasileira, mesmo dando tempo para a recuperação. Varejão será Free Agent no final da temporada e não deve renovar com o Cleveland. Se quiser continuar na NBA terá que se poupar e não sofrer lesões, então também deve ficar de fora da próxima convocação. Diga-se de passagem, com razão.

Nota triste 2, a arbitragem:

Para quem pensava que arbitragem era um mal do futebol, pode ficar tranquilo. Na mesma medida em que os jogos foram emocionantes com lances lindos, dignos de final de NBA, os juízes erraram lances grotescos, daqueles que até o mais leigo admirador do basquete sabe que estava errada a marcação. Em alguns momentos, a marcação era tão equivocada, que quando o replay aparecia no telão do estádio e a torcida se revoltava, os juízes ficavam com uma cara tão sem graça que chegava a dar raiva.

sábado, 30 de maio de 2009

Empate evidencia carências alvinegras

Como o nosso colaborador, Ricardo, escreveu num dos posts abaixo, o Botafogo tinha a obrigação de vencer o Sport neste sábado. Precisava conseguir a primeira vitória no Brasileiro e jogava em casa diante de um adversário que vive uma crise. Ou seja, um cenário teoricamente perfeito. Mas o Alvinegro, mais uma vez, esbarrou nas suas limitações e saiu de campo com um 2 a 2, que, nas circunstâncias da partida, até que não foi um mau resultado, haja visto que o time pernambucano foi para o intervalo com 2 a 0 no placar.


Confesso que tenho uma certa pena de Ney Franco. Ele é um bom treinador, mas tem um elenco muito fraco em suas mãos. Assim, tem que quebrar a cabeça para armar a equipe. No jogo deste sábado, testou o jovem Laio no ataque, junto com Victor Simões, e colocou Teco na zaga, passando Eduardo para a ala esquerda. Lucio Flavio reestreou no meio, dando esperança de um melhor toque de bola. O Botafogo começou o jogo pressionando, com mais posse de bola, mas muito improdutivo. O Sport marcava com todos os seus jogadores atrás da linha da bola e a falta de qualidade dos cariocas facilitava a tarefa. O Alvinegro tocava de um lado para o outro, sem objetividade. E esqueceu de marcar. Na primeira vez que o Rubro-Negro atacou, fez o gol. Weldon puxou contra-ataque pela esquerda e tocou para Wilson fazer o primeiro. O panorama do jogo não mudou, com o Bota sem saber o que fazer com a bola. Assim, levou mais um gol antes dos 20 minutos. Em outro contra-ataque, Moacir fez boa jogada pela direita e cruzou para Weldon completar livre.


Atrás no placar, o Botafogo, já vaiado pela torcida, não conseguia criar muito. Ameaçava apenas nas faltas cobradas por Juninho, o que já virou rotina em General Severiano. Numa delas, o camisa 3 acertou a trave. Antes do fim do primeiro tempo, o Sport quase fez mais um no contra-ataque, mas os times foram para o intervalo com os pernambucanos vencendo por 2 a 0.


Ney Franco resolveu mudar. Tirou Teco, fora de ritmo e pendurado, e Tulio Souza, muito mal, e colocou Léo Silva e Tony em campo. Mudou o esquema para o 4-3-3, abrindo Victor Simões e Tony nas pontas e deixando Laio como centroavante. Queria explorar as jogadas pelas laterais para furar a retranca do Sport. Mesmo assim, o Botafogo continuou errando muito. Lucio Flavio estava sumido e pouco fazia para ajudar. Mas Ney acabou mostrando que tinha razão. Em jogada pela esquerda, Eduardo, um dos melhores do jogo, chutou cruzado e Tony apareceu para diminuir. Logo depois Hamilton foi expulso e o Alvinegro passou a pressionar de vez. Magrão fez milagre em uma cabeçada de Victor Simões e depois defendeu com segurança chute de Juninho.


A esta altura o Sport já nao ameaçava nos contra-ataques e apenas dava chutões para frente. Não deu outra. Chamou o Botafogo para o seu campo e foi castigado com um gol de cabeça de Fahel. No final, Castillo ainda salvou com duas belas defesas e o empate acabou sendo o resultado mais justo. Apesar do esforço, o Alvinegro precisa melhorar muito. Ney precisa de reforços, sob o risco de ter que passar o campeonato fazendo figuração ou até lutando contra o rebaixamento. Abre o olho, Maurício Assumpção!

O que houve com Keirrison?

A torcida do Palmeiras é, com certeza, uma das mais exigentes do país. Talvez pelo sangue italiano da maior parte de seus seguidores, a oscilação entre elogios e xingamentos é muito constante. E o alvo da fúria alviverde no momento é Keirrison. Isso mesmo. O jovem atacante, que chegou ao Palestra credenciado pela artilharia do Brasileirão do ano passado e apontado como uma das maiores revelações do Brasil, não vem jogando bem há algum tempo e já é bastante criticado pelos palmeirenses. Foi, inclusive, muito vaiado nos últimos jogos da equipe em casa. Mas o que será que aconteceu com Keirrison? Em 2 meses, o jovem de 20 anos passou de postulante a uma vaga na Seleção Brasileira a peça contestada no ataque da equipe de Luxemburgo. Perdeu o apelido de K9 e ganhou a alcunha de PipoKeirrison, sob a alegação de que se esconde em partidas decisivas.


Se olharmos os números absolutos do jogador com a camisa do Palmeiras, veremos que são muito bons. Ele fez 30 jogos e marcou 20 gols. Média de, aproximadamente, 0,7 gol por partida. Mas, se formos analisar seu desempenho por jogo, a queda de rendimento de Keirrison é flagrante. Ele estreou no clube paulista no dia 24/01, marcando duas vezes na vitória de 3 a 0 sobre o Mogi Mirim. Desta data até o confronto contra o Noroeste (vitória por 2 a 0, com dois gols do atacante), dia 17/03, foram 14 jogos e 16 gols! Impressionante. Números que o fizeram bater recordes dentro do clube.


Porém, de lá pra cá, parece que a fonte secou. Desde então, Keirrison entrou em campo 16 vezes e fez apenas 4 gols. Mesmo assim, neste período, ainda conseguiu marcar em três jogos consecutivos, duas vezes contra o Sport, ainda pela primeira fase da Libertadores, e uma contra o Santos, no jogo de ida da semifinal do Paulista. Se formos analisar os números do atacante após essa sequência, a queda é ainda maior. Desde então, foram 9 jogos e apenas 1 gol, de penalti, contra o Coritiba, na estreia do Brasileirão. Com bola rolando, a última vez que Keirrison balançou a rede adversária foi na partida citada acima, contra o Santos, dia 11/04. Há mais de um mês e meio!


Pois bem, os números comprovam: a fase não é nada boa. Mesmo assim acho natural que isto esteja ocorrendo, já que estamos falando de um menino de 20 anos. É normal esta irregularidade. Por outro lado, houve uma supervalorização de suas qualidades. Chegaram a compará-lo a Ronaldo, Romário e isto foi muito ruim para Keirrison, pois passaram a esperar muito de alguém que ainda (compreensivamente) não está totalmente pronto para assumir tamanha responsabilidade.


A boa notícia para os palmeirenses é que, neste período no Palestra, o máximo que o atacante ficou sem marcar foram 4 jogos, tempo que dura o jejum atual. Portanto, é bom a zaga do Barueri, adversário do Palmeiras neste domingo, abrir o olho.

CHELSEA É PENTA DA FA CUP



Olá amigos blogueiros!! Quando o sábado amanhece meio nublado, o futebol é o melhor remédio. Hoje eu acompanhei a final da FA Cup, competição mais antiga do mundo, com 128 anos de existência. O bilionário Chelsea encarou o modesto, mas tradicional, Everton, de Liverpool. Vitória do clube londrino por 2 a 1 de virada, com gols do atacante Drogba e Lampard. Luis Saha abriu o placar para o os azuis de Liverpool.

O jogo:

As duas equipes protagonizaram um ótimo jogo no gramado sagrado de Wembley. Antes de o técnico Gus Hiddink entender qual era a proposta do Everton, Luis Saha abriu o placar com 25 segundos do primeiro tempo. Os azuis de Londres não sentiram o gol e dominaram o jogo até chegar ao empate, aos 21 minutos, com Drogba de cabeça. No segundo tempo o Chelsea mostrou a sua força e controlou o jogo até chegar a virada com um chutaço do camisa 8 Lampard, 2 a 1 e título nas mãos. Foi só tocar a bola e esperar o apito final. Mesmo sem pressionar, o Chelsea teve algumas chances de ampliar o placar. Quinta FA Cup conquistada pelo clube londrino. O técnico Guus Hiddink comandou o Chelsea pela última vez, já que vai voltar para Seleção da Rússia. Hiddink teve um bota-fora fantástico saindo do comando dos Blues com apenas uma derrota em 20 jogos e, lógico, o título da Copa da Inglaterra. Vale lembrar que o holandês substituiu o brasileiro Luis Felipe Scolari, o Felipão, que foi demitido depois de várias derrotas nos clássicos.

Futuro:

O italiano Carlo Ancelotti, ex-Milan, vai assumir a equipe na próxima temporada. Uma grande reformulação deve ocorrer no grupo de jogadores do Chelsea. Segundo a mídia inglesa, 12 jogadores devem deixar o clube. A Inter de Milão pode retirar três atletas dos Blues: Deco, Ricardo Carvalho e Obi Mikel, como adiantamos ontem no blog. Ancelotti já teria indicado o meia Pennant, do Liverpool, e o meia-atacante Ashley Young, do Aston Villa. Yuri Zhirkov, do CSKA, também está na pauta de Abramovich.

No Engenhão, Botafogo tem a obrigação de ganhar do Sport

Acorda, Fogão. Já se passaram três rodadas e o Botafogo segue em stand by no Campeonato Brasileiro. Não dá para falar que os resultados nas três primeiras rodadas (empate fora com o Santo André e em casa com o Corinthians e derrota para o Grêmio) foram absurdos, mas dois pontos em nove disputados é preocupante. Agora, contra um baleado e desestruturado Sport, imerso em na primeira crise do ano, o time de Ney Franco tem a chance de se recuperar e começar uma arrancada, afinal, os próximos três jogos serão no Rio de Janeiro. O jogo será no Engenhão, nesse sábado, às 18h30.

É inegável a falta que tem feito Maicosuel na criação e na finalização das jogadas alvinegras. Apesar de esforçados, Fahel e Túlio Souza não criam. Já o jovem Rodrigo Dantas pode vir a ser um bom jogador, porém, não é craque a ponto de resolver logo de cara, pelo menos não mostrou esse potencial.

O alento do Glorioso será a volta do seu camisa 10 dos últimos três anos. A estada de Lucio Flavio em Santos não durou muito e ele acabou voltado para General Severiano, onde conhece o clube, os dirigentes, comissão técnica, elenco, torcida e ainda por cima, é compreendido por todos eles.

Já no gol, a volta com boa atuação de Castillo é uma boa notícia para Ney Franco, que também conta com o jovem e qualificado Renan. Com a camisa 1 em boas mãos, ele pode concentrar suas forças para montar a equipe mais consistente e ofensiva, afinal, um gol em três jogos não condiz com o melhor ataque isolado no Carioca.

Falando em gols, a também cria de Marechal Hermes, Laio, deverá aparecer no ataque ao lado de Victor Simões. Ele substitui Reinaldo. O camisa 7 segue lesionado. Que músculo difícil de recuperar...

Apesar de todo modificado, o setor defensivo é onde a confiança, por incrível que pareça, é maior. Com Juninho bem e Eduardo mostrando estar em nova fase e jogando melhor ainda, o setor não vem comprometendo, muito também graças às atuações seguras de Leandro Guerreiro.

No final, o calcanhar de Aquiles. O problema é crônico nas laterais. Alessandro até que defende minimamente bem, mas o único ataque que ele proporciona é o de coração na torcida. Já Thiaguinho, é inconstante e não inspira confiança. Na esquerda, Gabriel tem talento, mas precisa ser lapidado. O teste da vez será com Wellington Júnior. O garoto é destro e meio-campo, mas será o lateral esquerdo. O alento é que ele já exerceu esse papel na base algumas vezes.


Memória:

No Campeonato Brasileiro de 2008, o Botafogo ganhou do Sport duas vezes. Na primeira rodada, no Engenhão, Fogão passou pelo adversário por 2 a 0, com gols de Jorge Henrique e Diguinho.

No jogo de volta, Jorge Henrique marcou na Ilha do Retiro a selou a vitória que colocou o Alvinegro na terceira colocação. Um dos últimos suspiros de esperança em 2008.

Por Ricardo Azevedo